os maridos de Liziane
10 Capítulo 10 - Minha Cozinha, Brigas, " Precisamos Conversar "
Notas iniciais
Alois veio correndo do corredor para o meu quarto gritando,até me encontrar sentada na cama e começar a me puxar pelo pulso. Ainda surpresa tentei acalma-lo e saber o que estava acontecendo.
– Calma,calma Alois. O que aconteceu?
Ele respirava com dificuldade,mas ainda assim tentou falar.
– O .. Sebastian .... e o ... Claude .... estão ..... brigando ..... na co-co-cozinha.
–na cozinha?
–É .... e os outros ...........
– Os outros o que, Alois ?
Ele respirou fundo e começou a falar normalmente ,porem mais rápido do que uma normal,depois de um tempo eu passei a perceber que ele sempre falava mais rápido quando estava nervoso
– Os outros estavam tentando separar eles dois ,mas ai cada um começou a ficar de um lado e a defender um dos dois. Se você não for lá na cozinha agora é capaz deles destruírem a cozinha toda.
Ele respirou e falou mas calmamente:
– Quando eu sai de lá eles já estavam praticamente saindo no tapa.
Levantei num salto e sai correndo para cozinha,fazendo uma nota mental durante o caminho para diminuir a distância entre os cômodos da mansão. Assim que cheguei na porta da cozinha eu congelei.
A minha cozinha estava totalmente destruída!
A minha cozinha foi transformada em uma arena , onde todos os meus maridos se atacavam. Pelo que deu para perceber nos breves minutos em que estive paralisada de surpresa , eles estavam divididos em dois grupos e por mais incrível que possa parecer os “lideres” desses grupos eram Claude e Sebastian.
Consegui vislumbrar Ciel fugindo do meio deles, e foi ai que percebi exatamente como a briga estava acontecendo. Sebastian brigava com Claude ,enquanto os outros se dividiam em duplas de combate: Jasper X Alec , Peter X Damon, Elijah x Zero, Erik X Dragon, Seth x Sirius,Capitão Jack Sparrow X Will,Ares X Apollo,Jace x Jeramy, Dante x L , Etienne X Romeo , Daniel X Patch, Lucian X Zacariel, Capí x James Potter, Snape x Scorpios Malfoy.
Eu quase pude ouvir o “click” quando voltei a mim e surtei quando percebi que eles haviam conseguido destruir ainda mais minha cozinha. Eu respirei profundamente e posso jurar que neste momento havia uma aura negra ao eu redor porque assim que eu pigarreei eles paralisaram.
– o que... está ...acontecendo ...aqui?- falei pausadamente e calmamente.
Todos arregalaram seus olhos ao mesmo tempo e se entreolharam, mas nenhum teve a decência ou a coragem de me responder.
– Não me façam perguntar de novo!- eu ainda falava calmamente ,o que me fazia soar ainda mais assustadora.
Todos começaram a falar ao mesmo tempo e em tons de vozes diferentes,mas todos tinham o mesmo desespero para me contar seu ponto de vista e tentar se defender.
– CHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEGA!
suspirei, comecei a bater meu pé e comecei a cutucar minha unha com os dentes e falei:
– Eu não quero escutar mais nenhum piu, de nenhum de vocês.
Assim que falei virei as costas e fui para o jardim,porém na metade do caminho percebi que estava sendo seguida e ao olhar para trás vi que eram Capí e Jasper. Continuei andando até sentir uma mão em meu ombro,era Capí que me lançou um sorriso gentil, enquanto segurava minha mão e tentava explicar toda situação.
– o Claude e o Sebastian estavam brigando porque..........- ele olha para o lado e depois volta a me olhar – eu não posso te falar,mas é uma coisa que você vai..... ou iria gostar muito.
– Que coisa Capí?
– Isso não vem ao caso agora , o que interessa é que eles fizeram tudo isso por você.
– POR MIM? ESTÁ TENTANDO ME DIZER QUE DESTRUIRAM A MINHA COZINHA POR MIM?????
–Não ..... mas..... ãn.....hmm............
Capí até tentou explicar,mas acabou me deixando ainda mais irritada e bufando continuei andando, consequentemente deixando-o para trás. Porém quando cheguei ao jardim ,parei e respirei o ar frio da noite ,pois isso sempre me acalmava. Depois de alguns poucos minutos comecei a caminhar em direção ao meio do jardim,mas quando estava quase chegando senti um vento repentino e quando olhei para frente ,quase me assustei ao ver Jasper parado na minha frente.
Ele sorriu e me convidou para passearmos juntos pelo jardim,segurei a mão que ele me ofereceu e começamos a caminhar num silencio reconfortante. Depois de algum tempo ele finalmente sussurrou tão suave como uma brisa:
– Precisamos conversar.
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