just one more about love Delena
6 Capitulo 6
Elena continuou parada, agarrada ao travesseiro, enquanto ele a encarava. Deus, os olhos dela eram incrivelmente castanhos!
Damon: Respire. – Instruiu, erguendo a sobrancelha. Elena respirou fundo, obedecendo-o.
Elena: Perdão. – Disse, sem se tocar de que ainda estava agarrada ao travesseiro.
Damon olhou o travesseiro na mão dela e riu de leve, ficando com um sorriso de canto no rosto. Ela estava simplesmente apavorada.
Damon: Escute. Sei que meu comportamento contigo foi resumidamente pavoroso, mas não precisas ter tanto medo de mim. – Instruiu – Não lhe farei nada, te acalmas. – Elena estava começando a ter vertigens – Por Deus, eu tento te acalmar e tu ficas ainda mais branca?
Elena: Tudo bem. – Disse, e olhou o travesseiro.
Damon: Apenas me responda algo. Não irei lhe fazer mal, lembre-se. O que passava em tua cabeça ao levar minha filha para a lavanderia?
Elena: Eu não tive a intenção de... Aborrecê-lo. – Disse, respirando aos poucos – A menina parecia entediada, triste... Eu só tentei animá-la um pouco. Não sabia que era tua filha.
Damon: Não? – Perguntou, meio debochado, se levantando. Elena recuou um passo, se batendo com a mesa de cabeceira – Calma. – Disse, erguendo as mãos – Como é possível que não saiba quem é a princesa? Todo o meu reino sabe quem é Hope.
Epa.
Elena: Tenho pouco tempo no castelo, senhor. Ouvi falar da menina, mas não sabia sua aparência física. Não prestei atenção no fato de estar na cadeira de rodas. Perdoe. – Pediu, quieta.
Damon: Tudo bem, águas passadas. Não o faça novamente. – Elena assentiu – Vais rasgar o travesseiro.
Elena: Ah. – Disse, como se tivesse tomado um choque. Ela afofou o travesseiro e o colocou na cama.
Mas Damon se deu conta de algo. No primeiro dia estava possesso de ódio, e ela estava lavada em sangue, logo ele nem olhou. Mas agora... Ela era espetacularmente linda! Seu corpo parecia ter sido modelado, desenhado... Damon não era depravado. Nunca quisera e repugnara toda e qualquer mulher depois de Katherine, mesmo, como rei tendo direito sob qualquer mulher do reino. Ele deixou a cabeça tombar levemente de lado, avaliando. O vestido lhe privava a visão, mas ela era da altura certa, tinha as curvas delineadas, os seios fartos. Os cabelos pareciam sedosos até a visão, aguçava o toque. Elena largou o travesseiro no lugar e o encarou. O rosto era delicado, os lábios finos, desenhados, a pele pálida, os olhos de um castanho meio acinzentado. Quando ela se virou ele voltou ao seu posto normal.
Damon: Qual o teu nome?
Elena: Elena, senhor. – Respondeu, tentando por tudo se acalmar.
Damon pensou consigo mesmo. É claro, não sabia o nome de todos do reino, era gente demais, mas quando era apenas o príncipe herdeiro tivera acesso aos livros do pai, onde havia o registro de todos os nomes. Os da letra E Damon se lembrava, mas não havia nenhuma Elena.
Damon: Qual o teu sangue? – Perguntou, ainda intrigado. Elena não entendeu a pergunta.
Elena: V-vermelho. – Disse, confusa, e olhou o braço, onde a veia estava por baixo – Liquido. – Completou, completamente confusa.
Damon riu gostosamente com isso. Perguntando o sangue ele queria saber qual o sobrenome dela, qual a família, e ela vinha com isso. Elena se assustou mas sorriu. Ele passou a mão no rosto, ainda sorrindo.
Damon: Vermelho? – Elena assentiu – É claro. – Disse a si mesmo, voltando a mesa e apanhando o copo, tomando um gole do vinho. Ainda ria levemente. Era possível existir alguém tão inocente?
Elena: S-senhor... – Damon se virou, olhando-a. Ele era forte, ela quase podia ver os músculos debaixo do linho branco da camisa – Posso retirar a mesa?
Damon: Ah sim, claro. – Disse, se afastando da mesa.
Ele observou, afastado, ela recolher a louça na bandeja com movimentos rápidos, porém leves, graciosos. Os cabelos, mesmo presos, balançavam a suas costas. Ele imaginou como seriam soltos... Ela andava fluidamente, de um lado ao outro, até que terminou.
Elena: Precisa de mais alguma coisa, senhor?
Damon: Não. Pode se retirar. – Disse, e Elena assentiu.
Elena: Com licença. Tenha uma boa noite. – Damon assentiu e ela se virou, saindo dali. Ele ficou parado por um instante, olhando a porta. Largou os papeis em um canto e, pensativo, foi pra cama, os pensamentos distantes, longe demais. Então o perfume dela, preso ao travesseiro, o atraiu. Ele apanhou o travesseiro, amarrotado pelos apertos dela e aspirou o perfume, olhando para a frente. Curioso.
Interessante.
Elena estava deitada, em seu quarto. Dormia profundamente, mas tinha a impressão de que era observada. Abriu os olhos e Damon estava parado no quarto. Com aquele olhar estranho que parecia devorá-la.
Elena: O que...
Damon: Shhh. – Ordenou, e ela se calou, confusa.
Ela se sentou, assustada, e ele avançou para a cama. Elena, sem ter pra onde recuar, aguardou. Damon avançou pra cama em duas passadas, a mão apanhando o rosto dela. Elena ainda tinha aquele olhar assustado. Ele passou pra cima dela, sentindo o corpo frágil recebendo seu peso e a beijou. Ela arfou, mas correspondeu o beijo, os lábios frágeis sendo oprimidos pelos dele. As mãos dele buscaram os seios dela por cima da camisola, encontrando-os, apalpando-os. Tinham o tamanho que ele imaginara ao vê-la vestida. Ele ergueu a mão, trazendo-a ao rosto dela, separando-se de seu beijo para encará-la. Ela sorriu atrevidamente pra ele, as mãos buscando os botões da camisa que ele usava pra dormir, abrindo-a. Ele apanhou a camisola dela, removendo-a ao mesmo tempo que ela tirava sua camisa. Damon a abraçou novamente, se pondo entre as pernas dela, que as abriu, acolhendo-o, enquanto o beijava, as mãos atrevidas percorrendo os músculos das costas dele, apertando-os...
E ele acordou.
Damon olhou a escuridão do quarto, o cenho franzido. Era o travesseiro dela. Ele o apanhou, sentindo o perfume leve, floral, mais uma vez. Em seguida se virou, sentindo o próprio cheiro no outro travesseiro. Seu peito arfava. Ele não queria pensar, não queria imaginar... Mas a possibilidade já se materializara em seus sonhos. Ele até já imaginava qual era a sensação. E o principal: A idéia o agradava.
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