Sinto a alma a ser corroída ao mesmo tempo que os tremores tomam conta do meu corpo, mas mesmo assim penso em ti.
Dói-me o coração, é como se alguém o estivesse a esmagar, apertando-o e espremendo-o, tentando despojar-me de cada gota de sangue e pintando o céu de vermelho.
E o melhor é que é tudo culpa minha!
Podia atirar-te com tudo mas para quê quando a única coisa que fizeste foi virar-me as costas e ir embora.
Como e que te poderia culpar por isso?
Já sofreste tanto por minha causa… estraguei-te com cada uma das minhas cicatrizes, envenenei-te com cada cigarro que fumei na varanda do meu quarto às duas da manhã, em que a única coisa que estava na minha mente eras tu e eu flutuava algures entre a lua e as estrelas, ofuscada pelas suas luzes e a ser sugada para o vazio.
Quero escapar, voltar ao real, sentir o sol queimar-me a pele e não este frio que me destrói as entranhas e acorda os demónios dentro de mim, eles arranham-me e matam-me aos poucos…
Mas eu quero viver, quero sentir-me viva… e para isso morro.
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