iDark Paradise
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Como estão?
Bom... podem estar surpresos por eu estar aqui postando outra one-shot em tão pouco tempo, mas essa é meio especial.
Quer dizer... foi um pedido especial, né.
Minha irmã, Marina... que não gosta muito ( na verdade, nada ) de iCarly... mas gosta de Seddie ( vai entender.. ) pediu que eu fizesse uma fanfic com a musica Dark Paradise da Lana Del Rey, então... eu aceitei o desafio.
Confesso... não gosto dessa cantora, nem da musica... é muito depressiva. E a fic ficou muito triste.. desculpe quem não gosta. kkkk prometo que a proxima é menos tragica. Eu disse, menos... mas ainda será tragica. kkkkkk
Enfim... eu espero que todos apreciem essa historia minuscula e triste. E não queiram me matar por isso, ok? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Bom... é isso aí... não deixem de comentar, ta?
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Musica: http://letras.mus.br/lana-del-rey/dark-paradie/traducao.html
( Sentimentos de Sam Puckett )
Porque continuo aqui? Boa pergunta... já me perguntei isso algumas vezes e a única explicação que tenho é: o amor verdadeiro. Sim, acredito que quando encontramos o amor puro e verdadeiro, capaz de fazer as maiores loucuras em sua vida, nos tornamos fortes o bastante para enfrentar qualquer situação que aparecer em nossas vidas. E no meu caso, acho que se ainda tenho forças para me manter viva hoje, é pelo amor que eu sinto por ele. As pessoas me lembram o tempo todo que ele não está mais aqui e que eu deveria seguir em frente, mas eu não posso. Mesmo que ele não esteja aqui comigo, eu não quero seguir em frente, não sem ele. Eu não acho que pode ser considerado errado amá-lo para sempre, porque eu realmente vou, não importa o que as pessoas digam ou me peçam para fazer.
All my friends tell me I should move on
I'm lying in the ocean, singing your song
Ah, that's how you sing it
Loving you forever can't be wrong
Even though you're not here, won't move on
Ah, that's how we play it
Sei que não há um remédio, que me faça apagar da mente todas as memórias que me atormentam todos os dias, relembrando dos momentos maravilhosos que passamos juntos. Mas ao mesmo tempo, não quero esquecer da melhor época da minha vida. Seu rosto é como uma música viciante que não sai da sua cabeça, não importa o quanto você tente pensar em outra. Passo o dia todo tentando manter minha mente ocupada com qualquer outra coisa, mas é impossível não pensar em você, no brilho dos seus olhos de chocolate, que me hipnotizavam todas as vezes em que fitava os meus, seus lábios quentes e macios tomando os meus com intensa paixão, mas sempre de modo carinhoso e delicado. E claro... como esquecer do seu toque suave em meu corpo que me fazia delirar todas as vezes.
And there's no remedy for memory
Your face is like a melody
It won't leave my head
Your soul is hunting me and telling me
That everything is fine
But I wish I was dead
As vezes, eu juro, posso ouvir sua voz doce e rouca sussurrando em meu ouvido, dizendo que está tudo bem. Que eu estou bem e que preciso continuar. Mas como posso estar bem? Como posso ouvir você dizer isso, quando a minha única vontade é estar morta.
----- Flashback -----
Estavamos voltando para o Bushwell Plaza, depois de uma noite incrível no Pinni's. Caminhávamos pelas ruas quase desertas de mãos dadas, enquanto ríamos de tudo à nossa volta.
Haviamos comemorado nosso aniverário de 2 anos de namoro e eu passaria a noite na casa do Freddie. Sim, depois de relutar por um bom tempo, a Sra. Benson finalmente aceitou nosso namoro, porém ela não sabia que eu dormiria na casa deles. Para nossa sorte, ela estaria de plantão no hospital, trabalharia até as 11 horas da manhã, do dia seguinte.
Enfim... era a noite perfeita para nós dois e nada poderia estragar isso. Pelo menos foi o que pensei até um certo momento.
Freddie: Já está cansada? — Ele perguntou surpreso.
Sam: Sim. — Respondi baixo, me apoiando em seu ombro. Ele me abraçou pela cintura, apertando-me contra seu corpo.
Freddie: Mas eu tinha planejado tantas coisas para essa noite. — Ele sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar. Por sorte a rua não estava tão iluminada assim e ele não poderia ver meu rosto com tanta nitidez e não perceberia o quanto eu corei com essa frase.
Sam: Você está ficando muito safado, Benson. — Eu disse dando-lhe um leve tapa nos ombros. Ele riu. — Além disso, estou com dor nos pés de tanto andar com esses saltos.
Freddie: Eu faço uma massagem, quando chegarmos em casa. — Ele disse, beijando meu rosto.
Sam: Eu te amo, nerd! — Disse roubando-lhe um selinho.
Freddie: Também te amo, princesa Puckett. — Respondeu dando aquele sorriso de lado que ele sabe que eu acho muito sexy.
De longe eu já conseguia enxergar o Bushwell, não estava muito longe, acho que dois ou tres quarteirões no máximo. Nos aproximamos de um beco muito escuro e Freddie fez sinal para que eu ficasse em silêncio. Senti seus dedos entrelaçados aos meus, apertarem um pouco minha mão, me puxando para andar mais rapido. Tentava não fazer barulho com meus sapatos, mas era praticamente impossível.
Ouvi um barulho atrás de nós, porém ignorei e continuamos nosso caminho. Passos se aproximavam e o meu medo aumentava gradativamente. Não ousava olhar pra trás, apenas rezava para que chegassemos logo ao prédio e pudessemos ficar a salvo.
De repente, um homem aparece à nossa frente, nos fazendo parar no meio do caminho. Não sabia de onde ele havia saído e nem como foi parar ali, mas o que me preocupava era que ele se aproximava. Olhei pra trás em busca de uma fuga, porém outros 3 homens nos cercava. A expressão de pânico do Freddie seria no mínimo hilária, se eu também não estivesse com medo. Correr talvez não fosse uma boa opção, embora fosse a minha vontade naquele momento.
'' Olha só o que temos aqui...'' — Ele disse pela primeira vez. Seu rosto tinha uma pequena cicatriz perto da boca, e seus olhos eram frios sem brilho.
Freddie: Nos deixe em paz. — Ele disse alto, enquanto se colocava à minha frente. Em seguida tudo que ouvimos foi uma estrondosa gargalhada que ecoava pela rua.
'' Vocês viram isso? Esse pirralho acha que manda em mim. '' - Seu tom de voz era irônico, ao mesmo tempo que sério. Sentia a mão de Freddie tremer em cima da minha e até hoje não sei dizer se era de ódio ou medo. Alguns poderiam pensar... poxa, você é Sam Puckett, não tem medo de nada, faça alguma coisa. Mas, não... eu também tenho medo e aquela, era uma situação de perigo, não podia sair por aí tentando bater em caras que com certeza tinham muito mais força do que eu. Eles poderiam acabar me machucando ou ferindo o Freddie.
Sam: O que vocês querem? Dinheiro? Celulares? Podem levar... só nos deixem ir embora. — Pedi tentando não gaguejar e me mostrar vulnerável. Logo o homem se aproximou de mim, com um sorriso malicioso que me deu até enjôo.
'' Você é muito linda, sabia? Poderiamos nos divertir muito juntos. '' — Ele disse passando uma das mãos no meu rosto. Fitei-o mais atentamente e notei que ele tinha várias tatuagens pelo corpo.
Freddie: Larga ela, agora! — Ele rosnou, mais uma vez se colocando à minha frente.
'' Ô Moleque... não se mete nisso.'' - Ele disse empurrando Freddie para o lado. — '' A loirinha aqui vem com a gente.'' - Falou me puxando pelo braço. Comecei a me debater, mas suas mãos eram pesadas e ele tinha muita força.
Sam: ME SOLTA. — Berrei tentando me livrar dele.
Freddie: SOLTA ELA, SEU NOJENTO. — O ouvi gritar e em seguida algo passou voando por mim, acertando-lhe o meio da testa com muita força, fazendo o homem cambalear e cair sentado na calçada. Os outros 3 homens vieram pra cima de nós, nos impedindo de fugir. O cara se levantou um pouco atordoado e com a testa sangrando por causa a pedrada que levou e logo nos encarou. Seus olhos transbordavam ódio e agora ele tinha um sorriso sádico que me arrepiou por completo.
Dois dos bandidos, agarraram Freddie, enquanto o homem se aproximava deles calmamente, acertando um soco no estômago de Freddie, fazendo-o curvar-se com a dor. Os outros dois, ajudavam-no a espancá-lo. Tentava me desvencilhar dos braços do outro cara, mas não conseguia.
Ele tapou minha boca com uma das mãos, me impedindo de gritar. Freddie tentava lutar, mas estava em total desvantagem e com alguns socos e chutes, ele já estava caído no chão, completamente rendido. Aqueles 3 malditos riam ruidosamente, enquanto espancavam o meu Freddie, fazendo meu estomago revirar.
Em alguns minutos, ele já estava inconsciente e finalmente eles pararam.
'' Isso vai ensiná-lo a nunca mais mexer comigo. '' - Disse o asqueroso homem. Ouvi a sirene da polícia e meu coração por um momento suspirou aliviado.
'' A POLICIA! '' — Gritou o cara que me segurava. Os outros logo se alarmaram e abandonaram o local. O homem me jogou no chão e correu para longe.
Sam: FREDDDIEE!! — Berrei me levantando e correndo até o corpo de Freddie que tremia apesar de estar desmaiado. Sentia as lágrimas quentes queimarem meu rosto, enquanto escorriam lentamente por ele. Não conseguia enxergar direito, gritava seu nome e ele não acordava. Seu rosto estava cheio de hematomas e muito inchado, havia um pequeno corte na sobrancelha que sangrava muito. Um filete de sangue escorria do canto de sua boca até o queixo. — FREDDIE, MEU AMOR... ACORDA!! — Gritei, apoiando sua cabeça em minha perna. Tirei do bolso o celular e liguei para ambulância, mal conseguia digitar os números de tanto que tremia.
Peguei em suas mãos e percebi o quão geladas estavam, gritava por socorro, porém ninguém aparecia. Sua respiração estava fraca, quase não conseguia notar seu peito subindo e descendo a cada inspirada. Liguei para Carly, mas ela não atendeu, para o meu desespero.
Depois de 15 minutos de espera a ambulância finalmente apareceu e os médicos me afastaram dele. O colocaram na maca e logo já estavamos a caminho do hospital.
Horas se passaram e nenhuma noticia dele. Freddie estava em cirurgia, parece que havia quebrado alguma coisa, e machucado alguns orgãos, mas não sei direito o que houve. A Sra. Benson, estava na ala da emergência e quando chegamos e quase desmaiou ao ver o filho naquele estado, ela teve que ser acudida por alguns enfermeiros, a Carly e o Spencer chegaram uma hora depois, consegui falar com eles do hospital e logo eles estavam lá comigo.Minha amiga ficou ao meu lado o tempo todo, dizendo que tudo ficaria bem, mas eu não conseguia acreditar nela.
Algo me dizia que as coisas não ficariam bem e isso me apavorava. Após muita espera, finalmente vi o médico se aproximar, com uma expressão séria. A Sra. Benson e eu fomos as primeiras a notá-lo ali e correr até ele.
Sra. Benson: E então doutor? Como ele está? — Perguntou ela tentando acalmar-se. Ele suspirou pesadamente antes de falar.
Dr. Schneider: Infelizmente ele não resistiu. — Ele disse com pesar em sua voz. Senti que meu coração parou por um momento.
Carly: O QUE? Mas...mas... o que aconteceu? — Ela quase gritou, já com a voz embargada.
Dr. Schneider: Ele levou vários golpes na cabeça e no peito... ele teve uma parada cardíaca, tentamos reanimá-lo, mas ele não aguentou. Eu sinto muito. — O ouvi dizer. Minhas pernas ficaram bambas e minha respiração falhou, de repente eu estava sentada no chão, completamente sem forças.
Chorava descontroladamente, enquanto sentia Spencer me pegando nos braços e colocando-me sentada no sofá da sala de espera. Afundei meu rosto no peito dele e desmanchei-me em lágrimas. Podia ouvir os gritos e choro histéricos de Marissa Benson, mas eu não conseguia sequer erguer a cabeça para olhá-la. Freddie estava morto... e eu também. Meu peito queimava com tamanha dor que sentia e a única certeza que eu tinha era que queria ir com Freddie.
----- Flashback ------
O tempo passou e a dor que eu senti naquele dia, continua aqui... cada vez maior e mais forte. Revivo todos os dias aquela cena horrível do meu Freddie sendo espancado, e eu sem conseguir ajudá-lo. Eu não tenho mais vontade de sorrir... ele era o motivo da minha alegria.
As vezes, eu fecho os olhos, me sentindo sozinha e vazia em meio a escuridão, mas então eu vejo seu rosto com aquele sorriso irresistível que me deixava ainda mais apaixonada e sinto uma grande paz em meu coração.
Everytime I close my eyes
It's like a dark paradise
No one compares to you
I'm scared that you won't be waiting on the other side
Meus amigos vivem me dizendo que eu preciso superar isso e seguir em frente. Conhecer pessoas novas e me divertir... mas como isso é possível? Carly sempre diz que eu ainda vou conhecer alguém que vai me amar muito e que vou amá-lo também e seremos felizes juntos, mas eu não acredito nisso.
Ninguém se compara ao Freddie e duvido que eu vou amar outro homem que não seja ele. Freddie sempre será o único pra mim, não importa o que as pessoas digam. E se me perguntarem como eu pretendo me manter forte desse jeito, eu respondo, como disse antes, só o amor verdadeiro nos mantém de pé e firmes para continuar vivos, e o amor que eu sinto por ele, é a minha força. Apesar da saudade, ele sempre está vivo em meus pensamentos e é isso que me faz acordar todos os dias.
All my friends ask me why I stay strong
Tell 'em when you find true love it lives on
Ah, that's why I stay here
And there's no remedy for memory
Your face is like a melody
It won't leave my head
Your soul is hunting me and telling me
That everything is fine
But I wish I was dead
Ouço uma batida na porta e antes mesmo que eu respondesse, ela se abre, revelando uma Carly muito bem vestida. Usando um vestido curto na cor vermelha, sapatos de salto alto, também vermelhos, e seus cabelos caíam perfeitamente em seus ombros, com as pontas delicadamente enroladas.
Carly: Sam... eu já estou pronta. — Ela disse sorrindo enquanto fazia um breve desfile, para que eu pudesse opinar. Retribui o sorriso, tentando esconder a minha tristeza. — Tem certeza de que não quer ir? — Ela perguntou, sentando-se ao meu lado na cama.
Sam: Tenho sim, Carls.
Carly: Amiga... eu sei o quanto sente falta dele... eu também sinto, mas acho que já está na hora de você segui com a sua vida. — Ela disse. Seus olhos transbordavam uma preocupação que eu julgava desnecessária, porém ela dizia o contrário. Já até quis me levar em um psiquiatra.
Sam: Eu sei... eu só... não consigo. — Falei.
Carly: Você precisa ao menos tentar. Freddie não ia gostar de te ver assim, já faz quase 1 ano e meio. Você precisa viver. — Ela continuou me dando um abraço. Sabia que se eu falasse algo, era capaz dela perder a festa de aniversário do Gibby, só me passando um sermão do quanto era importante eu me distrair.
Sam: Boa festa, Carly. — Disse rápido, poupando-a do falatório que obviamente eu não queria ouvir e provavelmente nem ela queria fazer.
Carly: Obrigada... mas sentirei sua falta. — Ela deu um pequeno sorriso. — Vai ficar bem sozinha? — Perguntou.
Sam: Vou sim, não se preocupe. — Menti forçando um sorriso.
Carly: Tudo bem... qualquer coisa me ligue. — Pediu com um olhar desconfiado.
Sam: Pode deixar. Divirta-se. — Falei o mais animada que eu pude, para que ela pudesse ir embora logo e sem preocupações.
Carly: Até mais tarde. — Ela se despediu.
Sam: Tchau. — Respondi baixo.
Ah... finalmente sozinha. Suspirei aliviada só por saber que ninguém vai me incomodar por algumas longas horas.
Everytime I close my eyes
It's like a dark paradise
No one compares to you
I'm scared that you won't be waiting on the other side
Everytime I close my eyes
It's like a dark paradise
No one compares to you
But that there's no you, except in my dreams tonight
O ruim de se estar sozinha, é que a dor fica mais intensa e os pensamentos mais fixos, me enlouquecendo aos poucos. A vontade que sinto de morrer é mais forte também, e apesar de já ter pensando muitas vezes à respeito disso, eu tenho medo de que você não esteja lá me esperando do outro lado quando eu morrer. E é isso que me impede de fazer alguma coisa e acabar com esse sofrimento.
Oh oh oh oh, ha ha ha ha
I don't wanna wake up from this tonight
Oh oh oh oh, ha ha ha ha
I don't wanna wake up from this tonight
There's no relief, I see you in my sleep
And everybody's rushing me
But I can feel you touching me
There's no release, I feel you in my dreams
Telling me I'm fine
Eu vejo você em meus sonhos tão feliz, tão vivo, eu consigo sentir você. Eu sinto seu toque suave em minha pele, seus lábios sobre os meus e pode parecer loucura, mas eu posso até sentir o seu perfume. Talvez seja errado eu continuar a viver nesse mundo dos sonhos, mas é lá que você está. E mesmo que digam que eu não deveria viver assim e não importa o quanto eles tentem me trazer para a realidade, eu quero continuar lá, ao seu lado.
Passo o dia todo apenas esperando a hora de dormir, pois só assim eu sou capaz de senti-lo vivo novamente, comigo, dizendo que tudo ficará bem. Mas infelizmente, eu sempre acordo e me vejo sozinha outra vez, no meio de um grande pesadelo chamado realidade. E ainda que pareça egoísmo da minha parte o meu único desejo todas as noites é dormir não acordar mais.
FIM!
Notas finais
Então... o que achou, Marina? kkkkk
Espero que tenham gostado da fic. Sei que nao é a melhor que eu ja fiz... nem de longe, mas fiz com carinho. Estou aguardando os elogios e criticas de vocês. Por favor, comentem. É muito bom saber o que acham... isso me ajuda a melhorar.
Obrigada por lerem ♥
Beijos. Fiquem com Deus
E até a proxima... em breve.
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