eu, você & o tweet sobre nós
20 Capítulo 20, Edward
Notas iniciais
Mal consegui dormir aquela noite. Eu quase tinha beijado Bella. E não tinha me arrependido nem um pouco daquilo. Se não fosse por minha mãe, eu provavelmente estaria beijando-a até agora.
Cheguei à faculdade extasiado. Nada me abalaria. O tempo passou rápido, e eu contava os minutos para poder ver Bella e finalmente conversar com ela. Queria entender se ela também queria tanto aquilo como eu. Estava caminhando até o refeitório, quando encontrei Benjamin. Meu estômago se revirou. Um mal pressentimento tomou conta de mim.
— Ed! Era você que eu queria encontrar! – Ed? Quem me chamava assim era só minha irmã e a Bella. Aquele apelido não ficou bom saindo da boca daquele cara.
— Oi Ben. – Falei, seco.
— Seguinte, eu vou chamar a Bella pra sair sábado. Preciso da sua ajuda para convencer ela. – Sábado? Logo no nosso aniversário? Puta que pariu. Eu quis voar no pescoço dele.
— Ben, eu não sei se ela vai aceitar.
— Como assim não vai aceitar? – Ele perguntou. – Com você me ajudando, é claro que vai. Ela sabe que eu sou interessante. Você só precisa reafirmar isso.
— Acontece que eu acho que você não faz o tipo dela. – Falei.
— Edward, eu faço o tipo de todas as garotas. Não tem essa. Eu nunca levei um toco na vida, não vai ser agora que isso vai acontecer. E você vai me ajudar. Vocês não são amigos? Ou espera? Você gosta dela, Cullen? – Ele perguntou, com raiva.
— E se eu gostar, qual o problema?
— O problema é que eu cheguei primeiro, ela vai sair comigo. E você vai falar com ela sim. Olha ela vindo aí. Pode fazer seu papel de amigo bonzinho. – Ele colocou suas mãos em meus ombros, e se Bella não tivesse chegado bem na hora, eu tinha descido a porrada naquele folgado bem no meio do refeitório.
Eu tinha sido muito burro. Tinha a plena noção disso. Vi a expressão de Bella mudar diante dos meus olhos. Ela saiu praticamente chorando, e não pude fazer nada por causa daquele babaca. Agora Bella achava que eu não sentia nada por ela. Parabéns, Edward! O prêmio de burro do ano vai para você.
Não consegui nem ficar até o final das aulas da tarde. Depois das quatro, fui para casa. Eu estava completamente sem paciência, e se eu ficasse mais cinco minutos olhando para a cara de Benjamin eu cometeria uma loucura. Cheguei em casa e bati a porta, mas em vez de assustar as mulheres que estavam paradas na sala, quem se assustou com a presença delas fui eu, pois não esperava ver Tanya e Alice ali, paradas, de braços cruzados e ambas com olhares de ódio.
— O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntei.
— Se você não sabe, eu moro aqui. – Alice respondeu, nervosa.
— E eu vim te matar. – Tanya completou.
— Ah, que ótimo. Vocês já sabem. As notícias correm nessa cidade maldita. – Falei, jogando minha mochila no chão e me jogando no sofá.
— Eu posso saber o porquê você fez isso com a Bella, Edward? – Minha irmã falou.
— Você tem ideia de como eu encontrei aquela menina no banheiro? Olha, eu prometi que não ia falar nada sobre isso, mas você tem que ter noção das coisas. Onde você enfiou a responsabilidade afetiva? O Edward que fez isso hoje não foi o mesmo Edward que veio terminar comigo e conversar depois para saber como eu estava. – Tanya completou.
— Edward, você é burro? Por que você fez isso, pelo amor de Deus? – Alice perguntou mais uma vez, e eu simplesmente não aguentava mais aquele falatório na minha cabeça.
— Por que eu sou um imbecil, Alice. É por isso. Por que eu não tenho coragem de chegar e falar o que eu sinto. Porque eu não sei o que eu sinto. Por que eu não sei o que é se apaixonar por alguém. Porque eu nunca me apaixonei. Desculpa, Tanya. – Gesticulei em sua direção, que balançou a cabeça como se não ligasse. – Eu simplesmente não sei como falar, me expressar. Eu caí no jogo do Benjamin e foi tarde demais para sair, e agora os dois vão sair no sábado, no dia do nosso aniversário, quando era para nós estarmos juntos, comemorando.
— Edward, você gosta da Bella? – Tanya perguntou.
— Eu acho que sim. – Ele respondeu, com a mão na cabeça.
— Ah, ele acha. É claro que gosta. Você não enxerga nada além dela, Edward. Não acha que eu percebi isso no dia do meu aniversário? – Alice falou, e eu dei de ombros. Ela andava para lá e para cá na sala, como se algo a incomodasse.
— Edward. – Tanya se sentou do meu lado. – Me explica o que aconteceu com o Benjamin. Eu não entendi nada.
— É complicado. Há um tempo atrás ele me pediu ajuda para chegar na Bella. Eu fiquei incomodado, mas não sabia lidar com aquilo. Alice disse que era ciúmes. – Ela bufou e revirou os olhos. – Aí nós começamos a ficar cada vez mais próximos, e veio o aniversário da Alice. Acho que foi ali que eu me apaixonei? Eu nem sei se eu estou apaixonado mesmo, já que isso nunca aconteceu comigo. – Olhei para minha ex, que tinha as mãos no queixo, ouvindo atentamente. Vi um brilho prateado em seu dedo anelar. – Espera, você está namorando? – Perguntei.
— Ah, sim. – Ela riu. – Você a conhece. É a Eleanor.
— Fico feliz. Vocês fazem um casal bonito. – Eu disse.
— Agora continue. – Alice falou, nervosa, do outro lado da sala.
— Tudo bem. E na comemoração do aniversário da Alice eu só fiquei com a Bella. Ela mexeu muito comigo naquele dia, e depois eu ficava cada vez mais nervoso quando ia vê-la. Sempre um sentimento diferente, um frio na barriga. – Eu falei e me recordei de todos os momentos que nós passamos juntos. Era sempre bom estar perto de Bella, e mais uma vez o peso de minha atitude caiu sobre meus ombros. Ela não merecia aquilo. – E aí o Benjamin começou a marcar forte. Ontem nós fomos jantar na casa dos Swan, e eu e a Bella quase nos beijamos. – Eu falei, e minha irmã quase pulou em cima de mim.
— E você não me conta isso, Edward Anthony Masen Cullen? Que tipo de irmão é você?
— Eu não contei porque você já estava dormindo quando nós chegamos e hoje de manhã nós não nos vimos. Não tive a oportunidade. – Dei de ombros.
— E aí? – Tanya perguntou, curiosa.
— E eu decidi que eu iria conversar com a Bella sobre isso hoje. Eu queria entender se ela se sentia como eu. Foi aí que as coisas começaram a dar errado. Nós não nos vimos durante a manhã, e quando chegou o almoço, dei de cara com o Ben. – Eu continuei falando, explicando como tinha acontecido até o momento em que Bella tinha saído de perto de nós e ido para o banheiro.
— Então ela não aceitou? – Alice perguntou, depois de um minuto em silêncio.
— Tecnicamente não. – Eu disse.
— Então ainda estamos no jogo! Esse babaca não vai conseguir o coração da nossa Bella. – Ela disse.
— Mas eu duvido que a Bella vá querer falar comigo depois do que eu fiz. – Eu disse, desanimado.
— É, Edward. As coisas não estão fáceis para você. – Tanya disse. – E eu juro, que na próxima vez que eu encontrar esse Benjamin na faculdade eu vou dar um trato nele. – Completou, com ódio no olhar.
— Entra na fila. – Alice disse.
— O que eu vou fazer? – Perguntei, em voz alta, mas para nenhuma das duas em específico. Eu esperava uma resposta do universo ou de algum ser superior.
— Acho que você deveria tentar conversar com ela. – Tanya sugeriu, e eu logo me levantei, procurando minhas chaves. – Não! – Parei de repente. – Não hoje. Não agora. Ela precisa de um tempo. Dê a ela alguns dias.
— Concordo. – Alice disse.
— Eu não vou aguentar. Como eu vou viver sabendo que eu fiz mal a ela? Eu não vou conseguir dormir, Tanya. – Eu disse.
— Edward, eu sei. Mas você tem que ter paciência agora. Ela precisa de tempo, espaço. Você não viu o estado em que ela estava. Dê a ela alguns dias. Se ela for na aula amanhã, tente falar com ela que sente muito e que quer conversar quando ela se sentir pronta. Ela vai saber que você está arrependido. – Tanya disse.
— Ou você pode tentar mandar uma mensagem. – Minha irmã sugeriu, e entrei no aplicativo de mensagens. A última vez que Bella tinha entrado no aplicativo tinha sido na hora do almoço, logo depois do nosso encontro.
— Vocês acham uma boa? – Eu perguntei, e as duas deram de ombros. Não custava nada. Digitei um "Bella?" e apertei no enviar. Mas a mensagem não chegou para ela naquela hora, nem nos outros dias seguintes.
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