(des)amor
6 Capítulo 6.
Notas iniciais
\"If you be my star
I\'ll be your sky
You can hide underneath me and come out at night
When i turn jet black and you show off your light
I live to let you shine
I live to let you shine\"
Depois que fui embora do parque passei na casa de Lizz para contar como havia sido meu dia. O porteiro já me conhecia então me deixou subir. Subi até o seu andar e bati na porta, ninguém atendeu. Liguei para seu celular, sua casa e nada. Por impulso girei a maçaneta e a porta estava aberta, não achei que alguém se importaria se eu entrasse então entrei. A primeira coisa que eu vi foi uma garrafa de vodka e outra de refrigerante jogadas no chão da cozinha, na geladeira havia um bilhete.
Achei estranho, muito estranho quando vi o nome de Emily no final do bilhete. Coloquei o bilhete no bolso e fui procurar por Lizz. Não estava em seu quarto, nem no de sua mãe, só me restava procurar o banheiro, e lá estava Lizz estirada no chão. Balancei seu ombro com força na esperança de acordá-la, mas nenhum sinal de vida. Enchi um copo que estava em cima da pia com água e joguei em sua cara sem me preocupar se molharia sua roupa ou não.
Ela abriu os olhos e levantou-se em um susto. Fitei-a e balancei a cabeça negativamente.
-Porr* Lizz, deixa de ser irresponsável, não pode ficar um dia sozinha sem ter que fazer alguma merda? Sua mãe vai te matar.
- Eita, que chata eim! Ela não vai me matar se não souber, relaxa. – Ela disse passando a mãe na cabeça. – Minha cabeça ta explodindo.
- Ressaca né, não vou nem me oferecer para pegar um remédio porque você merece mesmo. – Falei.
- Você tem é que aproveitar mais a vida Nicolle. – Comentou com cara de dor.
- Afinal, o que aconteceu aqui? – Perguntei ignorando seu comentário inútil.
- Tudo começou quando eu decidi chamar Emily para deixarmos as diferenças de lado... – Ela parou o que estava dizendo e pensou alguma coisa. – Cadê ela falando nisso?
- Provavelmente em casa. Ela deixou um bilhete. – Tirei o bilhete amassado do bolso e a entreguei. Ela sorriu pelo o que leu.
- Então, continua. – Lembrei-a.
Ela me contou os detalhes de seu dia, pelo menos até a parte que ela ia se abraçar com a pia, que foi até onde suas lembranças chegavam. Terminou de contar e eu contei como havia sido minha tarde com Cassie.
- Como assim não se beijaram?! – Perguntou intrigada. – Já vi que ainda tenho muito o que lhe ensinar! – Disse convencida.
- Meu dia foi perfeito mesmo sem beijá-la. Claro que eu tivesse conseguido seria ainda melhor, mas não tenho do que reclamar do meu dia. – Disse lembrando-me de seus carinhos e sorrindo sozinha de meus pensamentos.
- Que coisa gay. Não vou nem comentar o que eu acho disso. Agora me ajuda aqui a arrumar e tirar esse cheiro antes que minha mãe chegue em casa. – Concordei, afinal sempre fui meio capacho dela mesmo.
Meu corpo estava ali, arrumando a cozinha, mas meus pensamentos estavam completamente perdidos em Cassie, perdidos para nunca mais voltarem. Eu já a amava com todo o meu ser. Não sei como e nem quando isso começou, eu simplesmente a amava. Eu não tinha 100 motivos para amá-la, meu único motivo era ela, por completo, sem tirar nem acrescentar nada, só ela.
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