just one more about love Delena
109 Capitulo 109
Um mês depois...
Elena dançava para Damon. Dessa vez ela encomendara uma roupa pra isso. Era de um azul escuro, quase preto. Um sutiã, com algo bordado em prata, e algumas pecinhas que faziam um barulho agradável, como pequenas moedas presas no decote, várias delas. A barriga lisa descoberta, uma saia preta e um cinto grande, com mais das moedinhas, todas em prata, caindo pela saia, fazendo o barulhinho. Ela tinha o rosto maquiado, os olhos castanhos ressaltados. Começara de modo simples. Ele chegara, tomara banho e fora ficar com os bebês, e ela foi se banhar também. Sexo não era um assunto nem que viesse a sua cabeça no momento. Ela se demorou mais no banho, mas ele esperou, inacreditavelmente para irem dormir. Estava sentado em frente ao berço, velando o sono dos filhos, quando o perfume fresco avisou que ela havia saído do banho. Ele se virou, e ao invés de camisola, ela usava um dos roupões dele, branco, grande demais pra ela (com a intenção de ocultar a roupa por baixo). Havia uma correntezinha prata nos cabelos dela, atravessando sua testa e sumindo por debaixo dos cachos.
Damon: O que é isso? – Perguntou, observando a maquiagem no rosto dela. Ele fechou a rendinha do berço dos bebês, se levantando, indo em direção a cama. Se sentou, observando-a.
Elena: O médico esteve aqui hoje. – Damon esperou – Bom, eu estou oficialmente de alta. – Disse, um sorriso nascendo em seu rosto. Algo violento correu no sangue de Damon ao pensar na possibilidade. Faziam tantos meses...
Damon: Tem certeza? – Perguntou, hesitante.
Elena: Absoluta. – Ela abriu o roupão, deixando-o cair no chão, revelando sua quase nudez por baixo, o sutiã e a saia. Damon não sorriu. Estava subitamente sério. – Eu achei que você fosse gostar. – Disse, sorrindo pra ele. O olhar dele percorreu o corpo dela de cima pra baixo, por fim encontrando os olhos. Os dois se encararam por instantes, então ela começou a dançar.
Agora ele estava no centro da cama, enquanto ela rodopiava pelo quarto, os quadris se movendo de um modo impossível. O cabelo dele estava arrepiado (Ela já havia estado perto dele, a mão adentrando seu cabelo e puxando-o levemente). Ele apenas observava, quieto, como um animal que espera pra dar o bote. Ela parou em frente a ele, jogando com a cintura, indo e vindo, os olhos sem deixá-lo nunca, sorrindo de canto, e se pôs a girar. No ponto em que ela teve de lhe dar as costas ela jogou a cabeça pra trás, os cabelos formando uma cascata de cachos em suas costas. Ela parou de se mover, de costas pra ele, que umedeceu os lábios. Ela jogou a cintura pra um lado, as moedinhas do cinto fazendo um barulho que sugava a audição dele, então começou a rebolar pros lados devagar. Ergueu os braços, mantendo-os acima da cabeça, com os pulsos em cruz, e ele observou os quadris dela indo e vindo... Indo e vindo... Então ela abriu os braços, jogando os cabelos com força pro lado, então voltando a girar, as moedinhas se balançando freneticamente enquanto ela voltava a ficar de frente pra ele. Ela avançou pra ele, balançando o decote em sua direção, os olhos encarando-o. As mãos dele se curvaram em garra, de vontade.
Damon: Venha aqui. – Chamou, rouco, avançando pra ela. Então ela recuou.
Elena: Não. – Ofegou, recuando de costas.
Damon: Eu não agüento mais, pequena. – Disse, pensando que ela dissera “não” porque queria dançar mais. – Venha aqui. – Chamou, a voz causando um arrepio na espinha dela. Apostara alto naquilo. Uma parte menos nobre de si ordenava que ela atendesse ao chamado dele.
Elena: Eu vou. – Ela sorriu pra ele, que sorriu de canto – Se você libertar Hope. – Os olhos dele encontraram o dela, em choque.
Damon: Elena. – Repreendeu.
Elena: É isso ou nada. – Ele não podia acreditar que ela estava falando sério – Aceite. Por favor. – Disse, juntando o corpo ao dele. Damon estava ajoelhado na cama. Ele aspirou o perfume dela, um tremor quase sacudindo seu corpo – Eu quero. – Sussurrou, perto do ouvido dele. As mãos dele agarraram a cintura dela firmemente, apertando-a, e ela suspirou de vontade – Por favor.
Damon: Conversamos sobre Hope depois. – Murmurou, mordendo a maxilar dela, que arfou ao sentir o hálito quente dele em sua pele.
Elena: Não. – Quando foi que ela fechou os olhos? Parecia tão impossível abri-los agora... As mãos de Damon subiram pelas costas nuas dela, quentes, fazendo-a se arrepiar. Ele estreitou o espaço entre os dois e ela pôde senti-lo, duro feito pedra, mesmo sob a calça. Aquilo quase a fez perder o prumo – Me dê a chave.
Damon: Depois conversaremos. – Rebateu, buscando os lábios dela. Elena suspirou quando ele a beijou. Queria tanto! A boca dele devorou a dela, que arfou, correspondendo. Mas algo martelava na cabeça dela, e ela se afastou.
Elena: Não, Damon. – Disse, se desvencilhando dele – Não vou me deitar com você até que me dê a chave. – Disse, recuando de costas novamente.
Damon: Eu digo que você vai. – Rebateu. Elena negou com a cabeça. Ele percebeu o que ela ia fazer um segundo antes dela fazê-lo: Ela correu, sumindo em direção ao banheiro. Ele se bateu com ela antes que ela trancasse a porta. Elena sabia que se ele colocasse a mão nela, estaria tudo perdido. Ele empurrou a porta, e ela manteve do outro lado, a mão puxando a tranca com força. Ela suspirou quando conseguiu trancar a porta. – Abra a porta, Elena.
Elena: Não. – Algo no interior dela gritava: “Sim!”. Sim, deixe que ele entre, deixe que ele a possua, que a devore! Mas aquela era a única arma que ela tinha, lamentavelmente. Ela se afastou da porta, indo até a pia, onde molhou a nuca com água fria.
Damon: Eu vou arrombar a porta. Juro por Deus. – Avisou, forçando a fechadura.
Elena: Não é não! – Disse, tentando normalizar a respiração.
Damon: Tudo bem.
O estouro da porta sendo arrombada ecoou pela torre. Elena, que puxava a tiara dos cabelos se virou, vendo o marido parado na porta, ofegando. Ela teve o reflexo de recuar, soltando a tiara no chão, mas se bateu na pia. Rosalie acordou com o barulho, caindo em um choro assustado, mas Damon avançou pelo banheiro, apanhando-a pela cintura com violência. Os lábios dele machucaram os dela quando ele a beijou, apanhando-a pelas coxas e colocando em cima da pia. Elena arranhou a nuca dele, que abriu suas pernas, se pondo entre elas. Ela enlaçou as pernas na cintura dele, puxando-o de encontro a ela, e gemeu alto quando as intimidades dos dois se encontraram, mesmo sob as roupas. Ele arfou, a boca descendo pelo pescoço dela, que mordeu o ombro dele com vontade. O choro de Chord se juntou ao de Rosalie, o que a chamou a realidade.
Elena: Vai me forçar? – Perguntou, soltando-o. Damon ofegou, parecendo ter dificuldade pra falar.
Damon: Não estou forçando. – Disse, um toque sutil de malicia na voz.
Elena: Em meu estado normal eu digo não. Não se não me der a chave. – Disse, arfando – O que fizer a partir daí fica por responsabilidade sua. – Damon parou por um instante, uma das moedinhas da saia dela em sua mão, então a largou, se afastando.
Damon: Não, Elena. Ela vai continuar lá. – Disse, se afastando.
Elena: É o que vamos ver. – Aceitou, descendo da pia.
Ele voltou ao quarto, e o choro dos bebês parou dentro em pouco. Um silencio violento se apossou do quarto. Elena tomou banho novamente, a porta escancarada provocando-o, mas ele não reagiu. Ela se vestiu e foi pra cama. Ele não disse nada, nem tampouco a abraçou. Ela também não fez nada pra mudar isso. Desafio lançado, que vença o melhor.
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