happily ever after.
38 Nossos sonhos, eles são feitos de coisas reais
Notas iniciais
Capítulo 38 – Nossos sonhos, eles são feitos de coisas reais
|ROSALIE|
As coisas pareceram mais simples para mim desde que Jasper tinha voltado e, ainda mais, desde a nossa conversa sincera depois que ele descobriu a causa da falta de memória dele. Ainda era estranho comentar algo que ele não sabia embasar, mas de qualquer forma, era o meu irmão ali, e ele estava bem e vivo e eu tinha sentido tanto medo de perdê-lo, de nunca mais o ter em minha vida, que qualquer coisa que ele me oferecesse eu tomaria com felicidade, mesmo que fosse um Jasper sem passado, enquanto ele estivesse animado e disposto a desenvolver um futuro e, mais que aquilo, enquanto ele estivesse satisfeito e quisesse que eu fizesse parte de sua vida, não tinha muito que ele poderia fazer para me afastar dele.
Sua viagem para Forks foi marcada para a primeira semana de dezembro, animado com tudo o que poderia se lembrar ao ir para a sua origem, ele pediu para eu lhe dizer bons lugares para ele visitar, coisas que talvez o levasse para seu passado com maior felicidade, então aproveitei um momento mais tranquilo no trabalho e desenvolvi uma planilha com endereços, horários mais propícios para ele visitar e com quem ele poderia falar para o acompanhar ou atendentes dos locais. Fiz questão de ligar para a maioria deles tendo certeza de que tudo continuava o mesmo e foi como eu passei o resto da minha quinta-feira, antes de eu perceber, já era hora de ir buscar Henri na creche.
A creche dele era adorável, muito colorida e segura, eu sentia-me completamente confiante em o deixar ali, os tios o adoravam e, mais do que aquilo, ele adorava tudo e eu via diariamente os progressos que ele fazia no tempo que passava ali.
—Boa tarde, Gianna – sorri docemente para a mulher da recepção.
—Oi, Rose – ela cumprimentou cordialmente – Ele acabou de acordar da soneca, escutei a gargalhada dele agora há pouco – ela comentou e eu sorri amplamente.
Não era porque era meu filho, mas a risada de Henri era mesmo única e memorável, sorri por saber que não era apenas eu quem pensava aquilo. Agradeci a informação e segui para a sala de aula dele, o chão era todo coberto por um daqueles tapetes de borracha, tinha uma sala em anexo onde as crianças dormiam e um tio ficava lá e outra aqui, ensinando as crianças a pintarem, cantarem, dividirem... Sorri amplamente para Sasha que estava ao lado de Corin, claramente não tinha mais nenhuma criança dormindo naquele horário.
—Boa tarde – falei docemente ganhando a atenção deles e, mais importante, do meu filho que sorriu amplamente quando me viu.
—MÁ – Henri gritou e eu sorri.
—Chegou bem na hora, não faz muito tempo que ele acordou – Corin disse docemente, me encorajando a entrar na sala.
Eles estavam brincando de montar com peças grandes e eu tirei meu sapato, o abandonando na porta junto com a minha bolsa.
Às vezes eu tinha pressa, mas naquele dia eu resolvi apenas aproveitar um tempinho com meu filho no lugar que ele passava parte de seu dia. Henri balbuciou coisas ao me ver aproximar-me dele fazendo com que o sorriso em meu rosto aumentasse ainda mais, o amor transbordando por cada poro de meu corpo.
Passei bons minutos ali com meu filho e outro nenéns além dos tios que estavam sempre falando ou cantando, alguns pais passaram buscando crianças e eu logo levantei com Henri agarrado a mim.
—Acho que é a minha deixa, não tomarei mais tempo de vocês – sorri docemente para os dois que cuidavam com tanto amor do meu filho.
—Sempre um prazer a ver, mamãe do Henri – Sasha disse animadamente e eu sorri.
—Dê tchau, amor, conte que amanhã o papai te trás de volta – falei para Henri que acenou animadamente para os tios que fizeram festa o deixando saber que mal poderiam esperar para o dia seguinte para o ver novamente.
Calcei meus sapatos e saí com Henri no meu colo, brincando com meu cabelo e balbuciando sem parar enquanto eu o encorajava a continuar fingindo que entendia tudo o que ele falava sobre seu dia.
—Tchau, tia Gianna – falei acenando a ela e Henri me imitou.
—Tchau aos dois, nos vemos amanhã – a mulher devolveu simpática.
Prendi Henri em segurança na cadeirinha do carro que Emmett deixava no estacionamento da creche. Ele ficava com uma chave e eu com outra, tínhamos todas as coisas muito bem planejadas sempre sobre a nossa rotina atarefada entre nossas coisas e as de Henri.
Cheguei em casa um pouco antes das sete horas da noite e fui direto para o apartamento de Jasper e Alice falar com meu irmão.
—Jazzy – chamei abrindo a porta sem importar em bater.
Morando perto e sabendo como nós seis somos sem noção de privacidade, os casais tinham consciência que, se estavam fazendo algo que não deveria ser visto, era melhor trancar a porta.
—Na cozinha – ele chamou e eu segui o vendo concentrado em sua janta.
Ele sorriu por cima do ombro ao ver nós dois.
—Meus Hale favoritos – ele comemorou.
—Tecnicamente, Henri é meio Hale – falei mencionando o sobrenome com hífen do meu filho, o que fez Jasper rir.
—De qualquer jeito, é o sangue que corre na veia dele – meu irmão deu de ombros.
Parou de mexer a panela que estava no fogo e se aproximou de nós dois, beijando minha cabeça e a de Henri logo em seguida que pediu colo ao tio.
—O titio está cozinhando, meu anjo, eu já te pego – Jasper explicou a Henri que pareceu entender exatamente o que ele falara.
Sentei na mesa com Henri em meu colo, um pouco agitado demais, mas eu já desceria com ele. Remexi minha bolsa atrás da impressão que tinha feito hoje.
—Querem jantar comigo e Allie? Vamos comer tacos vegetarianos hoje – Jasper disse e eu sorri, negando.
—Emmett deixou a janta pronta para nós hoje, é apenas esquentar. Panquecas de frango e Henri gosta demais – comentei puxando os papéis dobrados de lá de dentro – Vim aqui apenas para te trazer isso aqui – contei colocando o papel na mesa – Fiz uma planilha com os lugares que são importantes para você, todos tem endereço e o melhor horário para visitá-los, os restaurantes e estabelecimentos que coloquei, inclusive a nossa escola, estão com um telefone e nome de um conhecido que temos lá, liguei para todos contando seu plano e todos se dispuseram a ajudar, então você não terá nenhum empecilho com a sua busca – contei.
Jasper parou surpreso, se apressou abaixando o fogo da panela, então voltou para a mesa, passando os olhos com pressa nas coisas escritas, parecendo surpreso demais e, de certa forma, emocionado? Sorri quando ele levantou o olhar para mim.
—Você não existe – ele disse amorosamente.
Abraçou a mim e Henri de uma vez, enchendo meu rosto de beijos e eu soltei uma risada ao sentir a gratidão do meu irmão.
—Não foi nada, eu tive um tempo livre hoje.
—Isso é muito, Rosie, muito obrigada, de verdade, significa muito para mim que você tenha tirado o tempo para fazer isso – ele sorriu docemente – Eu te amo muito, gêmea – ele disse baixo e eu sorri.
—Amo você, garoto – pisquei.
Conversamos por um tempo ainda, até que Henri ficou verdadeiramente irritado por estar parado por tanto tempo e eu ri com Jasper, prometendo nos ver no café-da-manhã do dia seguinte, então desci para a minha casa, trombando com Alice, Bella e Edward no corredor do meu apartamento.
Todos entraram comigo em casa enquanto conversávamos sobre amenidades. Os deixei com Henri enquanto corri para tomar uma ducha, quando eu voltei os três estavam deitados no chão com os brinquedos de Henri e meu filho gargalhando de algo que Alice dizia cheia de vozes e caretas.
—Querem jantar aqui? – perguntei indo para a cozinha.
—Jazz está fazendo janta para nós quatro, ele disse que você não quis ficar – Bella comentou indo para a cozinha comigo.
—Ah, é que o Emm fez panqueca de frango – falei tirando-as da geladeira para colocar no forno.
—Ah, sim, você e Henri matam por essas... – ela riu – Como está o estágio?
Eles ficaram comigo enquanto eu aquecia o meu jantar e de Henri e então Jasper ligou avisando que estava com tudo pronto e os três se despediram com muita festa e beijos de mim e Henri antes de saírem do meu apartamento deixando um silêncio sepulcral para trás.
—Eles são barulhentos, né filho? – comentei e Henri gritou como se concordasse.
Comemos os dois meio que simultaneamente. Henri gostava de comer sozinho e eu apenas o auxiliava enquanto conversava com ele contando sobre meu dia e os planos que eu tinha feito para nosso final de semana.
Fiquei concentrada nas coisas de casa por um tempo, separei tudo o que tinha de roupa para lavar, dei uma boa limpada no banheiro e passei aspirador de pó na casa toda enquanto Henri brincava no seu quarto e na sala. Perto das nove e meia eu o peguei e passei lencinho umedecido nas suas dobrinhas, depois troquei sua fralda e o vesti com um pijama quentinho, como estávamos no inverno, Emmett dava banho nele de manhã.
Organizei algumas coisas para levar para o trabalho e para a faculdade, ganhando uns quinze minutos no meu dia de amanhã.
Deitei na sala para que Emmett fosse obrigado a me acordar ao chegar e coloquei em episódios reprise de Friends, antes de cair na inconsciência, esperando Emmett chegar em casa.
Acordei com os braços dele embaixo do meu joelho e costas.
—Ei, eu estava aqui para me acordar e não para me carregar – eu falei com a voz rouca e escutei a risadinha dele.
—Eu tentei te acordar, então jantei e tomei banho e vim te pegar porque não consigo dormir sem você mais – ele disse docemente, beijando meu pescoço e eu sorri, abraçando-o com mais vontade pelo pescoço.
—Como foi seu dia? – perguntei curiosa.
—Cheio, começamos a nos preparar para as finais e eu estou nervoso, mas meio confiante demais? Não sei – ele comentou.
Deitamos embolando nossas pernas, minha cabeça no vão do seu pescoço e então Emmett nos cobriu com o cobertor pesado, me aconcheguei ainda mais nele encontrando uma paz plena ali.
—Estou ansioso com o final desse ano – ele comentou.
—Sente falta de viver na Itália? – perguntei insegura.
Desde que começaram a falar sobre ir para lá no final do ano, inúmeras seguranças tinham me tomado. Eu estava com ciúme de Alice e seus novos amigos, de como Bella e Edward falavam com naturalidade dos amigos e de cada vez que Emmett se animava com ideias do que fazer, lugares para ir, pessoas que gostaria de ver. Eu não conhecia nada ali e, por mais que Jazz também fosse estranho em todo o cenário, ainda assim, meu irmão era tão cativante e tudo era tão novo para ele, que eu não acreditava que alguém entendi como era para mim imaginar ir para o lugar que me tirou Emmett.
—Nem um pouco – ele jurou apertando-me contra seu peito – Isso aqui é a minha vida, meu sonho realizado, Rose, não duvide nem por meio segundo – ele murmurou e eu sorri, apertando ainda mais nele.
—Ótimo – sussurrei de volta e escutei uma risada nasal dele.
—Estou falando porque, não sei, é meio que estranho, mas se eu não tivesse decidido vir fazer a faculdade, eu ainda estaria lá, provavelmente trabalhando com Tom... Quero ver como o Pub está – ele me contou.
Eu não era tão amiga de Emmett quando ele estava naquele continente, por mais que houvéssemos nos aproximado quando ele me pediu opinião e ajuda para aplicar para faculdades nos Estados Unidos, ainda sim, eu não sabia muito da vida dele ali, então nunca entendi o que aconteceu entre ele e Tom.
—Foi decisão mútua? Você acha que estaria mesmo com Tom no Pub? – indaguei curiosa.
Lembrando o tempo que Tom era irmão de Lisa. A namorada italiana de Emmett.
—Eu acho que sim, mas ao mesmo tempo eu estava tão desgostoso lá – ele suspirou – Acho que nunca te contei né... Quando ele quis abrir o Pub e me contou a ideia eu fui completamente a favor, o ajudei com tudo, cada passo, até mesmo a Italian Pack foi, de certa forma, ideia minha, com a música ao vivo e tudo. E, claro, o tanto de coisa que eu aprendi foi excelente, mas eu e Tom começamos a nos desentender depois, ele negava tudo o que eu dava como ideia... Eu me senti bem mal com tudo, éramos amigos e depois ele foi apenas o meu chefe, e um bem do soberbo, se perguntar a mim – ele falou e eu soltei uma risadinha.
—Queria dizer que sinto muito, mas eu acho que foi bom você ter o desconforto, porque você não sonha com isso, Emm, não é ser um sócio minoritário ou um gerente de um estabelecimento, você sonha com ter o seu próprio lugar, ou lugares... – sorri amplamente.
Emmett queria muito começar com um local com funcionamento noturno, mas depois queria tentar abrir uma confeitaria também.
—Sobre isso – ele se remexeu embaixo de mim, se esticando para acender o abajur do seu lado da cama.
Me afastei dele para conseguir enxergar seu rosto que parecia ansioso, ele mastigava seu lábio inferior.
—O que foi? – pedi ansiosa.
—Ia esperar para conversarmos, mas estou muito ansioso e não quero me preparar para conversar com você porque não quero a convencer de nada, quero que sinta no seu coração se nós devemos ou não fazer isso...
—Emm?
—Calma, eu vou explicar – ele sorriu segurando minhas mãos – Sabe o meu amigo que é dono de uma fábrica de cerveja artesanal? – ele traçou.
—Garrett? – pensei e ele assentiu animado.
—O próprio – Emmett sorriu – Estávamos conversando e ele disse que estava atrás de um sócio, perguntou se eu não tinha interesse e, bom, eu tenho, você sabe que eu fiz aquele curso sobre cevada e uva em Nápoles, eu conversei com ele sobre isso, o contei sobre o que eu sabia e o perguntei sobre começar a produzir vinhos também, ele amou, me convidou para fazer parte, mas claro que é um investimento, ou seja, quer que eu entre com um capital para começar... – a insegurança voltou ao rosto de Emm e eu fiquei mais atenta àquilo.
—Emm, vivemos de aluguel e-
—Eu sei, ursinha, me escuta – ele sorriu, realmente animado, pegou o celular e me mostrou a nossa planilha de gastos – Seu salário do estágio cobre essas coisas imediatas, as necessárias e ficaríamos por um tempo meio que apertados, tendo que evitar extrapolar em algumas coisas, mas vai valer a pena, com as nossas economias, talvez dê certo – ele disse.
Suspirei e pedi que víssemos aquilo direito, mas nós dois estávamos muito ansiosos, então sentamos na cama com papéis e a calculadora do meu celular enquanto ele mostrava e pesquisava coisas no seu celular.
Na metade daquele ano tínhamos começado a juntar dinheiro para comprar uma casa, claro que não seria imediato, mas queríamos muito aquilo e Emmett queria usar todo aquele fundo para investir em seu negócio com Garrett, ele mostrou tudo o que Garrett lhe entregou, conversamos sobre mostrar os contratos para meu pai para ser algo seguro, mas conhecíamos e confiávamos em Garrett, ele era um bom homem e amigo de Emmett, então eu não consegui responder outra coisa que não:
—Acho que você deveria fazer isso, ursão, se é o que realmente quer, acho que pode dar certo – falei sorridente.
Emmett abriu o maior dos sorrisos para mim, ele estava muito grato pelo meu apoio, eu via aquilo. Abraçou-me com força, tomando meus lábios nos seus.
—Obrigado, anjo, muito obrigado pelo apoio e confiança, eu não vou te decepcionar e isso é um investimento, logo a gente vai ver o retorno de tudo – ele jurou e eu sorri.
—Eu confio em você, Emm, com tudo o que tenho – jurei.
—Eu te amo – sussurramos em uníssono.
.
Emmett estava exultante com sua parceria com Garrett, os dois estavam trabalhando bastante, Emmett só podia aos finais de semana então, muito do tempo em que ele destinava a mim e Henri agora ele trabalhava em seu futuro, em nosso futuro, e não houve ciúme em nosso meio, apenas amor e orgulho.
Quando dava, íamos todos passar alguns finais de semana na imensa fazenda do avô de Garrett próximo aos Hamptons. Mesmo que fosse inverno, ficávamos dentro da casa comendo, assistindo filme na sala de cinema, brincando na sala de jogos, uma vez até levamos Greg, Tony e Jess conosco. As coisas passavam com uma leveza extrema conforme nossa vida ia acontecendo, eu não tinha do que reclamar, estávamos vivendo.
No começo de dezembro Jasper foi para Forks.
Todos estávamos no apartamento de Bella e Edward, encarei todo o equipamento de som que eles tinham alugado e o motivo de eu não precisar de caixa de som nos últimos dias de folga deles já que dançava para as melodias que eles ensaiavam e estava muito ansiosa para o show que eles fariam com a Italian Pack.
Marco, o tal empresário da banda, havia os garantido que todos estavam muito animados e os shows estavam todos agendados, recebendo muitos comentários positivos.
Meu único problema com tudo isso é que eles negaram a nos mostrar a tal música que tinham feito juntos, mesmo que estivéssemos os implorando a tempos – e não era nem eu a grande questão, mas Alice sabia ser persuasiva –, de qualquer forma, eles não desistiram, disseram que queriam fazer surpresa.
—E se a música for ruim? – Alice falou irritada e eu ri.
Bella e Emmett terminavam nosso almoço e Alice, Edward e eu estávamos no chão da sala.
—Não é – Edward revirou os olhos.
—Pelas batidas que escuto vindo daqui, nenhuma é – falei sorridente e Edward deu uma piscadela para mim, grato pelo apoio.
—Falando nisso, você já aprendeu a cantar todas? – Alice perguntou curiosa.
Ela conhecia de cor todas as músicas da banda, era realmente fã. Eu gostava de umas mais do que as outras, mas estava me esforçando para cantar com meus irmãos no show deles, eles estavam tão felizes e orgulhosos de si mesmos.
—Eu estou quase, falta só uma nova canção... – brinquei encarando Edward.
Ele bufou alto e Alice gargalhou.
—Ela tem um ponto.
—Bom, vocês aprendem quando a escutarem, junto com todo mundo – ele sorriu amarelo e nós reviramos os olhos.
Henri ganhou nossa atenção quando aplaudiu o urso dele, a gente não entendeu porque, mas fizemos festa e ele gargalhou, dançando por nada em específico, arrancando gargalhadas de todos nós. Logo o pai e a madrinha dele apareceram na sala e, sem precisar dizermos nada, eles começaram a dançar com o neném.
—O almoço está pronto – a Bella falou em meio a dança tosca que ela fazia.
Edward se levantou abraçando a cintura dela e Emmett logo me puxou para dançar com ele e eu ri, sendo girada nos braços dele. Vi Alice dançando com Henri, não tinha música nenhuma, mas ninguém se importou, tudo o que queríamos era continuar a escutar as gargalhadas gostosas que meu filho soltava.
—Eu te amo – Emmett sussurrou no meu ouvido quando me puxou de volta para seu peito.
Beijei meu Emmett com amor, só o soltando quando escutei uma reclamação alta.
—Eu estou sozinha, podem respeitar? – Alice pediu séria.
—Não – Edward falou rápido – Sabe como é o nome disso o que estamos vivendo? Reparação histórica. Quem aqui se sentia vela de Alice e Jasper por anos a fio sem um segundo de sossego? – ele perguntou olhando para Bella, Emmett e eu e, instantaneamente, nós três levantamos as mãos.
—Calem a boca – ela riu.
—Ele tem um ponto, baixinha, eu fui o que menos convivi com vocês e, ainda assim, eu sofri viu, putz – Emmett brincou.
—E eu? Eu fui vela de Alisper e Beward, eu sou quase a tocha olímpica desse grupo – eu falei e, sem vergonha nenhuma, todos eles concordaram.
—Ainda bem que precisa de par e eu prometo que, ao que depender de mim, você nunca mais vai ser a solteira do grupo – Emmett disse escondendo o rosto no meu pescoço.
—Ah, tá bom, chega, vamos almoçar que não apenas de inveja vive uma Alice, não é mesmo?! – a baixinha foi para a cozinha com meu filho no colo.
Não a deixamos em paz tão cedo, ficamos rindo de seu comportamento e do fato de ela estar pagando sendo vela de nós. O almoço e a tarde foi toda gasta com nós cinco e Henri. Edward e Bella ensaiaram para nós vermos – sem os aparelhos porque o som alto ia perturbar Henri, então foram voz e violão e eu amava, Henri mais ainda que encarava os padrinhos, completamente apaixonado.
Estava curtindo as músicas enquanto escrevia no meu bloco de notas tudo o que eu tinha que colocar nas malas para passar as festas de final de ano com o pessoal na Itália.
—Vocês conseguem tirar férias em agosto? – Alice perguntou do nada quando Bella e Edward fizeram uma pausa.
Com cenhos franzidos, nós dissemos que se fosse com tempo para planejar, a gente conseguiria.
Continuamos deitados pela sala sem Alice se explicar, Emmett estava conversando com Garrett, como eu podia ver já que estava deitada no peito dele e a mão dele estava apoiada na minha barriga enquanto ele digitava rápido e nós comentávamos algumas coisas, conversando amenidades. Edward deitou no chão com Henri sonolento em seu peito, ele ficou acariciando as costinhas do meu filho.
Bella se levantou dizendo que estava com vontade de comer bolo e foi fazer, simples assim. Eu amava a falta de preguiça dela.
Alice se levantou do nada e saiu do apartamento deles, focada em seu celular.
Não comentamos nada, ela certamente logo voltaria. Emmett e eu continuamos embolados no sofá, conversando em um tom baixo enquanto eu percebi que Henri e Edward começavam a atingir a inconsciência.
—Ned, você vai ficar com as costas doloridas – eu avisei e ele apenas negou com a cabeça, sem abrir a boca ou olhos, ainda acariciando as costinhas do meu filho.
Bella apareceu na sala encarando os dois, pareceu um pouco pensativa antes de voltar para a cozinha, pegar a batedeira e olhar para Emm e eu.
—Vou bater o bolo na casa de vocês, mas vou assar aqui – ela disse e nós concordamos, dizendo que ela poderia assar lá se quisesse, ela simplesmente saiu.
Distraí-me contando para Emmett sobre um caso do escritório, era questão trabalhista e nós trocávamos ideias sobre aquilo. Ele falava sobre seu contrato com Garrett, como ele e meu pai redigiram com cuidado para Emmett e Garrett não se arrependerem e como o amigo era aberto a cada ideia que Emmett apresentava.
—É diferente, eu estou gostando tanto disso, Rosie – Emmett disse sorrindo, beijando meu cabelo.
—Eu fico contente, você acha que chegará ao ponto que você vai poder abandonar o trabalho no restaurante? – perguntei curiosa.
Emmett ficou parado um tempo, virei para encarar a feição meio limpa dele, ligeiramente surpreso, parecendo que a ideia nunca tinha passado por sua mente e, como eu conhecia meu companheiro, certamente não tinha. Eu sorri com a visão.
—Eu não tinha pensado nisso – ele murmurou.
—Bom, não precisa começar a pensar agora, foi só algo que passou pela minha cabeça.
Bella voltou sorridente.
—Eu amo essa receita – ela falou quando a encaramos.
Henri estava dormindo pesado e a mão de Edward estava parada nas costas do meu filho.
Emmett e eu fomos para a cozinha com Bella, lavei a louça que ela usou e ficamos conversando sobre amenidades enquanto esperávamos o bolo assar. Não demorou para Edward chegar na cozinha, avisou que Henri estava na cama dele e de Bella, a porta aberta então para fazermos silêncio e continuamos ali. Bella no colo de Edward, Emmett ao meu lado escutando Edward tentar nos explicar como ele ganhava com a Italian Pack em cada canção que fazia.
—Então nessa nova...
—A gente ganha junto com eles de qualquer jeito – Edward deu de ombros.
—Bella vai ficar rica – Emmett zoou.
—Longe disso – Edward murmurou e Bella riu do irmão.
—Eu já sou, querido, tudo o que é do Edward é meu – ela piscou para Emm teatralmente na mesma hora que Alice chegou na cozinha.
Olhamos para a baixinha que sorria amplamente, mesmo que seu rosto inchado mostrasse que, não muito tempo atrás, ela tinha chorado.
—Qual é o problema? – pedi preocupada.
—Não é um problema – ela mordeu o lábio inferior, tentando conter o sorriso que logo rasgaria o rosto dela – É uma solução, a melhor delas, um sonho se realizando.
—Vai começar a misteriosa – Edward bufou.
—Eu vou me casar – ela falou animada e a gente riu.
—A gente se lembra do primeiro e vimos o segundo pedido, Lili – Emm brincou.
—Não – ela falou se aproximando de nós – É real, eu vou me casar, em agosto, em La Push, nós marcamos a data – ela contou exultante e, antes que eu entendesse, estávamos nós quatro abraçando Alice no meio da cozinha de Bella e Edward.
Era um passo grande, Alice se tornaria minha cunhada pela lei, eu estava tão feliz, imaginando como Jasper estava e eu percebi que a maré de coisas infortunadas parecia ter passado.
Talvez estivéssemos prontos para nossos felizes para sempre, por fim.
Fale com o autor