...petit Ami...
1 Só quero presente com fitinhas
Notas iniciais
É uma história bemmm curtinha só pra não passar em branco o dia dos namorados. E como estou sem namorado e com dor de cotovelo, resolvi escrever algo para aliviar a tensão e morrer de inveja do Camus e do Milo...hehehe
Espero que gostem, e por favor, comentem. Estou sedenta de reviews, preciso saber se estou agradando voces, caso não, também preciso saber, aí eu me afogo rapidinho num copinho de Coca Cola...kkkk Bjux a todos que aqui passarem. PERDOEM OS ERRITIOS DE PORTUGUES...SIM, É PREGUIÇA MESMO.
“Afinal, para quê existe dia dos namorados? Essa era a pergunta soturna que não queria calar dentro de mim. Até aquele dia...”
Era mais uma dessas semanas infernais em que pessoas abobalhadas e com um sorriso amarelo nos lábios se acotovelavam nas lojas em busca de presentes para comemorar o dia dos namorados.
- Que cara é essa Milo, parece até que está carregando uma sacola de limões na boca.
- Cala boca Kanon, por acaso te perguntei alguma coisa?
- Nossa, que mau humor é esse cara? Só por que o dia dos namorados é no próximo domingo e você, não conseguiu “pegar” o que queria? — Kanon sabia ser ácido quando era conveniente.
- É da sua conta? Acho que não, desinfeta.
- He He He... relaxa irmãozinho! Deixa eu te dar um conselho de mestre. Largue esse seu orgulho idiota e vá atrás dele. Peque o que é seu. Ainda há tempo hoje é sexta.
- Mas que coisa, será que tenho que por um adesivo na sua boca? Você só fala asneira cara. E depois dia dos namorados, eu não tenho necessariamente que passar com um namorado. Por acaso tenho que passar do dia da árvore com uma árvore? Ou dia do índio com um índio? Se liga! Quer saber, to atrasado.
Uma semana inteira. Esse era o tempo que Milo e Camus estavam separados. Mais uma das várias discuções baratas entre eles por causa do comportamento saído de Milo em uma festa. Só que desta vez pareceu bem mais séria que de outras vezes, e o que geralmente se resolvia em um ou dois dias já se arrastava por uma semana inteira.
A tarde de sexta parecia não ter mais fim naquele shopping. Milo estava impaciente com todo mundo, até mesmo com seus clientes. Chegou até mesmo tratar com rispidez um de seus funcionários por causa de um sache de açúcar. Isso era coisa extremamente rara de acontecer.
O clima estava bem mais ameno nesta época do ano o que levava várias pessoas até sua cafeteria, uma das mais notórias do shopping.
Andava de um lado para o outro com sua pose magnífica, exibindo involuntariamente sua forma perfeita e máscula, arrancando suspiros das moçoilas freqüentadoras assíduas do local. Sua beleza era tamanha que não passava despercebida nem mesmo aos homens, uns por inveja, outros por desejo.
“Maldito francês, nem se deu ao trabalho de me ligar durante esses dias, mas não, eu também não vou ligar e dar esse gostinho á ele”. – Milo ostentava um orgulho imenso, não admitia, mas era sempre ele quem dava o braço a torcer diante dessas situações. Mas sabia que Camus também não daria não nessa ocasião. Procurou se distrair e ler uma revista que pousava sobre uma bancada, e ao abrir a página, mais um anúncio do maldito dia dos namorados estampava a contracapa. O namorado estava envolto em uma espécie de laço vermelho e era o presente para a amada. Fechou rapidamente a revista e a jogou em um canto qualquer.
Achou melhor dar uma volta no parque próximo ao shopping, para refrescar os pensamentos, mas para onde quer que olhasse, estavam estampadas propagandas e mais propagandas dessa maldita data. Aquele fim de semana prometia ser muito entediante, pensou. Permaneceu no parque até o pôr do sol, decidiu que precisava descansar, nem mesmo voltou á cafeteria, “deixe que Kanon feche. Vou pra casa”. A noite foi longa e teve como companhia uma terrível insônia.
Mais um dia entediante. A noite passada deixou na bela e morena face suas marcas. Sob os olhos verdes, escuras olheiras cumpriam a função de tentar tirar a beleza, mas ainda assim, não conseguiu totalmente. Chegando à cafeteria encontrou Kanon que ostentava um belo sorriso nos lábios perfeitos.
- Bom dia, meu carrancudo e orgulhos irmão!
- Bom dia Kanon. Desculpe-me por não ter ligado ontem. Eu precisava ir pra casa apenas.
- Milo, deixe essa sua pose, vá atrás do seu ruivo. Eu o vi ontem. – Nesse momento os olhos de Milo, brilharam e podia até mesmo ver o brilho voltar a sua pele. Mas manteve-se inerte, fingindo não se importar com a informação.
- É mesmo? E por que você esta me dizendo isso?
- É que ele também não me parecia nada bem. Achei que você devia saber.
- Obrigado, mas nem precisa me dizer nada sobre aquele francês metido a gostoso.
- Milo, não seja tão rancoroso. E depois eu te conheço, com certeza você aprontou.
- Kanon, eu juro que dessa vez sou inocente. Apenas cumprimentei o Afrodite na festa da Marim, e ele ficou cheio de ciúmes e já foi logo estapeando minha cara.
- Afrodite...Afrodi...Ahh sei! O Afrodite, aquele que você comeu, no dia do meu aniversário, sim, me lembro. E por acaso você e o Camus estavam namorando nessa época, sim? Ou será que estou enganado – Kanon disse de forma bem sarcástica massageando as têmporas. — Milo em uma ocasião teve um affair com Afrodite e Camus descobriu. Isso quase os levou a um rompimento definitivo.
- Olha Kanon, isso foi no início de nosso namoro, e eu era muito imaturo. Agora, será que não posso mais cumprimentar alguém sem ser taxado de safado?
- Claro que pode, mas, as circunstancias não eram propícias. E você é sempre tão caloroso em seus cumprimentos, não é?. Precisava dar um beijo na bochecha do cara na frente do seu namorado? Você sabe que ele é louco por você, e mesmo que não queira demonstrar, morre de ciúmes. Mesmo eu, estapearia você Milo. Vá atrás dele.
- Não! Dessa vez, não, ele quem me deve desculpas.
- Bom, você que se resolva então. Não vou ficar aqui servindo de psicólogo de graça. Você já é bem grandinho, e o namorado é seu. Mas cuidado, esse seu orgulho pode fazer com que perca um grande amor.
Milo sentiu uma pontada em seu peito. Mas não, não procuraria Camus. Não dessa vez. Aquela manhã de sábado estava nublada e um vento gélido soprava as folhas que ainda restavam nas árvores. Trabalhou a manhã e a tarde com bastante movimento na cafeteria o que fez com que, por alguns momentos esquecesse de Camus. Mas uma música começou a tocar desviando sua atenção, fazendo-o parar por um instante e apreciar a canção. Com os olhos fechados permaneceu estático. Kanon assistia á cena do outro lado do balcão, com uma ponta de pena do irmão teimoso, mas nada disse.
A noite já começava a apresentar sua cor cianótica e gélida, dando um toque especial á véspera do dia dos namorados. Maldita data.
O movimento no shopping era cada vez mais intenso, homens e mulheres saíam com embrulhos decorados de papéis brilhantes. A imaginação voava. Que tipo de presentes continham aquelas caixas. Milo observava e vagavam lembranças em sua cabeça. O último dia dos namorados passaram em um confortável chalé, da família de Camus. Não era preciso troca de presentes, apenas amor, o maior de todos os presentes. E depois eles nem ligavam tanto para a data.
Enfim, o movimento diminuiu, terminando assim mais um dia cheio de trabalho. Saiu em direção ao estacionamento, abstraído em suas lembranças. Seguiu para o seu apartamento, com uma ponta de vontade de ligar para Camus, mas se conteve. Não pôde deixar que uma lágrima ornamentasse sua bela face, mas manteve-se firme. Pensou em seu francês. Será que ele estaria também tão triste? Será que estaria com alguém naquela noite? Será mesmo que a relação havia chegado ao fim? Por que Camus?
Milhares de pensamentos e apenas uma conclusão. “Eu te amo Camus, mas não vou ceder.”
Chegou enfim ao apartamento pousando uma sacola de frutas no piso. Cansado pelo dia de trabalho, girou lentamente a chave no tambor da fechadura. Pegou as compras e entrou no apartamento. E ao virar-se, não pôde acreditar em seus olhos.
— Bonsoir, mon amour! – Milo esfregou os olhos, aquilo só podia ser uma miragem. Ele adentrou mais a sala e se pôs de frente ao sofá de veludo negro, onde pousava a mais perfeita imagem do que se podia classificar como um deus grego, ou melhor, francês, que era atingido pela luz fraca de um abajour.
Camus estava nu. Sim, completamente nu, como viera ao mundo, os cabelos vermelhos soltos com as duas mechas sedosas repousando sobre o peito forte, como sempre as usava, os olhos do azul mais intenso, como safiras lapidadas pelos deuses, brilhavam ao observar o estado catatônico de Milo.
Um dos braços fortes apoiando a cabeça e o outro displicentemente jogado no encosto do sofá. Uma das pernas roliças esticada e a outra semi recolhida de forma bem despojada. No pescoço alvo, apenas um adorno. Uma fita de seda vermelha que formava um laço. Presente perfeito.
- Cam-Camus! – Milo mal podia pronunciar o nome do seu amado, tamanha era a surpresa. Jamais imaginou, ver Camus numa situação como aquela.
- Pardonnez-moi, monamour ! Eu fui um tolo.
Mais nenhuma palavra se fez necessária. Milo pulou literalmente sobre o corpo de seu amor encaixando-se entre suas roliças coxas. O beijou com sofeguidão e urgência. Os braços de Camus envolveu-lhe a cintura, enquanto as mãos do francês arrancaram-lhe o cachecol e a camisa quase que brutalmente, sem apartarem o beijo faminto. Milo mordia-lhe os lábios deixando-os inchados intantaneamente. Desceu seus lábios para o pescoço onde a fitinha estava amarrada e beijou-o, fazendo Camus arrepiar-se com a sensação. Saudade.
Sentiam-se como se fossem duas metades que se completavam, e a tolice daquele ropimento já nem era mais lembrada. Camus desizou as mãos pelo peito moreno arranhando-lhe a pele deixando nela as marcas de suas unhas, até alcançar o fecho do jeans de Milo, arrancando-a rapidamente, deixando-o completamente nu, saboreando a textura deliciosa e o perfume enebriante da pele que tanto amava. O grego abandonou o pescoço e desceu pelo peito, contornando os gominhos da barriga definida e chegando ao pênis perfeito de Camus, acariciando-o de leve, precionando a base, observando o líquido transparente que formava uma pequena gota na pequena fenda, denunciando a completa excitação de seu françês. Não pôde mais conter-se. Abocanhou por completo aquele pedaço de perdição que era o membro de Camus, deixando que ele sumisse por entre a maciez de seus lábios. Sugava com força e fome. E a cada movimento, ouvia os gemidos de saudade e prazer serem emitidos por Camus. Como adorava ouvi-lo gemer, e sussurrar palavras em françês.
- Cette...si...plus...humm !! – Camus mantinha os olhos fechados enquanto movimentava lentamente o quadril entrando mais fundo naquela boquinha macia que era a de Milo.
Prestes a gozar, puxou Milo para seus lábios novamente num beijo exigente. Olhos verdes e azuis se encontrando, se pedindo perdão, se desejando tão profundamente.
Milo não podia mais se conter, precisava tomar Camus ou morreria. Encaixou-se novamente entre as coxas de seu amor ouvindo-o gemer rouco. O ruivo abriu mais as pernas para que seu anjo dourado o tomasse. Milo segurou o pênis, o posicionando na intimidade do outro. Uma urgência era sentida por ambas as partes. Uma penetração lenta, porém vigorosa foi iniciada. Pausando a cada centímetro introduzido naquela cavidade suave e quente. Mais gemidos, agora de ambos.
Camus enfim completamente preenchido. Milo movimentava-se com força e suavidade, arremessando o corpo forte a baixo de si para cima em cada estocada mais profunda. Temia machucá-lo, mas a excitação falava mais forte. Enquanto penetrava seu ruivo, gemia e mordia o lábio inferior em resposta aos gemidos de prazer do seu amado. As mãos fortes seguravam as coxas grossas e bem torneadas em torno de si. A bela face de Camus agora apresentava leves tons de vermelho nas bochechas. Ambos de olhos fechados viajando na sensação maravilhosa de prazer. Milo abandonou uma das coxas e passou a masturbar o pênis perfeito de seu anjo ruivo com força, na medida em que adentrava o corpo abaixo de si. Camus estava chegando ao ápice, quando Milo pressionou a ponta de seu membro para que ele contivesse o gozo. Ele precisava de mais, e queria dar mais a ele também. Ergueu-o e o colocou apoiado no encosto do sofá, iniciando novamente uma gostosa penetração por trás, enquanto beijava e mordia o ombro e o pescoço alvo, tomando cuidado para não arrancar a fita de seda vermelha de seu “presente”.
- Eu...te...amo Camus. J-jamais se af-faste de mim...novamente.
Os movimentos se intensificaram. Milo estava colado às costas de Camus, completamente encaixados. O francês levou uma das mãos para trás alcançando os fios de ouro de Milo, segurando-os com força enquanto era penetrado com intensidade. E nesse momento sentiu que não poderia mais segurar-se. Com um gemido forte, como se precisasse de ar, anunciou que não poderia mais, e nas mãos de seu amor derramou seu gozo quente, e no mesmo instante sentiu-se preenchido pela seiva quente de Milo, selando assim a eufórica e prazerosa reconciliação. Caíram exaustos no sofá, ofegantes e suados. O cheiro de sexo era exalado em toda a sala, ainda com seus corpos unidos. Completos e saciados.
- Gostou do seu presente Milo?
- Não. Eu simplesmente adorei amor.
- Me perdoe anjo. Sei que fui impulsivo demais. Mas eu estava com ciúmes.
- Eu quem peço o seu perdão, fui um tolo em deixar você durante todo esse tempo. Eu estava enlouquecendo. – Disse depositando leves beijinhos e lambidas no ombro de Camus, que se arrepiava a cada toque daquela boca suave.
- Feliz dia dos namorados! – Disseram juntos.
- Eu te amo senhor Camus, jamais se esqueça disso. E a propósito adorei a fitinha no pescoço.
- Digamos que pensei em rosas, mas elas estragam muito rápido.
Beijaram-se novamente com a certeza de terem mais uma chance para reconstruírem seu relacionamento
- Milo
- Hum....
- Quero o meu presente agora!
–Com prazer! Pegue sou todo seu. E a noite está apenas começando. Aproveite!
Notas finais
Um grande beijo à todos que passaram por mais essa maluquice. Espero ter contribuido ao menos um pouco para a diversão de voces.
Obrigada a todos que comentarem.
Grande beijo gente..
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