Notas iniciais
três meses de coletanea *-* então, aqui está a one 12 dessa coletanea que completa três meses hoje no dia 12 *-* boa leitura
Esta one foi baseada em outra fic aqui do nyah!

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–Quem foi dessa vez, Sadik? – perguntei ao ver o turco com o olho roxo parado em frente a minha porta, deveria ser a milésima vez que eu fazia essa pergunta em minha by CouponDropDown\">vida, todas elas foram direcionadas a esse homem de olhos dourados e cabelos negros, a pele queimada de Sol e essa personalidade um tanto questionável.


–Foi o Kiku, eu tinha certeza que dessa vez ele aceitaria – respondeu Sadik sorrindo envergonhado por aparecer daquela forma, mas não dei importância, apenas me afastei para que ele pudesse entrar, e foi o que ele fez, logo já estava esparramado no sofá, sua falta de respeito não tinha limites.

Suspirei derrotado e fui para a cozinha fazer uma compressa de gelo para colocar no olho roxo de Sadik, quantas vezes já havia feito isso? Até havia perdido as by CouponDropDown\">contas de quantas vezes tive que fazer uma compressa de gelo ou até mesmo enfaixar algum ferimento recorrente de seus casos amorosos que sempre acabam de uma forma um tanto estranha, outra vez, por exemplo, acabou apanhando de um cara que mais parecia uma garota, com um crucifixo na cabeça depois de ter dado em cima dele, depois apanhou novamente desse cara porque resolveu namorar com o irmão deste cara, um islandês chamado Emil, e acabaram terminando um tempo depois, a pobre vitima ficou realmente magoada, acho que Sadik mereceu.

–Por que justo o namorado do by CouponDropDown\">seu primo, Sadik? Será que se esqueceu que ele já te rejeitou três vezes? – perguntei mantendo uma expressão impassível e colocando a compressa no olho roxo de Sadik.

–Sei lá, pensei que dessa vez daria certo.

–Você não toma jeito, quando vai se aquietar?

–Quando eu encontrar a pessoa certa, assim como todo mundo, não é assim?

–E quem é a pessoa certa pra você?

–Não sei – ele sorriu levemente e colocou a mão sobre a minha pressionando mais a compressa em seu rosto – acho que alguém que me entenda, se preocupe comigo, alguém paciente, fofo, com quem eu não me canse de estar, alguém que cuide de mim, alguém assim, entende?

–Pelo menos nada do que você disse envolve sexo, estamos indo bem.

–Ah é, e alguém com quem o sexo fosse bom, obrigado por lembrar, Gupta.

–Por que eu fui falar? Ah, vamos ver... Acho que essa pessoa não existe, Sadik, quem consegue ter paciência com você? Você deve ter notado que sempre acaba machucado por causa de seus casos, as pessoas não tem muita paciência com você.

–Você tem, então mais alguém pode ter também.

–Está bem, vou tentar te ajudar.

–Obrigado, Gupta, você é um grande amigo, não sei o que faria sem você.

Tive uma vontade imensa de dar um soco na cara desse turco idiota, ele me tirava do sério com essa história de “Gupta, você é um grande amigo”, droga, será que ele não percebe que eu quero ser mais que um amigo? Mesmo sabendo de sua reputação e de sua extensa lista de pessoas magoadas por causa dele não consigo deixar de ama-lo e me afastar dele, ás vezes acho que eu é que sou o idiota nessa história toda.

O gelo da compressa começou a derreter e a molhar minha mão e o rosto de Sadik, logo afastei a compressa de seu rosto e fui refazê-la enquanto ele mantinha um olhar perdido, quando voltei com uma nova compressa ele estava pensativo fitando a parede a sua frente, nunca o havia visto dessa forma, nem mesmo quando estava fazendo uma prova na faculdade.

–O que está pensando? – perguntei enquanto me ajeitava no sofá ao seu lado e colocava a compressa em seu olho.

–Eu gosto de você – ele disse tão baixo que até cheguei a cogitar a ideia de ter sido alucinação da minha mente.

–O que disse? – perguntei para ter certeza de que não ouvi errado.

–Eu gosto de você, Gupta.

–Você está dizendo que gosta de mim como amigo?

–Não, Gupta, não como amigo, mas romanticamente, tipo como Romeu gostava de Julieta, ou como Isolda gostava de Tristão.

–Por que está citando histórias em que os personagens principais morrem?

–Porque foram os primeiros que vieram na minha mente.

–Então está dizendo que você gosta de mim, romanticamente falando? Não está se confundindo? Você pode achar que gosta de mim, mas pode ser gostar de amigo e não dessa forma que está dizendo.

–Eu estou falando sério, Gupta, você encaixa perfeitamente na descrição da pessoa certa para mim, você me entende, tem paciência comigo, se preocupa, você cuida de mim, você é fofo e eu nunca me canso de estar com você.

–Sadik, acho que você deveria pensar melhor sobre isso, não quero que se arrependa depois, muito menos que algum de nós dois acabemos magoados.

–Eu já pensei o suficiente, Gupta, eu gosto de você, gosto de verdade – seus lábios se colaram aos meus rapidamente, sua língua pediu passagem e eu cedi, não iria negar algo a esse homem num momento como esses.

Meu coração batia acelerado, minha língua era acariciada pela língua de Sadik e apenas aquele mínimo contato me fez gemer durante o beijo, um choque de prazer percorreu meu corpo, envolvi meus braços em seu pescoço e aprofundei mais o beijo, minha mão começou a acariciar aqueles fios rebeldes que formavam um espiral em sua nuca e ele gemeu contra a minha boca.

–Eu gosto de você, Gupta – repetiu ele beijando meu pescoço e o mordendo com força, eu apenas gemi, não sabia se era de dor ou de prazer.

–Sadik, para, você não está pensando com calma – falei tentando controlar os gemidos que escapavam sem controle de minha boca – Ah... Sadik.... Pare.

–Agora eu sei, Gupta, eu gosto de você, como eu nunca vi isso antes? – ele tornou a me beijar, mas de maneira calma, sua língua brincava com a minha e choques de prazer percorriam meu corpo, a única coisa que fiz foi gemer e me agarrar a ele para que ele não se afastasse.

–Sadik – tentei afasta-lo um pouco para poder respirar, aquilo estava ficando perigoso, se continuar desse jeito podemos acabar... Vocês me entenderam, eu não posso fazer isso, é muito repentino para que ele de repente se vire e fale que gosta de mim, não deveria ser assim...

–Gupta, eu gosto de você, muito, por favor, acredite em mim – ele me olhou sério, parecia que realmente estava falando sério, não tinha como não acreditar nele, não quando ele mantinha aquela expressão séria e esperançosa.

–E-eu... Eu acredito em você, Sadik – disse enquanto dizia a mim mesmo para deixar rolar, se não der certo, pelo menos tentamos.

O meu único receio é acabar magoado no final e sem poder continuar ao lado dele, pois eu gosto dele, mais do que deveria e pensar em ficar sem ele dói mais do que não ser correspondido.

Senti as mãos dele irem até a barra de minha blusa e a puxarem para cima até tirá-la completamente, seus lábios desceram pelo meu pescoço distribuindo leves beijos e mordidas, uma de suas mãos acariciaram meu membro por sobre a calça e eu gemi com o prazer que me era proporcionado.

–Sadik... – apoiei minhas mãos no peito dele e deixei minhas mãos deslizaram por toda a extensão até o cós de sua calça, o olhei apreensivo sem saber o que fazer, ele apenas sorriu e continuou a massagear meu membro, desci lentamente seu zíper ouvindo o barulho deste, desabotoei o único botão da calça e a deslizei pelas pernas másculas do turco.

Notei a excitação dele, não sei quem estava mais excitado com tudo isso, eu ou ele, agora eu entendo porque ele tem tantas pessoas caindo de amores por ele depois da primeira vez que saem com ele.

–O que foi Gupta? Gostou? – zombou ele sorrindo malicioso e olhando para o meio das próprias pernas, eu apenas corei e virei o rosto bufando – quem cala consente.

Não pude responder, pois logo sua boca colou na minha e seus lábios forçaram os meus a se abrir deixando que sua língua invadisse de uma forma deliciosa, eu gemi em contato com a sua boca, quando notei minhas roupas já haviam sido retiradas pelo turco e eu estava nu sob o olhar impertinente que ele me lançava.

–P-pare de me olhar assim – resmunguei dobrando os joelhos e escondendo meu rosto com os braços.

–Não esconda seu rosto, eu quero te ver enquanto fazemos isso – vi por entre os dedos ele se despindo lentamente como se quisesse me provocar, o que realmente funcionou, pois estava quase pulando em cima dele e tirando as roupas dele eu mesmo – chupe – ordenou ele colocando três dedos dentro da minha boca, eu apenas obedeci desajeitadamente, minha língua brincava com os dedos dele, lambi toda a extensão de seus dedos e os envolvi com os lábios chupando avidamente.

Vi suas feições mudarem para algo como desejo e luxuria em questões de segundo, seus olhos brilhavam com malicia e ele sorria divertido, eu apenas o observava e me sentia extremamente quente, eu o desejava, há tanto tempo que até mesmo eu não sei.

Seus dedos abandonaram a minha boca e eu tentei em vão tocá-los novamente com a minha língua, mas Sadik foi mais rápido e os passou levemente pelo meu abdômen, chegando à metade da parte interna da minha coxa ele desceu os dedos lentamente até as minhas nádegas, ele acariciou a região e sorriu me vendo contorcer em expectativa ao que viria a seguir.

Seus dedos me penetraram lentamente e eu arquejei as costas gemendo, tentei afastar seus dedos, mas ele se forçou mais e começou a massagear meu interior, aquilo era estranho, mas não era de todo ruim, era desconfortável ter três dedos me invadindo.

Ele fazia movimentos de vai e vem com os dedos, abria e fechava lentamente, girava os dedos em meu interior e eu gemi rebolando inconscientemente contra seus dedos, eu queria mais, muito mais, eu precisava dele mais do que qualquer coisa.

Como se pudesse ler meus pensamentos seus dedos me abandonaram e algo muito maior tomou o lugar antes ocupado por eles.

Doeu mais do que eu imaginava, me senti como se estivesse sendo rasgado, partido ao meio, a dor parecia insuportável, as lagrimas vieram inconscientemente e logo escorriam pelo meu rosto, soluços se prenderam em minha garganta, eu queria gritar de dor, mas se o fizesse os vizinhos chamariam a policia, e problemas com a policia era a ultima coisa que eu queria nesse momento.

–Vai passar, Gupta – repetia ele sem cessar enquanto beijava-me carinhosamente, desde o pescoço até próximo aos meus olhos, depois descia os beijos até minha boca dando selinhos sutis, aos poucos fui me acostumando com aquilo dentro de mim e me permiti resmungar um “pode se mover” baixinho, quase inaudível devido aos soluços que saíram juntos com a frase.

Ele iniciou as estocadas, lentas, deliciosas, enlouquecedoras, deixei minhas mãos tocarem aquele corpo que eu tanto desejei, passei minhas unhas pelo seu peito até o abdômen, depois arranhei levemente suas costas e gemi.

A dor realmente havia passado e deixado apenas o prazer, eu gemia sem controle algum enquanto Sadik respirava com certa dificuldade e soltava alguns gemidos baixos enquanto me estocava.

Suas estocadas se tornaram mais fortes, mais intensas, ele saia e entrava em mim com força, nossos corpos se chocavam e eu queria gritar, era muito para mim, era prazer demais, até parecia um sonho, um sonho muito bom.

–Ahn... Sadik... Eu... – um gemido sôfrego saiu de minha boca – Ah... Sadik – arquejei minhas costas levemente e comecei a mover meus quadris na direção dele, eu não podia aguentar mais, precisava me libertar – Sadik... Eu não posso mais... – e em um ultimo gemido senti o ápice chegar, meus músculos se contraíram deliciosamente e espasmos musculares percorriam meu corpo.

Sadik veio logo em seguida se desmanchando dentro de mim e desabando ao meu lado no sofá, minha respiração estava ofegante e alguns gemidos ainda escapavam de minha boca, tudo tinha sido tão intenso.

–Então gostou? – perguntou-me ele com um sorriso vitorioso em seu rosto – eu gostei muito, você fica tão fofo gemendo meu nome, sabia?

–C-cale-se, Sadik, pare de dizer besteiras – repreendi-o corando e me virando de costas para ele.

Senti seus braços envolverem minha cintura e me puxarem contra ele, seus lábios tocaram a minha nuca e eu senti seu hálito quente indo de encontro a minha orelha, eu gemi baixinho e estremeci.

Ele era irresponsável, idiota, galinha, tinha milhares de defeitos, mas eu o amava mesmo assim, com seus defeitos e qualidades, com sua personalidade extravagante e com sua aparência tão atraente que hipnotizava qualquer pessoa, eu o amava desde o dia em que o conheci.

Foi no colegial que o conheci, nessa época ele já tinha essa fama, era popular, conhecia todo mundo da escola, tinha todas as garotas, e até alguns garotos, caindo aos seus pés e eu fui um desses tolos, me deixei levar por suas brincadeiras, pelo seu sorriso, por ele e quando notei havia me apaixonado, era mais um de tantos outros que o amavam, mas diferente dos outros eu nunca disse, apenas me mantive em silencio, afinal, em minha mente, ele não precisava saber de como eu me sentia se não poderia me corresponder.

E no final eu estava errado.

Meus pensamentos foram interrompidos pela campainha tocando e Sadik se levantou, indo atende-la, no primeiro momento não me importei, mas quando olhei no chão notei que suas roupas ainda estavam ali, meu Deus, ele tinha algum problema, só pode.

Levantei-me rapidamente e vesti a blusa de Sadik, ele serviu-me e ficou um pouco comprida, o que achei muito bom, pois vinha próximo ao meu joelho, fui até a porta e vi um grego abraçando um jovem moreno que enterrava o rosto em seu peito, Sadik parado enquanto sorria e a expressão do grego não parecia nem um pouco calma ou amigável, é claro que não deveria estar, seu próprio primo havia colocado o seu namorado em uma situação constrangedora e inesperada, quem ficaria calmo em uma situação dessas?

–Heracles, Kiku, sinto muito por isso – desculpei-me enquanto puxava Sadik para longe da porta – não pensei que ele fosse atender a porta assim e... – senti algo escorrer pela minha perna e corei, acho que Sadik percebeu o meu súbito nervosismo e começou a rir ao notar o porquê.

–O que veio fazer aqui, Karpusi? – perguntou Sadik ainda rindo da minha situação – pensei que não iria querer me ver depois de ter me dado aquele soco.

–Eu vim aqui pedir desculpas, mas pelo jeito você não às merece, adeus – o grego segurou a maçaneta e fechou a porta, ouvi seus passos lentos se afastarem e corri para o banheiro, precisava tomar um banho.

Logo ouvi os passos de Sadik me acompanharem, liguei o chuveiro, tirei a blusa que usava e entrei debaixo da agua quente, senti as mãos de Sadik em minha cintura, meu corpo inteiro estremeceu ao sentir os toques das mãos dele em meu corpo.

–S-Sadik, pare, você não tem vergonha de atender a porta pelado?

–Qual o problema? O Karpusi também atende a porta pelado de vez em quando.

–Vocês só podiam ser parentes mesmo – comentei batendo a mão em minha testa levemente.

–Você ficou uma gracinha corado e envergonhado daquele jeito, sabia? Então, por que não me conta o que te deixou tão tímido.

–N-não enche, você sabe o que foi.

–Sei, eu sei – ele me beijou na nuca e depois mordeu levemente – vamos fazer de novo, dessa vez aqui no chuveiro, quero ouvir seus gemidos ecoarem por esse banheiro – ele passou os braços ao meu redor e me puxou contra si – você fica muito sexy desse jeito, Gupta.

Corei fortemente, eu definitivamente não vou aguentar, ele tem muita energia para uma só pessoa, não sei se vou conseguir suprir as necessidades dele, acho que eu deveria fugir antes que seja tarde demais e eu não possa me levantar amanha.

Sadik me prensou contra a parede e não me deixou alternativas para fugir, ah que se foda tudo, eu o quero, hoje e sempre.


Notas finais
Então, o proximo couple será spamano, sei que já postei uma one desse couple, mas ficou mto curto *-*