diário de uma fã
2 Capítulo 2: Calcinha de vovó em série
Notas iniciais
Respostas, parece que quando não as queremos, saem despercebidas, bem pelos cantos de nossas bocas, se arrastando como se fossem cobras famintas, mas porque isso só acontece em horas ou com pessoas erradas, parece que quando queremos falar algo, trava, ficamos lá imóvel( se isso não acontece com você, agradeça sortudo). Nesse momento só conseguir dizer:
— Muito obrigado
— Não foi nada. _ Respondeu-me o estranho familiar.
Depois dessa situação constrangedora finalmente fui procurar minha jame, Claro não é uma missão fácil aliás encontrar uma juba marrom entre tantos cabelos escuros era bem difícil até que, “no meio do horizonte eu avistei um bolo de jubas pretas”, esse fato atingiu minha curiosidade então corri naquela direção. Ao trombar com a multidão, percebi que estava havendo um MV de K-pop, quando olhei para o lado vejo finalmente a juba marrom que eu estava procurando.
— Finalmente te achei jame. _Exclamei um pouco acima do tom.
— Fala mais baixo não tá vendo que estamos em um clipe. _ Disse Clara
Porém percebi que ninguém havia notado, pois o MV estava muito agitado.
— Já que tu gostou tanto do show( minha linda e brilhante queda) eu resolvi pegar as malas…
— AS MALAS. _ Falamos ao lembrar que não pegamos as bagagens, coincidentemente no momento em que acabou o MV.
Aceleramos em direção da rotatória das malas, que por nossa sorte nossas malas ainda estavam lá, girando, girando, girando e girando(opa erro no corretor). Após tanta giração(sim essa palavra existe) resolvemos pegar nossas malas, repentinamente surge uma mão do nada e pega minhas bolsas, pensei " puxa um cavalheiro", mas nessa, me enganei .
—Hei essa mala é minha!
—Não é minha!
Duas pessoas brigando pela mesma mala, isso já não é azar demais. De tanto puxarmos a mala em direções opostas, ela se abriu _aliás ela já tava velha mesmo. O pior disso foi que houve roupas voando para tudo quanto é lado.
— Me desculpe, me desculpe, achei que era minha bagagem eu lhe ajudo. _Falou desesperadamente o doido que começou a puxar minha mala.
Assim que ele pediu desculpas, ele me ajudou a juntar minhas roupas, infelizmente, é horrível ter um homem estranho juntando suas roupas do chão pois ninguém sabe o que pode acontecer, por exemplo, ele pode achar algo indesejado como uma calcinha, e inesperadamente ele pode lançar para o outro lado do aeroporto após se assustar com essa peça de roupa, se você tiver se perguntando, sim, isso aconteceu. Foi uma das maiores vergonhas na minha vida, depois disso, aconteceu o seguinte, sabe aquelas escorregadas que se dá depois jogar bastante sabão no chão(se você não fez isso você não viveu), pois é, agora imagina isso, sem sabão e em um aeroporto, com várias pessoas te olhando, o melhor dessa situação foi que tirou a atenção das pessoas que estavam observando minha calcinha de vovó escrito “domingo”. Depois do ocorrido todo, finalmente peguei minha calcinha e berrei bem alto:
— Seu louco pervertido. _ Fiz um barraco assim que terminou o incidente, peguei minhas malas( rasgadas) e sai correndo em direção a uma placa escrito “saída”, enquanto uma multidão me olhava abismados e surpreendidos. Assim que chamei o táxi veio a minha mente o porque de estarem me olhando abismados, e ai eu me toquei “esqueci a jame”, então sai correndo, só que acontece que ela também estava vindo rápido, sendo assim nos trombamos no meio da rua, onde estava vindo um carro em uma velocidade constante (olha só), era uma van preta com pneus de listras brancas, não podemos prestar muita atenção em seus detalhes, mas se eu fosse o dono daquela van diria que estava sendo mais discreta possível, tudo foi tão rápido, a única coisa que pensei foi “ acabei de chegar e já vou morrer, ainda quero ver meu marido”.
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