iAnother Dimension
3 I'M not Freddie.
Notas iniciais
Quando Sam chegou ao quarto de Carly percebeu que a amiga estava com cortes profundos nos braços e segurando um estilete em uma das mãos. A morena estava chorando e prestes a fazer outro corte, mas que foi logo impedida pela loira que avançou na mão dela tirando o estilete.
–Carly, está maluca? O que pensa que está fazendo?-perguntou Sam.Carly não respondeu, apenas abraçou a amiga, que ficou passando a mão em seu cabelo em um gesto de consolo. Elas foram até o banheiro para lavar o sangue que havia parado um pouco de escorrer.
–Onde deixa os curativos?-perguntou Sam para Carly que estava sentada na cama.
–E.eu acho que o Sp...spen...cer usou tudo na ultima escultura que ele estavas fazendo para uma farmácia.-explicou Carly gaguejando e tremendo. Essa era uma das pouquíssimas palavras que a morena conseguira pronunciar durante o decorrer do dia. Ela estava realmente muito fraca para qualquer coisa.
–Então o nerd deve ter alguns. -falou Sam.-Fique aqui, parada. Sem fazer mais nada, entendeu?-Carly assentiu com a cabeça e Sam saiu do quarto novamente na direção da sala. Encontrou os dois amigos que olhavam fixamente para a TV, que estava passando um filme qualquer, que nem mesmo eles sabiam, já que apesar de só olhar a tela, não estavam prestando atenção.
–Nerd!-Sam quase gritou, enquanto tentava chamar a atenção de Freddie, que pulou de susto.
–Quer me matar?-perguntou brincando, mas logo percebeu o sentido da frase que Sam levou ao ver o olhar baixo da mesma.
–Pegue o Kit de Primeiros Socorros. Agora!-ordenou Sam.
–Mas para que?-questionou o menino enquanto levantava-se.
–Primeiro age depois perguntas. -falou empurrando Freddie para fora do apartamento apressadamente.-Gibby! Fale para o Freddie subir correndo com a mala. -Mal terminou de falar e tornou a subir as escadas. Agora Carly encontrava-se em um estado pior que o primeiro: estava encolhida ao chão com as pernas presas pelos próprios braços e com uma respiração totalmente falha. Supostamente estava com asma. -Não Carly, não faça assim. Vamos, respira fundo. -disse enquanto revirava o quarto de cabeça para baixo a procura da bombinha de ar. Carly até que tentava respirar, mas não conseguia cada vez mais o ar estava escasso. -Achei.-levantou algo branco com as mão.-Será que ainda presta?-sacudiu umas vezes e entregou para a amiga, que logo recuperou o ar e a abraçou.Um barulho foi escuto a frente da porta do quarto, certamente o barulho do baque de rodas de uma mala com o chão
.-Carly!-exclamou Gibby assustado e preocupado. Ele a abraçou fortemente, tentando deixá-la confortável.
–Gibby. Acho melhor solta-la antes que ela perca o ar novamente e também antes que estes ferimentos inflamem. -falou Sam abaixando ao lado de Freddie para pegar as coisas necessárias para o curativo.
–Carly, estenda-me seu braço. -falou Freddie, e assim a menina fez, revelando para o amigo o imenso corte que Sam já havia visto. Passou um pouco de álcool no corte com a ajuda de um algodão, isso causaria uma dor imensa em qualquer pessoa, mas para Carly aquilo não era nada se comparando a dor de perda de seu irmão. -Sam, você pode pegar essas gases e esparadrapos?-perguntou Freddie. Ela entregou-lhe o pedido, para o menino.
–Hoje, nós quatro iremos dormi no quarto do Freddie. -falou Sam recebendo olhares confusos dos três principalmente de Carly.-Por causa daquela coisa.-explicou Sam para Freddie e Gibby.
–Que coisa?-perguntou Carly.
–Neste exato momento você não está pronta para receber informações. -explicou Freddie.-Mas por que tem que ser no meu quarto?
–Por com toda a certeza ele é o mais seguro. -explicou Sam.-Sabe-se lá quais são os equipamentos de segurança sua mãe colocastes nele.
–Por que teremos que dormir todos no mesmo quarto?-Carly questionou novamente.
–Contaremos depois. -respondeu Gibby.
Os dois amigos foram à frente até o apartamento do amigo, enquanto as amigas ficaram para banhar e colocar um pijama. Gibby teria que dormir com a roupa que estava, já que não havia pegado nenhuma roupa, pois não sabia que iria passar a noite no prédio. Assim que as amigas terminaram o banho e vestiram-se, foram em direção do apartamento da frente.Como de costume, entraram sem ao menos bater. Freddie e Gibby já estavam ao quarto arrumando dois colchões ao chão.
–Estamos de volta. -anunciou Carly tentando transparecer alegria,o que não conseguiu.
–E eu estou indo para a cozinha. -completou Sam enquanto os amigos chegavam a sala.
–Cadê tua mãe?-perguntou Carly sentando-se no sofá.
–Está no plantão. -respondeu Freddie acompanhando o gesto da morena.
–O que tem para beber?-perguntou Sam com a boca cheia de bolo gordo, que Freddie nem sabia que tinha na casa.
–Pelo visto você que tinha que saber, já que encontrou uma coisa que eu nem ao menos sabia que tinha aqui. -respondeu Freddie.
–Mas se você for um bom anfitrião, tu irá procurar alguma bebida, que de preferência não seja refrigerante diet. e trará para mim. -respondeu Sam sentando-se no sofá e colocando os pés em cima da mesa de centro.
–E se você for uma boa visita, não colocaria seus pés na mesa. -retrucou Freddie.
–Ótimo! Se não sou uma boa visita, vou embora. -falou Sam levantando-se e indo em direção da porta.
–Não. -interrompeu Carly.-Mesmo eu não sabendo o porque de todos estarmos aqui, ninguém sairá.
–Não Carly. -comentou Sam.-Já que eu não sou uma boa visita eu saio.-Abriu a porta e saiu, causando um barulho imenso.
–Gibbeh. -disse Gibby saindo da cozinha.-Cadê a Sam?-perguntou confuso.
–Saiu. -Carly falou raivosa.-Não é mesmo Freddie?
–O que? Você está achando que eu irei lá e chamar-la para voltar?-Questionou Freddie.
–Eu não estou achando... Você vai!- A morena aumentou o tom de voz.
–É cara, acho melhor você ir. -completou Gibby.-Ainda mais depois do que aconteceu hoje.
–Está bem, eu irei. -disse Freddie saindo do apartamento e entrando no da frente, certamente onde encontraria Sam.
Assim que abriu a porta um vento muito forte atravessou pelo seu corpo e só então ele percebeu que a porta dos fundos estava aberta e resolveu fechá-la, mas caiu ao meio da sala. Sam desceu correndo as escadas e encontrou Freddie caído, foi ajudá-lo, pois parecia desacordado. E tinha razão, Freddie estava desacordado, mas outra "coisa" ocupava seu corpo, e essa coisa jogou Sam longe na parede. Os dois amigos que estavam no apartamento da frente, chegaram correndo, e foram socorrer Sam que estava ou chão, não desacordada, mas dolorida e chorosa.
–FREDDIE, O QUE HOUVE COM VOCÊ?-gritou Carly.
–Eu não sou Freddie, eu sou o pior pesadelo de Sam. -respondeu o Freddie/a coisa que estava com o rosto vermelho e respirava pesadamente.
Notas finais
kisses ♥
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