cinema.

1 Feuer und Lachen.


Mimieux acomodava-se em seu assento enquanto os créditos iniciais do filme começavam a surgir na tela.
Ela não sabia o que fazia ali, naquela sala de cinema, junto a três importantes nazistas e o seu futuro obcecado marido. Riu com o pensamento de ter aquele marionnette nazie como seu esposo, ou até pai de seus filhos.

Quando o filme já estava perto da metade, Emmanuelle se permitiu virar para trás e avaliar rapidamente os presentes.

Hans Landa, sentado ao canto esquerdo, fumava e parecia se divertir. O homem que destruiu Shoshanna deveria ter seus momentos de alegria, não é mesmo?
não, não mesmo.

Goebbels e Francesca, com os poddles sentados em poltronas ao lado, riam alto e fumavam cigarros.
Imagino se seus gritos são parecidos com essas risadas, principalmente em meio ao fogo.

Hellstrom sorria. Sem emoção aparente.

Homens felizes sorriem sempre. Assassinos nazistas também.

Zoller, ah Zoller.
O homem observava Emmanuelle com o canto de olho e ao perceber que ela também o via, acenou e deu uma leve risada, voltando a atenção ao filme.

Shoshanna, ao contrário da calma e diversão que transparece no rosto de Emmanuelle, gritava no interior da jovem mulher.
Ela não quer ser Mimieux. Ela não quer ser a Sra. Zoller. Não deseja estar junto a nazistas e suas mulheres fúteis.

Shoshanna Dreyfus quer vingança.

Sim, vingança. Em nome de sua família, seu povo e seu orgulho.

E se eu incendiasse todos esses rolos exatamente na noite de estreia de "Orgulho da Nação" ? E se eu acabasse com esses desgraçados e seu orgulho na noite mais importante da vida deles?

O pensamento afeta Shoshanna e Emmanuelle, e a mulher ri. Seus dois lados estão juntos.

Talvez isso seja a minha obra prima.
Essa será a minha obra prima.

Notas finais
shortfic sobre como eu vejo a Shoshanna e o desejo de vingança que sempre existiu nela e a necessidade que ela tinha de esconder isso com a Mimieux.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!