the search for snake
1 as novas crias de shinigami
Inglaterra 21h33min, os novatos da Shibusen vieram ao chão, alguns com machucados profundos.
— Isso é loucura. – disse Mike nervosamente. – Nem em mil anos poderíamos vencer algo assim.
— Acalme-se Mike, não podemos abaixar a cabeça para uma bruxa. – Emily falou em sua forma de arma, uma katana de cabo branco e lâmina de prateada.
A frente deles uma imagem realmente assustadora. Medusa, a bruxa que libertou o Kishin da Shibusen não muito tempo atrás. Seus olhos lembravam os de uma cobra, e seu cabelo preto a fazia ficar muito mais ameaçadora. Mike engoliu em seco. Medusa lançou uma saraivada de setas na direção dele. Mike saltou para trás, mas as mesmas continuam a segui-lo.
-Mike cuidado! – gritou Emily.
-Eu sei, eu sei! – retrucou Mike enquanto cortava os vetores com Emily.
Antes que pudesse recuperar o fôlego, Medusa surgiu diante de Mike o acertando um chute na barriga. Mike gritou de dor e Emily, o nome de seu parceiro. Mike bateu as costas com força contra o chão, ainda estava consciente, mas não tinha forças para se mexer. Medusa se aproximava lentamente, com um frio sorriso no rosto. O desespero tomou conta de Mike, até que passos começaram a ecoar pela rua. Medusa com seus olhos de serpente fitou os dois que se aproximavam. Um jovem de 16 anos, cabelos brancos e olhos vermelhos. Ao seu lado, vinha uma garota com a mesma idade, longos cabelos negros e olhos castanhos.
-Drake e Helena, malditos da Shibusen. não confiam em mim. – Diz Mike, aliviado
-Ainda bem. Não se preocupe Mike, vamos limpar a sujeira dessa bruxa nojenta. – Drake tinha um tom frio. – Agora Helena.
-Sim, senhor.
Em um piscar de olhos, Helena torna-se uma foice com um longo cabo de madeira e lâmina prateada, que refletia a luz da lua. Medusa soltou um risinho maldoso e partiu em ataque. Os vetores miravam o peito de Drake, que girando a lamina se livrou das setas. Porém Medusa, vinha por cima dele. Rapidamente Drake posicionou sua foice, decepando o braço esquerdo da bruxa Medusa, que não esboçou dor, e também não recuou. Ele partiu mais uma vez em ataque, dessa vez acertando um chute na cabeça dela. Ele cambaleou por um segundo, mas logo recuperou o equilíbrio. Moveu a lâmina pela esquerda acertando o corpo da bruxa e a partiu ao meio.
— Conseguimos Drake! – Helena parecia empolgada.
-Não... nem chegamos perto. – A fúria tomou conta de Drake. – Era apenas outra cópia daquela maldita bruxa. – Ele deu um longo suspiro. – Bem... Mike, você está bem?
-Sim, estou. – Mike se botava em pé com dificuldade. – Só tomei uma surra da copia de uma bruxa, nada demais.
-Mike, não seja assim. – Emily voltou a sua forma humana. — Se não fosse pelo Drake, estaríamos em apuros agora.
— Não, serio, estou muito agradecido.
— Que bom que não se machucaram muito. – Helena também tinha voltado à forma humana. – Quando ouvimos o grito do senhor Mike, nós ficamos muito preocupados.
— Você ficou preocupada. – Drake retrucou.
— Bem, em todo caso eu daria conta sozinho. – Mike parecia emburrado.
— Serio? Eu posso jurar que ouvi você falar “ainda bem” quando eles apareceram. – Emily provocou.
— Eu não me lembro de nada disso.
— Podemos cortar o papo furado e terminar essa missão? – disse Drake em tom cortante.
Mike ajeitou o tapa-olho e os seguiu, a rua estava escura e a noite era fria. Drake parou diante de uma tampa de bueiro.
— De acordo com testemunhas, esse é o local do laboratório da Medusa.
— Tem certeza que podemos entrar assim? – Emily estava com medo. Em geral era uma menina medrosa. – Sabe, é um esconderijo de uma bruxa, certo?
— Não precisa ter medo, o senhor Drake e o senhor Mike estão aqui. – Helena a consolou.
— É, vamos acabar com qualquer bruxa maldita que vier. – Mike estava totalmente recuperado mentalmente.
Drake analisou a tampa por um tempo, e por fim a moveu. Era pesada, por isso Mike teve de ajudá-lo. Drake foi o primeiro a entrar, Mike foi em seguida, Emily hesitou um pouco, mas Helena a pegou pelo pulso e deu um sorriso gentil. Por fim, as duas entraram. Na entrada, havia uma escadaria incomum em bueiros. Lá dentro, viam um grande laboratório, cheio de pesquisas sobre a mesa, alguns computadores antigos e tubos de ensaio.
— Alguém em casa? – brincou Mike.
— Tenho certeza que se tivessem eles responderiam. – Drake brincou um pouco também, o que era incomum. Normalmente, era um garoto serio.
De repente alguns potes caíram e Emily soltou um grito. Ao se virar, Drake se deparou com uma enorme serpente negra de olhos vermelhos, enrolada em cima de um armário, fitando os quatro jovens. Drake chamou Helena e Mike chamou Emily. No mesmo instante que as armas estavam nas mãos de seus respectivos parceiros, a serpente partiu em ataque. Mike rolou pela esquerda enquanto Drake saltou. A serpente balançou a cauda acertando Mike, o jogando contra a parede. Drake moveu a foice contra a cabeça dela, mas a pele repeliu a lâmina, o fazendo cair de costas no chão.
— Senhor Drake! – Helena gritou
— Estou bem. – A cabeça dele latejava. – Não perca o foco.
A serpente novamente atacou, mas dessa vez Mike se pôs a frente dela. Brandindo a katana, conseguiu abrir um leve arranhão na pele do bicho.
— O senhor Mike conseguiu feri-la... – Helena estava surpresa – Mas como?
— A onda de alma dele. – Drake se pôs de pé. – Ele aumentou sua onda de alma para causar mais dano. Podemos fazer o mesmo.
Drake intensificou sua onde de alma. Nesse momento, até Mike estremeceu e a serpente recuou. Drake se aproximou e a serpente tentou mordê-lo, mas a lâmina da foice já separava em duas metades a mandíbula dela. E com um leve movimento de mão ele a decepou. O corpo da serpente reluziu e então uma explosão. Então, o laboratório desmoronou e todos os destroços caíram em um poço. Drake acordou, a cabeça dele latejava. Após alguns segundos, sua visão se focalizou e ao seu lado, desmaiado, estava Mike. Ele olhou em volta, mas não avistara Helena nem Emily. A partir de agora artesão e arma estavam separados.
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