Notas iniciais
esse e mais uma parte da história, espero que gostem desde já agradeço e boa leitura

Acordei meio estressada como de costume, já havia arrumado minhas coisas no dia anterior, então as peguei e estava pronta para ir. Mas fui interrompida por reclamações dos meus pais, eles sempre falavam alto então conseguia ouvi-los.

“por que caralhos você deixou algo para a Ritohi comer ontem?” meu pai, estressado como sempre.
“não deixei o pau no cu, ela deve ter feito algo pra ela comer, aquela puta” minha mãe, seca e reta como sempre.

E muito corriqueiro esses comentários, mas isso não impede eles de me machucarem bastante, senti um aperto no peito e uma boa vontade de sair correndo, e assim o fiz, porem no caminho.

“aonde você vai sua vadia?” meu pai, por não ter resposta, acertei em dizer que ele estava falando comigo.
“e-e-eu vou pra escola, se não chego atrasada”
“aquela maldita escola de que pessoas como você não tem futuro, a vai a vontade, assim você perde mais o seu tempo.” Me senti horrível, e nessas ocasiões eu sempre quero falar algo, tirar da garganta a angustia, mas algo me impede de fazer isso, e eu nunca sei o que e.
“ao menos já achou algum pervertido pra se fuder com ele?” Ela e uma pervertida em quase todo o tempo, não admira o emprego que tem, mas esse em especifico me impactou bastante, não havendo razões. queria ter coragem de dizer algo, falar o que penso, tirar esse peso, mas... não dava.

Só comecei a chorar e sai correndo de lá, fui correndo até a UA, mas na metade do caminho eu desacelerei, fiquei meio cansada, era muito longe, e fui andando até lá, ainda em choro, mas estava tão escondida minha cara que não dava para alguém ver, e como não gritava, ninguém ouviu também.

Chegando na UA, vi que os portões estavam fechados, devia ter chegado mais cedo pela correria inicial, fiquei esperando os portões se abrirem, vi alguns alunos que chegaram cedo também, mas eles me evitavam, dando ate uma distancia de mim, acredito que um mix de corpo atraente e uma ambientação completamente triste e depressiva se evita as cantadas e chegadas, mas não os comentários e olhares, tento não prestar muita atenção, ouvindo musica e etc, mas eu meio que presto atenção sem querer, sei que e errado pensar na opinião dos outros, mas não consigo seguir isso.

Um pouco antes dos portões se abrirem, alguns repórteres apareceram na entrada, querendo fazer perguntas aos alunos, mas estavam interessados na história do all Might ter sido contratado como professor. fiquei no meio do pessoal e por sorte ninguém veio falar comigo.

Os portões se abriram e foram entrando, eu travei um pouco mas segui meu rumo, ate a sala de aula, não havendo nada de estranho, so que eu observei um garoto meio estranho na enfermaria, mas ele não estava machucado, estava falando com a enfermeira, acho que o nome e recorvery girl ou algo assim.

Fui ate a minha sala e sentei no meu local, no canto a direita, e esperei ate que de pouco a pouco eles foram entrando, os alunos da sala eram bem mais educados que os demais, só com duas exceções, um moleque que tinha umas bolas na cabeça, acho que se chama mineta e outro loiro Denki, eles ficavam me olhando por tempo demais, e acho que não percebiam que isso me machucava bastante, ou percebiam e não se importavam. Bom depois de todos, chegarem o Eraser head chegou.

“olá... bom dia, hoje será uma coisa diferente, iremos escolher quem será o representante da turma” no meio da frase era possível ver algumas pessoas animadas, mas se acabou no final dela.
“mas antes temos que falar sobre o teste de ontem...” ele comenta sobre o midoriya ter quebrado o braço e o aconselhou, depois ele olhou para mim. “Ritohi, sua descida foi muito boa, mas não estava calma durante o percurso, eu senti da tela seu nervosismo, tente se acalmar, em teste você se provou capaz, mas sempre está nervosa, se acalme que ira conseguir muitas coisas. Bom do mais podem já começar a escolher, falam e façam o que quiserem, desde que escolham ate o final do horário.” Ele pegou um colchão amarelo e dormiu no meio da sala.

O pessoal foi votando e escolhendo o aluno que queria ser o representante, eu votei no lida, por que achava que ele seria bom mas por que era anônimo. No final ficaram o midoriya de líder e a momo de substituto, eu meio que não me importei, não queria e nem seria algum líder importante, mas vi que o lida ficou meio triste pelo fato dele ter pego só um voto, meu voto.

Logo após fomos para a cafeteria. Eu fui comer sozinha novamente, para ninguém me ver comendo, fui observando para ter certeza que não iria vir ninguém me incomodar, por sorte ninguém foi, mas algo estranho estava acontecendo, do nada todos os alunos foram correndo para fora, alguns com cara de medo e espanto, eu não ouvia nada por estar com o fone, mas fui seguindo por ter já acabado de almoçar, por sinal estava bem gostoso, vi eles se amontoando na entrada ao longe, mas depois que cheguei perto, percebi que eles começaram a dispersar eu não entendi uma virgula do porquê, só segui até a minha sala e sentei no meu lugar no canto, como já havia feito várias vezes.

Depois de uns momentos, o pessoal foi entrando na sala, percebi que estavam comentando alguém ter invadido a escola, eu realmente não entendi nada, mas por estar de fone nem me importei com esse fato. Por algum motivo o midoriya decidiu passar a liderança para o lida, achei mais logico, e ele parecia muito alguém para aquele cargo de liderança, pelo espirito e usa do palavras.

Depois de um tempo o Eraser head chegou a sala, e disse que era para nos aprontarmos, com a roupa ou não, pois iriamos para um local de teste de resgate, achei a ideia bem legal, e decidi usar meu uniforme mesmo, fui ate o local me troquei, mais lenta que o normal.

Fui indo ate a saída, a passos lentos, por algum motivo estava começando a ficar ansiosa, acho que teria um ataque daqui alguns momentos, na hora de trocar marquei uns pontos nos braços para a aplicação, caso fosse necessário.

Ao chegar no ônibus que nos levaria, vi o pessoal conversando entre si, e o lida começou a falar algo, não ouvir nem entendi por estar o vendo de costas, mas vi que a porta do ônibus abriu, eu sem pensar fui entrar, mas uma mão a minha frente me parou, fui olhar quem era, e era o lida, para me ajudar tirei um dos fone.

“não sei se ouviu, mas se puder fazer o favor, gostaria que ficasse na fila, assim o controle e mais fácil, mais organizado e seremos transloucados como tal.” Em ocasiões normais eu entraria, mas ele em especial nunca ate agora me deu indicio de ser alguém de má fé.
“ok... não que faça muita diferença, vou pra o final.”
“muito obrigado.”

E segui para o final da fila. Após entrarmos no ônibus, foram rolando algumas conversas entre eles, eu fiquei no fundo, com uma cara bem depressiva.

De repente uma garota ate que fofinha veio falar comigo, ela parecia um sapo
“Oi Ritohi certo? gero”
“oi Tsuyu, o que foi?” falei sem ter contato visual com ela
“gostaria de me chamasse de Asui se não se importar.”
“ta, que seja, que foi?”
“e que eu vi que você não está interagindo com ninguém nem aqui e nem em lugar nenhum, você esta bem?”
“bem e uma palavra muito forte, por hora estou...distante.”
“você não parece ser a pessoa mais sociável do mundo, mas fica andando com cara de que perdeu o cachorro hoje toda hora.”
“gostaria que tivesse acontecido isso, ao menos teria um motivo coerente para ficar triste.” Percebi que desde que começamos a maioria das pessoas ficaram observando nossa conversa, e depois disso alguns ficaram com cara de impressionados. E uma garota com pele rosa entra na conversa.
“nossa, como consegue ser assim?”
“assim como?”
“tão depressiva, tão cabisbaixa, estamos indo treinar para resgatar pessoas isso não e incrível?”
“cada um tem seus motivos para ser como e, e acredite muito quando digo que tenho os meus para ser desse jeito.”
“por que não tire essa mascara? ela não parece algo que uma heroína usaria.”
“tenho todos os motivos para nunca tirar essa mascara, e acredite quando falo que... deixa pra lá, não faz diferença e nem e tão importante assim, mas saiba que não vou tirar ela.”
“nossa, não sei como consegue de ir para convicta a totalmente depressiva, você esta bem?”
“como disse antes, bem e uma palavra muito forte. Estou existindo se assim pode se dizer.”
“chega de conversa, acabamos de chegar.” Disse o Eraser head na frente do ônibus, fiquei mais feliz, mas percebi que a maioria das pessoas olharam com cara de espanto depois que falei, acho q só eu tive esse tipo de “passado” se assim pode se dizer.

Ao chegarmos local fomos recebidos por uma heroína profissional chamada treze, segundo suas explicações ela e especialista em resgate e sua peculiaridade e buraco negro, me deu ate uma ideia bosta de criar um buraco negro, mas eu destruí essa ideia segundos depois.

Ela nos apresentou o ginásio de resgate, USJ, que era extremamente equipado com diferentes tipos de acidentes e desastres, era um local exatamente o necessário para esse treino, e depois de alguns ensinamentos de palavras e motivação da treze, afinal e muito surpreendente como alguém com um poder de destruir tudo pode ser uma especialista em resgate, mas algo estranho aconteceu.

Depois de um tempo de conversa, que para mim por mais especial que fosse, entrou por um ouvido e saiu pelo outro, não so eu, mas todos presente perceberam que na fonte ao centro algo negro se apresentou, algo extremamente anormal e...

Notas finais
acredito que esse capitulo vai ser menor que os demais, mas o próximo será maior que esse, tendo uns 50% a mais que esse provavelmente, obrigado pela leitura, mandei um feedback nos comentários e compartilhe se está gostando dessa história.