Notas iniciais
Oi, tudo bom? Eu decidi postar essa história aqui porque essa tag tem muita pouca coisa, então eis minha contribuição pra deixar isso daqui mais ativo. ♥ E, obviamente, estarei fazendo isso com o meu otp, porque eles são lindos e merecem mais amor, çaslkdsaçlkd. Dia 1, "Boneco de neve". Boa leitura!

n a p u r a m a n h ã b r a n c a — I

Há dias em que tudo parece estar simplesmente perfeito. Tanto que é quase impossível acreditar que eles existem de verdade.

Para Kaede, contudo, esse não é um desses dias.

Mesmo quando todos estão aproveitando a estação, brincando com a neve do lado de fora da escola e conversando sobre vários assuntos diferentes, ela não consegue colocar um sorriso no rosto. Não quando ainda não sabe o que tocar no evento de natal que a academia realizaria na próxima semana.

Seus superiores esperam uma grande performance dela; afinal, Kaede tem o título de Pianista de Super Nível Colegial por motivos. Não é como se pudesse meramente desapontá-los.

Após dar a si mesma um descanso depois de um período de tempo estressante tentando compor algo novo, Kaede olha para seus colegas pela janela da sala de música. Mesmo aqueles que irão apresentar algo, como Sayaka e Ibuki, estão lá.

Ela é a única presa numa sala de aula, ao que parece.

Entretanto, não é hora para pensar sobre isso. Kaede precisa terminar sua composição, uma vez que ela não será concluída sem seu empenho.

Dessa forma, ela volta a se sentar na frente do piano e suspira. No momento em que supostamente recomeçaria, após uma alongada de braços, a porta é subitamente aberta. E, dela, Rantarou aparece com um pouco de neve em cima da cabeça.

Surpresa, Kaede pergunta, “O que está fazendo aqui, Rantarou?”

“Eu vim tirar você daqui.” A expressão dele é determinada.

“Desculpa, mas eu não posso. Preciso terminar minha composição,” Kaede explica o mais educadamente possível para não perder a compostura. Ela está no limite de sua paciência por causa do prazo de entrega, depois de tudo.

“Eu sei que você está ocupada, mas é uma perda não aproveitar a estação.” Rantarou sorri, entrando na sala. “Fora que todo mundo está preocupado com você, Kaede. Eu também. É incrível a seriedade que você leva seu trabalho, mas você precisa relaxar!”

Kaede pensa a respeito das palavras dele. Passar um tempo do lado de fora certamente iria atrasá-la, mas, de alguma forma, ela não sente vontade de recusá-lo. “Bem, acho que você está certo. Mas só por alguns minutos, tá?”

Isso é suficiente para fazê-lo comemorar e, antes que ela consiga perceber, um pequeno sorriso é desenhado em seu rosto por causa da alegria dele.

❄ ❄ ❄

“Certo, o que você acha sobre montar um boneco de neve?” A expressão de Rantarou ainda continua brilhante como o sol. Kaede se pergunta por que, mas a questão não é indagada por ela.

Ao invés disso, ela ri, numa tentativa de esconder seus pensamentos preocupados sobre sua futura performance. “Eu acho que é... bom?”

Assim, após a aprovação dela, ele começa a fazer um pequeno monte com a neve debaixo de seus pés. Kaede faz o mesmo, e logo eles acumulam neve suficiente para fazer o próprio boneco deles enquanto os outros alunos estão brincando de guerra de bola de neve à distância.

Fazer um bom boneco de neve é uma tarefa difícil. Depois de alguns minutos cogitando a forma em como poderiam montá-lo, Kaede passa a encarar aquele desafio com a mesma concentração ao qual tem quando está tocando piano, em que ela precisa prestar atenção em todas as teclas para conseguir criar uma boa melodia.

E, por causa disso, quando eles já estão próximos de acabar, ela para de ajustar o corpo feito de neve com um sorriso no rosto.

“Kaede?” Rantarou a chama. “O que houve?”

“Eu só... acabei de pensar numa forma de terminar minha composição.” Kaede o olha, desacreditada. “Isso não é estranho? É uma ideia tão repentina…”

“Não, eu acho isso ótimo!” O tom de voz dele é animado. “Você quer voltar para a sala de música? Se quiser, posso acompanhar você.”

“Sim, mas vamos terminar o boneco de neve antes.” Kaede não consegue deixar de rir. “E... obrigada por me tirar de lá, Rantarou. Eu nunca teria tido essa ideia se não tivesse vindo aqui.”

Logo, as bochechas de Rantarou ficam um pouco vermelhas por causa do elogio. “Bem, hã... obrigado.”

Notas finais
Obrigada por ler!