iRedesign Me
2 If You Still Around
Notas iniciais
Ah, e uma coisa que eu esqueci de avisar que a fanfic é meio baseada na letra da música Redesign Me da banda VersaEmerge, mas quando algum capítulo tiver outra música de inspiração eu aviso tá :D
Enjoy!!
Samantha estava deitada no sofá no meio da sala rodeada por caixas, seu telefone tocava sem parar, mas a loira estava tão cansada que preferia ouvir o toque do celular a levantar e ver quem era. Mas já que a tal pessoa não desistiu ela resolveu levantar e atender, ato que a fez se arrepender profundamente.
–Aleluia você atendeu esse telefone! Devia ter me ligado pra avisar que já havia chegado Samantha, não é muito agradável ficar sabendo que sua filha que morava em outro estado voltou e não avisou pra mamãe querida. Eu podia ter te buscado no aeroporto. E aí como foi a mudança? Está precisando de ajuda com as caixas? Sou a sua mãe, você pode e deve pedir minha ajuda com essas coisas sabia? – Disparou Pamella do outro lado da linha quando finalmente teve suas ligações atendidas.
–Oi mãe – respondeu Sam ignorando todo o discurso maternal de Pam – O que foi?
–Por que não avisou que já estava de volta? – questionou novamente – A Carly que me avisou quando ligou pra confirmar a minha presença na festa de noivado dela essa noite.
–Esqueci de ligar, só isso mãe. Peguei um táxi no aeroporto e vim pra casa, simples. Não precisei de ninguém pra me buscar cá, não gosto de pedir a ajuda dos outros, você me conhece – disse a loira deitando-se novamente no sofá.
–Eu não sou “os outros” Samantha, sou sua mãe – falou fazendo a filha revirar os olhos com tanto instinto maternal – Enfim, você vai pra festa de noivado da sua amiga ou não?
–Não sei ainda, estou muito cansada – suspirou – Mas estou super curiosa pra saber quem é o famoso Ben, e ela me mata se eu não for então...
–Vá e para de ser antissocial, isso é irritante. Tchau, tenho que desligar. Beijos.
–Tchau mãe – desligou rindo. Sua mãe havia se tornado bem mais atenciosa nesses últimos anos, e isso a assustava um pouco. Era algo bom, mas a assustava.
Ela olhou a hora no visor do telefone, já eram quase seis da noite. Espreguiçou-se, não estava com forças pra ir pra tal festa, mas enfrentar a Shay depois seria uma missão muito mais complicada. Levantou e começou a revirar uma caixa grande com as palavras “Roupas Sam” escrito com canetinha permanente de cor preta. Ela procurava por alguns vestidos de festa, porque se fosse pra ir, ela iria arrumada.
Não gostava da ideia de ter que passar a sua noite toda sorrindo e resumindo seus últimos anos para todos os seus conhecidos, mas também não estava pronta pra um evento social, afinal ela havia chegado à cidade há pouco mais de quarenta e oito horas.
Terminou de se arrumar e pediu um táxi, a cidade tinha mudado e ela não queria se aventurar com o carro que havia alugado, e estava chovendo. O taxi não demorou a chegar, e o trajeto não foi tão longo. Era uma noite fria, as pessoas deveriam estar em casa, exatamente do jeito que ela gostaria de estar mesmo cercada por caixas e poeira.
Carly agora morava com o namorado em um edifício que ficava a poucas quadras de distância do Bushwell e isso trazia um sentimento estranho a Sam.
Ela ignorou tudo isso e subiu até o quinto andar e parou em frente à porta, mas demorou um pouco para tocar a campainha, queria respirar um pouco antes de enfrentar a tal festa. Mas não teve tempo, um moreno de olhos castanhos parou ao seu lado e ficou fitando a porta do mesmo jeito que a loira, ato que despertou a curiosidade dela.
–Não vai tocar? – disse o moreno desconhecido sem olhar para ela – Porque assim, a festa é lá dentro sabe... — ela riu.
–É eu sei disso – disse o olhando. Era um homem bem bonito, jovem também. Ele continuava fitando a porta sério, o que arrancou mais risadas da loira – Pode tocar de quiser.
–Você chegou primeiro, você chama a campainha – falou sério. Ele despertou a curiosidade dela ainda mais.
–Tá então – falou finalmente apertando a campainha – Você é estranho.
–Só estou imitando você – ela revirou os olhos. Passaram mais alguns segundos em silêncio até que uma voz familiar perguntou animadamente quem era.
–Sou eu Carls, o Justin – mais uma vez Sam o olhou, mas antes que pudesse se apresentar Carly abriu a porta e gritou.
–SAM! Você veio ai que bom, que saudades! Vem, tenho que te apresentar o Ben – gritou com um sorriso no rosto totalmente ignorando Justin. Este apenas sorriu para Sam e entrou na festa.
Sem nem ter tempo de respirar, foi sendo puxada pelo apartamento adentro enquanto ouvia seu nome ser falado por diversas pessoas que sorriam em sua direção e ela apenas correspondia. Quando finalmente teve seu pulso libertado, se deparou com um homem alto, moreno, de olhos azuis e sorridente.
–Hey, você deve ser a tão famosa Samantha- disse o não mais desconhecido noivo da Carly.
–E você deve ser o Ben. Ah, e pode me chamar de Sam, eu prefiro.
–Fico feliz em finalmente te conhecer, não faz ideia de quando a Carly fala de você– disse Ben, recebendo um olhar da noiva.
–Ela fala de mim é? Bem ou mal? –disse rindo.
–Mal, é claro! – falou Carly entrando na brincadeira, todos riram.
Eles ficaram conversando por alguns minutos sobre a mudança de Sam, sobre o casamente, sobre a festa e até sobre o tempo, mas a inquietação de Carly Shay era notável. Nenhum daqueles assuntos era o que ela queria estar discutindo de verdade. E ela teve sua chance que algum amigo do seu noivo o levou dali por algum motivo eu não interessava.
–O que foi aquilo lá na porta com o Justin? – disse Carly com malícia.
–Eu nem conheço ele, ele ficou implicando comigo, fazendo piadinha. Quem é ele?
–Primo do Ben, são praticamente irmãos. O que achou dele? Bonitinho né?
–Carly! – gritou a loira.
–O que? Ele é bonitinho, se você quiser eu posso falar com ele e...
–Calada – disparou Sam cortando a fala da morena – Nem pense nisso, ouviu Carls? – falou séria.
–Por quê? Você está solteira mesmo, ou vai dizer que não quer um relacionamento agora e blá blá blá?
–Exato – disse Sam séria e um pouco irritada – Nem conheço ele e não quero você dando uma de cupido ou seja lá o que. Ouviu bem? – A morena assentiu e levantou os braços em rendição.
–Tá que seja, mas em falar nisso, quando a Jill vem pra cá?
–Amanhã de noite, ela quis passar mais tempo com a mãe.
–Nem acredito que finalmente vou conhecê-la pessoalmente! – falou Shay animadamente – Porque conversar pelo Skype é ótimo, mas ver a pessoa na sua frente é muito mais legal.
Elas riram. Carly e Sam nunca pararam de se falar, faziam isso todos dos dias pela internet. E quando Sam foi morar com Jill, Carly fez questão de fazer amizade com a ruiva. E essa tarefa foi fácil, pois Jill e Carly têm temperamentos muito parecidos, viraram intimas em poucas semanas e sempre mantinham contato.
–Olha quem eu vejo aqui, será que é quem eu penso? – disse uma voz masculina em direção às meninas – Samantha Puckett! — A loira virou curiosa e congelou ao ver de quem se tratava.
–GIBBY! – gritei e o abracei.
–Sammy!- disse o amigo a apertando com força – Bem que dizem que os vivos sempre aparecem.
–Carlynha tem um pessoal que perguntando por você ali – disse Gibby apontando em uma direção qualquer fazendo com que ela fosse à direção indicada por ele.
–Então... — disse ele puxando assunto.
–E aí?
–Sei lá, não sei o que perguntar. Finge que eu fiz uma pergunta superinteligente e fala alguma coisa.
–Cheguei anteontem de madrugada, passei o dia desencaixotando coisas, estou com crise alérgica, não dormi direito, minha amiga Jill chega amanhã, estou estressada, quero ir pra minha casa dormir, mas só em pensar em ter que enfrentar a chuva e a Carly me dá preguiça.
–Meus pêsames – disse ele rindo – Nova York te deixou mais dramática.
–Não é pra tanto! – falou.
–Estava com saudades – falou me abraçando mais uma vez.
–Gibson, nós nos falamos a pouco mais de dois dias!
–Eu sei – falou com voz doce – Mas não posso sentir falta da minha melhor amiga?
–Pode, mas que a Carly não ouça isso! – Sam brincou.
–Mas e aí, deu tudo certo com a mudança? – perguntou a puxando para uma mesinha.
–Deu sim, só falta desencaixotar o mundo, mas tirando isso deu tudo certo.
–Se quiser ajuda é só avisar – prontificou-se.
–Pode deixar – sorriu.
Depois disso ele saiu e a deixou sozinha. A loira que estava realmente exausta foi até a larga varanda do apartamento esperar a chuva dar uma trégua para poder ir pra casa, ela não queria parecer antissocial, mas estava muito cansada para pensar em festa. Às vezes aparecia alguém com que ela tinha uma breve conversa ou que apenas a cumprimentava. Até que ouviu uma voz chamando seu nome:
–Sam? Tudo bem? — Seu coração disparou.
“A noite tinha corrido de maneira perfeita, por que isso tinha que acontecer agora?” A loira pensou. Num lapso, apenas se virou e respondeu:
–Tudo.
–Quer que eu pegue uma bebida pra você? – gelou.
–Eh... Na verdade eu já estava de saída.
–Ah, fica mais um pouco. Eu não te vejo há cinco anos, temos muitas coisas pra conversar – disse ele sorrindo.
–Eu estou morrendo de cansaço, tenho mesmo que ir pra casa e dormir cedo.
–Converse comigo por dez minutos e eu te levo pra casa. Juro que não vou cobrar pela carona – Sam revirou os olhos e ele riu.
Sam se sentiu balançada, e estava se odiando por isso. Ela odiava como seu coração ainda batia mais rápido por ele mesmo depois de todo esse tempo, era algo totalmente involuntário, mas que ela queria poder controlar. Ou melhor dizendo ela queria poder parar. É mais esse é o tipo de coisa que não se pode controlar e por mais clichê e idiota que isso seja era exatamente isso que acontecia com a loira.
–Não preciso da carona, mas fico que você pegar uma bebida – cedeu dando um sorriso torto.
Em sua cabeça ela tentava se convencer de que não deveria evitá-lo porque eram amigos, mas no fundo ela sabia o porque de está tomando um drink com ele. A conversa entre eles começou bem estúpida, sobre o tempo, e sobre as pessoas que estavam lá, mas logo começaram a ter assunto.
–De volta pra ficar? – perguntou o moreno.
–Sim, estou com uma proposta de emprego aqui, e estava de casa – sorriu.
–Legal, é bom te ter de volta.
–É bom estar de volta – disse tomando um gole de sua bebida.
–Estranho né? – Freddie falou — Nunca pensei que a Carly iria se casar primeiro que a gente – A loira arregalou os olhos, as palavras dele ecoaram pela sua mente mil vezes antes que ela conseguisse pensar em uma resposta.
– Que a gente? – questionou confusa.
–É, que a gente. Você, eu, o Gibby e o Spencer – ele sorriu, aparentemente não havia se dado conta das palavras que havia usado – Você sabe a Shay sempre foi a mais namoradeira do grupo. É estranho vê-la se preparando pra casar.
–Ah, claro – A cabeça de Sam finalmente parou de rodar – Mas a vida é assim mesmo, às vezes encontramos nossa alma gêmea e às vezes ficamos melhor sozinhos – disparou.
Ficaram em silêncio. As palavras de Sam saíram mais duras do que deveriam. Ela suspirou a vê-lo virar o rosto. Ela olhou pela janela e viu que a chuva havia aumentado novamente e se levantei.
–Eu vou indo, está chovendo muito e eu realmente preciso ir. Mas foi bom te ver de novo, tchau – sorriu amarelo.
–Tchau – ele disse com um ar frio, ainda absorvendo os momentos de segundos atrás.
Ela sorriu e foi embora. A noite havia sido mais movimentada do que a Puckett esperava. Rever pessoas e reviver momentos pode mexer muito com uma pessoa e isso nem sempre é bom. Ela queria deitar em sua cama e apagar algumas coisas de sua cabeça, mas ela sabia melhor do que ninguém que isso não funcionava.
Notas finais
Beijinhos da Babi *-*
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