Não me culpem por isso, não é minha culpa se o Artie encheu a cara e... E... Bem, como sempre, fez alguma merda, não é culpa minha se ele tentou fazer um dos seus feitiços estranhos no Francis e acabou errando, afinal, ele sempre erra em alguma coisa quando tenta fazer alguma magia esquisita, não é culpa minha, juro, eu até tentei fazê-lo parar, mas sabe como ele é quando fica bêbado, ninguém consegue deter esse pequeno inglês metido a mago e rei dos sete mares.

Comecemos desde o principio, quando um pequeno átomo explodiu e se expandiu pelo universo, onde vários planetas, sistemas solares e coisas do tipo foram surgindo e... Não, calma, não é nesse principio que devo começar a história.

Então por onde começar? Ah, já sei, começarei então me apresentando a vós, sou Alfred F. Jones, um jovem americano nascido no Texas, adoro comer hambúrguer e tomar refrigerante, tenho um gato de estimação que se chama hambúrguer e meu irmão canadense Matthew, tenho 19 anos e estou no primeiro ano da faculdade de cinema, estou sempre pronto a ajudar os mais fracos, afinal, sou um herói, hahahaha, vivo em um pequeno apartamento que divido com Arthur, um rapaz britânico que veio estudar literatura na mesma faculdade que eu, ele é extremamente irritante, vive implicando por qualquer coisa, as sobrancelhas dele me assustam, na verdade devem assustar qualquer um, ele é dono de duas orbes verdes, tão brilhantes e belas quanto uma esmeralda, e tem um sorriso encantador, mas difícil de ser presenciado, lábios finos e delicados, o corpo esguio e pequeno, assim como uma garota e... Ah, deixemos esses detalhes para lá, hahahaha, voltemos a nossa história.

Arthur e eu fomos convidados para uma festa na casa de um de meus amigos, bem, na verdade eu fui convidado e levei o inglês que se recusava a todo custo de ir, na festa o britânico se recusou a beber inicialmente, disse-me que ficaria sóbrio o resto da noite e que não colocaria uma gota sequer de álcool nos lábios, e eu acreditei, afinal, Arthur tinha palavra, mas qual não foi minha surpresa ao ver o francês perto dele, mas como o odiava, principalmente quando estava perto do meu inglês... D-digo, do Arthur.

Para não me irritar e dar um soco na cara de Francis sai de perto e fui dar uma volta pela casa, passei um bom tempo observando a decoração da casa, assim que voltei vi meu parceiro de apartamento nos braços daquela mulher com pelos, ele estava deitado com a cabeça no peito do francês, seu rosto estava avermelhado e seus cabelos mais bagunçados que o normal, andei o mais rápido que pude até eles e tirei o Arthur daqueles braços, ouvi uma pequena reclamação por parte do britânico, mas não me importei, apenas o peguei no colo e sai de lá o mais rápido possível, precisava voltar para casa, conseguia sentir o cheiro de álcool exalando do menor, entrei no carro colocando Arthur no banco de trás e dirigi velozmente para casa, só tive a pequena sensação de estar sendo seguido...

~POV Francis~

Realmente estava um belo dia para uma festa na casa do Antônio, tudo parecia perfeito, a decoração estava incrível, afinal, fora eu quem o ajudara a decorar, tinham os melhores vinhos franceses e as melhores bebidas escolhidas a dedo, Gilbert havia escolhido a playlist, e devo dizer que não era tão ruim assim, Antônio cozinhava alguns aperitivos e Roderich me ajudava a organizar a casa.

Tudo estava perfeito, até certo britânico invadir meus pensamentos, senti como se o mundo tivesse parado e uma pedra enorme recaiu sobre meus ombros, não conseguia esquecer aquele olhar furioso, aquelas palavras recheadas de ironia e raiva, a rejeição parecia cravar em meu peito uma adaga pontiaguda, a frase ecoava na minha mente: “o que diabos está fazendo, francês imundo? Não torne a me tocar, eu te odeio, te odeio, ouviu bem?”.

Como dói uma rejeição, ainda mais se vier seguida de um tapa na cara e um chute na canela, mas nada posso fazer se fui rejeitado, deveria ter gostado de outra pessoa, e não de um inglêzinho bonitinho do curso de literatura, com tantas pessoas por que fui gostar justo dele?

–hey, Fran~ que passas, mi amigo? – senti o braço de Antônio passar pelos meus ombros e seu abraço quente e afetuoso.

–Tônio, não é nada, só estava pensando um pouco... Sabe como é, tenho um trabalho para entregar semana que vem e nem ao menos comecei...

–Não tente me enganar, mi amigo~ sei muito bem que não é isso que lhe incomoda~ anda, diga-me logo quem te tirou o sorriso do rosto~ — o espanhol sorriu, ele parecia animado com a festa, eu não quero estragar a felicidade dele com meus problemas, ainda mais por ter sido rejeitado, qual é? Quem em sã consciência rejeitaria minha beleza cativante?

–Não é nada, vamos nos preparar, daqui a pouco os convidados devem chegar – me levantei do sofá ajeitando minha roupa e sorrindo animado – essa festa será memorável.

–Si, mas prometa me contar depois, cierto~?

–Oui, mon ami.

Algum tempo depois chegaram os gêmeos italianos juntamente com o irmão mais novo de Gilbert, depois vieram alguns amigos do curso do Antônio, cujo os nomes eu não lembrava, alguns amigos de Gilbert e outros colegas da faculdade, tudo estava ótimo até aquele americano chegar junto com Arthur, certamente deveria ser ele o culpado por minha rejeição, só podia ser isso, eles deveriam estar namorando e Arthur me rejeitou por estar apaixonado por ele, era isso, só podia ser isso, não havia outro motivo.

Observei os dois conversarem sobre algo e o britânico sacudia a cabeça para os lados negativamente, ele estava sério e logo seus olhos esmeraldinos se encontraram com os meus, encarei-o por um tempo até que este virasse o rosto para olhar o americano, eu realmente odiava ver os dois juntos, era insuportável.

Virei-me e andei para a cozinha, peguei algumas coisas e comi, ao voltar para a sala notei que o britânico estava sozinho e resolvi me aproximar, afinal, não creio que levaria um tapa na cara no meio de uma festa.

–Arthur, mon chér, como está? – perguntei sorrindo da forma mais sedutora possível – por que está sozinho?

–...Bonnefoy... I-isso não é da sua conta – o rosto que a poucos instantes me olhava voltou a virar-se e fitar um ponto qualquer da sala.

–Não irá beber? – o britânico discordou com a cabeça e me senti levado a provoca-lo – ora, ora, então o bebezinho vai ficar no suco? – ri para provoca-lo, como eu adorava ver a face daquele inglês ficando vermelha e suas feições se tornarem de uma irritação fofa.

–Não sou bebê nenhum, seu idiota, eu faço o que eu quiser – vi ele se levantar e ir buscar um copo de whisky e virar por completo em sua boca, o liquido sumiu em pouco tempo e logo havia outro copo cheio nas mãos pequenas do britânico.

Após o quinto copo, notei que havia feito besteira, o britânico havia se sentado ao meu lado no sofá e me xingava a cada cinco segundos, seu rosto estava extremamente corado e suas mãos estavam pousadas em minhas coxas, o cheiro de álcool impregnado até mesmo nas roupas dele.

–Você é um imbecil... Te odeio... – isso foi a ultima coisa que ele disse antes de cair em meu colo e adormecer, minha única reação foi segura-lo em meus braços para que ele não se machucasse batendo a cabeça no braço do sofá.

–Arthur... – suspirei cansado, realmente não conseguia entender aquele britânico, em um momento parecia estar tudo bem e depois ele me odeia... Realmente aquilo me irritava, se me odiava tanto assim por que havia se deixado levar por uma provocação boba? Se me odiasse por que não simplesmente se afastou e foi embora? Realmente não o entendo.

Alguns instantes depois notei alguém se aproximar, quando olhei para cima vi Alfred com o cenho franzido me encarando irritado, tudo aconteceu muito rápido, quando vi Arthur estava sendo levado para fora da casa, me levantei apressado e peguei a chave do meu carro os seguindo, só parei quando havíamos chegado no pequeno apartamento, era tão simples que nem ao menos tinha elevador, apenas quatro lances de escada.

Segui-os até a porta do apartamento, foi nesse momento que o americano olhou para trás e ele me encarou fixamente.

–Vá embora, além de tentar abusar do meu Arthur e embebeda-lo ainda vem nos seguir? O que quer? – perguntou o americano entre dentes, apertando mais o britânico contra o corpo.

–Ora, ele bebeu por conta própria, não o forcei a nada, muito menos o abusei – respondi áspero – apesar de ter sido ele que se embebedou não vou deixa-lo nas suas mãos, não estou certo de que você tenha competência para cuidar dele.

Alfred me olhou fixamente, seus olhos pareciam tempestades, pareciam relampejar, não saberei dizer se era raiva ou se tinha algo além.

O americano abriu a porta e entrou deixando a porta aberta dizendo um “entre, mas feche a porta” logo em seguida, Arthur foi levado para o quarto e deitado na cama, eu fechei a porta rapidamente e os segui, vi quando o inglês piscou os olhos três vezes antes de abri-los.

~POV Arthur~

Eu realmente odeio festa, principalmente pelo fato de que se eu for em uma e beber acabo acordando no dia seguinte na minha cama, sem roupa, sem memoria e sozinho, a única coisa que eu consigo lembrar é de como cheguei na festa, mas não faço ideia de como sai nem com quem sai.

Alfred insistia para que eu fosse com ele na festa de Antônio, tinha recusado varias e varias vezes, disse até mesmo que não iria pro próprio anfitrião, primeiramente por ser uma festa e por correr o risco de ficar bêbado, segundo Francis estaria lá, terceiro Alfred estaria lá, quarto se eu ficasse bêbado tendo Francis e Alfred lá creio que isso não terminaria bem.

Depois de mais ou menos uma hora de discussão acabei aceitando ir, mas internamente prometi que não colocaria uma gota sequer de álcool em minha boca, principalmente porque queria de alguma forma voltar para casa e não acabar nu e sem lembrar de nada.

Arrumei-me da melhor forma possível e em pouco tempo estávamos na frente da casa do Antônio, Alfred tocou a campainha e logo estávamos na sala perto do sofá.

–Arthur o que vai beber? Posso buscar para você – disse Alfred todo sorridente, aquele idiota, só porque tem um sorriso encantador não quer dizer que pode ficar mostrando-o a todo o instante para tentar me desconcertar e... Talvez ele nem ao menos saiba o quanto vê-lo sorrir deixa meu coração a mil.

–N-não vou beber nada... – olhei para o lado tentando disfarçar a vermelhidão que se apossou de minhas bochechas.

–Ora, vamos Arthur, só um copo, não irá lhe fazer mal.

–Não, não vou beber, nenhuma gota de álcool na minha boca – balancei a cabeça de forma negativa, acho que falei de forma tão séria que o americano não insistiu mais, apenas sentou-se no sofá e me puxou para sentar ao lado dele – o-o que está fazendo imbecil? – dei um leve soco contra o peito de Alfred e virei o rosto, me deparei com os olhos azuis de um certo francês.

O observei por alguns segundos, senti minhas bochechas queimarem levemente e virei o rosto para o Alfred que me falava sobre o curso de cinema e a forma heroica com que ele havia ajudado um de seus colegas, apenas ouvi, mas não disse nada, não queria discutir com ele, já que qualquer coisa que eu dissesse naquele momento o magoaria, afinal, copiar a lição de um colega e depois passar para outro não é nada heroico.

–Arthur, já volto, preciso ir ao banheiro – Alfred se levantou e correu pela sala, apenas o observei, nem ao menos consegui responder.

Ouvi passos vindo em minha direção, mas não me esforcei para ver quem era, afinal, tinham muitas pessoas ali, podia ser só alguém andando pela sala aleatoriamente...

–Arthur, mon chér, como está? – levantei meu rosto me deparando mais uma vez com aqueles olhos azuis cativantes e aquele sorriso sedutor que só o francês conseguia possuir – por que está sozinho?

–... Bonnefoy... I-isso não é da sua conta – respondi áspero para não dar corda para qualquer tipo de empreitada que o francês tentasse e virei o rosto para não ter que encara-lo, muito menos permitir que ele visse o rubor em minhas bochechas.

–Não irá beber? – não o respondi apenas discordei com a cabeça e senti um arrepio percorrer o meu corpo – ora, ora, então o bebezinho vai ficar no suco? – aquele comentário me irritou profundamente, senti meu rosto queimar, mas dessa vez fora de irritação, se ele queria me provocar ele estava conseguindo.

–Não sou bebê nenhum, seu idiota, eu faço o que eu quiser – me levantei irritado indo para onde estavam as bebidas e entornei um copo de whisky inteiro em poucos segundos e olhei para o francês, ele me sorria provocativo e aquilo me irritava mais ainda, acabei virando alguns copos a mais.

A sala parecia girar ao meu redor, deixei o copo em cima da mesa e fui para o sofá, a ultima coisa que me lembro foi ter dito algo e depois adormeci no colo do francês... Realmente não deveria ter bebido.

Ao longe consegui ouvir duas vozes distintas, sentia um leve balançar e algo quente me envolvendo, ouvi o tilintar das chaves e senti algo macio tocar as minhas costas, fiquei um tempo imóvel tentando processar o que havia ocorrido, onde eu estaria? Tentei me mover, mas não consegui, meu corpo parecia pesado demais para isso, então tentei abrir os olhos e dessa vez tive sucesso.

Olhei ao redor e vi Alfred me encarando na beirada da cama e Francis me observando preocupado do batente da porta de meu quarto.

–O que... Aconteceu? – perguntei me esforçando para ficar sentado na cama.

–Você bebeu um pouco além da conta, mon chér – vi o francês se aproximar com um sorriso sutil nos lábios e senti meu rosto esquentar mais do que devia.

–Eu... Fiz algo... Vergonhoso? – perguntei pegando o travesseiro o apertando contra meu rosto.

–De forma alguma, mon chér – senti a cama afundar um pouco e o travesseiro foi retirado do meu rosto – você estava uma graça, principalmente quando deitou no meu colo – as mãos quentes do francês acariciaram meu rosto e o encarei, provavelmente meu rosto estava mais vermelho do que um pimentão.

~POV Francis~

–Eu... Fiz algo... Vergonhoso? – perguntou meu pequeno britânico se escondendo atrás do travesseiro, como ele conseguia ser tão fofo assim?

Subi na cama lentamente e puxei o travesseiro para longe dele acariciando seu rosto corado suavemente.

–De forma alguma, mon chér – respondi aproximando mais o meu rosto do dele – você estava uma graça, principalmente quando deitou no meu colo – sorri provocativo deixando meus dedos percorrerem lentamente o rosto alvo do menor, seus lábios róseos me pareciam extremamente atraentes, estava quase os tocando com os meus, mas quando estava a poucos milímetros o americano me puxou para trás, forçando-me a afastar do mais jovem.

–Qual o problema Francis? Não precisa ficar tão perto do que é meu – Alfred sorria de forma irritada, parecia que queria me matar ou algo do tipo.

–O meu único problema é você, seu balofo – sorri provocativo empurrando o americano pra fora da cama o fazendo cair no chão – ops, se machucou? Pardon, mon ami~

–Filho da p...

–Parem os dois – senti algo macio bater contra minhas costas e vi um travesseiro voar na cara do americano, o riso saiu espontaneamente, nem ao menos tentei segurar – se continuarem brigando serei obrigado a tomar medidas drásticas – olhei para trás e vi o inglês com uma varinha em mãos.

–mon amour, não sabia que tinha uma varinha do Harry Potter – comentei achando graça da forma que o britânico me olhava – achei que era fã de Harry Potter, mas não tanto.

–Mandaram a sua carta de Hogwarts? – disse o americano rindo e rolando no chão de tanto rir.

–C-como é? Ora, seus estupido, isso não é uma varinha de Harry Potter e não chegou a minha carta, ainda estou esperando... E pare de rir idiota, não estou brincando.

–É mesmo? – o americano continuou rindo e notei que o inglês ficava cada vez mais vermelho e suas mãos tremiam levemente – então me prove que isso ai funciona.

–não me provoque, Alfred F. Jones – o britânico moveu a varinha falando algo estranho e um fio de luz saiu do artefato rodeando o quarto inteiro, de uma hora para outra tudo ficou branco, só depois de alguns segundos que tudo pareceu voltar ao normal, bem, quase normal.

~POV Alfred~

–Não me provoque, Alfred F. Jones – foi a ultima coisa que o meu inglês falou antes de mover aquele troço e deixar o quarto inteiro branco, devo admitir que por isso eu não esperava, pensei sinceramente que não funcionava, quando as coisas pareceram voltar ao normal olhei para Arthur e minha boca abriu involuntariamente.

–Arthur... Por que tem dois de você? – olhei para os dois ingleses idênticos e fiquei boquiaberto, aquilo parecia mais um sonho do que realidade.

–Bem eu... devo ter errado em algo e.. Ah... O que eu faço agora? – choramingou um dos Arthur’s, o qual decidi chamar de Artie – Alfie, me ajude – senti os braços pequenos do meu britânico se envolverem em meu pescoço e sorri animado, aquilo só podia ser um sonho e desse sonho eu não quero acordar.

–Calma, Artie, vamos achar um jeito de mudar isso, só precisamos pensar como~

~POV Francis~

Realmente aquilo era muito estranho, como poderia ter dois Arthur’s ali? EU devo ter bebido demais e deu nisso, só pode ser isso.

–O que tá olhando, frog? Perdeu algo na minha cara? – perguntou um dos Arthur’s que me encarava com os braços cruzados.

–nada, mon amour, só estava reparando o quanto você é fofo – respondi me aproximando dele e o abraçando e beijando-lhe a bochecha.

–S-sai daqui, seu bêbado – ele empurrou meu rosto, mas pude notar que não parecia usar toda sua força para me afastar de si, seu rosto estava totalmente vermelho e uma vontade súbita de beija-lo me atingiu em cheio, apenas segui meus instintos e o beijei.

Ele não pareceu tentar me afastar então aprofundei o beijo e o puxei para mais perto sentindo seu calor, seu corpo contra o meu, senti os toques dos dedos do meu pequeno percorrerem minha nuca, foi naquele momento que disse a mim mesmo que no fundo eu era correspondido.

~POV Alfred~

Artie chorava compulsivamente em meu colo e eu olhava para Francis em um pedido mudo por socorro, mas ele parecia ocupado demais beijando o Arthur... Meu sangue ferveu e tive vontade de bater nele, mas o inglês se remexendo em meu colo era mais importante.

–Alfie, preste atenção em mim – pediu o inglês em tom manhoso rebolando suavemente, o que fez meu rosto esquentar – até parece que não se importa comigo – ah, aquilo era demais.

Puxei-o de encontro a mim, o beijei ferozmente e fui retribuído na mesma intensidade, senti o gosto delicioso de hortelã nos lábios do britânico, talvez fosse pelos chicletes que ele sempre tinha na mochila.

As mãos do menor se enroscaram em meus cabelos os puxando levemente, só me afastei para poder desviar meus beijos até o pescoço dele.

~POV off~

Francis acaricia Arthur com extrema lascívia, acariciava cada parte do corpo do menor, deixava suas mãos explorarem cada canto da pele alva do menor, sua boca intercalava-se entre beijar-lhe os lábios e mordiscar lhe o pescoço.

Enquanto isso o menor arranhava lhe a nuca e gemia baixo, tentando controlar sua respiração e seu batimento acelerado, nada parecia funcionar, a cada toque do francês o coração do loiro de orbes verdes parecia bater mais rápido e o ar parecia se tornar cada vez mais escasso.

–Alfie, a-ai não... – gemeu Artie emaranhando seus dedos nos cabelos cor de trigo do americano enquanto este lhe massageava os mamilos e mordiscava o lóbulo da orelha do menor.

–why not? – perguntou o americano continuando com as caricias sentindo o mamilo do menor se enrijecer sob seus dedos e seus toques – não lhe agrada?

O britânico apenas engoliu em seco e apoiou o rosto no ombro do mais jovem suspirando suavemente, sentindo sua barriga revirar, como se varias borboletas voavam lá dentro lhe fazendo cocegas.

Francis despia o inglês lentamente enquanto beijava e mordia Arthur durante todo o processo.

Arthur olhava os movimentos do mais velho com luxuria e mordia o lábio inferior a cada simples toque do francês, chegando até mesmo a sentir o gosto metálico do sangue em sua boca.

Alfred passou as pernas do menor em sua cintura se levantando e acariciando as coxas macias do britânico, andou com ele até sentir suas pernas tocarem a cama e o deitou subindo por cima deste, olhou-o nos olhos e sorriu travesso abaixando-se até chegar ao cós da calça do mais velho, os dentes do americano se prenderam a peça de roupa e lentamente esta foi retirada, deixando visível a ereção do menor encoberta pelo pano da peça intima.

Já o francês terminava de tirar as ultimas peças de roupa do britânico e começava a retirar suas próprias roupas.

Arthur levou uma das mãos para dentro da calça do francês e acariciou o membro do maior com força, arrancado deste um gemido alto e surpreso, nunca havia imaginado o menor lhe tocando de forma tão despudorada, sempre imaginou o jovem se negando a qualquer toque e recuando a cada avanço.

–O que foi, Francis? Não aguenta o tranco? – zombou o inglês roçando seu corpo contra o francês e lhe lambendo todo o tronco até chegar ao pescoço, onde deu um chupão que deixou a área arroxeada.

–Não me provoque, Arthur – riu o francês jogando o menor contra a cama e jogando suas roupas para longe – irei lhe mostrar quem não aguenta o tranco – o francês levou uma das mãos até o membro do britânico o envolvendo com seus dedos finos e compridos, começou com movimentos lentos enquanto seu rosto se aproximava perigosamente dos mamilos do menor, onde seus lábios tocaram os e os mordiscaram até ficarem rijos.

Alfred agia lentamente, tirava peça por peça sempre olhando para o rosto do menor, vendo cada reação, ouvia seus gemidos e sua respiração entrecortada, quando o inglês estava despido lhe envolveu o membro com os lábios aveludados, lambia lhe toda a extensão e o enfiava por completo na boca, sentindo o membro do menor pulsar a cada toque.

–Alfie...

–F-Francis, seu idiota – gemeu Arthur enquanto seu membro era estimulado pelas mãos habilidosas do francês que sorria malicioso ao ouvir seu nome sendo proferido pelo britânico.

–Ah mon amour, adoro ouvir sua voz me chamando – o francês aumentou a velocidade da masturbação e massageava o membro do menor com certa força, ouvindo gemidos altos do mais jovem.

Enquanto isso a cabeça de Alfred se movia para cima e para baixo, envolvendo a ereção de Artie deliciosamente, fazendo o pequeno gemer.

Os gemidos dos dois britânicos se envolviam e enchiam o quarto, a temperatura parecia aumentar dez graus a cada minuto, os gemidos se tornavam cada vez mais alto e mais sôfregos.

–Alfie eu... Tire a boca dai... Eu vou.. hm.

–Francês filho da p... E-eu... Francis, maldito.

Ambos gemeram mais alto chegando ao orgasmo e derramando seus líquidos em seus devidos parceiros, Arthur se desfez nas mãos de Francis e sujou lhe o abdômen, Artie chegou ao seu ápice na boca de Alfred que engoliu todo o liquido lambendo os lábios e beijando o britânico logo em seguida.

Francis enfiou um de seus dígitos melecados de sêmen na entrada de Arthur e o moveu lentamente dentro do menor o ouvindo suspirar baixinho e fincar-lhe as unhas nas costas.

Os dedos de Alfred foram lentamente para a boca de Artie que os chupou com avidez e olhava para o americano curioso pelo o que viria depois.

Mais um digito do francês foi enfiado na entrada de Arthur que gemeu baixo de desconforto e tentou se afastar, mas o francês o segurou com a outra mão e moveu os dedos dentro do menor.

Alfred se deleitava com a imagem de seu pequeno inglês lhe olhando e chupando seus dedos desajeitadamente, nem ao menos se importava com o francês ao lado com o Arthur, sabia que pelo menos o Artie era inteiramente seu e ninguém poderia negar-lhe isso.

Francis movia os dedos dentro do menor abrindo-os e fechando-os, movendo para dentro e para fora e em cada movimento o pequeno inglês suspirava e gemia baixo, os cantos dos olhos cheios de lagrimas, ao notar que o menor estava preparado retirou os dedos lentamente fazendo Arthur murmurar algum xingamento para o francês que se ajeitava na entrada do inglês.

O americano ao ver seus dedos úmidos o suficiente os retirou da boca do menor e os dirigiu até a entrada deste, enfiando-o lentamente, o que fez o menor encolher-se e tentar recuar ao toque.

Logo o francês penetrou o inglês fazendo-o gemer alto de dor, ficou alguns instantes parados até que Arthur acostumasse com o volume dentro de si.

Alfred movia os dedos dentro de seu inglês sempre com um olhar preocupado em seu rosto, observava cada reação do menor, se lhe machucava ou não, podia ouvir claramente, apesar do tom baixo do outro, que este lhe chamava baixinho e gemia sôfrego.

–Tá esperando o que, sapo maldito? Mova-se – reclamou Arthur movendo-se de encontro ao seu parceiro francês o que o fez gemer extasiado e iniciar as estocadas com movimentos intensos e lentos.

Já o americano parecia ter todo o cuidado com mundo para com seu pequeno, seus movimentos eram gentis e suaves, abria e fechava os dedos lentamente, seus olhos de safira observavam atentamente cada pequena mudança no rosto do inglês, e por tal motivo se corroía por dentro, não conseguia entender o que o menor sentia, se tinha dor ou se gostava.

–A-Alfie... E-e-eu... que você... d-dentro – disse, ou melhor, gemeu o britânico fechando os olhos e segurando o pulso do mais novo afastando seus dedos de sua entrada.

–Artie~you’re so fucking cute – dizendo isso o americano invadiu o menor lhe acarinhando a face rubra e secando-lhe os cantos dos olhos que insistiam em formar lagrimas.

–Francis, your stupid frog, more, idiot. – ordenou Arthur forçando seu quadril contra o membro do francês e este lhe obedeceu de bom grado, apoiou-se na cama e se forçava para dentro e para fora do menor com força, alguns fios de cabelo já grudavam em seu rosto devido ao suor que se formava.

Artie e Arthur gemiam em conjunto, o cômodo estava repleto dos sons que lhes escapavam por entre os lábios, o calor parecia insuportável, se duvidasse até mesmo os vizinhos podiam ouvir e sentir tudo aquilo junto dos dois.

Alfred e Francis se moviam em seus parceiros, cada um em seu ritmo, de acordo com o pedido do parceiro, pois o que mais importava ali, naquele momento para os dois, era a felicidade do britânico, o prazer deste.

–F-Francis... – chamou Arthur envolvendo os braços no pescoço do francês e beijando-lhe enquanto gemia contra seus lábios doces.

As estocadas dos dois loiros enlouqueciam seus parceiros que pareciam gemer mais alto e sofregamente a cada movimento, os corpos estavam em um torpor insaciável, espasmos musculares já começavam a percorrer os corpos, arrepios deliciosos os atiçavam e o faziam prosseguir com aquele ato.

–A-Alfie... Alfie.. Eu não consigo mais... – Artie jogou a cabeça para trás gemendo mais alto ainda e chegando ao seu limite, melecando o abdômen de Alfred e o seu próprio com seu prazer, Alfred veio logo em seguida, quando o corpo do menor se contraiu deliciosamente apertando-lhe o membro e o levando ao orgasmo dentro de seu parceiro.

Arthur provocava Francis e sabia muito bem disso, gemia-lhe perto do ouvido e lhe arranhava as costas, fazia de tudo para ouvir o maior dizer seu nome e conseguia, varias e várias vezes, mas isso não o parecia satisfazer, foi então que envolveu suas pernas ao redor da cintura do francês e contraiu o próprio corpo puxando-o contra si, ouvindo um gemido alto e languido escapar por entre os lábios do francês e este gritar-lhe o nome chegando ao ápice ali mesmo, Arthur ao ouvir seu nome sendo chamado daquela forma não mais resistiu e teve o orgasmo quase em conjunto com o de seu parceiro.

Agora ambos estavam exaustos e deitados na cama do britânico, não sabiam como reverter o feitiço de Arthur, mas isso tampouco importava a eles, apenas queriam sentir cada vez mais o gosto doce e viciante um do outro.

Sabiam que não poderiam ficar com aquilo para sempre, que Arthur uma hora ou outra se tornaria apenas um, mas não os importava naquele momento, apenas relaxaram e deixaram se entregar ao sono profundo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!