–senhor Davons, esta na hora todos os alunos estão esperando para o discurso.

–muito bem Professor, estou indo.

O diretor ao chegar no auditório suspira e sobe no palco.

–silencio por favor. –de uma vez só todos os alunos ficam em silencio.

–bom, mais uma ano letivo começa, novos alunos chegaram na escola, há 30 anos eu estive dirigindo este colégio com muito orgulho e prazer. –pausa. –muitas medalhas já foram ganhas com o desempenho dos alunos no esporte, este ano quero comunica-los que estaremos abrindo a oficina de musica aqui no internato Clerks – os alunos começaram a aplaudir, os olhos de Dylan, o novo aluno do internato, brilharam ao ouvir isso, ele gosta de musica, toca violão desde criança. –também os professores irão organizar um concurso musical aqui pela primeira vez em 3 décadas em nossa escola, quero parabeniza-los pela ótima dedicação dos alunos, todos passando de ano, o que me deixa muito orgulhoso, nessa escola respeitamos todo mundo, um lugar onde o preconceito é punido, todos são aceitas, sejam eles homossexuais, bissexuais, cada um faz o que lhe faz mais confortável, todos os anos nossos alunos recebem os matérias adequados e três pares de uniformes, uma alimentação muito bem elaborada para que nossos jovens possam ficar bastante animados na hora de estudar, também este ano abrimos uma academia aqui no internato, bom meus queridos alunos, professores, orientadores e pais dos alunos, quero da minhas boas vindos ao Internato Clerks. –enquanto o diretor Davons descia as escadas, muitas pessoas aplaudiram pelo discurso do senhor Davons, cujo esteve cuidando dessa escola há 30 anos, e ainda parece muito disposto a dirigi-las por muito mais tempo.

(Dylan narrando)

–esta bem mãe, não se preocupe, eu vou ser o mais cuidadoso possível. – virei o rosto e olhei para a entrada do internato a minha frente, dei um grande suspiro, depois virei para minha mãe, que estava com uma expressão de desespero e preocupação – você sabe muito bem que eu estudei muito para conseguir essa oportunidade – minha mãe passou sua mão delicadamente pelo meu rosto.

–meu filho, se cuida. – revirei os olhos.

–mãe, os finais de semana são livres para os alunos visitarem seus pais. –pus minha atenção agora para o meu pai que estava no banco do motorista – tchau pai – ele olhou para mim com uma cara seria, eu tenho uma relação complicada com ele, depois que me assumi, sim, acertaram em cheio, sou homossexual, eu torci muito para que eles aceitassem e depois rissem de tudo, mas não foi isso que aconteceu, minha mãe ficou sem mesmo piscar um olho, e de boca aberta, até pensei que podia entrar uma mosca dentro, depois ela tapou, e não pode segurar as próprias lagrimas, meu pai baixou a cabeça, se levantou e foi para o quarto, isso me deixou muito triste, abaixei minha cabeça com medo de encarar minha mãe, mas depois eles aprenderam a aceitar, percebiam que eu que tinha que escolher como viver minha vida, eles não podiam me obrigar nisso, minha mãe já não vê problemas mais nisso, mas meu pai mesmo dizendo que está tudo bem, percebo que não esta, que eu ainda o decepciono, mas um dia espero que ele se de conta do que esta fazendo e que sinta orgulho de mim.

–se cuida, garoto. –dessa vez ele olhou para mim e sorriu, isso automaticamente me fez sorrir por dentro e por fora.

Meu pais partiram e foquei minha atenção ao que estava logo a minha frente, meus olhos brilham e ao mesmo tempo um nervosismo chegou até mim, terei que ser mais otimista, a partir do momento que eu passar por esses portões, uma nova vida me espera, não vou ter meus pais por perto, vou ter que me virar sozinho, mas eu vou conseguir.

hoje é meu primeiro dia no internato, estou muito feliz, ralei muito para chegar até aqui, o internato Clerks é um dos mais conhecidos no Brasil, fundado em 1984, eu fiz o teste e passei no 5º lugar e ganhei uma bolsa, e aqui estou eu, com muito orgulho pelo meu esforço, vou começar uma vida nova e talvez até mesmo possa fazer alguns bons amigos, eu sempre fui bem na minha, sempre fui focado nos meus estudos, meus pais me apoiaram com a minha decisão de vir para cá, eu sempre achei legal a ideia.

amanha ira começar as aulas e eu estou animadíssimo, chego no meu quarto e me surpreendo, é maior do que eu pensava, tem duas janelas, e ao lado de cada uma delas ha uma cama, na frente tem duas cômodas que ficavam ao lado da porta, no lado direito do quarto ainda tem uma mesa com três cadeiras, e uma computador em uma escrivaninha, legal, um lugar para estudos, e logo depois tem o banheiro. O quarto é perfeito, acabei lembrando que vou ter um colega de quarto, espero que ele seja legal, alias, meu nome é Dylan, tenho 16 anos, cabelo preto e olhos castanhos dos quais me orgulho muito.

começo a arrumar minhas coisas no quarto, e arrumo na cômoda vazia, reparo que a outra tem algumas coisas em cima, quer dizer que meu colega de quarto não é novato, a outra cama também parece estar um pouco bagunçada, acho que ele esteve aqui mais cedo.

(Taylor narrando)

Meu nome é Taylor Whitemore, tenho 17 anos, sou loiro e tenho olhos verdes, sou muito desejado pelo internato, sou muito pupular também, muitas meninas e até mesmo meninos já quiseram ficar comigo, tenho um corpo atlético, pratico muitos esportes, como vôlei, basquete, futebol, e faço academia. Minhas notas aqui são médias.

Estávamos eu e meu amigo Bruno andando pelo campo do internato.

–eai cara, como vai seu relacionamento com a Sarah?

–terminei com ela – nessa hora Bruno me olhou com a boca aberta.

–pera – é, ele me parou -cara, por que fez isso? ela é a mais gata de todo o internato.

–eu sei, mas eu já não aguentava mais, essa garota estava me tirando do serio, sempre me enjoando com um monte de coisas, vive falando mal das pessoas, estragando relacionamentos, até hoje não sei por que eu estava com ela, Sarah é muito egoísta, só pensa nela, pra mim ela foi só um diversão temporária mesmo.

–então...- ele estava esperando eu completar a frase e já sei muito bem o que ele queria. Suspirei.

–sim, vai em frente – eu sempre soube que ele era doido para ficar com a Sarah, nunca me importei com isso. – eu vou dar uma olhada no meu quarto, talvez meu novo colega de quarto já tenha chegado – fizemos nosso toque com as mãos e fomos em direções contrarias.

o dia estava um pouco quente, um banho seria bom para relaxar. Ao virar o corredor encontro com o que eu menos queria ver a cara nesse momento, Sarah Connor, quando a ruiva me vê, para e fica me encarando, sua expressão que a poucos segundos estava seria muda para uma raivosa e selvagem, ao passar por mim ouço ela sussurrando “você me paga Whitemore.” Senti um ataque de cala frios, conheço a Sarah muito bem, ela nunca deixa nada passar, como eu disse ela estragou muitos relacionamentos, mas não foi por nada, foi por vingança, essa é uma das características dela, ela é terrivelmente vingativa, e pelo visto ela ainda não superou a nossa separação, o pior é que eu sei que ela pode aprontar alguma pra mim.

(Flashback On)

Eu não posso mais, essa garota não é pra mim, eu não a amo, no inicio eu estava gostando do desejo, mas agora ela não parece ser mais a garota que conheci.

–precisamos conversar.

–pôs fale logo, que vou sair com minhas amigas. –ela nem sequer olhou para mim, isso só fez me irritar mais ainda.

–quero terminar. – nesse instante ela olhou rápido e furiosamente em meus olhos.

–você não pode fazer isso. Espera, é por causa daquilo não é, já tínhamos conversado antes, eu não tenho culpa seu idiota.

–ah Sarah, basta, você sempre foi muito egocêntrica, grossa, falsa, você mudou muito e nada pode me impedir e terminar com você.

–você vai se arrepender Whitemore. – saio do quarto e deixo uma Sarah furiosa se acabando em lagrimas.

(Flashback off)

Ao abrir a porta bato com algo que me faz andar automaticamente 2 passos para traz e percebo o garoto jogado no chão, rapidamente vou ver se ele está bem.

–cara! me desculpe, tudo bem? –por reflexo seguro seu pulso.

–tô sim –ele olha para mim, me deparo com um belo par de olhos castanhos, fico encantado com a beleza dele, meu colega de quarto é muito lindo. Um sorriso acaba escapando da minha boca.

(Dylan narrando)

Finalmente, tirei tudo que tinha na mala, minhas roupas estão perfeitamente arrumadas, e encima da cômoda botei alguns perfumes, creme, desodorante, etc. meu violão deixei em um lugar na parede, pra ficar mais bonito o quarto, toco violão desde os 10 anos de idade, tive muita força de vontade e agora até musicas eu componho, eu sempre me imaginei em um palco arrasando com milhares de pessoas, todas aplaudindo pelo meu talento musical, eu sempre me imagino com isso, mostrar para as pessoas o meu talento e elas gostarem. Ainda tinha que ajeitar umas coisas na direção, eu mal abro a porta e por segundos perco a consciência, bati a testa em algo, e uma dor de cabeça insuportável vem até mim.

–cara! Me desculpe, tudo bem? –ouço uma voz masculina, sinto uma mão no meu braço, tiro a mão da testa e reparo o que causou esse meu tombo.

–tô sim –ainda bem que uma frase curta era o necessário para responder, por que quando eu vi aqueles olhos, fiquei perdido na beleza da imagem a minha frente, ele tem cabelos loiros em um corte estilo social moderno. E sorriu, meus deus, ele sorriu pra mim, fiquei pior que um tomate, me levantei, acho que ele reparou que ainda estava com a mão no meu braço, ele tirou, um coisa é certa sobre mim, eu fico sem jeito quando estou perto de pessoas lindas, fico completamente nervoso, e acho que ele reparo nisso.

–então...você desse ser meu colega de quarto, qual o seu nome?

–é Dylan, prazer e o seu? –estendi minha mão.

–Taylor, belo nome Dylan, assim como o dono – ele apertou minha mão e piscou, se sentou na cama de começou a tirar os sapatos – ia para algum lugar Dylan?

–sim, ainda falta resolver algumas coisas.

–ah sim, hoje à noite vamos fazer uma fogueira entre alguns alunos, ficarei feliz se você fosse.

–ah, claro, vai ser legal, o Sr.Davon quer falar comigo, bom foi bom te conhecer Taylor, fico feliz que meu colega de quarto é uma pessoa legal. – nessa hora Taylor ficou me encarando e depois sorriu, sorri de volta e fechei a porta, acho que vou gostar dessa escola.

....

–toc, toc

–pode entrar –entrei na sala, e o diretor estava conversando com um aluno de cabelos ruivos, o mesmo se virou e me olhou.

–me desculpe, eu interrompo algo?

–não Sr. Mccall, sente-se por favor, permita-me lhe apresentar um de nossos alunos daqui. – me sentei em uma cadeira que estava próxima ao aluno.

–prazer, sou Bruno – olhei para o lado e o garoto estendeu a mão, eu apertei, e sorri e eu correspondo, os alunos dessa escola são muito bem educados, gosto disso.

–Dylan Mccall, prazer – desviei minha atenção para o diretor, então Sr. Davon, queria falar comigo?

–pois bem, Sr. Mccall, nós aqui do internato Clerks estamos muito felizes por recebe-lo aqui em nosso internato, é um prazer tê-lo aqui, eu apenas queria lidar minhas boas vindas.

–muito obrigado Sr. Davon, eu prometo dar o meu melhor.

–bom seu diretor eu já resolvi o que tinha aqui com o senhor, se me deem licença –Bruno se virou para mim e tocou no meu ombro –Dylan foi ótimo te conhecer, você parece ser um cara bem inteligente, boa sorte, qualquer coisa pode falar comigo –Bruno piscou pra mim, se levantou e saiu da sala.

–bom seu diretor, mais uma vez muito obrigado, se for apenas isso...

–sim, bom aqui estão seus horários e algumas regras aqui da escola – ele me entregou uma pasta com várias anotações, agradeci e sai da sala.

Fiquei pensando no garoto que conheci na direção, Bruno, ele é muito legal, me tratou de uma forma que me fez sentir confortável aqui.

...

(Bruno narrando)

Me da preguiça só de pensar que amanha já começa as aulas, de longe vejo Sarah sentada em um banco perto do lago, ela parecia triste, isso me deixava péssimo, me pergunto se devo ir lá falar com ela.

–olá amor. – ela me olha, e não era a expressão que eu esperava, ela revirou os olhos e voltou sua atenção no lago. Tinha alguns patinhos tomando banho lá.

–não enche Bruno, não estou afim de ter que aguentar suas cantadas.

–calma ai, só queria saber como você esta – nesse momento que percebo lagrimas caindo de seus olhos. Com o polegar, passo a mão sobre seu rosto enxugando as lagrimas, ela sorri – não precisa conversar, tudo bem, mas um abraço ajudar as pessoas. –um abraço sempre deixa as pessoas com uma sensação de segurança, alivio, proteção, e era disso que ela precisava. Nossa eu me senti tão bem fazendo aquilo, ter ela em meus braços, se ela ao menos me desse uma chance, mas vou aproveitar esse momento e não estragar.

...

(Dylan narrando)

Já era noite, me lembro que Taylor havia comentado comigo sobre uma fogueira que ia ter hoje à noite, ele me convidei, disse que seria perto do lago, tomei banho, coloquei uma calça preta, uma camisa quadriculada azul marinha, era minha camisa preferida, e um all-star, passei um pouco de creme no cabelo, eu não penteio, me olhei no espelho e estava bonito.

Ao chegar lá, vejo um grupo de umas 20 pessoas ao redor de uma fogueira, alguns adolescentes estavam com garrafa de ice na mão e alguns salgadinhos, outras estavam queimando marshmallows, oh my god, sempre quis experimentar, eu avisto Bruno e Taylor conversando, me aproximo ambos riem para mim, mas acho que estavam rindo de algo que estavam comentando antes.

–fico feliz que você tenha vindo – ele pegou um marshmallow e enfiou em um espeto.

–pois é, fico surpreso por saber que vocês são amigos – ele me entrega e eu agradeço, Bruno pisca pra mim como um gesto de cumprimento.

–pois é meu rei, eu e Taylor temos uma certa intimidade. – nessa hora ele brinca com o amigo beijando no rosto, e eu rio.

–olá. – eu me viro e vejo uma garota de lindos cabelos ruivos se sentando ao meu lado com uma garrafa de ice na mão. – meu nome é Sarah, você deve ser novato por aqui, nunca te vi aqui antes.

–sim, meu nome é Dylan, sou novo aqui no internato.

–você é bonitinho. – ela acaricia meus cabelos, percebo que o Taylor está com uma expressão seria no rosto, fica encarando Sarah.

Ela ficou batendo papo comigo, fiquei mesmo é impressionado com a beleza dela, ela estava usando uma blusa branca que deixa aparecer seu decote e uma bermudinha jeans, ela tem 17 anos e vai pro segundo ano junto comigo, ela me apresentou para algumas de suas amigos que não paravam de alisar meu cabelo, outras passaram até a mão sobre meu peitoral, falavam como eu era lindo, fiquei sem jeito, esse pessoal estavam todos ficando fora de controle. Eu hein.

Percebi uma troca de olhares muito estranha entre os dois, fico sem entender, Sarah uma hora parecia com uma cara triste e abaixava a cabeça, até que Sarah se despedi de mim e vai se sentar perto de onde foram se sentar algumas amigas.

Conversa vai, conversa vem, acabei me entrosando bem com os dois, Taylor e Bruno se mostraram ser muito legais comigo, conversamos sobre varias coisas, em um momento que Taylor estava distraído olhando para a fogueira, pensando longe, e também já devia estar um pouco sobre o efeito do álcool, Bruno se senta do meu outro lado e me falou que Taylor deu um fora em Sarah, me falou sobre a relação dos dois, isso é uma coisa difícil de lidar, tudo se ligou, mas ainda fico confuso sobre essa historia toda, eu bebi mais refrigerante e comi alguns salgados em quanto Bruno me contava sobre suas férias em Miami, essa galera era de uma classe muito diferente da minha, eles viviam bem de vida, pois de todos apenas eu era bolsista, os pais deles pagavam a escola para eles. Bruno me elogiou muito por isso, dizendo que ele nunca conseguiria ganhar uma bolsa estudando do jeito que eu estudei. Eu também comentei com o Bruno sobre eu ser homossexual, ele nem se importou, fiquei feliz por isso.

Algumas pessoas já estavam se dirigindo aos seus dormitórios, outras foram para um canto afastado, outras foram para traz de uma moita, no final de tudo, eu e Bruno acabamos carregando Taylor que bebeu demais.

–bom, ele está entregue, até amanha Dylan. – Bruno fez um toque comigo com as mãos que ele me ensinou, eu achei maneiro, e saiu do quarto.

Tirei os sapatos dele e o cobri, Taylor parecia uma criança dormindo, ele era simplesmente lindo.

Já na minha cama, eu olhava para o teto e pensava sobre esse dia, acabei conhecendo duas pessoas maravilhosas que podem virar dois ótimos amigos, na escola que eu entrei com todo orgulho, era uma sensação tão boa, me senti mais vivo, acho que a partir de agora em diante minha vida irar muda, me sinto mais...feliz.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.