Livros e fanfics
Recomendado por babyimdieyoung
babyimdieyoung
Estou apaixonada pela venus. Definitivamente, apaixonada.
Admito ser uma leitora meio preguiçosa e fantasminha - por essa razão, não comentei e nem recomendei dazed and confused (ainda). Acabei por ler Oneirataxia caminhando para o ponto de ônibus, e então no ônibus, e entre as trocas de período e durante a aula de português e também a de sociologia, e terminei aqui, no meu quarto, onde estou recomendando exatamente dois minutos após ter terminado de ler o epílogo.
Eu não sei o que mais me conquistou - A idéia de psicose (da qual eu entendo e muito), o título que para muitos é desconhecido, Thopher ou então a inspiração no meu livro preferido (Peter Pan). Talvez uma mistura de todos esses elementos, que venus obviamente soube combinar para fazer a história perfeita.
Se ainda quiser razões mais concretas para ir ler oneirataxia, eu te digo que: a escrita é cativante. Você não perde nem um minuto, porque é um texto divertido e fácil, onde as palavras e complementam e combinam muito bem. É difícil achar textos sem redundâncias ou firolas de mais (de forma que fica muito difícil e até mesmo chato de ler); também tem os personagens, que são todos uns amorzinhos (até mesmo ou principalmente a Alfie) e muito bem construídos. Ah, e a autora, que é um amor. Lógico. (Apesar de não ter comentando nos capítulos, dei uma olhada nos comentários e é comprovado o quanto ela é amorzinho com os leitores, sério).
Tá, chega. Vai ler oneirataxia agora!!!
"ELA DISSE OBRIGADO”
WAATT? Pessoas do gênero feminino dizem “obrigada”, e pessoas do gênero masculino falam “obrigado”. Utilize essa dica até na sua fala. Não passe vergonha.
(1) AUTO / (2) ALTO
(1) Significa "próprio de si mesmo". -> Ex: tenho uma baixa autoestima.
(2) É o contrário de "baixo". -> Ex: o homem é alto.
Recomendado por Gigi V
Gigi V
Menta nos presenteia em Amor Fati com um relato (muito bem narrado em primeira pessoa, diga-se de passagem) da elite carioca. Sob a ótica da protagonista, temos um relato verossímil e intencionalmente cru das entranhas de uma sociedade que, construída sobre as bases da aparência, esconde as mais variadas podridões sob seus belos e caros tapetes sociais. A autora aborda com verdade e maestria temáticas tão complexas (e sempre atuais) como hipocrisia, racismo, drogas, luxúria... Enfim, distintivos do ser que tanto o corrompem quanto lhe conferem humanidade. Vemos aqui que o ser humano pode ser cruel, indiferente, cobiçoso ou amável, sem que tais atributos sejam determinados por sua condição social. A elite pode, sim, ser podre. Essa é a primeira lição que Cecília, a protagonista, tem a nos ensinar. Mas, em contrapartida, logo nos damos conta de que podem, sim, haver pérolas em meio à sujeira sob o tapete. Menta nos oferece um relato leve e puro da amizade, fazendo-nos crer que nem tudo pode ser corrompido: a amizade de Cecília e Daniel está aí para confirmar que, quando temos amigos verdadeiros, as fases difíceis da vida são mais facilmente superadas; a amizade, afinal, deixa tudo mais leve e suportável. E, por fim, eu não poderia deixar de citar nosso estranho professor... Ele surgiu de repente como uma promessa de que a vida de Cecília vai mudar. Nabokov já nos alertou que relações assim podem ser totalmente destrutivas, logo, resta-nos aguardar que esse estranho não mude a vida da nossa (já tão querida) protagonista para pior. Recomendo enfaticamente a leitura de Amor Fati, um belo e perturbador retrato da realidade da vida que, como não poderia ser diferente, faz jus ao talento e convicção autoral da grande autora que é nossa Menta.