Notas iniciais
Katherine volta dos mortos

*Katherine acorda em um local próximo a mystic falls, em um campo totalmente coberto por grama, porém vazio. *


—huh... O que... Aonde estou?

Estava confusa, minha mente parecia estar reeniciando. Olhei para ambos os lados, sem saber aonde estou, nem como consegui voltar à vida. Ou aquilo era apenas mais um sonho que logo iria me frustrar.

Me levantei em velocidade de vampiro e então percebi que sou um ser sobrenatural novamente, o que começava a soar muito bem.

— preciso sair daqui, seja o que for que me trouxe de volta pode estar por perto. – digo já saindo dali caminhando em direção a Mystic Falls, confusa e faminta.

Minhas roupas estavam como estava quando encontrei com Bonnie naquela igreja e fui levada para um lugar, nada agradável a propósito. Andando, tentava me equilibrar em meu salto alto divino, era mais difícil do que quando tomei a cura e voltei a ser humana, porque eu estava fraca, precisava muito me alimentar, sei lá a fome era tipo... Como se você tivesse morrido a meses e voltado a vida. Já caminhava há algum tempo quando avistei um homem vindo em minha direção, ele estava praticando corrida com roupas esportivas, era o lanche perfeito. Apoiei as duas mãos em minha barriga e abaixei o rosto simulando estar passando mal.


—moça? Ta tudo bem?- diz se aproximando de mim.


— não... Estou fraca e... Preciso de ajuda – disse, com uma voz doce e gentil, me lembrou os tempos que imitei a santa Elena, agora não tão santa assim.


— Vem, eu te ajudo – o homem, preocupado, estende a mão tocando em meu braço, as veias em meu rosto aparecem. Olhei para ele.


— você é bonitinho... e por isso eu quase lamento. – o mordo no pescoço violentamente sugando seu sangue com muito prazer, ele até tenta lutar, estava assustado, seu coração batia tão rápido, o que me causou mais excitação, minha fome foi maior do que a vontade dele de viver. Sugo todo o seu sangue e sua cabeça é arrancada de seu corpo fazendo-o cair no asfalto e sua cabeça permanecer em minhas mãos.

— ai que drama – jogo a cabeça dele no chão. – dia de sorte pra mim, não pra você corredor. – volto a andar tranquilamente como se nada tivesse acontecido.

Eu estava mais forte! Conseguia sentir cada nervo do meu corpo tomando forma de novo, andar de salto? Bem como sempre andei. Entro na cidade de Mystic Falls, para ser mais exata estava passando pela ponte Wickery, a mansão Salvatore ficava ali perto então pensei “por que não?”, me dirigi ate lá em velocidade de vampiro. Chego rapidamente e me deparo com Matt Donovan saindo de dentro da casa, ele estava meio triste e abalado sei lá porque, nem me importava.


— oi Matty blue blue- falo, parando em sua frente enquanto ele se dirigia ao carro distraído.


— ai meu Deus! Katherine? – O loiro arregala os olhos azuis me encarando. Ahh aqueles olhos, já da para ter uma ideia do porque ele ainda estava vivo. Matar aquele lindinho seria um pecado muito grande.


— é, acertou! Foi o cabelo, as roupas ou o apelido? – falo me referindo a como ele descobriu que era eu, e pra quebrar o gelo.


— Como foi que voltou? E quando voltou? – Diz, procurando algo em sua cintura, acho que era... Matt puxa uma arma de sua cintura e aponta para mim bem no coração.


— Matty – falo dando um sorrisinho tentando disfarçar minha preocupação e tentando ser um pouco gentil. – abaixa essa coisa, se esqueceu que eu salvei sua vida uma vez? – antes que ele responda, completo. – se não se lembra foi quando uma duplicata do amor da minha vida estava atrás de mim que era a cura, e você morreu com esse anelzinho no dedo, ah não! Corrigido, eu salvei você eee seu amiguinho metido a caçador, Jeremy. – Matt me interrompe.


— eu não devo nada a você! Nem o Jeremy, e... – ele amolece um pouco, percebo que é minha chance. Agarro seu braço e aperto seu pulso o fazendo largar a arma no chão, em seguida o levo em velocidade de vampiro até uma parede do lado de fora da mansão, o pressiono contra a parede.


— eu não vim pra machucar você, e nem quero, mas se me ameaçar com seus novos brinquedinhos de novo eu enfio a arma pela sua garganta e as balas pelo seu...- sou interrompida por uma voz familiar.


— solta ele Katherine. – era o Stefan, com um tom de voz autoritário. Solto Matt e me viro para ele, estava tão lindo como me lembrava, não controlo o sorriso que toma meu rosto em segundos.


— Stefan...- O tom em minha voz era quase apaixonado, porque o amava, ele é definitivamente o amor da minha vida.


— Pensei que tínhamos nos livrado de você de uma vez por todas. – Falou frio, o que me trouxe a memória o momento de minha morte.

Não tinha parado para pensar desde então. Stefan Salvatore me matou. Minha expressão muda, e o olho séria.


Se tivesse me escolhido ao invés de Elena eu ainda estaria viva.

— é, pensou errado. – o encaro com raiva. Matt sai dali percebendo a deixa. Stefan o observa ir e depois volta sua atenção para mim.


— Quando foi que voltou?- O loiro cruzou os braços me encarando tão sério quanto.


— há algumas horas. Obrigada por pelo menos demonstrar interesse. – me mantenho fria, porque nesse jogo se jogam dois.


— ah não, não estou interessado, só não quis deixar você aí sozinha com o Matt ainda na propriedade. – diz Stefan.


— Por quê? Acha que eu vou matá-lo? – Retruco.


— sinceramente eu não sei, você faz muitas coisas estúpidas.


— tem razão, eu fazia. – paro por um instante e me vem lembranças de minha morte e do pós morte, eu era torturada com coisas terríveis “do outro lado”, por assim dizer. – Nadia...- Digo baixo, me lembrando da morte da minha única filha. Abaixo o olhar que muda novamente de raiva para tristeza, seguro as lágrimas que lutavam tanto para cair. Que droga, oh, merda, a deixei morrer. Poderia ter a salvado, implorado a cura ao Klaus, que péssima maneira de se conhecer alguém que buscou por mim a vida inteira.


— Katherine? – ele repara meus movimentos, com sua audição de vampiro obviamente escutou eu dizer o nome dela.


— preciso sair... daqui – abalada e com uma Voz de choro, o respondo. Minha garganta tinha um nó que me sufocava, lágrimas caem em meu rosto e eu as limpo rapidamente, saio dali trombando em Stefan que estava atrapalhando minha passagem. Um turbilhão de lembranças assombravam a mente já perturbada de uma pobre sobrevivente.


— Katherine! – ele me chama me olhando ir.

Não é como se eu o ouvisse de verdade.

Notas finais
continua...