Notas iniciais
oi pessoal, esse é o 1º capt da fic espero que gostem

Num momento tudo estava escuro, sem vida, eu corria e corria, mas sempre sem sucesso. De repente sinto algo me sufocar como se o ar não entrasse mais em meus pulmões, com isso desperto de meu sono. A asma ataca mais uma vez, pego meu inalador e tento me concentrar para a falta de ar passar. Olho para o despertador ao meu lado: 7:30.

– Fala sério, justo em um sábado! – Resmungo em voz alta

Levanto-me, pois o sono já se foi, faço minha higiene matinal rapidamente e me direciono a cozinha porque eu ainda não sou de ferro, ainda. Mal chego e já escuto Jeff, meu pai, escutando sua sempre música depressiva de todos os dias.

– Pai, mal acordou e já está se deprimindo? – Falo ironicamente.

Mas ele apenas me ignora e continua fazendo seu café. Sento na cadeira mais perto de mim, escuto um barulho estranho e quando olho para o lado, está Patrick caído no chão com seu cabelo preto jogado na cara.

– Parece que a bela adormecida não teve uma boa noite de sono, para tropeçar na escada. — Falo brincando.

– Cala boca Alicia, só porque é minha irmã, não quer dizer que pode me zoar.

– Quem você acha qu..

– BASTA! PAREM OS DOIS! – Fala papai

Meu irmão logo senta na velha cadeira de madeira. Nossa casa é bem humilde, as paredes são decoradas com o forro do antigo morador e com um sótão que eu sempre achei mal assombrado.

– Tenho algo muito importante para falar para vocês, meus filhos. Vocês sabem que eu jogo poker todos os sábados certos?

– E todos os outros dias da semana. – Falo revirando os olhos.

– Enfim, dessa vez eu não tive muita sorte...E eu já havia bebido bastante...e eu acabei perdendo..tudo. – Todos ficam calados por um momento.

– Tudo? Como assim? – Pergunta Patrick sempre naquele tom suave que me irrita

– Exatamente tudo, a casa, alguns trocados que eu tinha no bolso, e um dinheiro que peguei emprestado.

Enquanto eu e papai estávamos ligados prestando atenção e falando sempre, trick apenas ficou em silêncio, como sempre fazia, quando íamos visitar mamãe no hospital.

– Emprestado com quem? Não me diga que foi um agiota, por favor, isso não. – Falo choramingando

– Filha, eu não queria mas...

– NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO CONOSCO COMO PODE, E AGORA COMO VAI ACHAR O DINHEIRO? ISSO NÃ CRESCE EM ÁRVORES!

– Pois bem, pensei em uma solução, mas vou precisar da ajuda de vocês dois principalmente da sua, Alicia. – Ele fez uma pausa. – Nossa única chance é a seleção.