rimas de um clichê
3 Gabriel
Gabriel, meu coração não é de papelnão amace-o como se fosse qualquer besteira ao léu.A cada adeus uma incertezasem saber o amanhãvocê some sem retornoenvenenando minha alma sã.Te esperar é torturae tortura é apelidosentimento orgulhoso,que me deixa sem abrigo.A cada madrugada acordadapensando em te ligaresperando a ligaçãoque nunca vai chegar.Será que não percebeo quanto isso dói?esse sentimento me depredaa saudade me destrói.E por mais que eu digaque dessa vez vou esquecerque vou deixar pra lá, não vou me aborrecervocê me deixa em um impasseonde quer pagar pra ver.Então volto para seus braços
e te dou mais uma chanceem um beijo realizatoda a essência de um romance.Depois vai e desaparecemais uma vez se esquece de mimcom um choque violentome leva à beira do fim.Procuro respostas dentro de um poço não tenho medo de me afogarem lágrimas que desde o iníciose acumularam ao derramar.Eu espero sua voltasempre estúpida e fieljá não sei por onde andamas sei que sempre te vejo ao olhar pro céu
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