just one more about love Delena
107 Capitulo 107
Damon ninava Elena. Um berço havia sido instalado no quarto, precocemente. Era de madeira. Bem simples, um quadrado acolchoado, onde os dois bebês estavam agora. O berço deles, o berço real, traçado em ouro, voltara para ser refeito. Ele acariciava os cabelos dela, terno, quando houveram batidinhas na porta. Alaric entrou, um sorriso no rosto.
Alaric: Estão todos lá embaixo, comemorando. Venha. – Sussurrou, chamando.
Damon: Não vou deixá-la sozinha. – Respondeu, em tom baixo, apontando pra Elena.
Alaric: Ela nem vai notar. Não acordará tão cedo. Vamos! – Era desespero na voz de Alaric? Damon balançou a cabeça. Estava vendo coisas. Ele sorriu, tirando o braço do ombro de Elena, que ficou, inalterada, a bela adormecida em forma humana.
Damon: Eu já volto. – Sussurrou, beijando a testa dela – Só um copo. – Impôs, e Alaric assentiu.
Assim que Damon saiu, Madison estava no quarto. Caminhou até Elena cautelosamente, os olhos sondando, e ergueu a sobrancelha. Elena continuou dormindo. Ela se voltou pro berço. Franziu o cenho. Sua experiência com bebês era inexistente. Ela apanhou o bebê de rosa sutilmente nos braços, a menina nem notou. De perto sua fraqueza dava dó. Madison apanhou a garrafinha, dispensando a tampa. Levou até os lábios da menina, incerta. Pro seu desespero, a menina franziu o cenho, caindo no choro. Ela arregalou os olhos, e com um sopro do vento, estava fora do quarto, no corredor.
Madison: Shhh, shhh, neném bonitinho, shhh! – Disse, tensa. A menina já estava fraca, chorar só ia acelerar o processo – Shhh, mentira, sh... – A bebê parou quando a garrafa pairou perto de seu rosto – É isso? – Perguntou, incrédula. Levou a garrafa com mais cuidado até a boca da menina, que aceitou, começando a beber com a força que tinha – Fome. – Suspirou – Podia ser mais óbvio, Madison? – Perguntou, debochada. A verdade é que o “suprimento” dos médicos não era nada agradável, não matava a fome, e Elena não teve condições de amamentar. O bebê tinha fome. – Isso. Beba. – Disse, satisfeita.
Como se tivesse sido ordenada, a menina se encheu na metade da garrafa. O coração dela agora já batia, não só aquele tamborilar fraco. Madison tampou a garrafa, guardando-a no decote. A bebê lambeu os lábios, os olhinhos fechados, e Madison achou graça. Levou um pequeno lenço aos lábios dela, limpando a mancha vermelha que ficara. Voltou ao quarto, deixando-a no berço, e apanhou o menino. Foi mais fácil. No fim a garrafa estava vazia, e os bebês na cama. Ela saiu, pressentindo a volta de Damon. Alaric a alcançou em um corredor, longe da torre.
Alaric: O que foi aquilo? – Rosnou.
Madison: A menina se assustou com o frio do metal nos lábios. Nada demais. – Disse, entregando a garrafinha a ele.
Alaric: Tem noção do que foi convencer Damon de que não tinha ouvido o choro? – Perguntou, exasperado.
Madison: Da próxima vez levarei uma mamadeira. – Debochou – Alaric, eu fiz. Eles beberam. Não vão morrer, e o sangue estará fora do organismo dele antes que o sol morra amanhã. Eles crescerão, serão lindas criancinhas saudáveis, humanos, vivos e fortes. Agora eu vou dormir. – Disse, um sorriso ameaçador aparecendo no rosto. Alaric riu. Madison deu as costas, sumindo pelo corredor.
Damon velou o sono de Elena até que o dia raiou. Terminou adormecendo, a cabeça próxima a dela. Despertou sobressaltado, mas Elena acariciava-lhe o rosto.
Damon: Perdoe. – Disse, rouco. Ela sorriu.
Elena: Dormiu de sapatos. Quantas vezes vou ter que ralhar? – Perguntou, carinhosa.
Damon: Me distrai. Eu a acordei? – Elena negou, e ele lhe beijou a testa. Um chorinho fraco os alcançou, e ambos olharam – Parece que acordei alguém. – Disse, sorrindo. Damon se levantou, apanhando os filhos no braço. Os dois acomodaram os filhos na cama, entre os dois, observando. – Rosalie. – Disse, tocando o rosto da menina, que se acalmara.
Elena: Rosalie Dianna. – Corrigiu, e ele sorriu. – Rosalie e Chord. – Completou.
Damon: Rosalie Dianna e Chord Inácio. – Corrigiu, fazendo-a rir. Rosalie se balançou, o a mãozinha fechada em punho esfregando o olho – Acho que ela tem fome. – Observou.
Elena tomou impulso pra se sentar, e Damon a ajudou. Ele a entregou Rosalie, que se pôs a mamar assim que a mãe lhe ofereceu o seio. Elena fez uma careta, sorrindo. A sensação era estranha, mas gostosa. Era bom sentir aquele vinculo formado. Era mãe. Damon apanhou Chord, e o menino, pouco incomodado com a situação, se aconchegou ao calor do pai. Nada poderia estragar aquele momento.
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