happily ever after. (primeira versão)
36 Capítulo 36 - Estamos crus, e invencíveis
Notas iniciais
Boa madrugada a todas, é 1:41 da manhã agora e isso é bom, bom porque 1 é o meu número da sorte hahaha
Não demorei muito... Foram 15 dias, mas minha inspiração tinha ido embora e, depois de 11 capítulos, foi difícil trazê-lo de "volta"
Bom minhas lindas, esse capítulo ficou fofo e eu acabei de finalizá-lo e revisá-lo. Eu espero mesmo que vocês o adorem, e que comentem muito... Tenham paciência que tudo está entrando pouco a pouco nos eixos, espero que amem de paixão.
Boa leitura!
Cap. 36 – Estamos crus, e invencíveis
PDV JASPER
Estávamos caminhando já há bastante tempo e, antes que pudéssemos parar, Cabe se congelou parando e começou a chorar enquanto apontava para o outro lado de rio. Eu e Josh demoramos, mas ao olharmos para o outro lado, meu coração bateu mil vezes mais rápido ao ver umas casinhas, não parecia uma cidade formada, mas era, com certeza, um vilarejo. Estava por trás das árvores e dei graças a Deus pela alta percepção de Cabel, eu nunca teria visto aquilo.
-Como a gente chega lá? – perguntou Josh pulando emocionado.
-Vamos gritar – sugeri
Nós três atravessamos as muitas árvores parando na beirada, o rio era muito largo, não teria jeito de passar senão com barco ou nadando, mas era perigoso devido à correnteza. Nós três ficamos pulando e gritando por um par de horas até um senhorzinho passar ali perto, estávamos cansados e eu já estava rouco. Ele olhou surpreso.
-SOCORRO, NOS AJUDE – berrou Josh implorando e eu ri um pouco da cara de psicopata do meu amigo.
O cara nos olhou com uma cara assustada e saiu da nossa visão, eu me joguei no chão, não posso acreditar que chegamos tão perto. Nadamos, nadamos e morremos na praia.
-Parece até piada de mau gosto – bufei tampando meu rosto com as mãos.
-Que velho filho de uma boa mãe. Porra, viu que precisávamos de ajuda e vai embora? – reclamou Josh se deitando perto de mim – Filho de uma égua
Respirava exausto. Como poderia alguém ser tão sem coração assim? Ele não via o nosso estado? Não lembro a última vez que eu tomei um banho de verdade e a única coisa que eu queria era um travesseiro macio, não precisaria nem de cama. Queria uma boa noite de sono apenas, e então voltaria rapidamente para Alice.
-Gente. Olha... – sorriu Cabe que até agora se mantinha quieto, sentado quebrando galhos de árvores – Ele não foi embora! – disse apontando para o outro lado do rio
Levantei a tempo de ver mais uns dois homens com o velho e uma canoa grande e lágrimas invadiram meus olhos, mas não saíram de lá. Finalmente, nosso pesadelo de sei lá quantos meses havia acabado.
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Terminei de tomar a sopa quentinha que a senhora havia nos dado e agradeci novamente. Já tinha tomado um bom banho e, agora para estar 100% só faltava uma noite de sono. Cabel e Josh sorriam simpáticos para algumas pessoas que nos rodeavam, mas eu estava muito cansado.
Estávamos em um vilarejo perto da cidade de Brest, no norte da França. Por sorte Cabel conhecia o básico de francês e conseguiu contar, meio por cima, a nossa história a alguns homens que prometeram nos levar para a cidade ao amanhecer, o azar era que aqui não tinha telefone. Já eram 18hrs da tarde e, por isso, não iríamos hoje. Era ruim andar a noite pelas matas.
Dormiríamos em uma casinha de hóspedes, aparentemente. Todos foram muito receptivos, eu estava com uma calça de tecido azul, uma camiseta branca e chinelos. Nossas mochilas já estavam no quarto que parecia bem confortável e todos estavam sendo muito acolhedores mesmo, parecíamos celebridades no vilarejo. Nos despedimos de todos agradecendo tremendamente. Abracei o senhorzinho simpático o agradecendo novamente, fora ele nosso anjo. E então seguimos para o quarto.
-Amanhã gente, e finalmente voltamos – sorriu Josh sentado na cama.
-Mal posso esperar – sorri
-Finalmente verei Jayme e Ethan novamente, meu filho deve estar enorme – sorriu Cabe tristemente.
-O importante é que você nunca mais vai perder nada dele – sorri para o meu amigo tentando confortá-lo, e parece que funcionou.
-Nunca mais cara – sorriu concordando.
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PDV BELLA
Não tinha trocado mais do que uma dúzia de palavras com Jasper, eu tremia mais que tudo e chorava soluçando, ele não estava muito diferente. Eu estava tentando melhorar, respirar fundo e falar mais alguma coisa, mas eu pensava que tudo o que aconteceu nos últimos meses podia ter sido evitado, e havíamos sofrido tanto.
-Me desculpa Bella, eu não consigo nem falar de tanta saudade que eu sinto Bells, estou com tantas saudades. Estão todos bem? Já estamos em setembro, o bebê da Rose nasceu... – mais choradeira
-S-sim Jazz, Henri é lindo e saudável, cada dia fica mais lindo... Onde você estava irmão? – chorei
Nisso entrou Edward e Emmett em casa e ao me verem sentada no sofá com a cara inchada e provavelmente tremendo visivelmente, correram. Edward colocava a mão em minha testa e percebi que minha aparência devia estar ainda pior do que eu pensava.
-Quem é meu amor? O que está acontecendo? – perguntou
E eu o abracei chorando mais horrores, passei o telefone para Emmett que a esse ponto já estava com a boca aberta já sabendo quem era, enquanto fazia o sinal da cruz e eu ri um pouco, ele tentava disfarçar as lágrimas no canto do olho, denunciando que ele estava altamente emocionado. Se ajoelhou no chão como se rezasse e atendeu o telefone.
-Quem é meu amor? Fala comigo – pediu Edward agoniado.
-É Jazz Ed, Jasper está vivo – chorei o abraçando mais forte.
Ele ficou imóvel para logo depois devolver o abraço fortemente entendendo tudo. Eu ria e chorava, estava tão feliz. Meu impulso — ao constatar tudo isso — e acreditar que tudo era realmente real, foi levantar em um átimo.
-Temos que contar para Alice – sorri correndo
-Edward, segura ela – ouvi Emm, mas já era tarde eu abrira a porta.
Edward se jogou em cima de mim me pegando e voltando para o apartamento fechando a porta.
-Me deixa contar amor, me deixa falar com as meninas – pedi.
-Calma, vamos esperar para ver o que Jasper fala para Emmett – ele falou e bufei sentando no braço do sofá.
Pareceu vinte horas, mas foram apenas dez minutos. Emmett desligou o telefone coçando os olhos logo em seguida e, depois de um rápido sorriso, ligou para outra pessoa.
-AH VAI TOMAR NO CU EMM, EU VOU CONTAR – gritei exasperada.
-Bella, espera é sério. Por favor, confia em mim – pediu segurando minhas mãos.
Logo a pessoa que ele queria atendeu e ele sorriu grande ainda com a mão nas minhas.
-Alistar! – sorriu
Fiquei divagando sobre aquele nome, eu já havia o escutado em algum lugar. Só que onde? Não era um nome nada comum, então deveria se tratar da mesma pessoa.
-É um amigo de seu pai – explicou meu namorado vendo meu rosto.
Ele se aproximou beijando meu cabelo e o abracei pela cintura com apenas um braço tendo o outro ainda na mão de Emm que apertava levemente minha mão.
-Ele é do exército... – e Edward me contou das desconfianças dele e de Emm, e as buscas, e como eles já terem sido encontrados havia os surpreendidos já que haviam falado com Alistar de manhã.
-POR DEUS, QUE DEMORA – bufou Rose entrando no apartamento – Já chegaram? – falou franzindo o cenho, surpresa por ver os meninos lá.
Emmett falou mais baixo e Edward distraiu Rose falando besteiras para ela, explicando que meu avô havia me ligado e por isso minha cara estava inchada de choro e que agora Emmett falava com ele. Não entendia o porquê de estarmos escondendo isso das meninas, mas não discordei de Edward em momento algum.
-Ok, vamos comer bolo? – perguntou Emm se levantando e me dando um beijo no cabelo.
-Finalmente – sorriu Rose.
-O vovô estava me contando sobre seu dia – sorriu Emm – Coisas de Lorenzo – riu dando de ombros.
-TÁ TÁ TÁ, ESTÁ NA HORA DOS PARABÉNS – pulou Rose saindo do apartamento.
-Eu vou contar – falei simplesmente
-Não! Por favor, eu vou te explicar tudo – falou Emmett – Não agora porque não as quero tendo desconfianças, mas eu vou te contar. Só espera cara, por favor, por mim – pediu sinceramente – Confia em mim – falou enquanto encarava meus olhos.
Assenti bufando e ele sorriu me abraçando. Edward estava de mãos dadas comigo, Emm passou o braço no meu ombro e o abracei pela cintura e foi assim que fomos para o apartamento de Emm e Rose.
-AEEEE A TIA LERDA, ops... TIA BELLA CHEGOU – zoou Alice
-ha há vai se fuder – falei séria e ela fez um biquinho
Comecei a rir indo abraça-la e o batuque começou. Edward já segurava o celular filmando e Rose tirando fotos. Emm batucava e eu comecei a rir. Alice correu pegar o bolo e voltou segurando.
-VAMOS LÁ, QUERO GRITARIA — gargalhou Emm – É UM, DOIS, TRÊS E...
-PARABÉÉEÉNS PRA VOCÊ – cantaram
-O QUE, O QUE? – agitou Edward
E assim eles terminaram cantando a música já tão conhecida enquanto eu morria de rir com Henri em meu colo. Trocaram “é pique” por “é pica” e “rá-tim-bum” por “no-seu-cú”, como se não bastasse a Alice ainda grita um “DO EDWARD” e eu morria de rir. Foi assim que eu passei o resto do meu aniversário com meu irmão loiro na mente e meus outros amores pertinho de mim me zoando e comendo o bolo de chocolate com recheio de morangos que tinha ficado divino.
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PDV ROSALIE
Terminei de pegar as coisas sujas da sala colocando tudo na cozinha enquanto Emm já terminava de enxugar a louça. Henri estava sentadinho na sala com os brinquedos no chão brincando sozinho balbuciando algumas coisas e Bella, Edward e Lice haviam ido dormir a menos de dez minutos. Henri já estava começando a engatinhar e eu adorava. Eu ri vendo ele com o carrinho engatinhando pelo corredor.
-Aonde você vai, meu amor? – perguntei rindo
O peguei no colo dando vários beijos nele que gargalhava e voltamos para a sala. Deitei com ele no tapete enquanto eu brincava ouvindo sua gargalhada mais de uma vez e não podia pedir sons melhores. Logo Emmett se juntou a nós e passamos um ótimo fim de noite com nosso filho. Emm estava com uma animação diferente e tinha captado isso em Bella e Edward também, não entendi o que era, mas iria investigar.
-Acho que tem alguém com sono – riu Emmett apontando para Henri
Era engraçado, sempre quando Henri percebia que estava com sono ele começava a balançar a cabeça para se manter acordado e eu ri vendo isso. Levantei pedindo para Emmett colocar pijama nele e trocar sua fralda para uma noturna, fui para a cozinha preparar sua mamadeira de leite.
Como já tinha oito meses, a dieta de Henri já tinha papinhas e leite não só materno, ele quase não mamava mais no peito só quando tinha muito dengo e meu leite já estava secando. Minha licença maternidade já tinha acabado no fim do mês passado e voltaria para faculdade essa semana. Iria deixar Henri numa creche pertinho da faculdade por enquanto, e ainda não ia voltar a trabalhar, eu precisaria de tempo para isso e Emmett deu certeza de que conseguiria se manter com as contas de casa, tranquilamente.
Peguei a mamadeira quentinha do microondas e segui para o quarto de Henri. Emmett o ajeitava no berço com alguns cobertos, Henri estava meio chorãozinho, mas assim que me viu com a mamadeira deu um sorrisinho esticando os bracinhos e pegou a mamadeira, antes do fim ele já dormira e eu e Emm ficamos o velando por mais algum tempinho.
-Vou tomar banho – sorriu Emm me dando um selinho.
Ele saiu do quarto e fui atrás cinco minutos depois. Coloquei a mamadeira na pia cheia de água, lavaria depois. Segui para o quarto colocando um pijama meia estação e deitei na cama lendo um livro esperando Emmett vir. Ele chegou e se trocou, deitou ao meu lado e fechei o livro colocando-o em cima da mesa de cabeceira.
-Que que está acontecendo afinal? – perguntei
-Por quê? – perguntou rindo
-Não era seu avô no telefone – falei com certeza
-O que...
-Não mente para mim – pedi séria
Ele suspirou e colocou as mãos uma de cada lado do meu rosto acariciando. Olhou no fundo dos meus olhos.
-Não posso contar ainda, mas terá que confiar em mim – pediu.
-Emm...
-Hey, por favor, não me obrigue a contar... – sussurrou encostando nossas testas.
Eu perdi alguns pensamentos, o poder de persuasão dele era muito bom comigo, não tinha como negar.
-Emmett, eu quero saber – falei tentando manter o raciocínio.
-Rose... – sussurrou colando nossos lábios.
Suas mãos invadiram a blusa do meu pijama e eu já estava toda arrepiada. Sorri em seus lábios, amanhã tentaria descobrir isso. Devolvi o beijo com vontade e ele deu uma risadinha. Pude sentir o volume em minha perna.
-Tem controle sobre mim – ele riu beijando meu pescoço
-Eu sei que sim
-Convencida – gargalhou.
-Cala a boca – mandei agarrando seu cabelo me colocando por cima dele.
Acabamos a noite apenas nós dois, sozinhos.
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Dois dias depois
PDV BELLA
Voltamos da faculdade e Emmett, eu e Edward saíamos de casa para ir trabalhar. Eu estava puta da vida com os dois. Queria entender tudo o que estava acontecendo, queria ótimos motivos por eu ainda não ter contado para Alice e Rosalie sobre Jasper e tudo mais. Eu estava bufando e Emm e Ed ficavam se divertindo comigo.
Entramos no carro e Emmett deu partida.
-Agora um dos dois me explica porque diabos eu não posso contar para elas que Jasper está vivo – falei brava
-Jazz quer fazer surpresa, não era nem para você estar sabendo – falou Emmett olhando para a estrada.
Os dois estavam na frente e eu encostei as costas com tudo no banco de trás rosnando em puro ódio.
-CARALHO, QUE PORRA DE DESCULPA EMMETT.
-Amor, é um pedido do Jazz, ele está voltando para a Inglaterra hoje... No máximo sexta-feira ele está desembarcando aqui – sorriu Edward se virando para mim
-QUE? Por que tanta demora? Ainda é segunda-feira – falei surpresa
-Ele tem que arrumar algumas coisas. Mas ele já ta voltando – falou Emm sorrindo grande.
-Já? Emmett você disse já? Jura? – falei rindo em escárnio – Eram seis meses, já se passaram onze, sabe o que é isso?
-Bella, passou amor. Chega de sofrimento – Edward sorriu colocando a mão no meu joelho me passando calma e respirei fundo.
-Primeira parada, pronto socorro. Vaza – riu Emmett.
Edward desceu e eu saí do carro para passar para frente. Ele sorriu me dando um beijo longo na testa.
-Eu te amo amor, vai dar tudo certo – sorriu olhando nos meus olhos e assenti sorrindo.
Ele se despediu de Emm e entrou no hospital. Fechei a porta e Emmett deu partida no carro. Tínhamos quinze minutos para chegar ao aeroporto.
-Bell, por que está tão irritada? Ele está voltando, pensava que iria estar feliz – ele disse.
-Porque acho que isso é mentira. Não vou acreditar nisso até ele estar aqui ó na minha frente – falei colocando a minha mão próxima ao meu rosto – Emm, você tem noção de tudo o que poderia ter sido evitado? Toda a dor que nos infligiram sem necessidade? – perguntei
-Bella, eu sei...
-Não Emm, se soubesse não estaria acreditando tão verdadeiramente nisso. Puta que pariu, foi um parto premeditado, um quase suicídio, noites de insônia, gastrite nervosa, seis meses na Itália... – comecei a enumerar tudo o que havia acontecido conosco nesses últimos meses – Tudo indo por água a baixo por uma ligação. É mesmo real? – perguntei sentindo as lágrimas.
Ele respirou fundo.
-Eu quase perdi o amor da minha vida e o meu filho por isso... Eu sei que toda a sua insegurança tem sim fundamento Bella, mas eu não posso me sentir diferente de otimista, porque eu sempre esperei por isso. Não consegui acreditar que Jazz tinha morrido. Nós precisamos dele – ele suspirou – Bells, eu sei que foi duro esses últimos meses, não sabíamos mais o que era gargalhar por mais de um minuto, mas acabou. Sim, com uma ligação... Mas que se dane
-Não pode estar tão confiante assim...
-Posso, eu posso... Sabe por quê? Porque crescemos com isso, crescemos com a morte dele o que não cresceríamos se ele estivesse aqui. Afinal isso não foi tão ruim, porque ele está entre nós, está vivo e volta na sexta... – começou Emmett
Ele estacionou o carro e saímos, ele trancou e fomos tranquilamente para dentro do aeroporto ainda conversando como a muito eu não conversava a sós com o meu irmão.
-Bella, foi difícil. Mas a gente cresceu tanto... Eu cresci tanto. Tenho certeza de que tudo o que eu vivo aqui e agora em NY com vocês era o destino. Tenho certeza do meu amor por Rose porque quase a perdi, e o meu filho... Alice está mais madura. Bella, você e Allie estão com dezenove anos. Edward, Jazz, Rose e eu completamos vinte... E já vivemos mais coisas do que 90% da população de NY, isso deve valer de alguma coisa – ele riu.
Senti a verdade dele, me invadir quando chegamos à frente da minha loja.
-Vamos manter o pensamento sempre positivo. Porque somos Swan, e os Swan nunca abaixam a cabeça. Por mais difícil que tudo possa ser, somos nós o lado forte. E Alice vai precisar de você firme ao lado dela quando contarmos que ele voltará – ele sorriu
-É surreal...
-Mas é a verdade, você não pode acreditar na mentira e duvidar tanto assim da verdade.
Suspirei e assenti. Ele me deu um abraço de urso e, após eu sussurrar que eu o amava e ele dizer o mesmo, nos separamos e ele foi para a American enquanto eu entrava na Dutfry refletindo sobre tudo o que ele me falara.
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PDV ROSALIE
Deitei na cama de ponta cabeça. Estava tranquila quanto a tudo o que aprendera hoje na faculdade, minha volta havia sido esplêndida e tinha percebido quanta falta aquele lugar me fazia, Henri também parecia ter gostado da nova creche, dormiu a maior parte do tempo e depois comeu e brincou um pouco, as tias haviam ficado apaixonadas pelo meu amorzão e eu sabia que não podia ter sido diferente, mas eu me sentia agitada.
Agitada porque Isabella, Edward e Emmett estavam me escondendo algo. E eu sabia que tinha alguma coisa a ver com a ligação que Bella recebera em seu aniversário, afinal, Bella nunca chora. E aquela ligação a fez soluçar. O que significava afinal?
-ROSALIE – gritou Alice e eu quis soca-la
Levantei da cama rápido, correndo encarando-a com os olhos em fenda.
-Henri está dormindo diaba – praguejei entrando no quarto do meu filho.
-Ops – riu Alice sussurrando.
Ele parecia quieto e então encostei a porta a encarando com a cara de brava, mas eu nunca ficava muito tempo brava com Alice.
-Desculpe – ela riu
-Tudo bem baixinha, manda ai? O que te fez, quase, acordar minha cria? – perguntei sentando no sofá.
-Passei na entrevista naquela boutique e blá blá blá... Mas você não sabe da melhor – sorriu grande.
-O que? – sorri animada sem saber por que.
-Rose, eu recebi uma proposta de fazer um desenho e mandar para um concurso da Calvin Klein, se eu for escolhida eu posso ganhar um estágio lá – ela disse com os olhos brilhando – é a minha chance, e eu estou com um pressentimento tão bom aqui dentro – ela disse colocando a mão no coração – Rose, a maré de coisas ruins passou, vamos voltar a nossa felicidade, vai dar tudo certo Rose. Coisas boas vão acontecer – ela disse emocionada e me abraçou.
Eu gostei de ouvir aquilo, não sei o porquê, mas gostei muito. Alice sempre fora muito estranha com essas coisas de sexto sentindo e a palavra felicidade no meio dessas percepções dela, me fez acreditar realmente nisso. Eu queria começar a pular sem nem saber o porquê e me abracei mais a minha cunhada/irmã.
-O que está acontecendo? – perguntei altamente emocionada e ela gargalhou.
-Acho que deveríamos nos perguntar o que vai acontecer – ela falou e senti meu coração se aquecer.
Ficamos em nossos próprios devaneios com sorrisos bobos no rosto e, eu não sabia por que, mas eu tinha que colocar Emmett contra a parede. Era ele que me daria a boa notícia, eu sei. Eu sentia urgência em tê-lo aqui e isso não podia, simplesmente, ser coisa da minha cabeça.
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PDV BELLA
Sentei na cama com a janela aberta. Alice estava na casa de Rosalie fazendo sei lá o que e, quando senti a cama afundando perto de mim, eu soube que ele estava aqui para tirar a cara de bunda que eu deveria estar agora.
-Por que não está saltitando por ai? – perguntou beijando meu rosto.
-Porque não parece real. Por que que eu não consigo acreditar que é verdade mesmo isso? – perguntei retoricamente
Mesmo assim ele suspirou sentando-se ao meu lado.
-Porque a gente sofreu de mais, porque penamos esses meses, aprendemos conviver com a dor aqui e a gente tem medo de se apegar a isso que parece tão incerto e, por final, se não for a verdade, a dor voltar ainda pior, e a gente não quer isso amor – ele disse e desviei os olhos do céu para olhar para o rosto do meu anjo.
Eu sorri abaixando a cabeça
-Acho que estou em um daqueles momentos silenciosos em que poucas coisas fazem sentido... – eu ri um pouco
-Nada faz sentido né? – ele disse acariciando meu rosto e concordei assentindo apenas – Vamos esperar por sexta-feira, é esse mais um dos motivos de eu não querer contar para Alice agora, acho que ela entraria em faniquito – ele disse e entendi.
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PDV ROSALIE
Alice sorriu nos dando beijos e saiu de nosso apartamento indo para o dela, Emmett percebeu que eu não esquecera sobre aquele assunto e então tentou ir tomar banho fingindo cansaço, mas eu conheço meu namorado.
-Não me faça de idiota – pedi
-Nunca Rose, por que fala isso? – sorriu me abraçando
Me desvencilhei dele seguindo para o nosso quarto e ele me seguiu como eu sabia que ele faria.
-Porque eu sei que tem algo que você está escondendo de mim Emmett, eu não sou nenhuma menininha que você leva no papo... Eu te conheço Swan! – falei rindo
-Muito até...
-Viu? Então vai, começa – mandei sentando na cama.
-Rose... – começou sexy e me desviei dele
-Não vai me dobrar com sexo hoje – falei séria andando para o outro lado do quarto.
-Ro..
-Emmett, ou me conta agora o que você, Edward e Bella estão escondendo ou vou eu mesma lá perguntar aos dois e Alice fica sabendo também, eu sei que vocês estão escondendo algo e sei que é apenas de nós duas...
-Por favor, só não... Não faz isso – ele suplicou com os olhos e neguei com a cabeça
-Não quero saber Emmett, por que não quer me contar afinal? Por que Bella estava chorando? Seu avô já havia ligado Emmett, eu não sou idiota. Com quem você falava no telefone a hora em que eu entrei no apartamento e por que Bella chorou a ponto de soluçar? Ela não chora... Nunca – falei séria.
-A Bella chora sim...
-PARA, EMMETT... PARA DE FUGIR. ME FALA! – pedi perdendo a pouca paciência que eu ainda mantinha — QUE MERDA, SOMOS PARCEIROS... CUMPLICES. NÃO ESCONDE NADA DE MIM... – gritei exasperada chegando perto dele e tentando usar meu poder de persuasão ao abraça-lo pelo pescoço – Por favor, amor – pedi roçando nossos lábios.
Ele suspirou e, após uma pequena discussão interna, ele apenas suspirou me empurrando delicadamente fazendo-me sentar na cama e ajoelhando em minha frente. Deixou nossos olhos conectados e suspirou mais uma vez.
-Eu falava com Alistar aquela hora que você entrou...
-Alistar?
-É um amigo do meu pai, ele trabalha no exército...
Minha mente voou para meu irmão e meu coração parecia querer sair de mim enquanto eu me negava a levantar falsas expectativas.
-Edward começou a ter umas desconfianças há algum tempo... Rose, nunca se perguntou o porquê do corpo de Jasper nunca ter chego? Afinal, como alguém pode falar que outro alguém está morto sem a maior prova que seria o corpo dele... E, francamente, sete pessoas morreram? Qual eram os nomes? Por que para mim chegou à informação de Joshua, Cabel e Jasper, apenas. Eram eles dentro daquela aeronave – ele dizia
-O que isso tem a ver Emmett? A que ponto quer chegar afinal? – perguntei chorando
-Rose, meu amor, o exército só nos passou informações furadas, sem fundamentos, sem certezas... E levamos isso tão a sério – ele negou com a cabeça parecendo arrependido – O pior é tudo o que isso desencadeou. Rose, o que quero dizer é que Alistar começou a investigar tudo isso, ele lá de dentro conseguiu ação quando tudo o que tínhamos eram informações incertas. As buscas começaram e acharam a aeronave que Jasper pilotava, mas não havia nenhum corpo ou paraquedas lá...
Minha mente trabalhava a milhão e minhas lágrimas também. Eu estava tremendo e Emmett me deu as mãos. Ele percebeu que eu tinha entendido tudo.
-Ele está vivo – sussurrei
Emmett sorriu abaixou a cabeça e voltou o olhar para mim.
-Antes de Alistar, bom... Eu cheguei do trabalho e pensei que vocês estivessem lá no ap da Bell e do Ed, nós dois fomos para lá e encontramos a Bella encolhida no sofá. Rose meu coração ficou frio, pensava que tinha acontecido algo horrível. Ela tremia toda chorando muito enquanto soluços irrompiam, mas quando eu cheguei perto da minha irmã, eu sabia que era uma coisa boa ela estar chorando daquela forma. Os olhos da Bella são muito expressivos e eles brilhavam tanto Rose, tanto... – ele sorriu enquanto vi uma única lágrima cair de seus olhos e limpei-a rapidamente – Sim, meu amor, ele está vivo – confirmou e me joguei em cima dele sem pensar.
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Três dias depois
PDV ALICE
Estava no sofá descansando, tinha feito a última entrevista hoje lá para a tal boutique e sabia que tinha conseguido. Estava muito feliz por isso, teria a apresentação na Calvin Klein amanhã de manhã e sabia que iria muito bem, estava com essa certeza na minha cabeça, Edward tinha acabado de sair para buscar Bella e senti meu irmão feliz de mais. Estava achando isso muito estranho, mas não comentei nada, meu sexto sentido estava apitando, mas resolvi ter paciência.
-Vamos jantar amorzão – sorriu Bella entrando em casa arrancando-me de meus devaneios.
-Nossa, e essa animação? – eu ri levantando.
-Você vai entender logo logo – sorriu
Fui para a porta e ia passar por ela normal, mas ela me abraçou forte e me deu um beijo estalado no rosto. Eu ri com o cenho franzido e ela sorriu grande para mim
-Eu amo você – falou simplesmente
-Eu também irmã – sorri
Ela me abraçou e assim seguimos para o apartamento da frente. Era clima de festa e todos me olhavam em expectativa, eu sabia o que estava acontecendo, mas não conseguia assumir para mim mesma.
Jantamos em meio a risadas e conversas bobas. Henri estava no cadeirão, Rosalie dava papinha enquanto ela e Emmett jantavam juntos com Emmett dando na boca de Rose. Terminamos e Edward e Bella lavaram a louça rapidamente saltitando até a sala. Os quatros ficaram de pé pedindo para eu me sentar, e sentei confusa com Henri em meu colo que parecia igualmente animado, eu tremia sem razão aparente.
-Muito bem, temos algo sério a te falar – disse Emmett começando.
-Ai Deus... – falei com cara de medo e os quatro gargalharam
-Para de ser boa, é sério, porém feliz – sorriu Rose.
-Queria te contar desde sexta-feira passada, mas não me deixaram – disse Bella se defendendo e eu ainda não sabia o porquê.
-Então desembuchem... – pedi
-Prometeram que me deixariam contar – falou Edward e os outros assentiram.
Bella sentou-se ao meu lado. Rose pegou Henri sentando-se do meu outro lado e Edward sentou-se na mesa de centro bem de frente para mim segurando em minhas mãos olhando para meus olhos. De canto de olho vi Emmett no braço do sofá abraçando sua “esposa” e filho, mas agora o que mais me interessava era Edward sorrindo.
-Lice, faz um tempinho que eu tenho uma desconfiança que me pareceu óbvia na primeira vez que eu pensei e ainda mais óbvia agora que toda a verdade veio à tona... Vou te contar aos poucos, tudo bem?
Verdade à tona? Que verdade? Assenti sem encontrar minha voz e ele sorriu grande continuando. Assim que tocou pela primeira vez no nome de Jasper, meu coração recomeçou a bater, e eu já previ o que ele iria dizer. Ele me contou tudo, tintim por tintim de todo esse tempo desde que começaram a falar com Alistar até a ligação na casa de Bella.
-... E então teve a ligação que Bell recebeu em seu aniversário – sorriu Edward com os olhos brilhando
-Bella quem era? – perguntei cortando Edward já soluçando.
Ela olhou para ele como quem pede permissão e ele sorriu assentindo
-Era Jasper, Lice – sorriu minha irmã docemente.
Arfei em surpresa e o meu mundo inteiro parou.
Notas finais
Acabei de contar e foram 11 capítulos para a notícia da vida de Jasper chegar até nossa Lice... É bom por que??? Meu número da sorte, lembrem-se kkkkkk
Bom, espero mesmo que tenham adorado esse capítulo que fiz com todo o amor e carinho, agora lembrem-se que no próximo, é ALISPER POXA kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Espero que estejam gostando, nos vemos logo.
Um beijo
Fale com o autor