Notas iniciais
cronologicamente e os ep 5 e 6 +-, boa leitura e bom proveito

Acordei cedo como de costume, mas muito mais feliz que o normal, tanto que arrumei as coisas antes de sair de casa, meu bastão e alguns cadernos, com algumas coisas por precaução, alguns materiais de escola padrão.

“se eu receber o treino de herói, eu repetiria tudo o ensino méd...” falei muito baixinho, mas ao falar me toquei que era isso que iria fazer, mas não importava era bom demais para isso me incomodar. Depois de me arrumar fui ate a cozinha pegar uma fruta para ir comendo ate o caminho que hoje teria que ir correndo, mas minha grande felicidade foi embora na mesma hora que abri a porta da cozinha e vi meu pai falando no telefone, eu fechei deixando uma fresta e tentei ler o que ele estava falado sozinho na cozinha, com o envelope na mão.

“estão ela realmente passou na porcaria do teste, ao menos não é uma inútil completa, mas ela não tem cabeça para aquela escola, ela e fresca e chorona demais, quase um bebe crescido, de adulto e só o corpo e nada mais, aquilo não tem cura, não dura uma semana” isso estabilizou minha felicidade, fazendo eu ir bem para baixo, mas ainda estava um pouco confiante, eu abria porta e entrei para pegar meu café da manhã.
“bom dia pai, eu o acordei?” falei retraída, mas de cabeça erguida.

“eu teria te batido se tivesse me acordado, mas por sorte só tive uma noite de sono ruim, mas recupero daqui a pouco.” Ele falou mais normal, mas ainda com um tom mais forte.
“bom, só vim pegar uma fruta, tenho que ir para...”

“UA ne, vi os bilhetes que deixou no chão, ao menos não é uma inútil, sabe fazer algo, mas porque não nos contou.”

“eu não contei, porque vocês estavam dormindo, e não queria incomoda-los, e contaria hoje, acho que ficariam feli...”

“HAHAHAHAHAHAHAHAHA” ele começou a rir sem motivo aparente

“o que é engraçado?” falei meio envergonhada, sem saber o motivo.

“você achando que importamos com isso, vai lá para a sua merda de escola de herói, fode-se, se voltar com o braço quebrado, entra gritando, para eu ver seu sangue.”

Depois disso eu travei, não sabia o que fazer, nem existir parecia certo mais, o que me tirou dali vou minha pergunta na minha cabeça “será que lá e tão ruim assim?”, logo depois eu voltei a terra, sem ter coragem de falar nada, e mais abalada do que quando acordei, peguei a fruta e estava saindo, mas não sem ele soltar a perola.

“vê se não faz merda lá, não quero ser avo de um filho com pai que desconheço.” Após essas palavras, senti que minha mão virou gelo ao tocar na maçaneta, demorei alguns segundos para ter na mente uma ação, sair daquela casa. Não conseguia pensar e mais nada. Saia andando ate a porta de saída, mas eu quase que li uma frase na porta na minha cabeça, que digo sem duvidas que salvou minha vida naquele segundo

AO SAIR DESSA CASA, UMA PORTA IRA SE ABRIR PARA VOCE.

Não sei como eu li isso, mas se não fosse isso, eu não sairia daquela casa, abri a porta e sai correndo de lá, com mascara e fone fui ate a UA.

Das poucas vezes na minha vida, fui para a UA sem pensar em olhar aos outros, só fui para a UA com cabeça baixa, mas mente para cima. Demorei 2 horas como de costume e cheguei na escola. Fui procurando a sala, se não me engano era 1-a, pois o local era dividido em 36 salas com 18 tipos de turmas. Ao andar encontrei o midoriya na porta de entrada, ele estava conversando com aquela garota de novo, e parecia bem envergonhado, eu cheguei perto e o cumprimentei sem olhar para ele.

“bom dia midoriya.” Eu estava sem fone, então pude ouvi-lo.
“bo...bom dia, garota, alias desculpa a invasão, mas como sabe meu nome?” eu virei e vi que ele estava meio vermelho.
“nós já estudamos na mesma sala, no fundamental, mas duvido que saiba quem sou eu, ou sabe?” ele ficou mais vermelho ainda, parecia realmente envergonhado, mas eu só não estava na mesma situação por tentativa de controlar.
“me desculpe por não saber seu nome, espero por fazer algo.” Após essa fala eu fiquei levemente envergonhada, mas consegui me virar e fala algo.
“não se preocupe, você já fez só não sabe.” Ao entrar avistei a sala bem cheia e aquele mesmo garoto estava na frente, acho q estava falando com o midoriya.
“olá seja bem vinda, devo desculpas por possivelmente ter atrapalhado você durante o exame, me chamo lida, e um prazer conhecer você e os demais nesse ressinto.” Bem formal esse tal de lida, mas não quis responder a altura
“não tem com o que se desculpar, não fez nada demais, prazer me chamo Ritohi.” Do nada ele parecia olhar para algo atrás de mim, virei na mesma hora e vi o Eraser Head jogado no chão com um saco de dormir e com aparecia de acabado como sempre.
“olá, sou seu professor do curso de herói, me chamo Aizawa Shota, sei que é meio repentino, mas vistam isso e vão ate o campo de treino.” Ao terminar percebi que ele havia olhado para mim.

Todos seguem e vão em direção ao que parece ser um pátio de testes em que pelo que parece iremos fazer um teste de campo.

“Bakugo, você foi o primeiro na prova, venha teste o seu arremesso com sua individualidade”, ele confirma e o faz, dando o total de 702,5 metros, realmente alto. Mas para nos testar ele comenta o fato de que.

“Será feito 8 testes diferentes, o ultimo neles será classificado como incapaz e será expulso.” Todos parecem bem surpresos, eu não falo nada, mas fico bem nervosa com esse comentário, por mais estranho que isso apareça ser na minha cabeça. Após esse comentário todos os alunos parecem bem determinados a passar nesse teste.
Primeiro teste: corrida de 50 metros. Eu fui escolhido como a primeira.

“ok, CATALIZAÇAO ÚNICA: RELAMPAGO.” Antes de continuarmos e melhor eu explicar como essas canalizações funcionam.

De maneira bem simples, me utiliza como catalizador, posso banhar qualquer elemento ou substancia em mim, fazendo eu ter um tremendo de um buff em todos os atributos, tenho uma gigantesco controle por ter passado minha vida inteira treinando e aumentando sua eficiência, nunca havia testado em combate, mas em testes como esse não seria muita coisa, para deixar explicito o uso, algumas marcar tribais passam pela minha pele da cor do elemento ou substancia, além do meu cabelo mudar de cor e ficar, nesse caso, azul claro com raios saindo. Mas além dos danos habituais, os danos no corpo são aumentados além de um tremendo cansaço de utilizado exageradamente, posso fazem combinações de elementos, e ao catalisar, os ataques com aquele elemento ficam muito mais fortes.

Como um exemplo. Ao terminar os 50 metros, os havia feito em 1 segundos, cansaço baixo e danos quase nenhum pelo tempo. Sendo a mais rápida entre os demais, mas os outros não ficaram muito atrás, tendo um ou outro que batesse 3 segundos.

O próximo teste foi o de força, esse em especifico eu não usei nenhuma individualidade, para testar minha real força, e foi um fiasco, dano míseros 30 kg, eu sou muito fraca mesmo, não discordo que isso me deu um baque de animação ferrado, mas acho q o resto da para dar certo.

Próximo salto à distância, utilizando a canalização de vento puder ficar mais rápida e leve ao ponto de voar, conseguindo chegar ao final sem tocar o chão, depois desse teste vi que o midoriya não estava fazendo nada com sua individualidade, ao teste ele só fazia normal, mas não o queria aborrecer naquele momento.

Próximo teste: saltos laterais, usei a canalização do vento, mas foi mediano. Próximo teste arremesso de bola, usei a catalisação do vento, com uma grande rajada de ar, tão grande que fui melhor que o Bakugo. Ao chegar a vez do midoriya, o Eraser Head apagou sua individualidade, o explicando que não foi muito racional o teste, pois até o midoriya havia passado, o explicando sobre como usar uma individualidade, mas ele o surpreendeu ao usar sua individualidade em um só dedo, fazendo explodir no final da zona de contato, algo bem legal pelos seus danos, o Bakugo quase que literalmente explodiu na direção dele, mas o Eraser Head o impediu. Foi conversar com ele por causa dos danos.

“tudo certo com o dedo, midoriya?”
“SIM...sim só um pouco de dor mesmo.”
“deveria ir a enfermaria depois.” Ele concordou com a cabeça.

Os próximos testes foram de alongamento, que fui mediana para ruim e o teste de longas distancias, usei a canalização do vento e do raio, para maximizar a velocidade e mudar o tipo de dano que iria tomar, nesse caso tive vários cortes leves em todo o braço e minha mão ficou dormente, os danos só vinham depois então eu tinha que ir com muita cautela se não iria desmaiar logo depois.

Depois vemos os resultados e vendo que fiquei em segundo lugar de novo, fui ruim em 2 testes e em alguns igual a todos sendo os de velocidade o meu destaque, mas me entristeceu ver o midoriya em ultimo lugar, mas algo ocorreu após a explicação do Eraser Head.

“e aquilo sobre expulsão, foi só para despertar seus potenciais máximos.” A maioria apresentou surpresa, eu também, mas só na minha mente, só uma garota com topete que criava coisas que não apresentou surpresa. Após isso fomos liberados, na saída vi o midoriya com o lida andando juntos e aquela garota chegando, lendo o que falava ela se chama ochako uraraka, e pareciam ir ao mesmo caminho, os transpassei mas não sem despedi-los.

“até amanhã midoriya, tchau uraraka, tchau lida.” Antes que eu me virasse o lida me acenou e disse.
“não vai a estação, poderia ir conosco.”
“não uso a estação, moro longe, mas estou acostumada a ir a pé, além de não ter dinheiro para isso, mas agradeço o convite, ate.”
Todos eles haviam me cumprimentado após aquele primeiro dia, vi como as pessoas eram, me senti mais livre para falar com alguém que eu conheço, mas ainda estava muito desconfortável por estarem me olhando de forma pejorativa em algumas ocasiões. Fui para a casa chegando ao começo da noite, ao entrar ouvi meus pais “trabalhando uns com os outros”, só fui na cozinha, fiz um macarrão instantâneo e fui dormir, amanha será um novo dia.

No outro dia descobrimos que a UA não e só coisas de herói, de manhã temos aulas padrões de matérias obrigatórias como o inglês e outras matérias, na hora do almoço comemos comidas feitas no local feita por heróis, mas não foi as mil maravilhas. Durante o almoço decidi comer sozinha, queria entender as pessoas daquela escola e ver em quem confiar e em quem não confiar. Sentei longe da turma, mas os vendo ainda, antes por via das duvidas havia decorado todos os nomes e cara das pessoas para me facilitar a me interagir, eu tinha que alterar isso e naquele ambiente seria o melhor meio de fazer isso. Na mesa vi que o mineta e o Kaminari Denki estava olhando para mim, e soltando comentários meio pervertidos do tipo “olha o tamanho dos dela mano.” “ne como conseguem andar normalmente, são muito grandes” e outros, tentei manter o foco em outras coisas. Quando eu estava acabando meu almoço venho um grupinho com dois caras e uma garota, na minha direção e não pareciam boas pessoas.

“o que uma derrotada como você faz aqui?” ele tinha cabelo roxo e parecia bem cansado e não parecia que queria conversar.
“se puder não encher o meu saco agradeço.”
“acho que deu para ver que não viemos aqui para conversar não e?” ele parecia muito confiante.
“nisso concor...” eu não consegui terminar a frase, e depois de falar um pouco não consegui me mover, acho que estava sob algum tipo de controle.

“agora vejamos, pegue o resto da sua comida e jogue em si por completo” sem saber o porque eu fiz sem hesitar, me sujando inteira com o arroz e com o mousse que era a sobremesa, sem esquecer do suco que derramei inteiro na minha cabeça. Tinha certeza que era obra dele, e depois de alguns segundos após fazer isso eu tentando ao máximo sair daquilo, ate me ferindo na bochecha no processo eu sai do transe e ele percebeu.

“temos alguém com mente forte aqui em pena que está toda suja.” Eu me levantei e os traspassei entre eles, mas o seu amigo loiro me fez tropeçar e cair de cara no chão, fazendo um grande barulho e as pessoas em volta viram isso, me senti como queriam como um lixo, mas em horas como essa eu sinto que tenho boas chances de ter um ataque na pânico, me levantei em meio aos risos e os olhei fixamente para lembrar deles, além disso teve vários comentários das pessoas que viram o ocorrido, só sai correndo ate um banheiro e tentei ouvir musica e me acalmar para não ter um ataque, fiquei ali por cerca de 10 minutos até que alguém abriu a porta e me viu ali, era a uraraka.

“tudo certo amiga? Está bem?” ela parecia realmente preocupada comigo
“agora estou bem, se e que se poder dizer assim.” Eu estava quase lagrimejando, mas estava me contendo para não chorar, além de estar bem vermelha.
“eu vi o que aconteceu, foi bem cruéis com você, mas é forte e vai passar por isso numa boa, o recreio está quase acabando, e pelo que ouvi temos teste hoje à tarde.”
“não sou forte, sou só uma garota problemática, não acho que seriam assim com você por exemplo.”
“eu não fique se auto destruindo, você foi muito boa nos testes físicos e pelas aulas de manha e extremamente inteligente, vamos eu te ajudo a se limpar e vamos para a sala, se não o Eraser Head vai ficar bravo com a gente.”
“obrigada pelas palavras, acho que nunca as ouvi, mas não se preocupe, CONTROLE: VENTO.” Eu só tirei a sujeira que estava com ar passando por debaixo, o odor iria ficar ate eu lavar, mas ai seria outro dia.
“não me agradeça, e isso que nas amigas fazemos umas para as outras.” Acho que por causa desse ato eu comecei a entender o que é ter amizades.

Notas finais
espero que tenham gostado da leitura, se puder de like, comentário e compartilhe com seus amigos que gostam de boku no hero, desde já agradeço se chegou ate aqui, tchau.