Damon: Cigana. – Acusou, em um murmúrio, após um instante encarando-a. Ela sorriu, os olhos perdidos nos dele – Feiticeira. – Completou, a mão lhe acariciando o rosto possessivamente.

Nada mudará, nada mudará o destino ♫

Quando ele buscou a boca dela, em seguida, tinha muito mais fome. Ela o abraçou pelos ombros, pequena que era perto dele, se estreitando no corpo dele. Os seios dela se comprimiram contra o peito dele, os mamilos já rígidos pelo frio e também por vontade, e ele a sentiu. As mãos dele a apanharam pela cintura, apertando-a. A mão dele buscou a pele das costas dela, que estremeceu pelo contato. Ele não pôde desfrutar muito disso; Alfinetadas começaram a atingir suas costas. Ele se soltou dela, e os dois olharam pra cima ao mesmo tempo: Estava chovendo.

Damon: Mas que maravilha. – Disse, derrotado, e ela riu.

Ele observou ela rindo por um instante e balançou a cabeça negativamente, apanhando-a pra si. Dessa vez ele já a deu um impulso, fazendo-a enlaçar as pernas em sua cintura. Elena, deliciada pelo beijo dele, nem sentiu ele andando, só quando suas costas bateram em uma pedra. A chuva e o frio dificultavam a respiração dos dois, mas o intuito ali era muito claro. Damon, precisando se aquecer e ávido em seu desejo por ela, se tornou mais bruto. Elena estremecia todo o tempo, e não era frio. Ela sentiu as mãos dele puxarem seu short minutos depois, e se perguntou se já havia dado tempo. Ela não entendia do assunto, mas achou que dessa vez havia sido rápido. Talvez por ser mais bruto, mais energético, funcionasse mais rápido. Ela não conseguia pensar direito. Quando Damon soltou seus lábios, a boca descendo, faminta, mais uma vez, por seu pescoço, ela ia respirar direito, mas sua respiração veio cortada, porque ele a possuía. Ela se agarrou nos braços dele, as mãos quase escorregando, e beijou-lhe o ombro. O que Damon gostava de Elena, acima de todo o resto, era a inocência dela. Ele a estava roubando, pouco a pouco, era verdade, mas o encantava ver como ela se soltava, como aprendia, sempre tímida, hesitante. A chuva não foi suficiente, nem de perto, para esfriá-los. Acabou com Elena deixando um pequeno grito escapar, e com Damon gemendo o nome dela, em seguida. O silencio reinou, só a chuva caindo o contrariava.

Elena: Nem fez tanto frio assim. – Brincou, acariciando os cabelos dele, que sorriu – Damon, onde está meu short? – Perguntou, olhando-o.

Ele ergueu o rosto, a expressão de quem tinha vontade de rir, e olhou o rumo que a correnteza do rio levava. A essa altura o short já deveria estar longe. Ela ergueu a sobrancelha pra ele, que riu gostosamente.

Damon: Ei, não brigue. – Disse, beijando o bico dela – O que eu querias que eu fizesse? Estava com as mãos ocupadas. – Alegou. Elena corou com isso. – Melhor assim. – Elogiou, beijando-a de leve.

O que quer que seja, nós resolveremos perfeitamente... ♫

O clima de romance se rompeu minutos depois. A chuva estava muito forte, e voltou a fazer frio. Damon saiu da água, catando as roupas dos dois no chão ensopado, e voltou pra água, mergulhando as roupas lá, contra os protestos de Elena. Já estava tudo molhado mesmo.

Ele vestiu a calça, a camisa e o colete, mas perdeu um sapato que a correnteza levou. Os dois olharam o sapato se afastando, boiando, e Elena riu.

Elena: Deus é mesmo justo. – Comentou, vendo o sapato boiando, já longe.

Ela pôs o vestido e ele amarrou os cordões do espartilho, inchados de água. Foi então que ele falou.

Damon: Terei que sair. – Disse, enquanto puxava os cordões com as duas mãos – É aniversário de Klaus. – Lembrou, e ela assentiu – Você pode vir, se quiser.

Elena: Prefiro ficar.

Damon: Foi o que pensei. – Disse, dando o ultimo laço no vestido.

Continue agüentando firme
Porque você sabe que conseguiremos, nós conseguiremos ♫

Ele saiu da água e deu a mão pra ela, ajudando-a a sair. O vestido a essa altura pesava quilos. Os dois conversaram brevemente na volta, mas a chuva fez os dois se apressarem. Quando chegaram ao castelo Elena rangia os dentes.

Damon: Eu avisei. – Disse, puxando os cordões do vestido dela, novamente, mas agora desfazendo o trabalho já feito, os dois parados no corredor, na frente do quarto dela.

Elena: Só preciso de uma toalha. – Disse, e ele revirou os olhos. Ela nunca dava o braço a torcer.

Apenas seja forte
Porque você sabe que eu estou aqui por você ♫

Mas por fim os dois se separaram. Elena tinha o vestido frouxo, não parou tão cedo; Preparou o banho dele, em seguida o seu. Após um tempo ela saiu do banho e vestiu a camisola, pronta pra passar o dia na cama. Mal havia deitado quando ele voltou.

Elena: Passou. – Disse, sorrindo. Damon já estava trocado, e tinha um terno negro em um dos braços. Ele sentou nos pés da cama. Tinha um livro com a capa azul escura, grande, de aparência sofisticada, na mão.

Damon: Trouxe pra você. É o livro que eu falei. Achei que gostaria. – Disse, oferecendo o livro. Ela apanhou, sorrindo, e o abriu, olhando o escrito da primeira folha. – Fique aqui hoje. Descanse. – Disse, passando o braço pra dentro do terno. Ela assentiu. – O que precisar...

Elena: Eu sei onde fica a cozinha. – Brincou, erguendo os olhos pra ele. Ele hesitou por um instante, depois riu.

Damon: Estou só sendo patético. – Disse, e ela riu – Fique bem, sim? Não quero saber que chorou enquanto estive ausente. E eu vou saber. – Disse, em uma ameaça, e ela arregalou os olhos, na defensiva – Melhor assim. – Disse, se levantando.

Não há nada que você possa dizer,
Nada que você possa fazer
Não há outro jeito quando se trata da verdade ♫

Elena: Leve uma capa. A estrada deve estar fria. – Recomendou e ele sorriu com isso. Ninguém tinha esse tipo de cuidado com ele há anos.

Damon: Levarei. Fique bem. – Ela assentiu e ele se abaixou, beijando-a levemente, antes de sair.

Então continue agüentando firme
Porque você sabe que conseguiremos, nós conseguiremos... ♫

E ela ficou, tentando não pensar. Estava fácil; ele estava em toda parte. O livro a distraiu por horas, até que o cansaço venceu e ela dormiu.