eu não acredito em almas gêmeas - myungjin
5 4 - capítulo quatro - xícaras
Notas iniciais
ㅡ myungjun.fora.
não era a primeira vez que era mandado para fora por não prestar atenção. e provavelmente não seria a última já que ele não fazia questão de prestar atenção em nada, ainda mais quando se tratava de língua inglesa.
para sua felicidade, era a última aula, então estava liberado pelo dia, tomando então rumo ao seu parque favorito.
✗
ele se acomodou em um dos bancos encaixando os fones nas orelhas e acomodando sua mochila a seu lado, conforme pegava um caderno e uma caneta verde para estudar. ainda conseguia ouvir os sons do lugar, mesmo que baixo.
myungjun não tinha olhos tão bons, porém de tempos em tempos desviava o olhar para as pessoas em movimento, e viu de relance uma silhueta conhecida, mas para ter certeza de seus olhos pegou seu praticamente inutilizado par de óculos e o acomodou no rosto para confirmar então a imagem de um garoto conhecido em um canto com outros três.
ele não queria acreditar.
realmente não queria.
mas dessa vez seus olhos não estavam enganados.
✗
ㅡ jinwoo ㅡ myungjun gritou correndo até os quatro garotos, confirmando sua hipótese ㅡ nem acredito que te achei, a mãe ia me matar se eu demorasse mais.
não era um bom ator, mas era ao menos convincente.
ㅡ o que?
ele se mostrou confuso conforme era arrastado até o banco com as coisas do garoto, apesar de não questiona-lo.
ㅡ jinwoo. você não me ouviu. que ótimo.
assistia myungjun guardar seu caderno e suas canetas, junto a seus fones, colocando seu celular no bolso e pegando a mão de jinwoo.
inicialmente ele se encontrou lisonjeado sobre a ação, até perceber que era um tipo de tortura legal. pressionava palma contra palma, juntando cada vez mais seus dedos, não queria machucar, só expressar sua raiva, e no fundo, preocupação.
ㅡ você já é o quinto que eu tiro de uma dessas essa semana, mas parece que você me irrita mais por alguma razão que eu não sei.
myungjun podia não saber ainda. mas jinwoo sabia, e não queria aceitar.
ㅡ eu preciso ir.
removeu sua mão da do outro garoto e saiu, sem mais nenhum som sair da sua boca, ele não conseguia fingir que não sabia de nada, era um péssimo mentiroso.
confuso, myungjun seguiu seu caminho, indiferente.
✗
o soar dos botões da porta ressoou pela sala, alcançando os ouvidos de dongmin e o fazendo ficar decepcionado, não é como se estivesse cometendo um crime, mas também não se sentia confortável fazendo aquilo com myungjun por perto.
ㅡ tenho que ir agora. te amo.
e levou a ponteira do mouse ao centro da tela, apertando no botão vermelho com o desenho do telefone para baixo com dor no coração, mesmo sabendo que era uma dor boba.
ㅡ eai dongmin.
claramente estava cansado, e dongmin nem fez questão de incomoda-lo, sabia que algo tinha acontecido e vivendo a quase um ano com ele, sabia também que não gostaria de ser atrapalhado quando ficasse assim.
ㅡ eu fiz chá verde, se você quiser, está na chaleira.
de certa forma, ficou muito feliz de ter tido vontade de tomar o chá favorito do amigo naquele exato dia.
ㅡ eu tava precisando de uma xícara de chá, obrigado.
o garoto mais baixo, e ocasionalmente mais velho, foi até o fogão, com sua caneca branca em mãos, sentindo o cheiro que saia do bule verde e sorrindo, apesar de todo estresse do dia passado.
mal sabia o que lhe aguardava em uma questão de apenas três dias.
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