just one more about love Delena
100 Capitulo 100
Mais tarde, naquele dia, fotos de Elena e Madison juntas, assim como as que foram tiradas de Hope, Caroline e Jenna anteriormente, estariam circulando nos folhetins, em destaque, mesmo sendo preto e branco. E longe dali, alguém se daria ao trabalho de ler a noticia. Stefan observou o sorriso radiante de Hope, de mãos dadas com Kenna e Caroline, a pequena coroa nos cabelos, mas sua atenção foi chamada para outra coisa.
FLASHBACK
Elena lavava roupas. Ela, a mãe, e várias outras mulheres, na beira do rio. Usava os vestidos que as mulheres usavam para lavar roupas, sem espartilho, só uma camada de um tecido fino, que facilitava com o calor. Ele se deleitou vendo os seios fartos decalcados no vestido fino, as coxas delineadas expostas (Elena estava agachada, logo suas pernas estavam de fora), os cabelos presos de qualquer jeito em um coque. Era uma das mulheres mais lindas que já havia posto os olhos, Deus havia sido generoso com seu corpo. Enquanto ele observava ela conversava com a mãe, então algo a fez rir, um riso gostoso, sincero. O que ela tinha de bonita tinha de inocente. Stefan riu consigo mesmo, negando com a cabeça, então parou de perder tempo observando e voltou pro castelo, já pensando em outra coisa.
FIM DE FLASHBACK
Stefan: Aberração. – Condenou, olhando o ventre dela, antigamente rígido, agora enorme. O folhetim dizia que ela estava chegando aos 6 meses, mas a barriga dela já tinha o tamanho de 9. Ele largou o folhetim, com nojo, passando a mão no cabelo – Onde aquele desgraçado está? – Rosnou.
“Aquele desgraçado” estava lá como fora mandado. Nas redondezas do castelo de Damon, esperando o momento certo. Chegaria em poucas horas.
Aconteceu horas depois. Elena chegou das compras e foi descansar (ordens de Damon). Só que não tinha sono, então ficou sentada na cama, encostada nas almofadas, pensando. Quando chegara ali estava fugindo, marcada para morrer. Agora as pessoas gritavam por ela, se aglomeravam só para vê-la, nem que fosse por um instante. Era um mundo confuso. Foi em seus devaneios que Hope entrou no quarto, quietinha.
Hope: Não queria te acordar. – Disse, com um embrulho na mão.
Elena: Não estou com sono, teu pai que me prendeu aqui. – Brincou, e Hope sorriu. Damon vinha tendo graça ultimamente – O que é isso?
Hope: Uma boneca. – Disse, olhando o embrulho – É minha. Nem é nova, mas é a minha preferida.
Elena: E porque tu a embrulhaste? – Perguntou, observando.
Hope: Porque eu quero dar ela. Pro bebê. – Elena ergueu as sobrancelhas – Quero dizer, eu gosto muito dela, então o bebê também deve gostar. – Elena sorriu.
Elena: Deixe isso. Vem aqui. – Disse, estendendo o braço. Hope fechou a porta, largando a boneca nos pés da cama e foi até Elena, se sentando ao lado dela. Elena a abraçou pelo ombro, beijando-lhe o cabelo – Não precisa se desfazer das coisas que gosta. – Disse, ajeitando o cabelo da menina.
Hope: Mas é meu irmão, não é? – Perguntou, observando a barriga de Elena.
Elena: Exatamente. São irmãos, vão poder brincar juntos. Tenho certeza de que teu pai vai encher esse castelo de coisas mesmo. – Hope riu, parecendo apoiar a iniciativa do pai.
Hope: Bom, ele me deixa comprar tudo o que eu sugiro. – Elena revirou os olhos. Hope olhou a barriga dela, intrigada – Está tão grande. Não dói?
Elena: Você é a segunda pessoa que me pergunta isso hoje. – Disse, afagando-lhe os cabelos. – Não, não dói. Só é... Pesado. As vezes ele chuta. – Comentou. Hope pareceu indignada.
Hope: Ele te chuta? – Elena assentiu – Mas porque?
Elena: Porque ele está crescendo, e não tem muito espaço. Os chutes não doem, ele é pequenininho, eu só me assusto. – Hope pareceu pensar – Bom, um dia eu estava abraçada com teu pai, o bebê chutou, e ele sentiu. Perdeu a voz por 3 horas, coitado. – Comentou, pensativa. Hope riu gostosamente. – Ei, me dê sua mão. – Disse, pegando a mãozinha da menina.
Damon havia subido pra ver Elena, e forçá-la a comer algo. Parou ao ouvir a voz da esposa. Ele entreabriu a porta, observando, e viu Hope dar a mão a Elena, que a levou até sua barriga. Parecia procurar um ponto, querer mostrar algo. Hope ficou calada por um instante, então seu rostinho se iluminou, como se tivesse sido sacudida.
Hope: Ele me cutucou! – Disse, exasperada, e Elena riu.
Elena: Ele te chutou. – Corrigiu.
Hope: Ei, faz de novo! – Pediu ao irmão, olhando a barriga dela. Elena sorriu. Mais uma pra lista dos que falavam com o bebê.
Damon sorria, parado na porta. Não quis interromper. Estava quieto, aquele sorriso bobo no rosto. Havia um nó em sua garganta, como se ele pudesse ter uma crise de choro ou explodir de emoção, de felicidade, talvez. Viu Hope se frustrar por não receber outro ‘cutucão’, então saiu dali, para não ser pego e interromper o momento.
Elena: Acho que ele dormiu. Não vai te chutar mais. – Disse, vendo a frustração da menina.
Hope: Vamos lá, papai disse que não se deve ter preguiça. – Ralhou, e Elena riu. O chute não veio. – Ai, desisto.
Elena: Não fique chateada. Ele é pequeno, cansa ele cada chute desses. Depois que ele nascer, poderá brincar com ele o quanto quiser. – Prometeu.
Hope: Você não se cansa de ficar aqui o tempo todo? – Perguntou, parecendo aborrecida.
Elena: Completamente. – Afirmou, e Hope riu – Vamos dar um passeio? – A menina assentiu, pulando pra fora da cama. Elena desceu da cama com cuidado, apanhando seu manto. – É segredo. – Avisou.
Elas desceram da torre em silencio, indo pros fundos, pro jardim. Caminhavam lentamente, sentindo o ar frio.
Elena: Sabe que não precisa sentir ciúmes, não sabe? Do bebê? – Hope a olhou – Ninguém vai tomar teu lugar.
Hope: Sei disso. Só quero que ele nasça logo, já demorou demais. – Disse, aborrecida – Eu não posso comprar brinquedos se não sei se é menino ou menina. – Reclamou.
Elena: Ele tem seu tempo. – Disse, acariciando a barriga – Compre todos os brinquedos que quiser. Depois, se não servir, damos utilidade.
Elena não chegou a ouvir a resposta de Hope. Algo atingiu sua cabeça e ela apagou antes de bater no chão.
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