safe and sound

1 that's a promise, Harry.


Notas iniciais
Olaaaaarrr! ♥ Eu pareço toda animadinha por estar postando fic nova, mas eu juro que quase chorei enquanto a escrevia rs. Hoje, como suponho que vocês saibam, é a dolorosa data em que nosso otp (vulgo, jily) morreu tentando proteger seu filho. E, por isso, James e Lily são verdadeiros exemplos pra mim. Sim, eu sei que são “apenas” personagens, mas, mesmo assim, não posso deixar de admirá-los por tudo o que fizeram. James, na minha opinião, é que foi, é e sempre será o verdadeiro herói. Ele não disse “Always”, ele disse “Lily, take Harry and go”. Ele morreu buscando dar mais tempo à mulher e ao filho. À família que ele tanto amava. Lily (um exemplo não somente de mãe, mas também de pessoa), fez tudo o que podia e estava ao seu alcance para proteger seu filho. Ela amava-o tanto, que o protegeu mesmo após sua morte. Jily é, foi e sempre será um exemplo admirável, não importe quanto tempo passe. Eu tenho orgulho em afirmar que sou jily shipper. Anyway, enjoy! ♥

Lily remexeu-se inquieta na cama.

Desde que soube sabe da existência da profecia e de suas consequências posteriores, principalmente para seu filho, ela não conseguia dormir sem antes virar-se na cama com frequência, de um lado para o outro, e verificar Harry a todo e qualquer instante.

Ela temia pela vida do primogênito mais do que temia a própria vida. Ela amava-o imensuravelmente e faria o possível — e até o impossível — para garantir sua segurança e mantê-lo a salvo.

Moveu-se para o lado esquerdo, sentindo um aperto no coração e a preocupação dominando-a, e encontrou o par de olhos castanho-esverdeados que tanto amava encarando-a mesmo no relativo escuro do quarto.

“Acordada, Lils?” James perguntou com a voz rouca.

A mulher suspirou.

“E eu não sou a única.”

“Não.” O Potter balançou a cabeça levemente. “Temo por nosso filho tanto quanto você.”

“Eu sei.” Lily murmurou fracamente.

Ela fechou os olhos, buscando conter as lágrimas que ela sabia que não tardariam a vir.

A ruiva achava as circunstâncias tão injustas e dolorosas, que sentia seu coração comprimir-se a cada batida. As consequências da guerra para as famílias — tanto bruxas quanto trouxas — eram incontáveis. As perdas tornavam-se cada vez mais lancinantes e difíceis de serem superadas. Bruxos importantes morriam buscando trazer um pouco de paz e uma mísera luz para os dias nublados e tempestuosos ao mundo no qual viviam.

Os braços fortes e aconchegantes de James envolveram Lily num abraço compreensivo, fazendo com que ela deixasse suas emoções fluírem e as lágrimas que antes segurava caírem livremente.

A angústia que a mulher carregava consigo era tão monstruosa quanto o peso de um destino involuntário que seu filho — tão jovem, mas tão rodeado e repleto de problemas — carregaria posteriormente.

James não estava muito diferente.

Sua visão embaçava-se cada vez mais e a dor devido à situação em que eles estavam parecia preencher todo o seu corpo — fluindo de maneira desgastante e pungente.

O frio típico daquela época do ano era intenso e adentrava por brechas discretas, transmitindo melancolia e acentuando a angústia e a preocupação presentes, principalmente, naquele cômodo.

Um choro infantil proveniente do quarto ao lado foi ouvido, fazendo com que todos os sentidos de James e Lily se aguçassem e entrassem em estado de alerta.

A jovem ruiva desvencilhou-se dos braços compreensivos que a rodeavam e vestiu-se apressadamente com o robe que estava no mancebo próximo à cama.

Dirigiu-se com rapidez porta afora com James em seu encalço e suas batidas cardíacas agitando-se de maneira excruciante.

Diversas variáveis — internas e externas — poderiam ter causado o choro de Harry, mas, naquele momento, o que era relevante para os pais do indefeso — e completamente alheio às circunstâncias nas quais estava inserido — bebê era resolver a situação que o incomodava daquela forma e garantir que nada mais o causasse qualquer tipo de prejuízo.

Lily aproximou-se do berço do filho e o tomou em seus braços, desejando mantê-lo ali até que nada mais lhe oferecesse perigo.

Apertou Harry levemente contra si, sentindo o calor e o cheiro familiares envolvendo-a com carinho.

O bebê acalmou-se aos poucos e seu choro diminuiu — até deixar de existir por completo e restar apenas o som de respirações no ambiente.

“Nunca te deixarei.” Lily sussurrou num fio de voz para o filho enquanto mirava-o. “Não vou te deixar sozinho.” Ela prometeu.

“Nós não vamos.” James pôs a mão no ombro da esposa e apertou-o delicadamente, buscando passar-lhe confiança.

O homem inclinou-se para Harry e depositou um suave beijo em sua testa, antes de acariciar sua maçã do rosto com o polegar direito e passar os braços ao redor de Lily, abraçando-a por trás.

A jovem ruiva virou-se sutilmente para mirar através da janela do quarto, conseguindo enxergar apenas o vidro escuro devido à negritude da noite e seus reflexos.

Ela possuía olheiras que destacavam-se de maneira negativa em sua pele alva e suas orbes verdes, antes tão brilhantes, estavam agora opacas.

A chama interior que carregava consigo parecia ter apagado-se, restando apenas sentimentos negativos.

“Durma, meu amor.” Lily murmurou, encostando sua testa à do filho com cuidado. “Você vai ficar bem.” Ela ergueu seu olhar para o marido e completou: “Todos nós iremos.”

James forçou um sorriso e acenou em concordância.

Os pensamentos do Potter estavam semelhantes às circunstâncias em que eles viviam: um caos.

O medo e a preocupação tomavam conta de cada partícula do seu corpo, dificultando o surgimento e a permanência de devaneios positivos.

A guerra devastava sem piedade tudo o que via pela frente, deixando um rastro de destruição por onde passava. As chamas espalhavam-se cada vez e a escuridão instaurava-se até mesmo nos dias fracamente ensolarados.

O sutil som de uma canção sendo cantarolada fez-se presente no cômodo, fazendo com que James retornasse à realidade.

Harry dormia tranquilamente nos braços da mãe. A respiração compassada do primogênito fez o coração do Potter acalmar-se e os pensamentos negativos que preenchiam sua mente dissiparem-se.

“Você estará são e salvo. Isso é uma promessa, Harry.” Lily sussurrou com a voz embargada.

“Ninguém irá machucá-lo.” James beijou os cabelos ruivos da mulher. “Nós iremos protegê-lo.”

Ela ergueu suas orbes verdes para o marido.

“Nós iremos.” Balançou a cabeça levemente. “Ou faremos de tudo para isso.”

“Sim.” O Potter concordou, antes de inclinar-se e colar os lábios de Lily nos seus.

Apesar de não possuírem certeza acerca dos dias que estavam por vir, o casal carregava consigo a determinação em fazer o possível e o impossível para manter seu filho a salvo e em segurança.

Nem que tivessem que perder suas vidas para isso.

Notas finais
Vocês querem me matar, né? suahsuhasuhauhs Desculpa gente, não resisti. Afinal, eu não posso sofrer sozinha hoje rs. Anyway, espero que vocês tenham gostado e que deixem nos comentários as opiniões de vocês! ♥ Beijos, beijos e até a próxima! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!