rimas de um clichê
41 Dois anos
Notas iniciais
Voltei! Por um momento acreditei ter finalizado essa história, mas nunca deixei de escrever, então vou compartilhar mais alguns momentos poéticos por aqui. Obrigada a todos que me acompanharam e continuam lendo meus poemas.
É
quase dois anosde um jogo sem fimde trapaças e ataquesapontados para mimDe histórias de mentiraa cada saída escondidaseu sorriso refletiatão lindotão falsoUm tiro no escurodentro do carroe perto do muroonde alguém observavae pensavao quão bom devia serter alguém pra desejarser desejado e então amardizer pro mundo que é felizmal sabia aquele alguémque nem todo homem é honestona palavra que dizMal sabia eu tambémque havia me cegadoe tão feio me enganadosem olhar pro lado certoe seguir do lado erradoonde tudo é radioativosem respostassem sentidoE aí tentei voltarpelas pedras fui correndotropeçando sem pensarsegurando minhas lágrimaspara em choro não desabarvocê ao menos me deixou tentarmas não parou de me assombrarTentei buscar outras estradasem outras rotas me encontrarmas você estava alivocê sempre estava lá!O que eu devia fazer?nunca soubeainda não seiquanto mais eu paro e pensomais eu vejo o quanto erreie me culpo pelos seus errospela sua indecisãoe pela minha esperançadiante de toda a confusãoque juntos criamosNão dá pra escaparvocê também quer como euum novo motivo pra recomeçarmas assim não dá pra andarjá nem sei o que falarquando me chama esboço felicidadeno fundo querendo chorarembaixo dessa tempestadeque não deixa o sol surgirnão nos deixa fugirquantos anos mais será precisopra um sorriso de verdade abrir?Sempre digo chegamas o chega nunca é suficientecada adeus um novo capítulodessa história emergenteinconsequentedoenteque só quer um final decenteEntão por favorvamos tomar uma decisãoque seja concretacorretaretae não torta como nesses dois anosde completa indecisãoaniversário de bobagenstrago um bolo em minha mãocom recheio de saudadee cobertura de ilusãoQuando algo te faz bem por todos os motivos errados possíveistalvez seja hora de abrir mão.
Fale com o autor