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Lista de lugares que Steve beijou James (Bucky), nas vinte e quatro horas seguintes:

* no lado de fora do prédio em chamas;

* dentro de outro prédio em chamas;

* no meio da rua;

* enquanto esperavam o quinjet descer;

* dentro do quinjet, diversas vezes;

* na pista de pouso, na torre Stark;

* elevador;

* corredor, a caminho da ala hospitalar;

* no quarto, na ala hospitalar, esperando serem atendidos;

* no quarto, enquanto esperavam passar as horas de observação;

* no elevador (de novo);

* no apartamento de Steve, infinitas vezes.

Número de vozes na mente de James (Bucky): zero.

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Seu corpo não sente frio e o cheiro de fumaça não arde mais seu nariz, sua mente continua quieta. James (Bucky) segura Steve perto de seu peito, como naquela lembrança da noite de inverno, embora agora tenha cobertas suficientes. Steve diz, num sussurro, a beira do sono “Eu senti tanto sua falta, Buck” e James (Bucky), deseja responder, mas nenhum som deixa seus lábios.

Céus, como ele quer ter uma voz.

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Eles se beijam bastante e com enorme frequência agora.

James (Bucky) Barnes aos poucos lembra das coisas.

Steve Rogers quase sorri.

12

James decide fazer a cirurgia sete meses depois dos eventos em Nicarágua. Banner prometeu que há anestesia capaz de lhe derrubar, e que jamais realizaria o procedimento com ele acordado.

A operação é marcada para oito semanas após sua decisão, já que Stark Jr. e Banner precisam de equipamentos e medicações e treinamento em corpos que James não quer saber onde encontraram. Steve não estará em Nova York nesse período, o que para James está perfeito, será melhor assim, ele não quer que suas primeiras palavras para Steve seja induzida por dor e uma tonelada de analgésico.

Um mês antes do procedimento, Thor faz uma visita a torre. É a segunda vez que James o vê. É a primeira vez que ele recebe um presente. É uma pedra amarela, que Thor explica em palavras difíceis ser uma das joias do infinito, a gema da mente. “Isso, meu querido amigo Sargento Barnes, irá fazer você lembrar.”, diz o deus. Steve está a beira de lágrimas.

O proceder é simples: Thor encontra a sala mais escura da torre, e é para lá que James é levado. Ele é deitado num sofá puído, o ar da sala é de mofo, de lugar fechado por muito tempo, aparentemente sequer Tony Stark sabia da existência desse lugar. Todos devem ficar fora da sala, incluindo Steve, que fora o primeiro a entrar.

O processo se dá assim: Thor fala algumas palavras mágicas, a gema de alguma forma flutua sobre sua testa, e os momentos seguintes são da mais pura agonia. James tem certeza que seu corpo está lutando para escapar do nada que o segura no lugar, que suas mãos procuram por algo em que possa se segurar, e que sua garganta sem som tenta gritar o mais alto possível. Tudo que sai de sua boca é uma respiração desesperada.

O final é dessa forma: James não sabe quantos minutos se passaram, mas seu corpo acorda de um lugar escuro, para então notar que desmaiou. A sala agora está cheia de gente. Steve está sentado ao seu lado, ambas mãos segurando seus ombros, sussurrando algo que James não consegue entender.

Steve pergunta, depois de garantir que James está bem, se ele lembra.

James (Bucky) faz que sim com a cabeça.

Steve Rogers chora.

Extra

Lista de coisas que James (Bucky) Barnes lembra:

* tudo.

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Eles fazem mais do que beijar agora, porque Bucky se lembra, e aparentemente eles faziam isso antes da guerra também: beijar,... e outras coisas. É diferente, Steve disse que eles tinham que ser cuidadosos, não deixar que os vizinhos escutassem, e Bucky deveria continuar saindo com as belas garotas porque tinham de manter a fachada. Porque “Você é gay, Buck. Eu sou bi.”. Bucky concordou, embora não soubesse o porque era importante essa informação, ele gostaria de responder “Você é Steve, e eu sou Buck”, o que na sua mente faz muito mais sentido.

Eles não transam, propriamente pelo menos. Steve diz que quer escutar Bucky consentir, e não somente concordar com a cabeça. Mas eles fazem várias outras coisas, por exemplo: ao final da segunda missão de Bucky, em Norcia, Umbria, Steve ficou tão excitado com a ideia de que eles não precisariam se preocupar com mais armadilhas, que antes mesmo de chegarem no apartamento de Bucky, Steve estava de joelhos em sua frente, tentando se livrar freneticamente de suas calças, e oh céus como ele queria fazer mais sons do que somente ar saindo de sua boca.

Durante a noite, na maioria das vezes, Bucky vai acabar por cima de Steve, e, entre beijos e mordidas e buscando o máximo de fricção possível, ambos vão gozar.

Durante o dia, algumas vezes, Steve vai ser empurrado para a parede mais próxima e vai contar histórias (que agora Buck se lembra) de todas as vezes que ele fora atormentado por uma mão que passava por todo seu corpo, mas nunca tocava onde ele realmente precisava. Bucky não faz mais isso, ainda mais depois que descobriu como é facil fazer Steve gozar somente com a ideia da mão de metal.

Steve faz os mais deliciosos sons.

Logo James irá fazer também.



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No dia da cirurgia, como o combinado, Bucky está apagado durante as sete longas horas de duração. Steve está do outro lado do país, e Bucky agora vai poder falar.

Natasha e Sam Wilson são as primeiras pessoas que ele vê quando abre os olhos, já deitado onde ele tem certeza que é o quarto de Steve. Há curativos ao redor de sua garganta, mas Natasha explica que, devido ao soro, nos próximos dias a equipe já será abençoada por sua bela e certamente rouca voz. Sam sorri, e aperta seu ombro antes de se levantar.

Steve Rogers não está no quarto.

Bucky Barnes dorme.

Steve Rogers ainda não está no quarto quando ele acorda doze horas depois.

Interlúdio

Steve Rogers está uma pilha de nervos. Ele deveria estar em casa há vinte e quatro horas, mas a reunião das Nações Unidas demorou mais que o esperado, e eles (Thor, Steve e Clint) tiveram que fazer uma pausa de emergência em Lenexa, Colorado, para lidar com alguma coisa do estilo… ele sequer se lembra, mas houve luta e agora seu corpo está dolorido, e tudo que ele quer é chegar em casa e…

Bucky fez a cirurgia dois dias atrás, Sam lhe mandou uma mensagem dizendo “ele está bem”, e Steve sentiu que iria chorar novamente, porque ultimamente era só isso que ele parecia ser capaz de fazer ao redor de Bucky Barnes.

Exatamente 46 horas depois de sua despedida, o quinjet pousa no todo da torre Stark, e antes mesmo que o motor esteja completamente desligado, Steve já está fora da nave, retirando o capacete e o derrubando ali mesmo, ele precisa…

Ele precisa,...

Bucky.

E seu mundo então parece desacelerar, ele está entrando em seu apartamento (céus, Tony colocou Bucky descansar no seu apartamento!) e a sala está vazia mas a luz do quarto está ligada.

E...

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E Steve está ali, imponente, o uniforme marcando os músculos e a curva de seu corpo. O rosto ferido, os lábios sangrando e o olho se tornando a cada segundo mais roxo, meio preto. Tão bonito.

Bucky suspira, talvez agora seja uma hora melhor que qualquer outra, quem sabe, mas ainda assim seus olhos se apertam num sorriso que seu rosto já não sabe mais formar corretamente, não é o mesmo das fotos antigas. Um novo sorriso para um novo Bucky. E Steve continua parado na porta, o escudo agora caído no chão, e mesmo naquela distância era possível notar seus peito contraindo e relaxando, cada vez mais rápido, quase como a beira de um ataque de asma.

— Hey, Bucky. – ele diz num sussurro.

É. O ar no quarto torna-se mais fino, assobiando junto ao vento que entra pela janela. A neve do lado de fora continua caindo numa imitação barata de avalanche. Bucky lembra-se de outros tempos, um outro Brooklyn, um outro Steve Rogers e um outros Bucky Barnes, mas ainda assim os mesmos. O mesmo cerne, agora lapidado para se tornar mais resistente, mais bruto, porém ainda os mesmos. Agora era a hora de contar em palavras a história daquele jovem que passou dormente um longo inverno sem fim, que jamais deveria existir.

— Hey, Steve.

E finalmente dando um passo para dentro do quarto, Steve sorri.

Notas finais
fim :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!