coletânea hetalia
2 Franadá
Notas iniciais
Essa one shot é sim uma continuação da fic anterior, portanto leiam, ou não, a outra fic.
vai ter um pouco de USUK, AmeCan e FRUK, mas o principal é Franadá.
Quanto aos nomes:
Marcus é o Cuba
Scott é o Escócia
Liam é o Irlanda
Wales é o país de Gales
Sesel é a Seychelles
Arthur e Alfred passavam a maior parte do tempo juntos, na escola, na volta para casa, nos fins de semana, em quase todos os momentos estavam juntos e isso causou certos rumores na escola sobre eles, um desses rumores dizia que o britânico saia com Alfred por dinheiro, pois a família deste era rica e tem uma empresa de sucesso que é conhecida internacionalmente.
O britânico ouvia os rumores e sempre acabava se irritando com eles, como as pessoas podiam inventar coisas tão desconexas com a realidade assim? Se Arthur quisesse dinheiro bastava voltar para a Inglaterra e ficar morando com seus pais, casar-se com Sesel e herdar tudo que era de seus pais, afinal era o filho mais responsável do casal Kirkland, Arthur era o terceiro mais velho dos cinco irmãos, o mais velho de seus irmãos era Scott e o segundo mais velho era Liam, depois vinha Arthur, seguido de Wales e de Peter, seu amado irmão mais novo, cujo qual faria qualquer coisa para vê-lo feliz.
Obviamente todos os rumores eram mentiras, realmente amava o americano, não sabia como ou quando começou a ama-lo, mas sempre que estava perto do americano seu coração batia forte, suas pernas queriam fraquejar, sua boca desejava o contado com a do americano.
Arthur forçava-se a fingir que não ouviu nada sobre o que os outros falavam de si, mas cada vez ficava mais difícil, sentia vontade de pular no pescoço dessas pessoas, bater nelas até que percam a consciência e nunca mais ousassem falar algo sobre ele ou sobre o americano, mas Arthur era um cavalheiro, de língua afiada, mas mesmo assim um cavalheiro, e não faria algo tão repugnante e desleal aos seus ideais.
Ambos estavam na sala de aula quando o britânico viu alguém entrar, os cabelos loiros que caiam por sobre os ombros, a barba cerrada, os olhos azuis que insistiam em fitar o britânico, o sorriso provocante que pendia em seus lábios, Arthur logo o reconheceu, era Francis Bonnefoy, um francês pervertido que havia conhecido nas aulas de violino, irmão de Sesel e seu suposto melhor amigo.
–Bon jour, mon Arthur – cumprimentou o francês se aproximando do britânico sem deixar o sorriso sair de seu rosto – finalmente te encontrei, sabe fiquei preocupado quando fui te procurar e disseram que você tinha sumido.
–Que faites-vous ici, Francis? (O que está fazendo aqui, Francis?) – perguntou o britânico passando os olhos discretamente pela sala e parando nas duas orbes azuis do americano que olhava a cena de longe.
–Pourquoi parlez-vous en français, mon Arthur? (por que está falando em francês, meu Arthur?)
–Réponds-moi, salaud vin (responda me, bastardo do vinho)
–Je m'inquiétais pour toi, alors venez ici (fiquei preocupado com você, então vim aqui)
O britânico silenciou-se ao ver o professor entrando na sala, olhou para o francês e apontou um lugar vago próximo de si, o francês sorriu e se sentou no lugar mostrado pelo inglês.
~hetalia~
Francis andava pelas ruas ao lado de Arthur, ambos discutiam em francês, logo atrás estava o americano que não sabia o que fazer naquela situação, não entendia o que os dois falavam e isso o irritava, mas o que mais irritava o americano era a proximidade com que o francês ficava do seu Arthur, e que história era aquela de chama-lo de “mon Arthur”? Ele podia ser um idiota com complexo de herói, mas ao menos sabia que mon significava meu em francês, tá bem, foi Matthew quem disse para ele no intervalo quando o americano foi procura-lo.
–Qui vous a dit où j'étais? (quem te disse onde eu estava?) — perguntou o inglês irritado, franzindo o cenho.
–ma sœur ... Mon Arthur n'a pas rejoint mes sourcils, restera avec les rides (minha irmã... Meu Arthur não junte as sobrancelhas, vai ficar com rugas)
–Je fais ce que je veux, mes sourcils sont (Eu faço o que quiser, as sobrancelhas são minhas)
–Petit Pierre ne sera pas heureux de le voir avec des rides, mon Arthur (O pequeno Peter não ficará feliz em vê-lo com rugas, meu Arthur)
Ao ouvir o nome do menor um brilho diferente se apoderou dos olhos de Arthur, um sentimento paternal o invadiu o fazendo ficar de frente para o francês e encará-lo com seriedade.
–Como está o Peter? – perguntou o inglês cruzando os braços na frente do peito parando de falar em francês.
–Mon Arthur está preocupado com Peter? – zombou Francis sorrindo – não direi como ele está, se quer saber ligue para ele ou volte para a Inglaterra.
–Você sabe muito bem porque não liguei para ele esse tempo todo – rosnou o britânico se segurando para não bater no francês que insistia em irritá-lo, principalmente com aquele sorriso de deboche e provocação.
–Ora mon Arthur, você tem 25% de chances de que petit Pierre atenda – respondeu o francês bagunçando os cabelos desalinhados do menor – mon Arthur, por que não penteia seu cabelo?
–Ora seu... Eu penteio sim, okay? A culpa não é minha se ele insiste em ficar bagunçado, bastard wine.
Alfred não sabia quem era Peter, mas sentiu ciúmes ao ver o tom de voz que Arthur usava para falar sobre este, a forma como seus olhos brilhavam, a preocupação e o carinho transparecendo e emanando do outro.
Para não se sentir fora da conversa o americano resolveu interceder abraçando o inglês que estremeceu ao gesto, mas logo estava tentando afastar o maior de si.
–O que pensa que está fazendo, idiota? – perguntou o inglês ríspido.
–Artie, quer ir lá em casa hoje? Comprei um jogo novo e pensei se você não queria jogar comigo – comentou o americano deixando uma mão parar na cintura do menor e aperta-lo levemente.
–Jogo...? – o britânico levantou o rosto e encontrou as orbes azulados do maior o fitando com uma intensidade que ele nunca havia visto antes – está bem, eu jogo com você.
O americano abriu um sorriso de orelha a orelha, o que fez o britânico corar levemente e corresponder com um sorriso tímido.
–Você quer ir também? – perguntou o americano ao francês de mal grado, só havia perguntado por educação, mas não poderia expulsá-lo caso este dissesse que sim.
–Oui – respondeu o francês sorrindo, o que ele não esperava era a reação do americano que tombou a cabeça para o lado e fez uma careta em reprovação.
–Oui... – repetiu o americano para si mesmo tentando processar aquela palavra proferida em francês, que ele tampouco sabia o significado, olhou para o francês confuso em seguido voltou seu olhar para o menor em seus braços que suspirou percebendo que o americano não compreendia nem um pouco de francês.
–Oui é sim, idiota – bufou o menor revirando os olhos e ouvindo um “ah” de desagrado sair da boca americana.
–Bem, então vamos, Matthew deve estar me esperando para o almoço – comentou o americano puxando o inglês pela mão, ambos logo foram seguidos pelo francês que se apressou em segurar a outra mão do inglês, que a puxou com força fazendo um sorriso se alargar no rosto do americano.
Alfred ficou feliz ao perceber que o único que poderia segurar a mão inglesa naquele momento era somente ele e ninguém mais, nem mesmo francês pervertido que se mostrou bastante intimo de Arthur.
O americano praticamente correu em direção a sua casa, ou melhor dizendo, mansão dos Jones, afinal a família Jones tinha dinheiro, fama e um negocio lucrativo, uma rede de restaurantes que ia desde a américa do sul até o oriente médio, varias empresas de celulares espalhadas pelo mundo e o mais novo negocio da família Jones, uma fabrica de chocolate inaugurada a alguns meses.
Abriu a porta revelando a imensa sala de estar, um sofá enorme no meio, um tapete branco e felpudo, ao lado do sofá uma cômoda de mármore com um abajur de cristal e pequenos detalhes em ouro sobre este, em frente ao sofá preso a parede um televisão que mais parecia uma tela de cinema, abaixo da televisão uma estante com dvds, vídeo games, alto falante, caixas de som de ultima geração, telefones fixos, nas paredes estavam quadros de pintores renomados e que provavelmente deveriam valer milhões de dólares.
–Matt, o almoço está pronto? – gritou o americano invadindo a cozinha onde o tímido canadense preparava uma torta de frango, logo o cheiro invadiu as narinas americanas, ouviu-se o barulho vindo do estomago do americano, o canadense soltou um riso abafado e contido – Matt trouxe duas pessoas para almoçarem conosco, tudo bem?
–Tudo bem – o canadense sorriu tímido – é alguém do time de futebol?
–Ah... Não, não é.
–Eh? Faz tempo que você não trazia amigos para cá que não fossem do time de futebol – comentou o canadense – Alfie pode colocar os pratos na mesa, por favor?
–Claro, Matt – concordou o americano abrindo os armários e gavetas tirando de lá alguns pares de talheres e pratos que foram rapidamente levados para a sala de jantar que era um pouco mais ampla que a sala de estar.
Alfred colocou os pratos sobre a mesa, a faca foi colocada do lado direito do prato e o garfo do lado esquerdo, ao terminar de por a mesa Alfred foi para a sala onde Arthur olhava irritado para o francês que parecia se divertir com a face irritada do inglês.
–Está tudo bem por aqui? – perguntou o americano se aproximando dos dois.
–Está tudo bem, idiota, por que não vai ajudar seu irmão a por a mesa? – respondeu o inglês.
–Mas eu já coloquei a mesa – comentou o americano.
–Alfie... – chamou o canadense da sala de jantar – o hambúrguer está em cima da mesa, pode tirá-lo daqui, por favor?
–Já estou indo – o americano se afastou do inglês correndo para a sala de jantar, viu o canadense segurando uma travessa de cristal com a torta sobre ela enquanto o gato, de cor creme com um colarinho castanho e olhos azuis iguais ao do americano, estava deitado sobre a mesa – hey, hambúrguer eu já te disse para não ficar subindo na mesa – disse o americano pegando o gato no colo e tirando os pelos que restaram sobre a mesa.
–Thanks Alfie – agradeceu o canadense de olhos violáceos colocando a travessa sobre a mesa e sorrindo levemente.
–Por nada – Afred colocou o gato no chão e começou a acaricia-lo enquanto este ronronava em resposta.
–Alfie, não acha que o hambúrguer está um pouco gordinho? – perguntou o canadense se agachando em frente ao gato e passando a mão em seu pelo macio.
–Ele não está gordo, é que ele é forte – comentou o americano sorrindo.
–Você disse a mesma coisa quando eu disse que você estava gordo – falou o inglês entrando na sala de jantar.
–Eu não estou gordo, não tenho gordura alguma no corpo, apenas músculos.
–Aham, e isso aqui são músculos? – perguntou o inglês apertando levemente a barriga do americano e rindo da reação do americano ao perceber que o britânico tinha razão.
–Que cruel Artie – choramingou o americano fazendo biquinho e virando o rosto.
O inglês riu e olhou em direção ao canadense que apenas observava a cena com um pequeno sorriso em seus lábios.
–Oi Matthew, desculpe o incomodo – falou o inglês.
–O-oi senhor Arthur, eh... Não é incomodo algum, por favor, fique a vontade – disse o canadense olhando para o britânico, quando olhou para Arthur percebeu a presença de um rapaz loiro que se aproximava da sala de jantar.
–boa tarde, desculpe incomodá-lo em uma tarde tão bela – disse o francês ao entrar na sala mantendo um sorriso alegre em seus lábios.
–Por favor, não é incomodo algum, sinta-se a vontade senhor...– o canadense sorriu timidamente para o belo visitante cujo o nome não sabia, mas esperava que este o dissesse.
–Francis Bonnefoy – o francês esticou o braço deixando a palma da mão para cima, lentamente pegou na mão do canadense beijando suavemente as costas desta, o que fez o jovem canadense corar.
–É um prazer conhece-lo, senhor Francis, eu me chamo Matthew Williams – falou o canadense mantendo o tom calmo e suavizado de sua voz.
–C'est mignon (que fofo) – comentou o francês mais para si mesmo ao ver a face canadense corada e o sorriso tímido que este mantinha em seus lábios.
–M-merci...Eh... (obrigado) – agradeceu o canadense corando mais ao ser elogiado pelo outro em francês, sua língua materna e que sempre achara tão bela e sensual de diversas formas.
–Parlez-vous français? (você fala francês?) – perguntou o francês sorrindo para o canadense.
–Oui – respondeu o canadense embaraçado, não devia ter agradecido, agora o francês sabia que ele havia entendido o elogiou, o canadense olhou para o francês que o olhava com se esperasse algo, uma explicação ou algo do tipo – meu pai me ensinou francês enquanto eu ficava com ele no Canadá.
–Então é canadense? – o francês sorriu largamente soltando delicadamente a mão do canadense que caiu até ficar ao lado do tronco.
–S-sim, eu nasci no Canadá, mas depois vim morar aqui com a minha mãe e com o pai do Alfie, e com o Alfie também... Eh... – o canadense sorriu tímido bagunçando levemente os cabelos, nunca havia recebido atenção de estranhos, ou melhor dizendo, nunca havia recebido atenção de ninguém, além de Alfred, que parecia o único a perceber o canadense, mas ali estava o francês, mantendo a expressão alegre e a atenção voltada exclusivamente ao pequeno canadense – por favor, sentem-se e sirvam-se a vontade.
Os quatro se sentaram a mesa, Alfred foi o primeiro a se servir, pegando um pedaço, um tanto quanto grande, da torta, Arthur olhou para o americano com um olhar reprovador, mas que foi ignorado pelo americano.
O almoço se passou tranquilo, tirando os olhares que o americano lançava para o francês toda vez que este conversava com Arthur ou tocava neste, parecia que o americano queria mata-lo apenas com o olhar.
Após o almoço o canadense foi para a cozinha lavar a louça enquanto o americano ligava o vídeo game para jogar com o britânico, o francês se apoiou na parede da cozinha enquanto seus olhos percorriam o corpo esquio do jovem canadense, o seu único fio rebelde que caia sobre seu rosto alvo, os olhos violáceos, a bunda redonda e de aparência macia, os dedos finos e delicados, tudo no canadense parecia perfeito aos olhos do francês, desde o timbre da voz, a personalidade até a aparência, tudo parecia se conectar perfeitamente.
–S-senhor Francis... Precisa de alguma coisa? – perguntou o canadense ao perceber a presença do francês.
–Não... Não preciso de nada, Matthieu, você precisa de ajuda por aqui? – quis saber o francês se aproximando do canadense e se apoiando no fogão.
–Senhor Francis, não se incomode, volte para a sala e jogue com Alfred e com o senhor Arthur.
–Vamos, Matthieu deixe-me ajuda-lo, não é divertido ficar jogando com um viciado em chá e com um americano que lança faísca pelos olhos – comentou o francês tirando a esponja das mãos do canadense que corou com a repentina aproximação.
–Eh... – o canadense soltou um riso abafado – você é a primeira pessoa que vejo que Alfred não gosta. Já que insiste em me ajudar, poderia guardar esses pratos no armário, por favor?
–Claro Matthieu – o francês pegou os pratos e começou a guarda-los dentro do armário enquanto o canadense terminava de lavar a louça, após terminarem ambos se dirigiram para a sala onde encontraram o americano praticamente esparramado no sofá com o console em mãos apertando os botões freneticamente, no outro sofá estava o britânico quase caindo no sono com hambúrguer em seu colo.
O canadense dirigiu seu olhar para a tela da televisão e acabou se lembrando de algo que deveria ter dito ao americano assim que este chegasse.
–Alfie... Eh... – chamou o canadense esperando até que o americano desse pause e olhasse para si – Antônio ligou depois da aula perguntando por que não estava indo aos treinos de futebol, ele pediu para que você o ligasse assim que chegasse em casa.
–Antônio ligou? Estranho, ele não costuma ligar quando é para falar sobre esse tipo de coisa, normalmente ele vem falar comigo pessoalmente – comentou o americano deixando o controle largado no sofá enquanto se levantava do mesmo para pegar o telefone.
–Também achei estranho, mas... – quando ia completar a frase a campainha da casa tocou e o canadense foi atender, ao abrir a porta viu o cubano, moreno com os cabelos presos em um rabo de cavalo, as sobrancelhas espessas e uma barbicha em seu queixo, em seus braços o ursinho branco do canadense – senhor Marcus... Eh...
–Mattie, você esqueceu seu ursinho lá na loja – comentou o cubano entregando o ursinho para o canadense que o segurou com cuidado, como se fosse algo muito precioso e que pudesse quebrar a qualquer instante.
–O-obrigado, senhor Marcus – agradeceu o canadense sorrindo timidamente – fiquei preocupado quando não achei Kumajiro, pensei que o havia perdido, mas fico feliz que ele estava em boas mãos.
–Não precisa agradecer Mattie – o cubano levantou a mão para acariciar os cabelos do canadense, mas a mão do americano segurando seu pulso o impediu.
–Você já devolveu o Kumajiro, agora pode ir embora – disse o americano ríspido soltando o pulso do cubano e fechando a porta com violência para em seguida trancá-la.
Deu para ouvir um grito irritado do cubano dizendo que o americano era um idiota, em seguida os passos fortes ecoaram pouco a pouco, mostrando que o cubano se afastava.
–Alfred... Eh... Por que fez isso? – perguntou o canadense olhando para o irmão que voltava para o sofá sem dizer palavra alguma – Alfred, por que fez isso? – insistiu o canadense, mas não teve resposta por parte do americano.
Este por sua vez já estava esparramado no sofá olhando fixamente para a televisão, ao ouvir o estrondo da porta se fechando o britânico havia acordado e o gato pulou do sofá e correu para o quarto do americano que ficava no andar de cima.
–Alfred, quer fazer o favor de responder? – pediu o canadense tentando manter a suavidade e calma na voz, mas o que conseguia era um pouco mais de irritação a cada instante – Alfred, está me ouvindo? – o canadense ficou sem resposta novamente, já irritado com o americano o canadense andou até o sofá, segurou o rosto do americano apertando com um pouco de força as bochechas desse, o obrigando a olhar para si – ALFRED FREEDOM JONES, PARA DE AGIR COMO UM IDIOTA E PRESTE ATENÇÃO EM MIM, PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA – gritou o canadense subindo no colo do americano, deixando uma perna de cada lado do corpo do americano para que este não fugisse – agora responda por que fez aquilo ou serei obrigado a me livrar dessas porcarias que você chama de comida e diversão.
–Porque você é ingênuo demais Matt – respondeu simplesmente o americano.
–Eh...? Como assim? Eu não sou ingênuo – disse o canadense confuso voltando ao seu estado normal e pacifico.
–É sim, Matt, você não percebe o que aquele cubano quer? A forma como ele te olha, parece que vai te devorar a qualquer instante.
–Eh... Alfie você está imaginando coisa demais, acho melhor você não assistir tantos filmes.
–Eu não estou imaginando nada, é verdade, é por isso que não quero que fique perto dele, não quero que se aproxime dele, nem se for cem metros de distancia.
–Alfred... Você está exagerando... Francamente – o canadense saiu do colo americano e sentou ao lado deste, pegando o ursinho que estava no chão o abraçando.
–Eu não estou exagerando Matthew.
–Eu não sou de me intrometer nesses assuntos, mas o senhor hambúrguer tem razão – comentou Francis sentando em outro sofá – aquele cubano te olhava como se quisesse te comer, e não no sentido literal, mas é claro que, levando em consideração os fatores, qualquer um poderia querer.
–Eh... O que quer dizer? – perguntou o canadense corando e abraçando o ursinho em seus braços com mais força.
–Estou dizendo que a sua personalidade ingênua e tímida, juntamente com seu físico, atraem as pessoas...
–Sapo, pare de dizer esse tipo de coisa para o Matthew, está o deixando encabulado – comentou o britânico se espreguiçando.
–Só estou dizendo a verdade, não é nada demais.
O canadense apoiou o rosto no ursinho inclinando o corpo para o lado, em seguida deitando-se no sofá, seu rosto estava extremamente vermelho, seu coração batia em um ritmo descompassado e irregular, seus olhos insistiam em se desviar e observar o francês que sorria debochadamente para o britânico que parecia irritado com as atitudes do francês.
O americano percebendo a irritação do britânico se aproximou deste lhe dando um beijo calmo e carinhoso, os lábios se moviam com leveza, as línguas se acariciavam dentro das bocas, o ar se tornou mais escasso, ao se separarem a respiração de ambos estava irregular, inspiravam o ar com força como se este fosse pouco.
–Não pensei que tivesse fetiches com americanos, Arthur – zombou o francês aumentando seu sorriso debochado.
–Olha quem fala, um sapo pervertido, bastardo do vinho – Arthur sorriu como uma forma de desafio, tanto o britânico quanto o francês adoravam tirar sarro um do outro e constantemente saiam, literalmente, na porrada.
–O sujo falando do mal lavado, certo, velho pervertido, bebedor de chá?
–Velho aqui é a senhora tua mãe – rosnou o britânico se segurando para não dar um soco bem dado na cara do francês.
–Ah qual é? Está tentando arrumar briga punk?
–Pelo menos não sou eu que fico andando pelado por ai.
–Antigamente se andava pelado por ai e ninguém reclamava.
–Não dá pra manter uma conversa civilizada com você – comentou o britânico voltando a se sentar no sofá – conversar com você me dá dor de cabeça.
–Que pena, acho que já que está com dor de cabeça não vai querer ler essa carta aqui – disse o francês tirando do bolso da calça uma carta com o remetente Peter.
O britânico olhou a carta nas mãos francesas e ao reconhecer a caligrafia rapidamente saltou do sofá arrancando as cartas da mão de Francis.
–Por que não me deu isso antes, bastard wine? – o britânico abriu a carta e começou a ler com calma, sorrindo a cada palavra escrita no papel, a caligrafia não estava da forma como sempre fora, parecia que Peter a escrevera com pressa e sem o mínimo de cuidados para com a gramatica.
–Então... O que diz ai?
–Peter está morando com Berwald e Tino, ele está bem, disse que está se divertindo na Suécia.
–Então Peter está na Suécia, às vezes sinto pena dele.
–Por quê?
–Suécia... Mathias... Lukas... Emil... Mesma casa... Isso é um problema.
–Realmente é um problema, mas acho que o máximo que pode acontecer é a casa ir a baixo – comentou o britânico serio.
–Bom... Acho que Berwald pode dar um jeito em tudo... Mesmo ele sendo um pouco assustador...
–E tem aquele olhar quase assassino...
–Acho que Peter vai ficar bem.
–É... – o britânico engoliu em seco ao pensar em seu pequeno irmão dividindo a casa com cinco nórdicos que em boa parte do tempo não são exatamente o que se chama de bom exemplo.
~hetalia~
Na escola o americano passava a maior parte do tempo com o britânico enquanto o francês sempre arranjava um desculpa para ficar próximo do canadense e conversar com este em francês ou em inglês.
O americano muitas vezes arranjava briga com o francês, tanto por causa de Arthur quanto por Matthew, afinal o canadense era seu adorado irmão mais velho e nenhum francês iria tirá-lo do americano.
Certo dia o americano e o britânico resolveram ir para um encontro deixando o francês sozinho com o canadense na casa dos Jones.
–Senhor Francis, seja gentil comigo, essa é a minha primeira vez – comentou o canadense movendo as mãos em direção ao francês.
–Não se preocupe, eu serei – disse o francês sorrindo pervertido e se aproximando do canadense – primeiro, você sabe o que fazer, não sabe?
–S-sei, é claro que sei.
–Ótimo, mostre-me o que sabe.
–Eh... Bem... Assim? – perguntou o canadense.
–Isso, assim mesmo, Matthieu.
–Sua vez – falou o canadense apoiando o corpo para trás com os braços mantendo seu olhar no francês a sua frente.
–O que acha disso Matthieu?
–Bom... O que faço agora?
–Agora é a sua vez... Mostre-me mais de suas habilidades.
–Desse jeito está bom? – perguntou o canadense indo para frente.
–Sim, está ótimo Matthieu, o que acha disso?
–Bom... Eh... Estamos indo bem...
–Estavamos... Cheque mate, Matthieu – disse o francês debochadamente apontando para as peças no tabuleiro.
–O que? Como? Eh... Mas... Eh... – o canadense olhou para o tabuleiro, o francês tinha razão, ele estava em cheque e havia perdido – vamos jogar outra coisa.
–Está bem, Matthieu, não fique triste, ok? Nem todos ganham na primeira vez – o francês acariciou os cabelos do canadense enrolando um de seus dedos no fio rebelde, puxou o fio delicadamente ouvindo um gemido baixo escapar dos lábios do outro – então é isso que chama de ahoge, hein? – Francis puxou novamente o fio e viu o rosto canadense corar, ficando tão rubro quanto uma das rosas do jardim do francês.
–P-pare com isso senhor Francis – pediu o canadense segurando o braço do francês com as duas mãos.
–Mas isso não é bom?
–N-não é isso, por favor, senhor Francis.
–Você é tão fofo mon petit, me dá vontade de comê-lo aqui e agora apenas por olhar para você.
–N-não diga esse tipo de coisa senhor Francis.
–Você não quer? – o francês se aproximou do canadense empurrando o tabuleiro para longe e espalhando as peças pelo chão da sala – deixe-me prova-lo, mon petit – sussurrou o francês mordendo o lóbulo da orelha do pequeno canadense que gemeu baixo.
–S-senhor Francis – chamou o canadense se afastando do francês que insistia em se aproximar do canadense, quando deu por si, Matthew estava deitado no chão da sala com o francês sobre si, uma mão de cada lado de seu rosto dando sustentação ao corpo francês e as pernas do lado do tronco canadense.
–Mon petit, não precisa fugir, serei gentil contigo – comentou o francês abaixando o tronco até que seus lábios roçassem os lábios do canadense, o leve toque fez o canadense suspirar, a língua francesa pediu passagem que foi concedida após alguma resistência por parte do canadense.
A língua francesa brincava com a língua inexperiente do canadense, acariciando-a e envolvendo-a em uma dança calma e extremamente deliciosa, as mãos do canadense se agarraram na blusa do francês enquanto o braço do francês ia para as costas do canadense o puxando para cima, aprofundando mais o beijo que trocavam.
O beijo durou por pouco tempo, mas para os dois pareceu uma eternidade, se separaram por falta do (lê-se: maldito) ar, um fio de saliva ainda ligava a boca de ambos, os corpos colados, as respirações ofegantes, as mãos do canadense apertavam com tanta força a blusa do francês que os nós de seus dedos estavam brancos.
–S-senhor Francis... Eh... O que está fazendo? – perguntou o canadense ao sentir as mãos francesas invadir a blusa que estava usando, tocando a pele alva e imaculada do canadense, com calma o francês levantou a blusa do canadense até a boca do mesmo o deitando no chão para em seguida massagear o mamilo esquerdo do canadense enquanto lambia e chupava o mamilo direito.
–Não se preocupe com o que eu estou fazendo, apenas se preocupe com o que está sentindo – o francês deixou o mamilo direito do canadense para poder morder o lóbulo da orelha do canadense – isso é bom para você, mon petit?
–E-eu... Ahn... Senhor Francis... Isso é estranho... – comentou o pequeno canadense emaranhando seus dedos no cabelo do francês – é estranho... Nós somos homens... Eh... É estranhamente... Bom... Senhor Francis.
–Me chame apenas de Francis, mon petit – pediu o francês sussurrando, com a voz rouca e sensual, próximo a orelha do canadense – se é bom então posso continuar certo?
O canadense pareceu hesitar por alguns instantes, mas logo assentiu com o rosto rubro e os lábios entre abertos por onde escapavam suspiros e gemidos baixos.
Francis sorriu ao ver como o canadense ficava fofo com aquele expressão, tudo no menor o agradava, desde seu cheiro doce e delicado até seus olhos estranhamente violáceos, o francês deixou suas mãos passearem pelo corpo do canadense mais um pouco, apertando hora ou outra a pele alva, às vezes distribuía beijos na face do canadense e no pescoço deste.
–Francis... – o francês enrolou o fio rebelde no dedo indicador e começou a brincar com este, recebendo em resposta gemidos contidos do canadense – F-Francis, não faça isso, é estranho.
–O que você sente quando te toco aqui? – perguntou o francês brincando com o fio rebelde do canadense.
–E-eu não sei explicar, é estranho, mas bom... ahn... É estranhamente excitante – comentou o canadense emaranhando os dedos com força no cabelo do francês o puxando para um beijo urgente e necessitado.
–Então isso é bom hum? E isso aqui, Mon Pet... – o francês desceu uma das mãos até o cós da calça do canadense, mas quando estava prestes a abrir o botão da calça ouve o barulho de chaves indo contra a fechadura, tentou colocar-se de pé e ajudar o canadense a se levantar também, mas acabou tropeçando e caindo sobre este novamente.
A porta se abriu e um americano espalhafatoso entrou segurando a mão de um inglês emburrado, ambos pararam sem saber o que dizer ao verem a cena do francês sobre o canadense que estava deitado no chão com a blusa amarrotada, o rosto corado e os lábios rubros entre abertos por onde escapava a respiração ofegante do menor, os cabelos estavam bagunçados assim como os do francês, que sempre ressaltava o quanto seus cabelos eram belos e alinhados.
–O que está acontecendo aqui, Francis? – perguntou o inglês depois de se recuperar do choque de ver os dois ali naquela cena.
–Fique longe do meu irmão francês pervertido – ordenou o americano dando um passo a frente.
–Vocês são muito barulhentos – comentou o francês apoiando-se para levantar, mas as mãos do canadense em sua blusa o impediram – Matthieu... O que foi?
O canadense nada disse, apenas puxou o francês para si enterrando o rosto na curva entre o pescoço e o ombro do francês, seu rosto estava rubro, agora mais por vergonha por ter sido visto do que por excitação, suas mãos apertavam com mais força a camiseta do francês o impedindo de se afastar.
–Matthew esse francês pervertido te estuprou? Se for isso eu vou mata-lo – disse o americano dando mais alguns passos até ficar ao lado do francês, sua mão ainda segurava a do britânico que foi puxando consequentemente para perto também.
–Não pode ser considerado estupro se mon petit quisesse – falou o francês segurando o canadense em seus braços para poder sentar-se.
–Mon... Petit? – repetiu o americano com a raiva emanando de seu ser – quem te deu o direito de chamar meu irmão de mon petit, seu francês pervertido?
–A-Alfie – chamou o canadense respirando fundo e afastando o rosto para olhar o irmão mais novo – v-você e o s-senhor A-Arthur não deviam estar em um... Eh... E-encontro?
–Bem... O cinema estava fechado, parece que resolveram fazer uma reforma logo hoje, então nós apenas fomos almoçar juntos – respondeu o americano – Matt esse francês fez algo para você?
–N-não, ele não fez nada.
–Ele não te assediou sexualmente, te estuprou ou fez coisas indecentes com você? – perguntou o britânico desconfiado da resposta do canadense.
–Se Mon petit quisesse não seria considerado estupro, certo? – o francês sorriu e olhou para o canadense que corou quando seus olhares se encontraram.
–E-eu acho que sim... Eh... – o canadense virou o rosto que queimava, mas ainda mantinha suas mãos agarradas na blusa do francês.
–c'est mignon – o francês colocou as mãos no rosto canadense o virando para si tomando seus lábios em um beijo doce e terno, cheio de desejo e urgência.
–F-Francis – chamou o canadense ficando mais corado, se isso é possível, escondeu o rosto no peito do francês, inspirou o doce aroma que estava impregnado ali, o cheiro do francês invadiu as narinas do canadense, uma sensação deliciosa invadiu o menor que estremeceu e passou os braços ao redor do francês.
–Ora, seu francês estupido, fique longe do Matthew – falou o inglês puxando o francês pela blusa, o puxou com tanta força que este caiu no chão levando consigo o canadense que ainda o abraçava, o francês apoiou-se de forma que o canadense não se machucasse.
–Bebedor de chá tome cuidado, mon petit podia se machucar – comentou o francês – vamos Matthieu, é melhor levantarmos – o francês se levantou levando consigo o canadense que estava tão envergonhado que não conseguia soltar a blusa do francês ou se afastar deste, pois caso se afastasse deixaria seu rosto rubro a mostra.
–F-Francis, e-eu... – gaguejou o canadense tentando formular alguma frase que fizesse sentido.
–Não se preocupe, mon petit, eu vou cuidar de você – comentou Francis acariciando os cabelos louros do menor que afastou um pouco o rosto do peito do francês para fita-lo.
–N-não é esse o problema – disse o menor fechando os olhos e virando o rosto na direção contraria onde o americano e o britânico estavam.
–Está com vergonha? – perguntou o francês sorrindo e deixando uma risada baixa ecoar pela sala – você é tão fofo Matthieu.
–E-e-e-eu n-não, é que e-eu... – Matthew mordeu o lábio inferior com força causando um pequeno corte por onde escorreu uma trilha de sangue.
–Não morda seus lábios com tanta força, mon petit – pediu o francês passando um dedo no lábio do canadense para em seguida lamber sentindo o gosto do sangue do menor.
Ao sentir o toque da língua do francês a boca do canadense se entreabriu inconscientemente dando passagem à língua francesa que em um impulso invadiu a boca canadense, o gosto de sangue se fazia presente naquele beijo, mas nenhum dos dois parecia se importar.
Uma das mãos do francês parou na cintura do canadense, juntando os corpos enquanto a outra foi parar na nuca onde acariciava a pele alva e puxava o rosto do canadense para aprofundar o beijo.
–Já chega, seu francês pervertido, tire suas mãos do meu irmão – gritou o americano puxando o francês com força e o afastando do canadense que abriu os olhos instintivamente a se ver afastado do francês.
–Alfred, o que está fazendo? – perguntou o canadense exaltado ao ver o irmão mais novo segurando a gola da blusa do francês com o punho cerrado, prestes a dar um soco no outro – não o machuque Alfred, por favor, ele não fez nada que eu não quisesse, então... Eh... Por favor.
–Matthew, você gosta do Francis? – quis saber o britânico segurando a mão do americano que parecia que não iria ceder ao pedido do irmão.
–E-e-e-e-eu... – o canadense corou e olhou para o chão, vendo seu ursinho caído no chão próximo ao sofá, pegou-o no colo escondendo o rosto.
–C’est mignon – francês se soltou da mão que segurava sua blusa e correu em direção ao canadense envolvendo-o em seus braços – mon petit é tão fofo, poderia olhar para ti todos os dias da minha vida que não me cansaria – o francês começou a distribuir beijos na face rubra do canadense que incrivelmente ficou mais vermelha ainda.
–Ora seu francês estupido, não toque no meu irmão – gritou o americano andando até o francês.
–Certo, que tal tentarmos chegar a um acordo aqui? – propôs o britânico segurando o americano que se debatia e tentava alcançar o francês com o punho.
–Que tipo de acordo? – perguntaram o francês e o americano ao mesmo tempo parando o que estavam fazendo para fitar o britânico.
–Matthew parece gostar de você Francis, então... Acho que tanto eu quanto o Alfred devemos aceitar que vocês fiquem juntos, mas caso você faça algo que machuque o Matthew não vou segurar o Alfred e ele pode fazer o que quiser com você, o que acham?
–Certo, eu aceito sua proposta, pelo menos dessa vez sobrancelhudo – comentou o francês sorrindo – afinal eu não farei nada que machuque o Matthieu, porque eu o amo – o francês plantou um beijo na testa do menor o abraçando.
–Faça algo contra meu irmão e de adeus a sua vida, ouviu bem? – ameaçou o americano abraçando o britânico com força por trás e deixando seu olhar fixado no francês.
–Não se preocupe quanto a isso, senhor hambúrguer, não farei nada que Matthieu não queira, afinal mon petit é importante para mim, desde o momento que o vi.
–Francis... – chamou o canadense ficando na ponta dos pés para deixar sua boca perto da orelha do francês — Je t'aime – sussurrou o canadense para que apenas o francês o ouvisse, o menor corou e sorriu levemente ao dizer aquilo, se sentia um tolo envergonhado, uma garotinha que acaba de se confessar para o garoto que mais ama.
Notas finais
Bom o proximo casal eu ainda estou em duvidas.
Qual vocês querem que eu poste primeiro:
PruAus
ou
Itacest?
E ai mereço reviews?
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