tempestade

3 Tempestade 2 teia


Notas iniciais
povo a reaper foi dar um rolé e me deixou sem mente criativa para lemon, dai saiu uma coisa um tanto sentimental e n um emon pezado. prometo me empenhar mais no proximo.

Para ele foi um dia cansativo, não sabia por quanto tempo mais poderia se manter assim, sendo ninguém, vivendo a sombra de segundos e terceiros, ele estava desesperado e fez uma loucura: enfrentou seu deus.

–Will- dissera ele- quero ir sozinho hoje.

–bem, pelos lados da mansão Trancy tera uma grande coleta de almas, só lembre-se daquele demônio.

Essa foi sua segunda loucura em sua existência aparentemente imortal. Só queria ser respeitado por ser quem era e agora era mandado caminhar de cabeça erguida para seu fim. Almas desaparecidas e um demônio superior.

Chegou ha vila onde deviam estar as almas, não havia uma, apenas uma sombra se alimentando dos sonhos de alguém em um canto dos escombros. O demônio acabou com a ultima alma e sumiu em nevoa negra. Se ele voltasse para casa sem as almas com certeza seria açoitado, teria que seguir o akuma.

O demônio estava em frente a mansão quando ouviu o som da foice do loiro se aproximando. Deu tempo apenas para que este saísse do caminho antes de ser cortado em dois.

– o que faz por aqui?- perguntou o akuma olhando o loiro com ódio aparente.

–vim pedir algumas explicações.- o loiro disse apoiado em sua foice.

–esta dizendo que pretende domar-me?

–estou dizendo que pretendo, realmente pretendo.

O tilintar das facas doudas e o cheiro metálico do sangue de ambos seres da noite estava forte, o sangue caia como chuva e se acumulava como poças na terra.

O loiro estava no chão com a roupa rasgada e ensanguentada, estava respirando ofegante enquanto o ser do inferno o encarava e arrastava para fora do jardim até uma floresta que existia ali. Mesmo que o conde não estivesse mais ali, seu antigo fiel mordomo cuidava daquele jardim como um santuário particular.

–esta pronto para encará-lo mais uma vez?- perguntou o demônio deixando o corpo do loro em cima de um grande tapete de flores azuis.- a única coisa que posso fazer por você agora é dar-lhe uma morte digna e permitir que o veja uma ultima vez.

O ceifador não respondeu, nem ao menos se deu ao trabalho de ouvir direito as palavras do akuma, pois em sua mente já era um homem morto, e dessa vez seria para sempre, sem penitencia ou segunda chance. Seria para sempre desta vez.

–mas acho que seria um desperdício perder um rostinho bonito como o seu- disse o demônio em tom sarcástico.

–vai para o inferno, demônio- o loiro conseguiu dizer.

–não percebe? Já estamos no inferno. Ou como eu pude virar o que sou e você o que é agora? Eles são mais demônios que nós.- as mãos daquele ser eram passadas no rosto do loiro que já perecia naquela terra.

–só quero saber uma coisa- já era possível ver uma lagrima no olho direito do shinigami, dizem que uma lagrima partida do olho direito quer dizer alegria e não era possível saber o que ele sentia naquele momento, tristeza ou alegria? Ele queria descansar mas não queria sentir mai dor.- antes de eu morrer me responde, como se supera um demônio?

– apenas um demônio pode domar outro demônio, mas eu posso lhe domar sem maires problemas.

Com alguma dificuldade o loiro conseguiu se virar, de costas para cima e rosto na terra, um ato de loucura por estar desesperado. Ia morrer de qualquer jeito.

– chorando? Que patético.- o akuma levou a mão a nuca do loiro, os dedos unidos, as unhas afiadas formando uma lamina, sentia pena, mas não entendia isso, demônios sentiam pena? Mesmo que sentissem, não sabia se era do loiro por morrer daquele jeito ou se era dele mesmo. Desistiu.- sera possível?-falou para si mesmo, não consigo nem dar um fim neste pirralho.

Podia ser um demônio, e demônios podiam não ter emoções, mas ele se lembrava de um único sentimento: medo. E era isso que estava aparente na aura do mais jovem, ele sentia medo, chorava e implorava para que acabasse rápido, e talvez fosse por isso que não conseguia. Era a mesma expressão que seu antigo mestre tinha naqueles olhos cor de gelo.

– eu não quero fazer isso.- disse por fim o akuma.- simplesmente não quero, fazer isso.- deixou a mão descansar onde nasciam as flores azuis.

–você não sente pena de mim? Não ia acabar com tudo agora?- perguntou o aloirado- achei que vocês não pudesses sentir nada.

– eu também, estou confuso.- não sentira nada até conhecer aquele garoto.- foi a primeira vez que pude sentir algo, tristeza quando eu… depois senti medo, agora sinto oena, acho que esse é o nome que os humanos dão. Já pedi varias vezes para entender os sentimentos dos humanos, mas agora não quero mais, se não fosse por isso não seria tão, tão doloroso. Sentir doi, e nós não fomos feitos para isso.

Tinha uma brisa soprando, levava as flores que antes estavam presas ao chão deixando um cheiro doce e suave, mas forte o bastante para ser sentido. Para o loiro era a primeira cena em anos que o fazia se sentir bem, ele estava em paz e isso era uma coisa boa. Tinha o gosto metálico do sangue junto com o salgado das lagrimas na boca e degustava desse sabor com prazer.

– se você não souber o que é dor, nunca ira saber qual a sensação de uma caricia.-o loiro disse.

– então pode me mostrar isso que tanto falam?

–se quiser.

–eu quero.

O demônio se deitou em cima do mais jovem tirando sua franja loira dos olhos que já estavam vermelhos por causa do choro. O fez se sentar com cuidado, sabia que suas feridas eram profundas, afinal afinal tinha sido o autor de tal feito e agora estava arrependido, porém agora não podia fazer nada, e por mais fundos que fossem não o matariam, o que faria agora talvez. O que o demonio via no jovem para agir de tal forma? Ele via seu mestre, via o medo e a incerteza nos olhos daquela bela criatura, a borboleta tinha caído em sua teia. Estava preso e não percebia, uma alma instável, era isso que atraia aquele ser. Passava os dedos com unhas negras em sua face enquanto exibia um olhar gentil. O loiro tinha um olhar melancólico, os olhos brilhavam tristes. O que estava prestes a fazer? Era loucura mas ele queria, queria saber como era, queria conhecer. Ele já sonhara com flores azuis, as quais agora estavam grudadas em seu cabelo graças ao suor. Viu o akuma tirar a parte de cima de seu terno e passar as mãos pelo ser corpo que agora estava arruinado, ficaria marcado pelo resto da sua imortal vida. Se sentia culpado por pensar no outro ceifador enquanto estava com o demônio aranha.

Quando percebeu estava totalmente no chão com o akuma por cima se movendo lentamente em seu interior quente. Queria o tirar de cima e correr, mas estava gostando de como o outo lhe tratava, era gentil e não batia nele simplesmente por bater. Ele era bom e o loiro se sentia bem nas mãos dele. Apenas aceitava seus toques e suas caricias, se desfazia e desejava mais a cada investida deste. Era a dor que queria sentia alguns beliscões, separaram os corpos suados.

–realmente, eu gostei- disse o akuma.

– eu sei- respondeu o loiro antes de dormir.

Quando sua consciência voltou, percebeu que estava na enfermaria, no quarto em que se encontrava estavam todos o encarando com preocupação e surpresa. Os ferimentos tinham sido bem tratados e estava quase curados, no relógio marcava meia-noite, não fazia ideia de como foi parar ali. Só sabia que estava la, e devia ter feito uma grande coisa considerando o olhar de todos acima dele.

– está se sentindo bem?- o ruivo perguntou.

–estou bem. Mas porque estão todos me encarando?

Os presentes trocaram olhares.- nos o encontramos quase morto ontem- disse o moreno.- e todas as almas que tinhas sido perdidas estavam om você, quase morreu por conta da gravidade dos ferimentos, e não achamos rastros do demonio, não acho que volte cedo.

O loiro não sabia o que pensar, todos achavam que tinha sido ele que conseguira, mas a verdade era bem diferente. Aquela pena que o demônio sentira por ele ele que tinha sido responsável. Mas o que acontecera com o filho do inferno? Olhava cada detalhe do quarto como se aquilo fosse dar uma resposta. Mas o que conseguiu foi nada, tinha se sentido mais vivo em tempo e lugar que agora julgava não passar de um sonho distante, mas ver todos a sua volta também parecia um sonho. E ali no canto do quarto, entre o teto e as paredes tinha uma teia de aranha, assim como na arvore do jardim das flores azuis, nela não tinha nada, mas em sua mente podia ver uma borboleta amarela, uma borboleta com as assas arrancadas e sem esperança de resgate, uma alma solitária. Foi quando percebeu, a borboleta, era ele.

Só então teve certeza de que não havia sido um sonho e que agora ambos estavam em seus respectivos lugares, mesmo que o coração do loiro estivesse tão vazio como aquela teia.

Notas finais
bem ta ai, qua querem que seja o proximo?