“ – mãe eu sou gay! ’’

20 Capitulo 18 Um tempo para pensar IV


Notas iniciais
estamos quase no final ~~~~

Depois do desastre que foi nossas férias, voltamos pra casa, a convivência com meu pai estava cada vez mais difícil, minha mãe sempre tentava nos incluir nas mesmas conversas tentando criar um clima, mas não deu, depois que elena foi embora parece que tudo piorou, tentei conversar com meu pai mas ele não quis me ouvir.

Ontem pela manhã chegou a carta da universidade Southampton, minha mãe me abraçou e deu-me parabéns, não queria deixa-la aqui na China, mas também sabia que toda minha família precisava de um tempo para pensar nos seus erros e em seus atos.

Lacrei a última caixa com meus pertences, iria partir amanhã Ming também foi aceito, iremos embarcar amanhã.

Na manhã seguinte Ming estava esperando na frente de casa, abracei minha mãe.

– Te cuida meu filho, se alimente direito, não saia na rua de noite...

– Pode deixar mãe, te amo.

Abaixei e beijei sua barriga.

–Cuida da mãe direitinho menininho, te amo mesmo não te vendo ainda.

Meu pai nem apareceu pra se despedir, meu coração apertou mas eu não ia rastejar por seu perdão, não fiz nada de errado, pois se amar um homem for motivo pra ser condenado, irei ser preso então.

Entramos no taxi, Ming me abraçou.

– Está tudo bem?

–Irei ficar, não se preocupe- beijei seus lábios.

Depois de muitas horas no avião chegamos no campus, era incrivelmente lindo ficamos de boca aberta, como estávamos cansados procuramos a reitoria para verificar nosso quarto.

– Ming em que quarto você ficou?

– 361 e você?

– Eu também!!! – abracei-o e dei vários beijinhos nele.

–Vamos preciso tomar um banho sabe... tenho um namorado muito gostoso- digo passando a mão no seu peito sobre a camiseta- to tão necessitado...

– Não me provoque Rafael, se eu começar não vou te largar mais...

–Isso é uma ameaça senhor Ming...?

–Não,.. isso é o que vai acontecer nos próximos minutos.

Entramos no quarto, deixamos nossas coisas no canto e fomos pro banho, tiramos as roupas lentamente Ming me abraçou por trás, nossos corpos roçando um no outro, e sussurrou:

Vem, amor... – sussurra.

Começamos a nos beijar loucamente, estávamos tão necessitados um do outro que nem esperamos as preliminares, acabamos o banho rapidamente. Ming me pegou no colo e colocou-me na cama.

Veio se inclinando mais para cima de mim, beijando e chupando meu pescoço, gemi alto.

– Shhhii, baixinho Rafa, temos vizinhos.

– Vai logo sem enrolação hoje Ming, só quero sentir você...

Encontramos nosso ritmo, nossos corações batiam por iguais agitados, foi divino, foi o melhor sexo que eu já fiz na vida.

Ao acordar de manhã, notei que a cama estava no chão, os quatro pés quebrados.
– Mas que droga!!! Que merda…
– O que foi, Rafa?
– A cama quebrou.

– Hahahahahaha- ria ele

–Isso é sério Ming..- acabei rindo junto.

– Não se preocupe Rafa damos um jeito depois agora vamos nos arrumar pra conhecer melhor o campus ok, quero tomar café também.

O campus era realmente lindo, parecia cena de filme, nos perdemos algumas vezes, depois de conhecermos quase tudo Ming foi pegar algo para nós comermos. Estava sentado num banco em baixo de uma arvore ficava um pouco longe do campus, quando um garoto muito maior que eu em tamanho e musculo — era muito parecido nessas características com Ming- parou na minha frente.

– Humm carne nova no pedaço, o que a boneca faz sozinha aqui.

– Não sou nenhuma boneca imbecil.- levantei me virei e fui saindo quando aquele brutamontes agarra meu braço e me puxa pra ele.

– Adoro as que se fazem de difícil..

Consegui soltar uma de minhas mãos e dei um soco nele, o idiota cambaleou pra trás, mas então ele levantou cuspiu um pouco de sangue e me olhou com um olhar assassino.

–Você vai se arrepender de ter feito isso, vou te foder até te deixar inconsciente.

Tentei correr mas ele agarrou meus cabelos.

–Você tem um cheiro divino boneca...

Depois foi tudo muito rápido, cai no chão enquanto o brutamontes estava no outo lado caído.

–Rafa você tá bem? Ele te machucou?, Eu vou matar esse desgraçado!!!- Ming estava possesso.

Ming socou o idiota, um chute pela direita e outro soco pela esquerda. Até que o desgraçado foi ao chão devido aos golpes.. Meu namorado sentou sobre a barriga do outro e começou uma sequência de socos e cotoveladas.

– Ming... para você vai matar ele desse jeito!, vamos embora!!

Então ele levantou o rosto ensanguentado do outro e sussurrou algo que não conseguir ouvir, depois veio para mim e me abraçou.

Depois desse ocorrido Ming nunca mais me deixou por muito tempo sozinho, ele fez questão de divulgar vários vídeos dele praticando artes marciais chinesas, então como seu namorado ninguém mal intencionado chegava perto de mim. O resto do ano foi tranquilo. Faltava pouco para as férias de fim de ano, teria que enfrentar meu pai e apresentar Ming a minha família formalmente.