man D' cine
3 TV e Febre
Notas iniciais
Não ecoou. Rugiu seco. "Aquele cara não faz meu tipo. Você faz". Eu sempre fui alguém inexpressivo e frio como uma pedra, mas aquilo me fez entrar em chamas, me queimei por dentro e não consegui segurar. Levei minhas mãos até o rosto dele e deitei-as em suas costas. Ele se ajeitou para que seus olhos coincidissem com os meus. Me olhou fixo e fechou os olhos lentamente. Também fechei. E aconteceu. Bem rápido. Apenas um beijo, mas que me fez queimar por dentro. Antes era eu que desejará alguém e o "fogo" queimava apenas de um lado, agora eu sou desejado e isso é muito bom, principalmente vindo de alguém como o Danilo. Isso tá ficando quente... Quente até demais. Paro de beija-lo para ter algum fôlego. Ele se levanta e dá pra ver o que estava pegando fogo ali, não, espera... Dá pra ver muito bem e destacado. Caralho! Olha isso! O "fogo" dele é enorme. Deuses! Não tem como não olhar pra aquilo. Danilo percebe e fica sem jeito.
– João, desculpa é que eu... Me empolguei demais.
– Não, tá de boa. Só que você não vai enfiar isso em mim, tá avisado.
– Ahhhhhh... — Eu faço cara de reprovação. — Estou brincando, já estou feliz de ser correspondido.
Eu levando e ele me beija de lado no rosto.
– Então, vamos ficar aqui nesse banheiro mesmo?
– Não, mas tu não quer voltar pra sala de cinema né?
– De jeito nenhum.
– Se tu quiser pode dormir lá em casa hoje.
– Adoraria.
– Tem que ligar pros teus pais.
– Deixa que eu faço isso.
Eu ligo pra minha mãe. O que ela me responde: "Vai dormir na casa do Danilo. Que ótimo, eu trouxe uns amigos do seu pai e a casa tá lotada. Durma bem e não me ligue de manhã, tchau". Poderia ser pior, mas fico preocupado com monte de gente em casa e essa minha mãe desleixada... Enfim.
– Chegamos.
– Eu imaginei que a sua casa fosse maior.
– Bem, eu moro sozinho, sabe.
– Verdade.
Eu me sento no sofá e ligo a TV. Ele vai pra cozinha, eu acho. A TV abre, provavelmente no ultimo canal que o Danilo estava assistindo, em um quiz talk show muito tosco.
– Tu curti isso?
– Eu gosto de assistir isso as vezes.
– Você gosta de coisas bestas.
– Sim, por isso eu gostei de você.
Ele sai da cozinha e vem pra sala. Mostro a minha cara de reprovação de novo pra ele. Ele senta do meu lado meio tímido e inibido. Ele é um cara que aparenta ser bruto, mas se derreteu todo pra falar comigo daquele jeito. Eu sei que isso tudo é só charme.
– Tu tava todo emotivo agora ta assim? O que foi?
– Não, é porque...
– Tá com vergonha de alguma coisa? De mim?
– ... Eu nunca trouxe ninguém pra cá e eu também sou novo nesse "ramo".
– "Também" não, só você.
– Ah então quer dizer que o João é um garoto experiente?
– Não sou um ninfomaníaco, mas também não sou leigo, sei algumas coisas.
– Então me ensina.
Rapaz, ele estava pedindo. Fazer o que? Apenas me levantei e puxei ele pela mão, sentei atrás dele e fiz ele sentar entre as minhas pernas, assim ficamos que conchinha eu abracei ele. É tão bom, ele é meio gordinho, ótimo pra isso. E ainda é quente, ou eu estou deixando ele quente... Mordi a orelha dele e ele se arrepiou todinho. Eu estava amando comandar a situação.
– Eu to com calor.
– Dá pra sentir, tu ta quente pra caralho.
– Não posso ficar doente. Amanhã tenho coisas pra fazer.
– Eu tenho o "remédio", mas antes.
Eu desbotoei o short dele e o deixo ele só de cueca. Como eu sou alto a visão daqui de cima é foda, mas um pouco trágico apenas a luz da TV ligada na sala e a meu astigmatismo não deixar eu ver muito bem, mas mesmo assim, o Danilo é lindo. O volume dele não deixa eu fechar a mão. O som da TV junto com os baixos gemidos dele me faziam morrer por dentro.
– Tá se divertindo aí né. Eu to me sentindo um brinquedo.
– E você não é.
– Não mesmo, eu também quero participar da brincadeira.
Ele se vira e fica de frente pra mim. Tira meus óculos e coloca na mesinha ao lado.
– Agora compensa mais as coisas.
– Não tenho culpa de tu ser baixo.
– Você que é alto demais.
– Não é verd...
Ele me interrompe com um beijão. Não deu tempo nem de pegar ar. A barba dele faz muita cosquinha e eu rio de lado.
– Tá rindo de que?
– Da sua barba.
– O que tem ela?
– Nada, só faz cócegas.
– Garoto besta.
Ele continua a me beijar e agora vai tirando a minha calça. Claro, não sou super dotado como ele, mas eu já tava explodindo. Danilo é muito apressado, eu fico até um pouco com vergonha.
– Ta tudo bem pra ti?
– Uhum. — Eu digo bem baixinho.
Ele desce até o meu... E abocanha, cara. Eu realmente não ia aguentar muito tempo.
– Hey, vai... De vagar. Espera, espera.
– Opa, desculpa. Se eu estiver fazendo errado me diga.
– Só não precisa ir tão rápido.
– Beleza.
Ele desacelera e começa a usa mais a língua. Eu morro ali mesmo. Faz um tempo que eu não saia com ninguém por isso eu to muito carregado... Admito, acabo gemendo um pouquinho e ele sempre da uma risada quando eu forço pra não me contorcer.
– Danilo, tá. Já.. Deu-eu... Se... Não vou... Eu não vou aguentar mais.
– Eu não to afim de parar.
– Cara, não, pera. Eu... Não... Vou. — Yeah, foi ali mesmo. Danilo apressado pra caralho.
– Fiz certo?
– Cala a boca. Agora é o meu turno.
Eu ia fazer duas vezes melhor o que ele fez em mim. Começando acendendo as luzes da sala.
– Pra onde tu vai?
– Vou acender a luz, quero ver tudo direitinho.
Na volta eu pego meu óculos. Vejo ele e o "amiguinho" dele pulsando. Caralho, ainda me surpreendo, é muito grande. Eu beijo ele e tiro a sua camisa. Enquanto minha mão está dentro da cueca dele eu acabo achando um ponto sensível.
– Não faz isso.
– Não fazer o que? — Eu uso a língua no mamilo dele.
– Isso.
Eu desço meus lábios pelos pelos do peito dele até lá embaixo. A cueca dele tem um cheiro forte. Começo a chupar-lo devagar. Mas eu não consigo colocar-lo todo na boca, então vai ser tudo habilidade. A minha língua faz todo serviço enquanto minhas mãos percorrem os pelos no corpo dele. O tanto que ele se corrói em cima do sofá eu o contorço aqui em baixo. Ele já fecha os olhos. Já deve estar quase explodindo.
– João, eu.
Já vai gozar. Sério?
– Eu sou fraco.
Ele morde a própria mão numa tentativa falha de não gemer alto. Eu tenho uma belíssima visão daqui de baixo. Como é ótimo controlar a situação. Ele abre a boca e bufa que nem um urso que ele é. Danilo é lindo até gozando.
– Já estou exausto.
– Nossa, vou ti dar um tempo então.
A noite foi passando só nas nossas brincadeiras e acabamos dormindo um em cima do outro de tanto sono. Não nego, foi uma noite perfeita.
De manhã eu levanto com um calor muito grande. O Danilo está ardendo.
– Danilo, acorda.
– Eu... tô mal.
– Caralho. Tu ta queimando em febre!
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