Notas iniciais
Então...
Aqui está como prometido, a one PruAus
desculpa a demora minna-san T.T
eu juro que vou tentar postar o proximo capitulo mais rapido
agora sem mais delongas, tenham um boa leitura

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Roderich Edelstein é o típico aluno nerd da escola, quieto, estudioso e acima de tudo talentoso, aprendeu a tocar piano e violino desde pequeno enquanto ainda morava na Austria com seus pais, aos sete anos se mudou para os Estados Unidos onde começou a frequentar uma das melhores escolas particulares, onde apenas alunos de família rica ou que conseguissem uma bolsa de estudos, o que era muito difícil de se conseguir, estudavam, mas graças aos seus esforços conseguiu uma bolsa de estudos.

O austríaco passava seus dias na escola, às vezes estudando na biblioteca, às vezes tocando na sala de música alguma composição de Chopin no piano ou de Vivaldi no violino, em outros momentos quando não estava ocupado fazendo alguma das atividades citadas acima conversava com Arthur ou Francis, gostava em demasiada de conversar com o britânico, pois este possuíam um vasto conhecimento assim como si próprio, era interessante conversar com o inglês, agora no caso do francês, bem, na verdade não tinha motivos para conversar com o francês, apenas fazia isso quando o britânico estava ocupado com outra pessoas, especificamente um americano extremamente barulhento.

Roderich estava em um desses momentos em que o único com que podia conversar era o francês e o, provavelmente, namorado deste, o canadense Matthew Williams, um jovem tímido e de poucas palavras que parecia invisível na maior parte do tempo, se ele não ficasse o tempo todo ao lado do francês o austríaco provavelmente não saberia de sua existência.

–Aonde Arthur e o senhor hambúrguer se meteram? – perguntou o francês tomando a atenção do canadense e do austríaco que pareciam perdidos em seus próprios pensamentos.

–Eles estão no ultimo banheiro, aquele que ninguém mais usa – comentou o austríaco dando de ombros e voltando sua atenção para o livro de capa vermelha em suas mãos.

–Como sabe disse hein Rod? – quis saber o francês sorrindo pervertido e levantando uma sobrancelha.

–Minha sala fica em frente a esse banheiro e eu os vi entrando – respondeu o austríaco empurrando levemente os óculos para cima e guardando o livro dentro da mochila – bem, eu vou indo para casa, até amanhã, senhor Bonnefoy, senhor Williams.

–Até amanhã senhor Roderich – despediu-se o canadense sorrindo timidamente por ter sido lembrado na hora da despedida.

–Ei, meninos – chamou o diretor da escola saindo de sua sala que ficava próximo aonde os três estavam, um garoto da idade de Roderich estava atrás dele, seus olhos vermelhos e cabelos brancos o destacava dos demais – esse é meu filho, Gilbert Beilschmidt, vocês poderiam mostrar a escola para ele? Estou um pouco ocupado com algumas papeladas e, portanto não poderei fazer isso, poderiam fazer isso por mim?

–Claro senhor Beilschmidt, faremos isso, não se preocupe – falou o francês sorrindo e puxando o albino pelo braço para mais perto dele.

–Muito obrigado, senhor Bonnefoy, conto com vocês – o diretor voltou a entrar em sua sala deixando os quatro sozinhos no corredor extenso da escola, onde nenhum aluno estava, pois já haviam ido para casa há muito tempo.

–Rod, você não estava indo para casa? – perguntou o francês ao perceber o olhar que o austríaco lançava para o albino que parecia tentar processar o que ocorrera ali, o olhar do austríaco era de curiosidade perante ao albino recém chegado.

–Sim, mas como o diretor deixou em nossas mãos mostrar a escola para o filho dele não tenho outra opção – respondeu Roderich suspirando e ajeitando o casaco que usava por cima do uniforme.

–Se quiser pode ir embora, eu e Matthieu podemos cuidar disso.

–É claro, eu até faria isso se você fosse considerado alguém responsável, vamos logo, quanto antes mostrarmos a escola para ele mais rápido poderei voltar para casa e praticar – falou o austríaco ajeitando os óculos – creio que ainda não nos apresentamos, eu sou Roderich Edelstein, o irresponsável ali é o senhor Francis Bonnefoy e o canadense com o ursinho nos braços é Matthew Williams.

–Como vocês devem ter escutado o nome da minha incrível pessoa é Gilbert Beilchmidt, deve ser um prazer para vocês me conhecerem – comentou o albino rindo de maneira estranha e incrivelmente alta, chegava a ser mais alta que a risada do americano.

~hetalia~

Depois de mostrarem a escola a Gilbert os quatro começaram a procurar Arthur e Alfred, acabaram os encontrando no pátio da escola aos beijos e amassos debaixo de uma das arvores de lá, mais especificamente uma cerejeira extremamente florida, afinal, era primavera.

–Mon Arthur, não seria melhor fazer isso em uma cama? – zombou o francês se aproximando do casal carregando um sorriso cheio de malicia.

–Saia daqui, seu sapo, você já tem o Matthew, então não vem encher – resmungou o britânico se afastando um pouco do americano para encarar o francês, mas logo que fez isso percebeu a presença do albino e do austríaco um pouco afastados.

–Senhor Kirkland, senhor Jones – cumprimentou o austríaco arrumando os óculos sem esboçar sorriso algum diferente do francês e do albino que sorriam maliciosamente para os dois louros que estavam sentados no chão.

–Eu estou com fome – comentou o americano se levantando e levando consigo o britânico quando o fez.

–Que tal almoçarmos na casa do Rod? – propôs o francês segurando uma das mãos de Matthew apertando-a levemente.

–Você não deveria ficar se convidando para almoçar na casa dos outro senhor Bonnefoy – resmungou o austríaco cruzando os braços.

~hetalia~

–Não acredito que concordei com isso no final das contas – disse o austríaco balançando a cabeça para os lados negativamente enquanto caminhava pelas ruas praticamente desertas sendo seguido por um albino, um francês, um britânico, um canadense e um americano, que faziam mais barulho que dois carros de som juntos.

–Vai ser divertido, vamos lá Rod, sorria, estamos entre amigos, o dia está lindo o que mais poderíamos querer? – comentou o francês sorrindo e passando um braço pelo ombro do austríaco que se limitou a afastar-se.

–Apenas não transformem minha casa em um motel – pediu o austríaco ajeitando os óculos e apressando os passos, a casa do austríaco não ficava muito longe, mais alguns minutos de caminhada estariam lá.

–Mas é claro que não vamos fazer isso, que tal comprarmos algumas coisas? – o francês puxou o canadense pelo braço, este por sua vez segurou a blusa do austríaco que ao se ver sem alternativa seguiu os dois para dentro do mercado.

Francis pegou um carrinho e começou a colocar algumas garrafas de refrigerante e de vinho, depois derrubou alguns pacotes de biscoito de chocolate, literalmente, encheu o carrinho.

–E quem vai pagar tudo isso? – perguntou o austríaco cruzando os braços em frente ao peito quando os três estavam na fila do caixa, o austríaco era um economista, odiava gastar dinheiro com bobagem e sempre que podia estava economizando, afinal, viera de uma família burguesa.

–É obvio que sou eu que vou pagar, não deixaria mon petit gastar dinheiro com coisas assim – respondeu o francês tirando do bolso a carteira preta.

–O-obrigado por se preocupar comigo Francis – agradeceu o canadense corando e levando uma das mãos aos cabelos louros os bagunçando levemente.

–De nada, mon petit – Francis plantou um beijo na testa do menor acariciando o rosto do mesmo delicadamente.

~hetalia~

Gilbert falava alto e ria exageradamente enquanto contava suas histórias de como era a Alemanha e viver com seu irmão mais novo, Ludwig que, assim como Gilbert, havia ido para os Estados Unidos estudar na escola de seu pai.

–Não acha que está falando alto demais? – perguntou o austríaco revirando os olhos e fazendo mensura de tampar as orelhas com as mãos.

–Claro que não, o incrível eu deve ser ouvido por todos, as incríveis aventuras do incrível eu devem ser repassadas para todos, keseseseesese – respondeu o prussiano rindo alto.

O austríaco nada respondeu, apenas se manteve em silencio até chegar a esquina que dava para sua rua, ao chegar próximo ouviu gritos e pedidos de desculpa em italiano em tom choroso, de inicio tentou reconhecer a voz, quando reconheceu a mesma começou a procurar de onde vinha, olhou para as casas e parou seu olhar em uma casa onde um suíço apontava uma arma para um italiano que desabava a chorar enquanto pedia desculpas.

–Perdonami – gritou o italiano desesperado – senhor Zwingli, perdonami.

–Não quero te ver no meu jardim novamente senhor Vargas, ouviu bem? – o suíço ainda apontava a arma para o pobre italiano que dava pequenos passos para se afastar.

–Não é muito legal de sua parte apontar armas para Feliciano, senhor Zwingli – comentou o austríaco se aproximando da casa rapidamente com passos largos e calmos.

–Não se intrometa senhor Eldestein.

–Abaixe essa arma e vamos resolver isso civilizadamente – pediu o austríaco já ao lado do italiano que o agarrou imediatamente escondendo o rosto em seu braço – Feliciano, você está bem?

–E-estou senhor Roderich.

O suíço abaixou a arma a colocando do lado de dentro da casa para em seguida voltar seu olhar para o austríaco que tentava acalmar o italiano.

–Espero que não volte a vê-los em meu quintal novamente, principalmente você, aristocrata, e fique longe da minha irmã – o suíço voltou para dentro de sua casa fechando a porta com força.

–Roddie posso passar alguns dias com você? – perguntou o italiano parando de chorar e abrindo um sorriso pequeno.

–Bem... Claro, não vejo problemas nisso, apenas não fique indo para a cozinha procurando pasta, você sabe que não irá encontrar. É melhor sairmos do quintal de Vash – comentou o austríaco puxando o italiano pelo braço até estarem ambos na calçada – por que não está na casa do seu irmão?

–Eh~ vee~ Lovino me colocou para fora de casa depois que o irmãozão Antônio apareceu e me deu uma caixa de tomates que ele havia colhido de manhã vee~ Lovino ficou bravo, mas eu não entendo o porquê, ele fica estressado muito fácil.

–Seu irmão é tão diferente de você, ele é difícil de lidar e de entender o que se passa na cabeça dele, não se preocupe, eu vou tentar falar com ele para resolvermos isso.

–Obrigado, senhor Roderich.

–Vamos entrar, está frio aqui fora, você pode ficar doente, onde está seu casaco, Feliciano?

–Eu não trouxe.

O austríaco tirou o próprio casaco e envolveu-o nos ombros do italiano que sorriu, um sorriso de orelha a orelha que transparecia sua alegria, Roderich se importava com o pequeno italiano, afinal, Feliciano era como um irmão, ou talvez como um filho, para ele, Feliciano havia se mudado para a casa de Roderich, quando o austríaco tinha 8 anos e havia perdido seus pais em um acidente de carro, o italiano havia chegado nos Estados Unidos junto de uma amiga de infância do austríaco, a húngara Elizabeta, que, assim como Feliciano, acabou indo morar com Roderich, onde cuidou dos afazeres domésticos.

–São seus amigos? – perguntou o italiano apontando para o grupo que se aproximava dos dois rapidamente.

–Infelizmente...

–O que quer dizer com isso? Não gosta de ter o herói aqui como amigo? – disse o americano fazendo biquinho, ou a famosa carinha de cachorro sem dono, que na maioria das vezes funcionaria, mas obviamente não funcionava com o austríaco.

–Não sabia que conhecia um italiano tão fofo, Rod – comentou o francês se aproximando do pequeno italiano com um sorriso divertido estampando seu rosto – eu sou o Francis, mas pode me chamar de irmãozão se quiser.

–S-senhor F-Francis, se contenha – pediu o canadense segurando a mão do francês e a apertando levemente – olá, eu sou Matthew Williams, é um prazer conhece-lo.

–O prazer é todo meu vee~, sou Feliciano Vargas, morei com o senhor Roderich por um tempo depois que me mudei para cá.

–Feli, venha aqui – o prussiano passou um dos braços pelo ombro do italiano o puxando para longe dos outros, mantendo o sorriso animado em seu rosto – deve ter sido difícil viver com o aristocrata, ele fez algo para você? Obrigava-te a fazer algo?

–Não, o senhor Roderich é muito gentil comigo, mesmo que ele não me deixasse comer pasta o quanto quisesse, mas sempre depois do jantar tocava piano ou violino, senhor Roderich é muito talentoso, ouvi-lo tocar me deixa muito feliz – comentou Feliciano sorrindo.

–Vamos entrar, creio que ninguém aqui almoçou ainda – falou o austríaco pegando a chave em seu bolso para em seguida começar a caminhar em direção a sua casa que era pintada de branco, impecavelmente branca, sem uma mancha de sujeira, o jardim bem cuidado repleto de flores coloridas, a porta de mármore com detalhes em relevo, os vidros da janela impecáveis.

~hetalia~

Roderich, Feliciano e Francis estavam na cozinha preparando o almoço enquanto o restante se acomodava no sofá cor vinho que ficava ao lado de um piano de mogno preto com uma banqueta preta e estofado vermelho, na parede quadros da era renascentista, uma mesa de madeira de cerejeira no centro da sala com cadeiras do mesmo tipo de madeira ao redor.

Feliciano insistia para que eles fizessem pasta, como já era de se esperar de Feliciano Vargas, os outros dois ainda receavam em dizer sim ao menor, no final acabaram acatando o pedido do menor e começaram a cozinhar a pasta, Roderich fazia, ou pelo menos tentava, o molho enquanto Feliciano e Francis preparavam a massa para a pasta.

–senhor Roderich, você não mudou nada nessa casa desde que sai daqui – comentou o italiano sorrindo enquanto preparava a pasta em uma panela.

–Não achei necessário mudar, as coisas estão bem dessa forma.

–Tem razão, a casa dessa forma parece bem mais aconchegante e convidativa, eu gosto, me faz sentir como se ainda morasse aqui junto de você e da senhorita Elizabeta, como uma família – Feliciano sorriu, mas seu sorriso não era mais tão alegre como antes, parecia um pouco entristecido, um pouco melancólico, talvez pelas lembranças de momentos felizes que nunca irão voltar.

–Feliciano... Não faça essa cara, não vivemos mais juntos, mas você pode vir aqui à hora que quiser.

–Eu sei disso, fico muito feliz que me deixe ficar aqui com você senhor Roderich, é muito gentil de sua parte, mesmo já não tendo nenhuma obrigação para comigo desde que sai dessa casa para morar com meu irmão.

–É claro que tenho obrigação para contigo, Feliciano, você é praticamente um irmão mais novo para mim, não quero que nada te aconteça, por isso, sempre que quiser ou estiver em perigo venha para cá, está bem?

–Vee~ obrigado senhor Roderich.

Algum tempo depois a pasta já estava pronta e foi levada para a mesa que rapidamente foi ocupada pelos visitantes extravagantes e barulhentos.

–Feliciano... O Antônio a quem se referia era o Antônio Fernandez Carriedo? Um espanhol moreno, de olhos verdes? – perguntou o francês levando uma garfada de pasta a boca calmamente enquanto esperava pela resposta do italiano que se lambuzava com a pasta.

–Sì, ele estuda na mesma escola que vocês, você o conhece irmãozão Francis?

–É claro que conheço, o senhor tomate é meu melhor amigo.

–Vee~ o irmãozão Antônio é muito gentil.

–É um grande palhaço gentil, um pouco infantil e ingênuo, o tipo de pessoa que se mete em muitos problemas – comentou o francês rindo.

–Realmente, o senhor Carriedo é um imã para problemas – concordou o austríaco ajeitando os óculos no nariz e balançando a cabeça negativamente – e a maior parte dos seus problemas envolvem Lovino.

O italiano foi dizer algo, mas foi interrompido por um barulho estridente vindo do telefone sobre a cômoda ao lado do piano que fez o menor se assustar e dar um grito se agarrando no braço do austríaco.

–Feliciano, solte me, vamos, é só o telefone – falou o austríaco afastando levemente o italiano para em seguida andar em direção ao telefone para atende-lo.

–Maldito, eu sei que meu irmão está ai com você, bastardo, deixe me falar com ele – disse a voz do outro lado da linha com sotaque italiano.

–Boa tarde para você também, Lovino – falou o austríaco sarcástico revirando os olhos e bufando esperando a reação do italiano do outro lado da linha.

–Para mim essa tarde não está sendo boa, agora deixe me falar com meu irmão, bastardo – ordenou o italiano mais velho com um tom de irritação na voz.

–Você quer falar com Feliciano? – perguntou o austríaco sarcástico sorrindo maldosamente – realmente não me interessa, tampouco, se quer falar com ele venha até aqui e diga pessoalmente – o austríaco desligou o telefone colocando-o de volta no lugar onde estava.

Roderich normalmente era paciente, mas sua paciência já havia chegado ao limite aquele dia, principalmente por culpa do francês, que sempre fazia piadinhas pervertidas, e também por causa do albino, que sempre falava alto, rindo e dizendo o quanto era incrível, aquilo definitivamente esgotou com sua paciência, ainda mais com o italiano do outro lado da linha, sem demonstrar um resquício de educação para com os outros.

–Não sabia que você desligava o telefone na cara dos outros, Rod – comentou o francês rindo alto.

–Quero apenas confirmar algo – afirmou o austríaco serio olhando para o telefone, que ele tinha certeza que começaria a tocar e a voz que sairia dele não seria a do italiano e sim de outra pessoa.

–O que quer confirmar...? – o telefone começou a tocar insistentemente e mais estridente do que antes.

Logo o austríaco já havia tirado o telefone do gancho e apertava o botão para atender.

–Tônio? – chamou o austríaco sabendo que quem estaria do outro lado era o espanhol e não o italiano.

–Roddie~ olá, como está? Desculpe o Lovino, às vezes ele não sabe se comportar e... Ai... Lovi~ isso doeu – resmungou o espanhol após ter levado um tapa na cabeça do italiano.

–Vocês já se entenderam pelo jeito – Roderich ouviu o italiano resmungando algo sobre o espanhol ser um tomate idiota e que deveria ficar quieto de vez em quando.

–Lovi ainda está meio emburrado, mas está tudo bem, não é nada fora do comum, afinal.

–Você é impressionante Tônio – o austríaco riu, o que fez os outros presentes na sala olharem para este surpreso, nenhum ali havia visto qualquer demonstração de alegria vinda do austríaco, principalmente uma risada – não se preocupe com o Feliciano, ele estará de volta amanhã, então aproveitem enquanto estão sozinhos.

–Já aproveitamos bastante, mas já que insiste... – o austríaco começou a ouvir chiados na linha e o barulho de algo batendo contra algo oco – Ai... Lovi~ você é tão mal, isso doeu.

O grito do italiano foi alto e estridente, como se algo o tivesse ferido, ouviu este dizendo algo como “Antônio, bastardo, seja mais gentil, droga”.

–V-v-v-vocês estão mesmo fazendo isso enquanto estou no telefone? – perguntou o austríaco exaltado corando, ele tinha certeza da relação do espanhol com o italiano, mas nunca pensou que ambos fossem tão despudorados a ponto de fazerem aquilo enquanto estavam no telefone.

–Só estou dando uma lição em um certo italiano rabugento, não se preocupe com isso – comentou o espanhol rindo e se movendo na cama a fazendo ranger – Lovi, relaxa um pouco.

–E-e-e-eu vou desligar, até mais – o austríaco desligou o telefone rapidamente, seu rosto estava corado e certas imagens não saiam de sua cabeça – eu não acredito... E-e-eles...

–Senhor Roderich, o que foi? O que aconteceu? – perguntou Feliciano preocupado com o outro que tremia e estava com o rosto vermelho.

–N-n-nada, esqueça – o austríaco abanou as mãos em frente ao corpo, “eu realmente podia ter dormido sem ter passado por isso” pensou ele consigo mesmo – eu perdi a fome – comentou pegando o prato, que não havia sido usado ainda, e levando para a cozinha.

–Já que está sem fome, vamos tomar um pouco de vinho – propôs o francês indo para a cozinha e pegando duas garrafas de vinho que havia comprado antes de chegarem, despejou o liquido em duas taças entregando uma para o austríaco que a pegou com desagrado.

~hetalia~

Depois do almoço todos se sentaram no chão da sala e ligaram a televisão onde passava um filme qualquer que todos já haviam assistido pelo menos uma vez na vida, nenhum prestava atenção, no entanto, o britânico se sentia um pouco tonto devido a quantidade excessiva de vinho ingerido e estava deitado com a cabeça apoiada nas pernas do americano onde este lhe fazia carinho em suas bochechas e cabelo, o canadense estava sentado no colo do francês com as costas apoiadas no peito deste e a cabeça tombada sobre o ombro esquerdo do francês, o italiano se esparramava no sofá, praticamente desnudo, a não ser pela camiseta rosa e a cueca amarela, o austríaco tentava se manter acordado enquanto observava a tela da televisão sem muito animo, sua cabeça pesava e insistia em cair para o lado vez ou outra, o albino apenas observava o austríaco, cada movimento e cada parte do corpo do outro, Roderich não era musculoso, tampouco era gordo, não tinha músculos definidos, mas tampouco eram flácidos, ele estava na medida, seus cabelos negros alinhados deixando apenas um fio rebelde para cima e aqueles olhos violáceos que insistiam em se fechar constantemente.

O albino olhou para as mãos do austríaco que se encontrava em seu rosto esfregando os olhos levemente, dava para ver os cortes em seus dedos de tanto praticar violino, alguns ainda possuíam uma fina linha rósea ou avermelhada demonstrando que foram causadas a pouco tempo.

–Aristocrata, você passa bastante tempo praticando violino não? – perguntou o prussiano se aproximando do austríaco para segurar as mãos delicadas do musico para em seguida beijar-lhe a palma, fazendo com que o menor corasse e puxasse a mão de volta.

–O-o-o que pensa que está fazendo? – perguntou o austríaco exaltado se afastando do albino que o encarava com um olhar penetrante e hipnótico.

–Nada, eu apenas fiz uma pergunta inocente – comentou o albino sorrindo maliciosamente mantendo seu olhar fixado no austríaco.

O austríaco se manteve em silencio, não tinha uma resposta para o albino, realmente sua pergunta tinha sido inocente, mas seus atos não, havia uma contradição enorme entre ambos.

–Jovem mestre, você, por acaso, é virgem? – quis saber o albino rindo enquanto se aproximava mais do austríaco.

–Não pergunte algo assim tão descaradamente, seu narcisista pervertido – gritou o austríaco desviando o olhar para não ter que encarar o albino – não irei responder as suas perguntas estupidas, então pare de fazer esse tipo de pergunta.

–Não precisa se exaltar, jovem mestre, não vejo problema se você é virgem ainda, mesmo estando no terceiro ano, ser virgem não tem nada demais – comentou o albino rindo alto.

Ouvisse barulhos vindos da porta, batidas fortes contra a madeira, eram rápidas e constantes, o austríaco se levantou e foi abrir a porta se deparando com alguém que não esperava, o seu vizinho, Vash Zwingili.

–Isso é seu – comentou o suíço jogando uma sacola de roupas na cara do austríaco – se eu encontrar mais alguma coisa sua lá em casa vou jogá-las no lixo, senhor Edelstein.

–Já é a segunda vez que diz isso, senhor Zwingili, ainda não vi nada meu no lixo.

–Pois bem, dessa vez estou falando serio – disse rispidamente o suíço antes de se virar e ir embora.

O austríaco suspirou, em seguida voltou a fechar a porta, sua atenção foi rapidamente tomada pelas orbes escarlate que o observavam com uma intensidade inesperada e foi ai que seus olhares se cruzaram, mas de uma forma diferente das outras vezes, agora era mais intenso, como se travassem uma batalha silenciosa para ver que conseguia manter o contato por mais tempo sem se desviar.

–Sério, parem de trocar esses olhares tão intensos, estão fazendo o meu alarme do amor apitar – pediu o francês rindo ao ver a reação do austríaco que foi desviar o olhar para o chão, quebrando o contato e com isso, a magia que parecia se formar entre os dois.

–N-n-não diga bobagens, e que droga é essa de alarme do amor? – perguntou o austríaco sentando no sofá e ajeitando os óculos.

–O alarme do amor é um dom que me avisa quando há um casal, ou futuro casal perto de mim, eu começo a escutar alguma musica romântica, tipo aquela da Whitney Houston, i will Always love you, ou alguma coisa do tipo.

–Realmente... Esse é um dom inútil – comentou o austríaco.

Tanto o inglês quanto o americano que estavam prestando atenção na conversa concordaram com um aceno afirmativo de cabeça, o canadense apenas revirou os olhos e riu timidamente, o italiano se remexeu no sofá, suspirando pesadamente, o albino dava uma gargalhada alta enquanto dizia que era a coisa mais ridícula que ele já havia escutado em toda sua incrível vida de adolescente de 17 anos.

–Isso aconteceu agora pouco também – disse o francês, o que fez o prussiano parar de rir e voltar sua atenção ao loiro – quando Roderich estava conversando com o Zginwili... Zigizigi... Ah, sei lá o nome dele.

–Vash Zwingili – falou o austríaco revirando os olhos.

–Isso, esse ai mesmo... Vocês já tiveram algo, Rod? E por que tinham coisas suas na casa dele? – perguntou o francês apontando para a sacola que o austríaco havia deixado ao seu lado no sofá.

–Pelo mesmo motivo que você deve deixar algumas roupas suas na casa do senhor Williams.

–Então vocês tem algum tipo de relacionamento? São namorados? Não sabia que jogava nesse time também, Rod, sempre pensei que fosse um garoto certinho que não beija ninguém e quer se casar virgem, ou algo do tipo.

–Isso é o que ganha fazendo suposições, e respondendo a sua pergunta, não temos um relacionamento... Não mais – acrescentou o austríaco cruzando os braços em frente ao peito antes de encostar as costas no sofá e suspirar pesadamente, como se já estivesse cansado daquele dia.

–Você joga mesmo nesse time, Rod? E eu sempre achei que você fosse hetero e conservacionista.

–Eu não jogo nesse time, foi uma exceção, apenas isso, agora vamos mudar de assunto, realmente não quero falar sobre isso.

–Então quem ficava embaixo? Você ou o Vash?

–Você acha, realmente, que eu deixaria um suíço como o Vash ficar por cima?

–Então você é virgem ai atrás, hum?

–É-é c-claro que sou, e pretendo continuar assim.

–É o que veremos, jovem mestre – pronunciou-se o prussiano rindo e jogando a cabeça para trás, o que fez aumentar ainda mais o volume de sua risada.

O austríaco fechou os olhos e contou até dez tentando manter a calma, mas a risada do prussiano o fez perder a calma que não tinha.

–O que está insinuando, tolo? Que não sou virgem?

–Não, apenas estou insinuando que talvez você não continue virgem por muito tempo.

–Não diga bobagens – o austríaco revirou os olhos e deixou seu olhar cair sobre o italiano que dormia calmamente no sofá – Feliciano – chamou o austríaco para ver se o italiano estava mesmo dormindo – parece que vou ter que leva-lo para o quarto – o austríaco se levantou e andou até o italiano, passou os braços ao redor do corpo do italiano o levantando com um pouco de dificuldade, afinal, o italiano podia ser magro, mas não era tão leve quanto aparentava.

–Você não tem força para isso, jovem mestre – comentou o prussiano se aproximando do austríaco – deixe o incrível eu carrega-lo – o prussiano passou os braços pelo corpo do italiano, deixando sua mão roçar propositalmente nas pernas do austríaco ao fazê-lo – em qual quarto devo deixa-lo?

–O-o-o t-terceiro à direita – respondeu o austríaco apontando para a direção que era o quarto do italiano.

–Por que está nervoso, jovem mestre? Está tímido por que o incrível eu tocou em você? Kesesesesese – zombou o prussiano rindo e ajeitando o italiano em seus braços.

–É claro que não, leve-o logo para o quarto, por favor.

–Como desejar, jovem mestre – o prussiano inclinou-se para frente, estalando um beijo na bochecha direita do austríaco que corou com a ação repentina.

–Pare de fazer coisas desnecessárias – o austríaco se afastou do prussiano ainda chocado com o que ocorrera há pouco.

–Claro, claro kesesesesesese – o prussiano se afastou, indo para o quarto que fora instruído, ainda ria consigo mesmo da reação do austríaco.

–If I should stay, I would only be in your way, So I'll go but I know, I'll think of you, Every step of the way – cantou o francês rindo baixo consigo mesmo -And I, will always love you. I will always love you. You, my darling you.

–Pare de cantar Whitney Houston – disse o austriaco bufando e se sentando no chão cruzando os braços em frente ao peito.

–A culpa não é minha se meu Amour d'alarme apita toda hora em que você e Gilbert estão juntos.

O austríaco se manteve em silencio, o francês o irritava com suas piadinhas de duplo sentido e suas cantadas estupidas que eram proferidas apenas para ver a reação do moreno, mas de certa forma isso nunca conseguiu abalar o austríaco, sabia como o francês era, então não se importava com as cantadas ou frases de duplo sentido, apenas ignorava.

–Rod, posso dormir aqui hoje? Não estou com vontade de voltar para casa – perguntou o francês sorrindo de forma despreocupada.

–Bem... Tem três quartos sobrando, então... Acho que não haverá problemas, desde que você não me perturbe.

–Senhor Roderich... Eh... Posso ficar aqui também? – perguntou o canadense se ajeitando no colo do francês.

–Se o Mattie ficar, nós também ficamos – falou o americano, incluindo o inglês que estava absorto a conversa.

–Vocês sabem, minha casa não é nenhum tipo de hotel, muito menos um motel... – comentou o austríaco que parou de falar ao ver o prussiano descendo as escadas depois de ter deixado o italiano no quarto – não me importo que fiquem, mas apenas por hoje.

–Então vocês vão ficar essa noite aqui e nem convidaram o incrível eu para ficar também?

–Por que não fica também, Gil? Vai ser divertido – disse o francês sorrindo.

–Por que não convidam logo a escola inteira para passar a noite aqui? – falou o austríaco irônico e sarcástico revirando os olhos.

–Ora, Rod, você sabe muito bem que não caberia todo mundo aqui – comentou o francês com tom de escarnio para irritar o austríaco.

–Se o incrível eu puder dormir com o jovem mestre, o incrível eu fica – o prussiano riu se sentando sem cuidado algum ao lado do austríaco.

–De maneira alguma, nem pensar, nunca, eu posso até dormir no sofá, mas não vou dormir com você, isso é um risco que não quero correr.

–Não seja assim, jovem mestre, o incrível eu é extremamente confortável e quente, e além do mais, vai fazer frio esta noite – comentou o prussiano rindo e esboçando um sorriso malicioso.

–N-n-não diga bobagens, além de que, prefiro morrer de frio a dormir contigo.

–Será que dá para os dois ficarem quietos? Estou tentando dormir aqui – comentou o britânico demonstrando irritação no tom de voz antes de tacar uma almofada no prussiano que desviou facilmente, devido à velocidade que o inglês a tacara.

–Você está bêbado, Arthur? – perguntou o francês em um tom divertido – sempre soube que era fraco, mas não tanto.

–Cala a boca, seu bebedor de vinho maldito, pervertido, sapo, eu não estou bêbado – esbravejou o inglês se levantando para bater no francês, mas foi impedido pelo americano que o puxou de volta – idiota, deixe-me mata-lo, me largue.

–Não, Artie, relaxa, não vale a pena – pediu o americano abraçando gentilmente o namorado.

–O que quer dizer com isso, hein, senhor Hambúrguer? – rosnou o francês mostrando um sorriso debochado de sempre – o único que não vale a pena aqui é você.

–Ora, seu...

–Parem com isso, vão acordar Feliciano desse jeito – ordenou o austríaco tacando duas almofadas ao mesmo tempo, uma acertou o francês e a outra o americano – e façam menos barulho, ou então não deixarei que passem a noite aqui.

–Jovem mestre, relaxa, o incrível eu está aqui para resolver qualquer problema que apareça, certo? – o prussiano sorriu largamente e se aproximou mais do austríaco deixando os rostos a milímetros de distancia – jovem mestre, por que está tão vermelho? Kesesesesesese – o prussiano roçou os lábios nos do austríaco, este por sua vez se afastou, mas foi impedido pelo albino que segurou os pulsos do moreno em cima da cabeça e o deitou no chão.

–M-me largue, Gilbert – pediu o austríaco virando o rosto ao perceber que o albino descia o rosto em sua direção.

–Não estou a fim – o prussiano segurou os pulsos do moreno com uma mão e com a outra virou o rosto deste delicadamente, pois para ele parecia que o austríaco partiria a qualquer momento se não tivesse cuidado, aproximou-se mais ainda do moreno forçando seus lábios contra os dele.

O austríaco tentou se soltar, mas o albino era mais forte que ele e a pressão contra seus lábios se tornava cada vez maior, a língua prussiana pedia passagem, mas não lhe era concedida.

“Você é realmente resistente, né Jovem mestre?” pensou o prussiano consigo mesmo levando uma mão para a cintura do austríaco, subindo-a vagarosamente por toda a extensão do corpo do moreno até chegar a um dos mamilos, onde apertou com certa força, o que fez o austríaco abrir a boca para gritar, mas quando foi fazê-lo a língua do albino invadiu a boca do menor começando a brincar com a língua do austríaco que acabou cedendo ao contato da língua quente e macia.

O austríaco fechou os olhos lentamente sem perceber, deixando que o albino controlasse o beijo, mas claro que antes houve uma pequena batalha pela dominância que foi vencida facilmente pelo prussiano.

Dos lábios do moreno a saliva escorria, descendo pelo queixo até chegar ao chão, as mãos do austríaco tentavam se libertar e empurrar o outro, mas o albino as impedia, ao se separarem ambos estavam ofegantes e um fio de saliva ainda unia as bocas, o rosto do austríaco estava rubro, os lábios, agora avermelhados e inchados, estavam entre abertos e deixavam escapar o ar rapidamente.

–Você é realmente fofo, jovem mestre – comentou o prussiano sorrindo e soltando os pulsos do austríaco, estes por sua vez atingiram o peito do prussiano com força, o que fez o mesmo soltar um grunhido baixo de dor – por que fez isso? Doeu, sabia?

–V-você é algum tipo de idiota? Será que não pensa no que está fazendo? Que droga, Gilbert – o austríaco empurrou o albino se afastando deste.

–Ora, não fique tão irritado – disse o prussiano bufando baixo – foi só um beijo, certo? Não vou te obrigar a fazer algo mais que isso, além do mais sei que gostou, então não reclame.

–Você é incrível, Gilbert – zombou o austríaco deixando clara a ironia em seu tom de voz – incrivelmente idiota.

–Diz a verdade, jovem mestre, você gostou?

–Eu tenho o direito de me manter calado – o austríaco se levantou e olhou para o relógio na parede da sala – Feliciano vai acordar em dois minutos – comentou mais para si mesmo do que para qualquer outra pessoa.

–Ah qual é? Não tem como ele acordar em dois minutos só porque você está dizendo, jovem mestre – o prussiano sorriu debochadamente e cruzou os braços – vou aceitar essa sua resposta como um sim.

–Aceite como quiser, idiota – o austríaco revirou os olhos e deixou seu olhar cair sobre o piano de mogno preto, ele adorava aquele piano que possuía tanta história e era seu melhor companheiro para os momentos de solidão e melancolia, quando sua cólera inflamava ou quando estava calmo, sempre se sentia melhor ao tocar piano.

–Buon pomeriggio – desejou Feliciano descendo as escadas e bocejando.

–Guten tag – falou o austríaco em sua língua materna ajeitando a blusa que estava usando.

–Senhor Roderich... O senhor está bem? Está vermelho, será que está com febre? – Feliciano se aproximou do mais velho colocando sua mão na testa do austríaco medindo sua temperatura – parece normal... Vee~

–Eu estou bem, não se preocupe.

–Feli, o que você acharia se eu e o Rod ficássemos juntos? – perguntou o prussiano se levantando e andando até o lado do austríaco para em seguida passar um braço por sobre os ombros do mesmo.

–Eeh~ Bem... Eu não sei... Acho que eu ficaria feliz pelo senhor Roderich, ele passou por tanta coisa, acho que o senhor Roderich merece ser feliz com alguém especial, se você for essa pessoa não tenho objeção – comentou Feliciano sorrindo.

–Que tipo de pergunta é essa, idiota? – esbravejou o austríaco se afastando do prussiano e cruzando os braços – nós nunca vamos ficar juntos, nunca, ouviu bem? Prefiro a morte.

–Tsc... Você é persistente, mas eu também sou, não vou desistir tão fácil.

–Quem muito briga, muito se ama – comentou o francês rindo alto e recebendo um olhar zangado por parte do austríaco e um sorriso divertido do prussiano.

–Quem muito fala, pouco pensa.

–Está com a língua afiada hoje, hein, Rod – o francês riu mais alto – já que vamos passar o resto do dia aqui... Você tem algum filme de romance por aqui?

–Vamos assistir um filme de terror – falou o americano se animando com a ideia de ver filme, principalmente estando com o inglês.

–Não tenho filmes aqui, principalmente de terror – respondeu o austríaco ajeitando os óculos que insistia em deslizar pelo seu nariz.

–Ve!~ mas e aqueles filmes que você assistia de noite? Aqueles que você guarda debaixo da cama, você jogou fora? – perguntou o italiano sorrindo.

–Feliciano! – repreendeu o austríaco ao ser pego na mentira, realmente não queria assistir filme algum, principalmente com o francês e o prussiano no mesmo local – está bem, irei pegá-los.

O austríaco suspirou, estava cansado, o dia fora dura para ele, as dividas estavam começando a aparecer, a falta de convites para apresentar-se o preocupavam, não tinha dinheiro o suficiente para pagar o aluguel da casa e provavelmente teria que se mudar, sua cabeça estava cheia de preocupações, ainda mais quando a formatura se aproximava tão rapidamente, em alguns meses ele não estaria mais na escola, teria que procurar um emprego, entrar em uma faculdade e seguir o caminho que traçara até então.

Roderich subiu as escadas e foi para seu quarto, andou até sua cama e tirou de debaixo dela uma grande caixa cheia de dvds de filmes de terror, dentro dessa caixa tinha filme de varias épocas, o pai de Roderich sempre foi um grande fã de filmes de terror e deixou esse habito ao filho, tirou alguns dvds de dentro da caixa e saiu do quarto.

–Escolham um – pediu o austríaco colocando os dvds no chão em frente aos outros seis que já haviam se acomodado sentados por sobre o tapete.

–Que tal esse... Possessão? Parece interessante – disse o inglês pegando um dos dvds e olhando a capa.

O americano olhou para o dvd nas mãos do britânico e engoliu em seco, pelo jeito o filme parecia ser horripilante, principalmente pela capa, uma mão saindo pela boca de uma garota e agarrando sua face.

O prussiano pegou o dvd das mãos do britânico e colocou no aparelho ligando-o em seguida para depois se sentar no chão puxando o austríaco junto com ele que quase caiu no chão se não tivesse se apoiado no sofá.

–Gilbert, eu podia ter me machucado sabia? – repreendeu o austríaco se ajeitando no chão.

–É claro que você não se machucaria, eu ia te segurar.

O austríaco revirou os olhos e cruzou os braços prestando atenção no filme que começava a passar na televisão.

–Senhor Francis, estou com medo – comentou o canadense escondendo o rosto no peito do francês que sorriu e aninhou o menor em seus braços.

–Não se preocupe, eu vou te proteger.

Roderich fechou os olhos lentamente deixando-se levar pelo cansaço, em pouco tempo o moreno já pendia o corpo para o lado com a intenção de se apoiar em algo, deixou o corpo cair até tocar em algo macio e quente que lhe envolveu os ombros.

–Jovem mestre... – chamou o prussiano enquanto ajeitava o moreno em seus braços que havia se deixado cair com o rosto encostado no ombro do albino.

–hum... – resmungou o austríaco mexendo a cabeça o que fez seu nariz roçar sem querer no pescoço alvo do outro.

–V-você parece estar cansado, não quer que o incrível eu te leve para a cama? – perguntou o prussiano deixando uma de suas mãos pousarem na cintura do menor.

–hum... Apenas... Fique quieto... Gil... hum... – o austríaco se permitiu escorregar até o colo do prussiano, era mais macio do que ele imaginara, era confortável assim como o prussiano citara.

–Você é tão fofo, jovem mestre – comentou o prussiano passando a mão delicadamente no rosto do austríaco contornando a boca carnuda e rósea desde com os dedos.

O prussiano olhou para os outros presentes e notou que nenhum tirava os olhos da televisão, pareciam não piscar, então tomou a liberdade de roçar os lábios nos do austríaco levemente para não acordá-lo.

“Bem que você podia deixar de ser tão teimoso e se tornar meu” pensou o prussiano sorrindo ao olhar para a face calma do austríaco, reparou o brilho violáceo dos olhos do austríaco, ele estava tentando se manter acordado e se o albino não estivesse prestando atenção no rosto do moreno não teria percebido as pálpebras deste tremerem, abrirem e fecharam lentamente.

–Te acordei, jovem mestre? – o prussiano passou os dedos delicadamente na bochecha do moreno.

–Hum... Tudo bem... Eu posso voltar a dormir – comentou o austríaco tirando os óculos e colocando sobre a mesa de centro.

O austríaco voltou a fechar os olhos deixando-se levar pouco a pouco para um outro lugar, um mais calmo e perfeito, mas antes de estar completamente mergulhado nesse mundo de fantasia que se chama sonho, o moreno sente uma leve pressão sobre seus lábios.

~hetalia~

Naquela noite o austríaco teve um sonho, mas não um sonho feliz como deveria ser e sim um sonho triste e assustador, melancólico assim como ele se sentia nesse momento.

“Feliciano... Elizabeta... Vash... Lili...” chamou o austríaco olhando para os quatro a sua frente que o olhavam com desdém “o que foi? Para onde vão?” perguntou notando as malas que todos tinham em mãos.

“Adeus, Roderich” disseram os quatro ao mesmo tempo se virando e andando a passos largos e firmes para longe do austríaco que permaneceu imóvel.

“Adeus, Roderich” Francis e Matthew passaram do lado do austríaco e sorriram fracamente para este antes de seguirem o mesmo caminho para longe do moreno.

“Para onde vão?” perguntou o austríaco, mas este por sua vez não recebeu resposta.

“Adeus, Roderich, estamos indo para nunca mais voltar e você voltará para a solidão, da qual sempre teve medo” comentou o americano puxando um inglês emburrado pelo pulso, nenhum olhou para o austríaco ao passar por ele, apenas seguiram aqueles que já haviam abandonado o austríaco.

O austríaco deixou-se cair ao chão, ficando sobre os joelhos dobrados, as mãos apoiadas nas coxas e os olhos percorrendo a planície a sua frente, seu olhar para no albino a sua frente que o olhava sorrindo fracamente, um sorriso de pena.

“Jovem mestre...” chamou o prussiano “adeus... Adeus... Roderich” a figura do albino começou a se dissipar, desaparecendo pouco a pouco como um efeito fade.

“Gil... Gilbert” o austríaco se levantou e correu na direção da imagem do albino que ainda estava visível, mas quando chegou mais perto ele desapareceu e um lagrima escorreu pela face pálida do moreno “estou sozinho... Mais uma vez... Sozinho”.

A luz começou a sumir e uma escuridão tomou conta do cenário, os pés do austríaco agora não estavam mais apoiados em nada e ele começou a cair na escuridão profunda e sem fim, o calor da superfície se dissipou deixando apenas o frio e a sensação de pânico e dor.

O austríaco acordou pulando na cama, ele estava arfando e tremendo, as lagrimas escorriam pelo seu rosto, levou lentamente as mãos ao rosto o apoiando e deixando as lagrimas escorrerem até que não houvesse mais lagrimas para derramar.

–Droga... – murmurou o austríaco ao ver que as lagrimas não paravam.

–Jovem mestre... Você está bem? – ao ouvir a voz do albino o austríaco congelou, pensava que estava sozinho no quarto, prendeu lentamente a respiração tentando acalmar-se, o que não deu certo – você... Está chorando? Roderich, o que foi? – a cama balançou mostrando que o prussiano havia subido na mesma.

–Por que... Está... No meu quarto? – perguntou o austríaco se virando de costas para o prussiano e enxugando as lagrimas com as costas das mãos.

–Roderich... Por que está chorando? – o prussiano deixou a mão tocar o ombro do austríaco que se encolheu ao toque gélido das mãos do outro.

–N-não é nada, foi só um sonho... Ruim... Volte a dormir – o austríaco virou-se na direção do maior o encarando, notou que este apenas usava sua calça do uniforme deixando o peito desnudo – não está com frio?

–Não, acho que já me acostumei com o frio do chão.

–Que? Espera, você estava dormindo no chão?

–É claro, não iria dormir na sua cama sem o seu consentimento.

–Você está gelado, o que estava pensando? Quer ficar doente? Vou pegar um cobertor para você – o austríaco saltou da cama rumando para o armário tirando um cobertor preto grosso, rapidamente envolveu o prussiano nas cobertas – pronto, assim está melhor, certo?

–Claro, jovem mestre, quer me contar sobre o sonho? – o prussiano deitou na cama e bateu levemente a mão a sua frente para que o austríaco fizesse o mesmo.

–Não é nada... Esqueça. Foi apenas um sonho que não quero me lembrar.

–Certo, certo, mas se mudar de ideia estou aqui para ouvi-lo, porque não vou te deixar sozinho, você não merece sofrer com a solidão – o prussiano puxou delicadamente o austríaco para cama o acomodando em seus braços – quero estar sempre ao seu lado, jovem mestre.

–Gil... O... Obrigado – o austríaco se aconchegou no peito do prussiano e se deixou levar pelas batidas ritmadas do outro.

–Sabe, jovem mestre, você fica uma graça com a minha blusa – o prussiano comentou rindo.

–O que? – o austríaco olhou para o próprio corpo notando pela primeira vez que vestia apenas a blusa de moletom do prussiano – p-por que estou com a sua blusa?

–Bem... Achei que não seria confortável para você dormir com o uniforme então vesti minha blusa em você.

–Obrigado, eu acho – agradeceu o austríaco corando levemente e puxando a beirada da blusa até o fim de suas coxas, próximo ao joelho.

–Se bem que minha blusa ficou parecendo um vestido em você, mas não deixa de ser fofo, o jovem mestre mais fofo que alguém poderia ter – o prussiano passou os braços pelo corpo do austríaco o puxando para mais perto e selando um beijo superficial.

–Você é um idiota – comentou o austríaco cobrindo a cabeça com o cobertor.

–O meu jovem mestre – o prussiano sorriu antes de fechar os olhos – boa noite, Roddie.

–... – o prussiano sentiu uma leve pressão em seus lábios e abriu um pouco os olhos, vendo o austríaco se afastar rapidamente e virar de costas para si – b-boa noite... Gil.

Notas finais
Eu queria pedir duas coisas para vocês.
Primeiro que deem sugestões de casais e desafios, por exemplo: (já falando sobre o que vai ser o HongIce, mas enfim)
Casal: HongIce
Desafio: boate gay
tipo assim, ou sei la, mandem da forma que acharem melhor, mas só peço que mandem um por leitor, senao vai ficar mta coisa
E segundo é uma pergunta: vocês preferem que o nome dos capitulos sejam o nome do casal ou algum outro titulo?
deixem reviews, ou não, mas eu ficaria muito feliz se me mandassem
Proximo casal: Bad touch trio x Austria (não é um casal, mas enfim)