como eu me tornei a maior heroína do mundo.
2 Um Exame de duas Faces
Notas iniciais
tinha acordado em mais um dia naquela cama, vendo que estava escuro, pois eu acordava mais cedo que maus pais para não acorda-los e poder ir mais tranquila, fui ate a porta tentando a abrir sem fazer barulho, fui ate a cozinha e peguei um simples pão, voltando o comendo devagar para fazer o menor barulho possível, ao voltar estava arrumando as minhas coisas para ir até a UA, como meu bastão que havia diversas tecnologias, que fiz usando restos em um lixão, meio feliz por ter feito tudo em silencio, mas que acabou bem rápido após eu ouvir sons de passos e da porta do meu quarto abrindo, ao eu olhar estava a minha mãe com cara de meio com sono e estressada.
“posso saber por que que está fazendo tanto barulho tão cedo caralho” — curta e grossa como de costume
“eu estava me aprontando para ir para o local do teste da UA, desculpe se a acordei, foi sem querer” — falei mais retraída como de costume também, meio que esperando a bomba.
“então você acha que e boa o bastante para passar no teste, e muito infantil mesmo, porque não vai dormi logo de uma vez, não vai conseguir nem se tentar” falando de forma bem grosseira e curta.
“eu sei que minhas chances são mínimas, mas estou disposta a tentar desde que eu me inscrevi no teste, e vou com ou sem a sua aprovação, mãe” já bem sentida das palavras, por mais que seja corriqueiro.
“ahhhhh, olha lá, parece que alguém tem alguma coragem, então vai me contrariando mesmo, vai lá então desperdiçar seu tempo inútil, naquela escola inútil.” Me dando um tapa na cara após a fala “e vê se faz menos barulho, sabe que depois do trabalho eu odeio que me acordem, e anda logo some daqui”
“desculpe, eu... realmente não queria incomoda-la, já vou indo” por mais que isso fosse comum, eu sai de casa, com uma vontade bem grande de chorar, mas estava conseguindo conter, sem esquecer de me esconder através da máscara, estava a noite ainda, no horário batia as 5 da manhã, fui caminhando em direção ao local, a passos lentos e sem muitas pessoas andando.
Sabendo que a distancia ficaria umas 2 horas andando, mas estava muito lenta para tentar me acalmar, além de que sabia q poderia demorar mais que isso, então iria demorar bem mais, mas não fazia diferença. com o amanhecer do dia, estava ensolarado, flores de diversas cores pintavam o ambiente triste da cidade, e algumas caiam no chão ajudando a pintar ainda mais o ambiente, se via diversos casais de adultos e adolescentes andando pelas ruas, alguns com filhos e filhas bem felizes. Mas como sempre, tentando me esconder chamo mais atenção, estava de fones então não ouvi nada, mas consegui-a ler os lábios das pessoas que soltavam comentários do tipo “miga, olha aquela garota, melhor ter distancia” “o amor, vamos para o outro lado, ela e meio estranha” “filha está vendo aquela garota, não seja como ela, ela não e boa gente”, eu começo a chorar, mas somente fracas lagrimas saem dos meus olhos, que a máscara absorve, sando ninguém possível de me ver assim.
Após algumas horas chego em dois prédios em forma de U com diversos adolescentes, com quirks e personalidades diversos. Após alguns minutos eu vejo alguns alunos entrando no edifício, ao longe vejo o midoriya que está bem nervoso diante de um amigo seu. O fico observando por uns minutos, ate que após alguns segundos ele tenta andar, mas rapidamente quase cai de cara no chão, mas e ajudado por uma estranha garota de cabelos marrons, que o estranhamente o impediu de cair, falou algumas coisas para ele e rapidamente continuou seu caminho bem sorridente, ele ficou extremamente nervoso com isso. Eu passei do lado dele, tendo um troca de olhares com ele ainda levemente chorando.
“boa sorte midoriya, eu acho” após falar e me dar conta do que estava fazendo fiquei mais vermelha que ele e sai correndo bem envergonhada, por motivos de ser ele com quem eu estava falando e por eu ter falado com alguém. Fui andando ate a sala de apresentação, tentando me recalibrar mentalmente para não perder os detalhes. Um herói profissional que não sabia o nome nos foi apresentado, ninguém mostrou interesse, menos midoriya que estava brilhando de alegria, ele nos explicou como funcionaria o teste de admissão da UA, basicamente seriamos mandados por um campo de batalha diferente, sendo liberados nesse campo 4 tipos de robôs diferentes sendo 3 dando de 1 a 3 pontos de acordo com a dificuldade. Um adolescente levantou e questionou o fato de ter 4 mas ser comentado apenas 3, além de reclamar que o midoriya estaria falando demais e o atrapalhando a concentrar, ele virou por alguns minutos motivo de risada, eu senti minha tristeza virar raiva, por saber muito bem como e estar nessa situação, mas não tive coragem de comentar nada. Mas após essa reclamação, o herói a frente explicou que o 4 que estava marcado era um robô obstáculo, servindo basicamente como atraso. Após essa explicação fomos mandados para os ônibus que nos levariam para o local.
No ônibus cheguei primeiro, por ter saído antes do salão, escolhi um assento no fundo com uma cadeira ao meu lado, já esperando ninguém sentar ao meu lado, e após aquele pico de raiva, voltei a me sentir bem triste como de costume, mas aquele mesmo moleque sentou, fiquei muito surpresa por isso. Percebi que ele estava bem focado durante a passagem, mas que ao mesmo tempo percebi que ele estava trocando olhares para mim. Me senti meio estranha, mas juntei muita coragem para poder perguntar para ele.
“está procurando algo?” com dificuldade, mas dava para se ouvir um leve choro meu de fundo à fala.
“desculpe desconcentra-la e por uma invasão do seu espaço, mas fiquei curioso para saber como se concentra pois não está fazendo nada.” Ele foi extremamente educado, bem mais do que a maioria falaria para mim. Após ele acabar de falar o ônibus para e os alunos já vão avançando.
“não estou fazendo nada, porque... não sei ao certo, se puder ir na frente vou ficar aqui um pouco.” Sem trocar de olhar para ele, minha cabeça estava bem difícil, a mais que o normal, tanto que sempre estava chorando um pouco, por insegurança e auto depreciação.
“ok, me desculpe se minhas ações ou palavras a prejudicaram, já vou indo, boa sorte no teste” novamente bem educado. Mas após esse comentário ele saiu pela parte da frente, fiquei coisa de 1 minuto ali, mas após me acalmar fui em direção ao que parecia ser um grande portão de madeira. Ao sair eu o vi falando algo para o midoriya, que parecia bem envergonhado, ao contrario dos outros que estavam olhando para os 2, bem felizes por sinal. Passei entre os dois, sem trocar olhares entre ele, mas infelizmente chamando a atenção novamente, só os transpassei vendo alguns comentários desagradáveis “olha essa garota, parece que está no lugar errado” “olha mano se liga nela.” “eu não tentaria se fosse você, ela parece ser fria.” “olha ela amiga, acho que eu gostaria de ser assim” “nem vem, deve ter mó dor nas costas, mas atrás eu concordo” dentre outros comentários que a desagradaram bastante, mas ainda a fazendo chorar levemente. Após alguns segundo, o mesmo herói veio mas nos avisar da iniciação da contagem, e logo após os portões se abriram.
Eu tive a ideia de ir mais para o fundo para poder ter mais robôs que a maioria mas ao eu entrar eu fiz uma coisa, sabendo de como funciona ondas e robôs, tirei os meu fones de ouvido e coloquei no máximo, fazendo reverberar um rap que estava ouvindo, fazendo os átomos balançarem levemente no interior das maquinas que estavam próximas a mim, que eram dezenas.
“ok, e aqui e agora, CONTROLE:DESORDEM INTERNA” controlando os átomos de algumas partes do interior dos robôs fazendo as quebrar, os destruindo de forma lenta, por causa de eu estar pouco focada, mas ganhando dezenas de pontos, fui fazendo isso durante os 10 minutos, ao terminar eu havia destruído mais de 50 robôs, mas a exemplo do custo, havia deslocado ambos os pulsos, e me senti mais fraca mentalmente.
Após alguns minutos senti uns tremores vindo mais a frente, aparecendo um robô gigante, vi diversos deles saindo na direção oposta, eu vi que o midoriya havia caído sentado um pouco atrás de mim, completamente assustado, mas eu havia visto também que ele não havia destruído nenhum robô e que também ele havia olhado demais para aquela garota que ironicamente estava presa perto do robô. Lembrando do ocorrido com ele e com o All Might, eu o olhei e o provoquei fui na direção dele, até que devagar em comparação ao resto.” ei midoriya.” Vi que ele me olhou “por que não vai ajudar, eu...” eu me senti muito envergonhada novamente, mas ainda com a intenção de ajudar eu fui na direção do robô gigante, esperando ver ou ouvir algo.
Para a minha felicidade, eu ouvi do local que ele estava um estouro, e logo após uma grande rajada de vento que levava para os céus. E ao olhar para cima vi o midoriya voando em direção a cabeça do robô, e segundos depois o vi socar e destruir completamente a cabeça do robô, fiquei bem feliz, mas não sabia como ele seria capaz disso afinal nem tinha individualidade, mas não importava, vê-lo sendo que o ele sempre quis foi bem legal, mas havia um problema, tudo que sobe desce, após ele fazer esse grande feito ele começou a cair, o vendo cair tentei ajudar com meu quirk.
“calma que você não morre, CATALIZAÇAO EXTERNA: TORNADO” não estava muito focada então conseguir fazer um tornado médio, levantou muita poeira e pequenas pedras, mas eu consegui fazê-lo cair em segurança, mais ou menos, ele estava meio tonto e com as pernas e os braços roxos e sangrando muito, por causa do uso da minha habilidade tive alguns cortes leves no braço, sangrou, mas não muito.
Após ele cair eu o vi em desespero, e lembrei que o robô que ele destruiu era o obstáculo, ou seja, não havia nenhum ponto a ganhar, e segundos depois o cronometro parou, e ele parecia arrasado, tanto pela prova quanto pela dor. não sabia como reconforta-lo, então só fui em direção do portão, olhei para traz rapidamente e vi que uma senhora, que um francesinho metido chamou de recorvery girl, estava o beijando na testa, e segundos depois ele se curou completamente, quirk extremamente útil, fiquei esperando no ônibus no mesmo lugar, pensando em como poderia ajudar o midoriya, afinal eu meio que o forcei a destruir aquele robô, então pensei em retribui-lo por querer muito que ele passa-se para estarmos na mesma sala, e torci para que ele senta-se do meu lado, mas dessa vez quem decidiu sentar do meu lado foi aquela garota, para mim bem mais fácil de conversar, só que não, mais para a metade para o fim a vi muito pensativa, e com muito esforço novamente tentei falar algo.
“você foi muito bem lá, está pensando tanto para o que?” tentei me conter o máximo, pois me senti muito intrometida e invasiva.
“A, não...não. eu estou pensando em ajudar um certo alguém, mas estou muito feliz e acho que irei passar.” Ela falou com um sorriso muito fofo depois, parecia bem feliz e com razão.
“bo...bom, espero que consiga, mas acho que não vou passar, não fui tão boa” estava difícil, de manter a conversa, mas acho que conseguiria algo.
“bom, mais sorte da próxima vez, mas acho que está exagerando, não há vi, mas só por ter salvo aquele garoto já bastou, eu acho.” Ela parecia confiante, e também bem gentil, mas após ela acabar o ônibus parou e ela sem falar nada saiu correndo do ônibus.
Eu fiquei um pouco a mais, e ao sair não tinha mais ninguém e já estava ao fim da tarde, mas queria tentar ajudar o midoriya, afinal ele já fez muito por mim sem saber, estranhamente ver a situação dele com os outros era muito familiar, acho que chamam isso de empatia, então fui até o prédio principal tentando achar aquele herói de novo, no meio do percurso vi um outro adulto, parecia bem depressivo e sério, usava umas fitas na gola, me lembrando o próprio kataguri de one piece.
“os examinados não podem ficar aqui até tarde, está procurando algo?” ele falou em um tom bem cabisbaixo parece ate que estava dormindo e andando.
“des... desculpe e que eu gostaria de achar o herói que nos apresentou ao exame, queria pedir algo.” Falei bem vermelha, não sabia que estava incomodando e contra alguma regra teoricamente.
“ele está ocupado no momento, mas se for importante pode falar para mim que eu passo.” Ele falou um pouco mais alto e rápido, acho que estava com pressa, sei lá.
“eu gostaria de passar alguns dos meus pontos para o izuku midoriya, eu o forcei a me salvar e a outra garota, não acho justo ele perder só por minha causa. E acho que ele merece passar, mesmo que pelo esforço.” Eu falei com uma convicção e com uma vontade que nem eu sabia que tinha, naquele momento eu fiquei feliz de ter falado.
“fico feliz em ver alguém que se preocupa com o colega, sabe o nome dele, provavelmente são próximos, não se preocupe, você não pode fazer isso, mas ninguém falou que só destruir os robôs ganha ponto, vai para casa garota, esta ferida e exausta do treino, mas só para eu ficar ciente. Quem e você?” ele falou bem animado, parecia muito feliz naquele momento.
“me chamo Ritohi de Kirai, já vou indo espero vê-lo por ai se eu passar, quem e você? Para ficarmos quites.” Estava bem feliz sem saber o porque.
“sou o herói Eraser Head, espero vê-la Ritohi, vai para casa, os resultados já foram mandados.” Ele falou se virando para mim seguindo em frente, quando eu virei para voltar eu me toquei do que tinha acontecido, e me senti muito leve, acho que foi a primeira vez que falei com alguém sem pensar demais no que essa pessoa pode pensar de mim.
Deveria estar mais feliz, mas ao voltar para a casa no percurso houveram mais dos comentários, contudo felizmente eu estava mais feliz que o meu normal, e ao chegar em casa, fui na correspondência primeiro e vi uma carta com o símbolo da UA, a abri e tinha um dispositivo nela, com muita pressa o vi ali fora mesmo.
“EU VIM COMO PROJEÇAO” era o All Might, acho que nunca tinha ficado tão feliz em ver um herói na vida.
“gostaria de estar presencialmente, mas não pude por causa de trabalho, mas vamos ao que interessa, e com uma grande prazer que digo que você não só passou na prova teórica com 99% de precisão, como também passou sendo a segunda com mais pontuação de todo o teste, perdendo em somente 1 ponto para o primeiro colocado, meus sinceros parabéns e muito obrigado por estar conosco, espero vê-la fazendo feitos incríveis, ate mais tenho que ir, para gravar para outros, e nunca se esqueça, VAI ALEM. PLUS ULTRA.” Após isso o holograma e desligado.
Eu entrei em casa, fui correndo para o meu quarto e dessa vez não fui impedida por nenhum dos dois, tranquei a porta e soltei minhas coisas. E pela primeira vez na minha vida, eu chorei por estar feliz, eu chorei demais, para alguém que não tinha expectativa nenhuma de entrar e que foi um sonho entrar, não para ser um herói para prova algo a mim e aos meus pais, eu me senti a pessoa mais feliz do mundo, estava de noite, não estava com fome e fui dormir, e dessa vez eu dormi extremamente bem, e sonhei em como iria acontecer lá na escola, torcendo para ser tudo diferente de ate agora, dormi com um grande sorriso e escorrendo lagrimas de felicidade, sem ouvi ou pensar e mais nada durante toda a noite de sono, acho que eu precisava disso.
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