rimas de um clichê
23 Devaneio depredador
E não adianta, eu sou suapor mais que esteja cansadaperdida na ruaé seu nome que eu chamoem minha alma que já cruanão aguenta mais esperarpor apelo espernearo portão eu vou abrirconvidados vão chegar.E não importa quem eu recebaquero correr pra longe daquipassar horas sem pensarem absolutamente nadaou fingir que já morri.Adormecer em seus braçosdescarregar o meu amoracordar do pesadelofingir que não existe dor.Quanto mais busco a saídamais encontro seu sorrisoseus olhos me assombrandosua boca sussurandopalavras de tom profundoum sorriso assustadorque me fazem acordarde um devaneio depredador.
Me salve agorame ensine a nadarestou afundando nessas águasque me joguei sem pensar.E agora é realquem me dera fosse um sonhomas não consigo dormirpor conta desse sentimento medonho.
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