iDont Wanna Dance

11 Capítulo 11 – iSleepover at Carly’s


Notas iniciais
Mais uma vez, perdão pela demora, mas como já expliquei, a faculdade está consumindo muita parte do meu tempo, que já era limitado ;/
Capítulo dedicado à Bíah Naccimento, pela recomendação liinda que ela escreveu da fic *-*
Enfim, acho que vocês gostarão desse capítulo, tem uma cena bem lindinha no final lalala

Spencer foi viajar. Vocês sabem o que isso significa (:”

Sam levantou a cabeça do computador pelo som do celular e viu a mensagem que Carly tinha mandado. Elas tinham se visto na escola mais cedo, por que não avisou isso pra ela por lá? E todo esse plural na mensagem... Ela deve ter mandado para o Freddie também...

Toda a vez que o Spencer ia viajar, eles faziam uma pequena “festa do pijama” na casa deles. Pipoca, filme, chocolate quente, campeonato de videogame e tudo o mais... Não que eles não gostassem da companhia do Spencer, mas é que a Carly não gostava de dormir em casa sozinha, e como o Spencer ia viajar, em vez de ela ir dormir na casa da Sam, eles faziam uma festinha na casa dela pois a teriam inteirinha para eles. Sam respondeu com um “Ok, te vejo lá” e foi tomar banho. Arrumou-se, pegou algumas besteiras pra ajudar na comilança, seu pijama e bláblá, e se preparou para ir. Antes disso, ela respirou fundo ao ver seu gato Fluffy dormindo em sua cama. Ela passou a mão nele antes de sair, e se dirigiu à porta. A verdade é que ela não estava muito no clima de festa.

Freddie estava estudando quando recebeu a mensagem. Ele a respondeu com “LOL, estava com saudades dessas nossas noites. Já vou pra aí”, se levantou, e também foi tomar um banho. Após ter discutido por pelo menos meia hora com sua mãe, prometendo que não faria nada de errado e depois de ter assinado um contrato dizendo que ele deveria escovar os dentes antes de dormir, ele finalmente pode se dirigir à casa da amiga. Como sempre, ele nem se deu o trabalho de bater na porta e já foi entrando. Ele avistou as duas mexendo nas panelas na cozinha

– Eu não vou comer nada do que a Sam cozinhe, pode haver veneno na receita. – Disse ele, anunciando sua entrada. Sam revirou os olhos. – E aí garotas!

– Oi Freddie!

– Se fosse pra te matar Benson, com certeza não seria envenenado. Pra você seria algo bem mais doloroso e demorado. – A loira retrucou enquanto colocava uma bandeja de cookies no forno.

– Ai credo, essa implicância de vocês dois me dá nos nervos. – Carly comentou enquanto terminava de preparar mais uma bandeja de cookies.

– Já faz anos que somos assim, você já deveria ter se acostumado. – Freddie roubava uma gota de chocolate do pote. – Então, quais são os planos pra hoje?

– Assar cookies, assistir filme, pensar em algumas idéias pro iCarly... Nada de mais. – Carly agora lavava as mãos e tirava o avental que estava usando.

– E que filme vocês estão pensando em assistir? – Freddie pediu roubando mais uma gota de chocolate.

– Pra ser sincera, estou com vontade de ver aquele filme “Sempre ao seu Lado”, sabe? Do cachorro lá... Me sinto meio mal por ser a única da escola que ainda não assistiu.

– Aaaah não gente, por favor, qualquer filme menos os que tratam de animais que morrem, pelo amor... – Sam protestou.

– Ué Sam, por que, o que houve? – Carly pediu preocupada.

– É que... Sabe, meu gato ta doente. Não to muito no clima de chorar por causa de animais morrendo. – Ela abaixou a cabeça e Carly e Freddie trocaram olhares significativos.

– Ok, tudo bem. Sem sentimentalismo animal hoje à noite. Tão afim de ver o que então? – Freddie se sentava no computador e o ligava.

– Nem pense em filmes violentos com sangue e gente morrendo! – Carly já cortou o embalo da amiga ao ver que ela tinha aberto um sorriso e ia falar alguma coisa. Sam abaixou a cabeça mais uma vez, dessa vez derrotada. – Que tal vermos... “Se ela Dança, eu Danço?” – Carly sugeriu com o seu sorriso mais malicioso e perverso que tinha. Sam deu uma colherada na amiga, parecendo raivosa, e Freddie só revirou os olhos com um sorrisinho na cara.

Eles acabaram se decidindo em assistir uma comédia romântica qualquer. Terminam de assar os cookies, fizeram pipoca e foram pro estúdio do iCarly assistir o filme, jogados nos pufes coloridos. Depois de terminarem de assistir, desceram novamente para a cozinha pra limpar a bagunça. Sam se jogou no sofá e deixou os outros dois irem arrumar as coisas.

– Ué, não vai ajudar a gente? – Carly deu um tapa no pé da amiga ao passar pelo sofá.

– Eu não, já tive que revelar a receita milenar da minha família dos cookies e tive que fazê-los, você não acha que já está bom?

– Receita de família? Eu vi você pegando da internet! – Carly ria.

– Tá, ta, que seja... Deixa o Freddonho limpar, ele não fez nada ainda...

– Não fiz nada!? Enquanto vocês estavam aqui embaixo, eu fiquei lá no estúdio instalando todos os novos equipamentos de home theater e...

– Ai, ta bom, ta bom, to indo ajudar... – Sam levantou-se e foi ajudar os amigos. – E aí Carls, o Spencer disse pra onde ele foi viajar?

– Disse nada, só falou que não podia me contar onde estava indo, mas que só voltava amanhã à tarde. Acho que tem a ver com o que ele está escondendo... Sem falar que ele me veio com uns papos estranhos esses dias... Dizendo sobre o que eu achava da gente se mudar e tals... – Ela olhou para os dois com um olhar apreensivo.

– Mas vocês não vão se mudar, né? – Sam pediu.

– É claro que não! – Ela tentou aparentar segurança na voz mas não conseguiu. – Enfim... O que temos para depois de arrumar essa bagunça?

– Que tal um campeonato de videogame? – Freddie dizia enquanto lavava a louça. – Tenho uns jogos novos lá em casa, se vocês quiserem que eu traga...

– Parece um bom plano. – A morena lançou um olhar interrogatório para a amiga.

– Ok, eu aceito... – Ela ficou com um olhar diabólico de repente. – Mas com uma condição... – Ela se adiantou para o armário mais alto da cozinha e o abriu. Um acervo de tudo que é tipo de bebida alcoólica surgiu. Ela tinha um olhar maroto ao encarar os amigos novamente.

– Ai Sam, eu não sei... – Carly cruzava os braços.

– Ah Carls, qual é, só um pouquinho! Só pra provar que o Freddie não consegue ser tão bom quanto eu com um controle na mão nem quando eu to bêbada. – Sam deu um tapa na cabeça do garoto. Carly ainda parecia relutante. – Pelo amor de Deus, nós já temos quase 17 anos e nunca bebemos nada, vamos soltar a louca pelo menos hoje!

Freddie também não parecia relutante a ideia. Os dois ficaram encarando a morena se decidir por uns instantes, até ela também soltar um pequeno sorriso.

– Ok. Acho que um pouquinho não vai matar ninguém.

– YES! – Sam já tirava umas 3 garrafas do armário. Carly ainda ria de nervoso e Freddie foi buscar os jogos na sua casa. Aquela seria uma longa noite.


– HAAA, seu babaca, eu disse que podia ganhar de você de novo! HAHAHA! – Sam fazia sua dançinha da vitória pela quarta vez consecutiva ao ganhar do garoto no jogo de corrida.

Os três amigos se encontravam no estúdio do iCarly. Uma garrafa de licor jazia vazia no chão, e a outra estava na mão de Carly.

– Ainda bem que essas garrafas já estavam mais ou menos pela metade, iria me sentir muito culpada por acabar com uma garrafa de licor sozinha.

– Ei, você não está sozinha. – Sam se dirigia à amiga e pegava a garrafa de sua mão, dando uma golada no bico. – Meu Deus, isso é muito bom...

– Não tome tudo. – Freddie agora pegava a garrafa da mão da loira e também tomou um gole.

– Ui, vocês tecnicamente se beijaram agora bebendo da mesma garrafa. – Carly fingiu cara de nojo e caiu rindo em cima de um pufe.

– Não que isso já não tivesse acontecido antes – Freddie dava outro gole, agora encarando a loira com um olhar maroto.

– Haha, engraçadinho... — Sam apertou os olhos e pegou a bebida da mão dele e colocou em seu copo dessa vez. – A gente devia fazer isso mais vezes... – Ela também caía em um pufe, do lado do da amiga. – Você não acha?

– O que, beijar o Freddie? – Carly ria.

– Não, sua besta! Essas festas...

– Se não tiver nenhum efeito indesejado pela manhã... – A morena ainda ria da própria piada. – Então? Vamos jogar o que agora?

– Ai credo, cheeega de videogame, cansei de ganhar de vocês dois. – A loira se espreguiçava. — Vamos fazer outra coisa...

– Sugere alguma coisa aí então. – Carly se ajeitava no pufe, tentando parecer sóbria. Sem sucesso, óbvio.

– Que tal um pouco de música, e... Um pequeno jogo da verdade? – Sam estava de novo com um olhar maléfico, que ia de Carly para Freddie.

– Só nós três? Qual a graça? – Freddie se dirigia ao computador para providenciar a música, deixando no modo aleatório.

– É, a gente sabe de tudo um do outro. – Carly deitava de novo no pufe enquanto começava a tocar “We Found Love”.

– Ah, disso eu duvido... – Sam puxava um pufe pro seu lado. – Senta aí, nerd! E você, trate de se levantar! – Ela puxava a amiga pela manga da blusa enquanto Freddie se sentava. – Vamos fazer assim, um de nós responde uma pergunta de cada um dos outros por rodada, ok? – Os outros dois ainda não estavam animados com aquela história. – Pra começar... Vamos começar com a Carly! Freddie, pergunta você primeiro. – Ela bebeu mais um pouco e esperou pelo garoto.

– Ahm... – Ele parecia pensar. – Carly, é verdade... que... você...

– VAI LOGO! — Sam riu impaciente.

– Tá bom! Ahm... É verdade que você tem medo do escuro?

Sam deu um tapa na própria cara. Carly riu da pergunta. Na verdade, todos eles estavam rindo de tudo.

– Fala sério, no estado que ela está agora, ela responderia qualquer coisa, e você me vem com essa pergunta besta?! – Sam deu um chute leve na perna dele.

– Meu cérebro não trabalha sobre pressão... Nem sobre o efeito do álcool. – Todos riram novamente. – Responde logo pra gente continuar... – Ele jogou uma almofada em Carly.

– Mas é claro que eu tenho medo de escuro, quem é que não tem? – Carly pegou a garrafa da mão da Sam e encheu seu copo. – Nossa primeira bebedeira é com licor, vejam como somos chiques. A maioria dos adolescentes se embebeda com vodca e refrigerante na primeira vez. – Ela virou o copo de uma vez. – Vai Sam, pergunta logo, é sua vez...

Sam fez uma cara de sapeca. Coisa boa não poderia vir daquela cara.

– É verdade que você não usa calcinha verde porque você diz que te dá coceira?

– SAM! – A morena olhou escandalizada pra ela e em seguida para Freddie.

– Ai, qual o motivo dessa brincadeira se não for pra desenterrar os podres? Além disso, o Freddie anda com a gente o dia inteiro, já devia estar acostumado com nosso papo de garotas... – Os dois olharam pra ela esperando pela resposta. Ela bufou.

– Argh, sim, é verdade, mas eu não quero falar sobre isso, vamos logo pra segunda rodada... – Ela bufou e terminou de tomar o restinho do licor da garrafa, e já foi abrindo a outra.

– Ok então, escolhe alguém pra responder.

– Responde você. Freddie, você pergunta primeiro, quero pensar em uma pergunta bem boa... — Lá do computador começava agora a tocar “Glad You Came”.

– Ahm... – Freddie fez uma cara de pensativo para loira. Depois de um tempo pensando, ele pergunta: — É verdade que o seu sonho é que inventem sorvete de bacon?

Agora foi a vez de Carly dar um tapa na própria cara. Sam revirou os olhos.

– Pelo amor de Deus Freddie, de onde você ta tirando essas perguntas?

– O que?! Eu não sou o melhor “perguntador do mundo”, ou algo do tipo. – Eles riram de bêbados – Vai logo, só responde...

– Sim, sorvete de bacon é um dos meus sonhos. – Sam pegou a garrafa de licor e tomou um gole, devolvendo à amiga — Agora é sua vez, Carls...

Carly ainda pensava na pergunta, sentada reta, com um olhar apertado, e bebericando a garrafa de licor.

– Samantha Puckett... É verdade que você já achou uma camisinha na bolsa da sua mãe e achou que era uma bexiga vencida?

Quem deu um tapa na própria cara dessa vez foi o Freddie, e ele começou a rir. Sam não ficou brava com a pergunta, ela achou justa a vingança da amiga.

– Sim Carlotta Shay, é verdade. Muito obrigada por compartilhar isso com o mundo.

– Disponha. – Ela sorria ironicamente e deitava novamente no pufe.

– Pelo menos a minha pergunta evasiva pode ser produtiva, vai que o Freddie decide te dar uma calcinha verde de presente um dia?

– E por que diabos eu daria uma calcinha verde pra ela? – Freddie perguntou, rindo.

– Eu que vou lá saber os seus motivos pra sair por aí dando calcinhas verdes pras pessoas? Enfim, é sua vez de responder agora. Escolhe uma de nós pra perguntar primeiro.

– Carly, pergunta você. Eu sou um livro aberto.– Ele sentava reto no pufe e entrelaçava os dedos, esperando a pergunta.

– Freddie... Ah Freddie... – Ela se jogava de novo em cima do pufe e soltava um riso. – É verdade que você já beijou as duas garotas presentes nessa sala?

Os três caíram na gargalhada com a pergunta. Dizendo assim, até parecia que o Freddie era o garanhão do pedaço.

– Ah Carly, essa é a mais pura verdade!

Sam queria continuar no clima da brincadeira, então fez a sua pergunta sem pensar, e da maneira seguinte:

– E é verdade que você ainda quer beijar uma dessas garotas? – Ela deu uma olhada significativa para Carly, prevendo a resposta.

O clima no ar mudou um pouco, algo que deu para notar muito bem. Carly ainda ria sozinha, mas lá do computador, a música “Running Away”, do AM, começou a tocar. Sam também ria, mas ia parando gradativamente, deixando apenas um sorriso sapeca no rosto. Freddie, no entanto, ao ir parando de rir, ia ficando com uma cara séria. Ele encarava a loira e parecia estar travando uma luta com seu próprio inconsciente para poder responder àquela pergunta. Os dois mantinham o olhar um no outro, Freddie sério, Sam risonha. Até que ele respondeu, olhando no fundo dos olhos dela:

– Sim, é verdade.

Sam finalmente notou que algo ali estava fora do normal quando escutou o tom da voz dele. Ele não estava mais brincando. Ela foi tirando o sorriso da cara, enquanto ia focando mais atenção aos olhos dele. Os dois ficaram ali, se encarando, ouvindo aquela música, lembrando de certo momento, o tempo suficiente para que eles notassem que aquela situação era esquisita. Assim que Sam começou a ficar ofegante, os dois foram despertados do transe em que se encontravam pelo som do baque que a queda da garrafa que Carly segurava fez no chão. Ela tinha adormecido e deixou a garrafa cair.

– Ai meu Deus, Carly! – Freddie se adiantou.

– Relaxa, ela só caiu no sono...

Freddie levantou e a carregou no colo até o seu quarto no andar de baixo, e deitou-a na cama, onde a morena se enroscou feliz no meio das cobertas. Depois, enquanto ele arrumava os colchões no chão, Sam foi fazer sua higiene no banheiro. Quando voltou, foi a vez de Freddie ir escovar os dentes, os dois ainda sem trocar nenhuma palavra. Ao voltar ao quarto, ele viu que a loira já estava deitada, de olhos fechados. Ele também deitou, e ficou encarando-a um pouco no escuro, pois uma fresta na cortina deixava um feixe da luz da lua entrar possibilitando que ele a enxergasse. Sam abriu os olhos repentinamente, o que fez Freddie virar o rosto bruscamente e passar a encarar o teto.

– Boa noite, nerd. – Sam sussurrou baixinho.

– Boa noite, Puckett. – Freddie respondeu, continuando a encarar o teto, enquanto ainda ofegava de susto pelo flagra.


Notas finais
E aí, valeu a espera pelo capítulo? HAHA'
Espero que vocês tenham gostado :)
E que tenham entendido o que se passou pela cabeça do Freddie enquanto pensava na resposta...
Eu particularmente não gosto quando os autores simplesmente excluem a Carly das fics Seddies deles, afinal, ela é melhor amiga dos dois, então é por isso que a Carly sempre está presente por aqui õ/
Enfim, eu ainda não tenho nada escrito do próximo capítulo, mas já tenho a ideia na cabeça de como ele vai ser. Então não posso prometer que vou postar logo, pq eu não tenho a mínima ideia de quando vou ter tempo pra escrever ;/
Só peço, ou melhor, imploro, pra que vocês não abandonem a fic, pq eu não vou desistir dela, isso eu posso prometer. Passe o tempo que for sem postar nada, saibam que eu não desisti dela. Espero que entendam minha situação.
Anyway, até o próximo ;**