la muria

1 a dita esperta quer estar sempre certa


Notas iniciais
Agradeço à Bruna, do grupo do Nyah!, por inspirar esse post com seu desafio. Essa é a primeira poesia que escrevo e finalizo depois de um bom tempo, é uma tentativa.

Não sei se estou completamente satisfeito com o resultado, mas espero de coração que gostem!

Em certo dia de grande beleza

A Alegria encontrou a Tristeza

Fazendo bom jus à sua natureza

Afogada em lamúrias e tanta incerteza

A Alegria, pomposa, em seus trajes de sóis

Sorrisos, narcisos e alguns girassóis

Deslumbrante e feliz, mas no fundo pensava

Por que é que a Tristeza tanto melindrava

A Tristeza, amargava insignificância

Pelos cantos em prantos em tal dissonância

Em blues, infeliz por sua própria voz

Sua vida eram tantas amarras e nós

E chega a feliz

Se achega e diz

"Por que tanto ranho

Sai desse nariz?

Sempre em choradelas

Sempre por um triz

Para mim, tua mazela

É ser grande atriz"

Tal frase jocosa

Fez a lamentosa

Desabar outra vez

Num barulho que fez

Tudo em volta tremer

Num minuto ou dois

Ela se recompôs

É o que faz depois

De ver algo que pôs

Fim ao seu sofrer

A grande indecisa

Logo, foi incisa

Essa tal coragem

D'onde foi que surgiu?

Olhou sobre os ombros

Saiu dos escombros

Ergueu sua cabeça

E encarou quem viu

"Tristeza aborrece

Mas te fortalece

Alegria é fugaz

Vai-e-vem, se esquece

Se o meu nariz ranha

Se minha voz é fanha

Se as lágrimas são de

Luto, fardo ou amor

Se me achas fingida

Uma falsa sofrida

Chamando atenção

Me humilhando em dor

Só lembre, querida

Que em toda a vida

Se eu lá não existo

Tu não tens valor".

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!