.borboletas de inverno

3 .é que a sua pele é boa


Notas iniciais
Obrigado por lerem ♥

Harry sabia muito bem que deveria contar a Ronald e Hermione sobre o par dele. Mesmo assim, ele estava enrolando.

Tinha conseguido um par para Rony, Padma Patil. E Hermione parecia muito encantada com alguma coisa, e Harry não queria atrapalhar aquilo. Contudo, não deixava de se preocupar com a possível reação dos amigos. A imagem de Rony desfalecido ao descobrir não abandonava sua imaginação.

Ele deveria contar o quanto antes, mesmo assim. Afinal, o baile era literalmente agora.

— Cara, o seu par vem, não é? Quer dizer, você tem um, pelo menos? – Rony parecia preocupado, o que deixou Harry muito culpado por ter escondido a verdade dele.

Harry assentiu, nervosamente e tentando disfarçar o nervosismo.

— Lógico que tenho – tranquilizou-o –, só é uma pessoa meio inesperada.

— Chamou uma francesa? – Rony parecia maravilhado.

— Uh- não. Mais inesperado.

Um momento de silêncio.

— … Harry, se você chamou Victor Krum, o momento para você me falar é agora. Eu não vou ficar bravo com você – Rony colocou a mão sobre o ombro de Harry, numa tentativa falha de acalmá-lo.

Harry, por sua vez, não se sentiu ofendido com o que fora sugerido pelo amigo, mas sentiu-se confuso sobre o que o levou a pensar daquela maneira. Seu rosto se tornou uma enorme interrogação.

— Eu não chamei Victor Krum, Ron – falou pausadamente, achando graça da reação aliviada de Ronald que pôs a mão no peito, suspirando um longo “ufa” baixinho – Eu convidei… ér… ela não é da Grifinória.

— Uau! Agora eu com certeza sei quem ela é, Harry. Limitou muito minhas opções – falou com irônia escorrendo – É da Corvinal? Astoria Greengrass? Dizem que ela é muito legal. Também tem a-

— Não é uma Greengrass, e não é da Corvinal.

— Ah, claro! Uma lufana! É a Hannah Abbott? Acho ela bem fofinha.

— Uh, não. Não é da Lufa-Lufa também, Ron… – coçou a cabeça nervosamente.

Um minuto se estendeu em total silêncio até que Rony esboçou uma expressão de total horror, ficou vermelho e pareceu um pouco enjoado.

— Harry… Não… Harry! Oh, céus! – Passava a mão pelo próprio rosto compulsivamente – Harry! Enlouqueceu! Você deve ter sido enfeitiçado, sim, deve! Pelas barbas de Merlin! Convidou quem? Tracey Davis? Daphne Greengrass é a única que presta naquela casa e eu sei que não foi… Oh, ou pior: Pansy Parkinson?

— Como? Nããão, Ron… – revirou os olhos – Não foi nenhuma delas. Se acalme, sim? Foidraconiamalfoy— Falou rápido e embolado, encarando os próprios pés.

— Desculpe, acho que ouvi errado, jurava ter ouvido você dizer que convidou a Malfoy pro baile – riu bem alto, de forma exagerada, com a mão na barriga e tudo, e então sua expressão ficou séria e ele disse: – Não, não entendi a piada. Fala sério Harry, foi a Pansy não foi? Pode falar, você tem direito a ter um gosto meio ruim para mulher, fica tranquilo.

— Eu estou falando sério. Muito sério. Eu convidei a Draconia… há uma semana. E eu não sabia como lhe contar.

Rony piscou um olho de cada vez, a cor abandonou seu rosto e ele ficou assustadoramente pálido. Harry teve de ajudá-lo a ficar em pé, pois ele perdeu o equilibrio. Ele vai ter um piripaque! Com cuidado, Harry ajudou o amigo a sentar-se no chão, para que sua queda não fosse violenta o suficiente para ele bater a cabeça no chão e morrer. Harry só conseguia pensar que estava matando Ron de desgosto, e se sentiu mal por isso, mas ao mesmo tempo se sentiu mal por Draconia – não que ele gostasse dela (não, isso já deve ter ficado bem claro; Harry simplesmente não a suporta e vice-versa), mas poxa, era tão horrível assim ele ir a um baile com ela? Harry se sentiu um herege, pela maneira que Ron estava reagindo (mesmo que já esperasse por tudo aquilo).

— Ela e-enfeiti-ti-to-ço-çou você, nã-não foi – gaguejava, tremendo – Po—be-bre Ha—Hari-ry! E-u vo-vou le-le-levar você—cê pa-para Mada—da-me Po-pomfrey – estava claramente sem ar, para o desespero de Harry, que não sabia o que fazer.

— Eu não estou enfeitiçado, Ron. Eu quis convidá-la!

— POR QUÊ? – Gritou, indgnado, com todo ar que tinha, para começar a hiperventilar logo em seguida – Ai. Meu. Deus. Harry! Você gosta da Malfoy?

— NÃO! – Gritou imediatamente – Não… – se ele não parecia muito convicto do que dizia, era porquê estava muito preocupado com Rony para demonstrar sua total falta de interesse em Draconia – Eu convidei ela, pois… Bem, você sabe né. Eu precisava de um par e… Ai, Rony, não faz pergunta difícil! Convidei e pronto! Agora já era!

— Já era mesmo— disse Rony, parecendo um pouco verde e com o olhar distante, porém ao mesmo tempo, admirado –, ela está vindo ali! – Apontou para trás de Harry.

Harry deu um gritinho agudo e largou Rony, que caiu para trás (ainda bem que ele estava sentado, viu?). Ao se virar, ele deu de cara com a visão mais majestosa que já tinha visto em toda sua vida (bom, talvez não tanto quando uma fênix, ou um dragão… vamos dizer que era a visão mais majestosa que ele já teve de uma bruxa). Sua respiração falhou, e seus olhos desacreditavam no que estavam vendo. Caminhando até ele, com os cabelos loiros arrumados, a pele de porcelana impecável e o olhar de superioridade marcante, vinha Draconia Malfoy. Ao contrário do que ele poderia imaginar, ela trajava um deslumbrante vestido vermelho com detalhes em dourado. Ia até o tornozelo, deixando seus pequenos pés a mostra, na sandália de salto.

— … – Harry Potter havia perdido a fala, então sua boa se manteve na inércia formando um pequeno “o”.

— Potter – ela saudou, encarando-o profundamente, mas Harry estava tão preocupado em ficar deslumbrando com Draconia, que nem notou que, além do vestido, o rosto dela também estava muito vermelho.

— …

— Não vai dizer nada?— Ela cruzou os braços, visivelmente decepcionada.

— Você parece uma grifinória – murmurou, embebedado em sua maravilha.

Todavia, Draconia não pareceu gostar do elogio. Seu rosto formou uma careta, e ela pareceu indgnada com a comparação.

— Como é?! – Exaltou-se, trazendo Harry de volta a terra.

— Foi um elogio! Um elogio! – Apressou-se a dizer, antes que fosse azarado pela Malfoy irritada – Eu quis dizer que… Você sabe, eu amo as cores da minha casa. Eu só quis dizer, que elas caem muito bem em você e…

— E…? – Draconia ergueu a sobrancelha, desconfiada.

— Você está…

— Estou…?

— Muito-

No entanto, antes que pudesse terminar, a voz de Profª McGonagall soou:

— Campeões aqui, por favor!

— Acho que devemos ir – Draconia suspirou, parecia decepcionada.

Harry assentiu, estendendo o braço para Draconia segurar. Ela pareceu corar naquele momento, mas não devia ser nada demais, imaginou ele. Harry estava sentindo aquilo de novo: as borboletas dançantes em seu estômago, fazendo cada centímetro de seu corpo arrepiar-se. Estava tão feliz (ainda que não soubesse o porquê – ou não quisesse admitir), que nem se tocou que deixou Ronald para trás, completamente abismado com o acontecimento. E sequer viu o amigo ficar mais embasbacado ainda, quando Hermione Granger apareceu – totalmente deslumbrante, trajando um lindo vestido, e muito se assemelhando com uma princesa.

Harry não viu nada disso. E para falar a verdade, não ligou tanto quando descobriu que o acompanhante dela era Victor Krum, estava preocupado com outras coisas.

Enquanto os casais atravessavam o salão, ninguém sabia com o que ficava mais confuso. Victor Krum e Hermione Granger ou Harry Potter e Draconia Malfoy, mas aquilo seria assunto por um booom tempo.

Ao pararem no centro do salão, para a valsa dos casais, Draconia e Harry se encararam nervosamente. Ele envolveu a cintura dela com delicadeza e certo receio, ela também parecia meio temerosa ao colocar as mãos sobre os ombros de Harry, encarando os próprios pés com as bochechas enrubecidas.

— Assustado, Potter? – Perguntou em um tom muito suave, com os lábios tremendo um pouco.

Bom, ele estava. Um pouco. Mas ao invés disso, encarou-a e falou:

— Vai sonhando.

Draconia abriu um sorrisinho nostálgico, e pareceu ficar mais mais confiante. Surpreendentemente, Harry se saiu muito melhor do que esperava (provavelmente por ser Malfoy guiando a dança, e não ele), e nem pisou no pé dela. Os dois rodopiavam, encantados, encarando um ao outro e sorrindo. As borboletas estavam de volta, nos dois, e pareciam querer se encontrar a todo custo, pois aos poucos Malfoy e Potter pareciam mais próximos, colados.

Estavam nervosos, sim, e sentiam os olhares de reprovação sobre eles. Estranhamente, não lutaram contra aquilo.

Harry sentia seu coração disparado, a respiração mais pesada que o de costume.

Estavam a milimetros de distância quando a música, e perceberam a proximidade exagerada. Imediatamente, tomados pela vergonha, se afastaram e riram de nervoso.

Entretanto, mesmo sabendo que aquilo pioraria tudo, Harry estendeu a mão para Malfoy, e juntos foram em direção a mesa principal. Dumbledore sorriu para os dois ao vê-los juntos, muito satisfeito, quem pareceu muito desgostoso foi Snape, que por pouco não cuspiu a bebida que tomava.

Harry puxou a cadeira para Draconia (por que ele fez aquilo?), e sentou-se bem ao lado dela. Não demorou para que as conversas paralelas se iniciassem – Fleur gabava-se de seu colégio, Cedrico parecia muito entretido com Cho, e Hermione estava encantada por Victor Krum, quase tanto quanto ele estava por ela, mas Harry só concluiu isso depois de observá-los por um momento.

— Ciúmes, Potter? – Sugeriu Malfoy, com um ar de descontentamento ao vê-lo encarando Hermione (ou talvez fosse coisa da cabeça de Harry).

— Da Hermione? Por que eu teria?

— Ela não era sua namoradinha? Brigaram? – Riu-se de escárnio, mas havia um brilho misterioso em seus olhos que mostravam outro sentimento, um que Harry foi incapaz de decifrar.

— Hermione não é minha namorada – Harry gargalhou, achando graça que ela pensasse aquilo.

— Não? – Ela arregalou os olhos, piscando várias vezes.

— Não. A Hermione é maravilhosa – ele viu Malfoy fazer uma careta – mas ela é só minha amiga, e não é meu tipo.

Harry jurou ver Draconia reprimir um sorriso tímido, enquanto remexia na comida com o garfo.

— Mas, assim – Harry resolveu que perguntaria, não tinha motivo para não perguntar – soube que você estava saindo com Blaise Zabini. Fiquei surpreso quando disse que ele não te convidou.

Draconia torceu o nariz, fazendo uma expressão que Harry Potter quase considerou fofa.

— Eu e o Blaise nos conhecemos desde novos. Nossas mães foram amigas na escola, sabe? Sempre fomos muitos amigos, mas só. Ele devia ter-me convidado, portanto, tinhamos um pacto para sempre ir juntos nesses eventos. Agora, olhe para ele, só falta lamber os dedos de Daphne Greengrass – apontou para Blaise, que ria de qualquer coisa que Daphne falava, como se fosse a coisa mais hilariante do mundo – Idiota. Mas pelo menos agora ele para de reclamar sobre o quão “linda e inteligente” ela é. – Revirou os olhos.

Harry admirou Malfoy enquanto ela falava. Observou que – mesmo reclamando sobre o fato de Blaise ter quebrado o tal pacto – a sonserina tinha um brilho orgulhoso nos olhos, ao ver o amigo com a outra menina, e um sorriso brincalhão dançava em seus lábios úmidos por causa do gloss (não que ele esteja pensando nisso – de novo).

Quando se deu conta, Harry estava debruçado sobre a mesa encarando, muito admirado, os traços aristocráticos de Draconia.

— Perdeu alguma coisa na minha cara, Potter?

— Uh?

— Está encarando há dois minutos. Isso é um pouco bizarro.

Harry sentiu o rosto esquentar.

— É que sua pele é boa. – Falou a primeira coisa que lhe veio a cabeça, arrependendo-se logo em seguida. Contudo, para sua total surpresa, Draconia quase engasgou com a risada que deu diante dessa oração. O encarou, e riu, e acabou que Harry riu também.

— Obrigada, então – disse com um sorriso escancarado, rindo ainda – A sua é… – fez uma expressão caricata e pensativa – razoável, eu diria.

— Isso é um elogio, Draconia Malfoy? – Ele ergueu a sobrancelha, interrogando-a – Olha que posso ficar mal-acostumado, sem falar que sua reputação iria pelo ralo se descobrissem isso.

— A minha reputação? E quanto a sua? Se bem me lembro, sua casa inteira me odeia. Seria péssimo se o menino de ouro da Grifinória ficasse mancomunado comigo, tsc.

— Bom, eu quase matei o Ronald quando ele descobriu.

Draconia suspirou, apontando para Rony que os encarava e a Hermione e Krum, muito insatisfeito – porém menos que Padma, que estava muito infeliz sentada ao lado dele.

— Ele ainda parece um pouco verde – Harry admitiu.

— Acha isso, e nem viu o piti que deram Crabbe e Goyle quando eu contei que iria com você. Foi engraçado.

Os dois continuaram conversando animadamente, para a surpresa de todos os presentes. Riam juntos, faziam brincadeira. Era provavelmente a primeira vez que viam Malfoy e Potter juntos sem estar brigando, e aquilo parecia deixar os alunos de Hogwarts meio atordoados (ou talvez fossem as bebidas batizadas que os gêmeos Weasley estavam distribuindo secretamente). Harry notou que era a primeira vez que ele e Draconia conversavam sem insultos, e gostou disso – a risada dela o fazia sentir tonto de alegria, e os pelos de seu braço se eriçavam toda vez que ela tocava sua pele.

Quando As Esquisitonas começaram a tocar, levando todos os alunos para a pista de dança, Draconia e Harry foram também. Pularam alegremente um em torno do outro, e até Hermione e Krum se juntaram a ele – não houve nenhum comentário jocoso entre as duas, que sorriam e dançavam alegremente, além disso, Hermione nem pareceu se surpreender por Harry estar acompanhado da sonserina.

Harry estava encantado. E Draconia também, mas nenhum dos dois admitia isso um para o outro.

A música voltou a ser lenta, e os casais se abraçaram mais uma vez e rodopiaram juntos.

— Quer dançar? – Harry pediu gentilmente.

— Já estamos dançando, Harry – ela comentou, observando que já tinha os braços envolvidos em torno do pescoço dele, que descansou as mãos na curva da cintura de Draconia.

— Ah, é verdade – corou, sendo guiado na dança pela garota – Você está muito bonita hoje, acho que não disse isso antes – resolveu admitir.

Draconia encarou os pés, sorrindo.

— Só hoje? – Desafiou.

— B-bom… Você é b-bonita todos os dias.

— Sou? Não parece convicto.

— Pare de tentar me intimidar, não consegue só receber um elogio? – Harry resmungou.

— Você também, Harry – ela disse por fim, rindo, e apoiando a cabeça no peito de Harry, deixando, pela primeira vez na noite, que ele a guiasse (ainda que ele fizesse isso muito mal).

O baile havia chegado ao fim, e Harry não sabia como, mas havia acabado acompanhando Draconia Malfoy até as masmorras. Nota: eles estavam de mãos dadas e muito corados (tentando se convencer de que era por conta da bebida batizada).

— Pode me deixar aqui – Draconia ressonou, quando estavam quase chegando na entrada da sala comunal da Sonserina.

— Ah, certo – ele falou.

Contudo, não soltaram as mãos – ficaram lá, parados, se encarando. Os olhos verdes esmeraldinos encontravam os cinzas tempestuosos com intensidade, e aos poucos eles estavam tão perto quanto estiveram na valsa dos campeões, e então mais perto que isso. Não demorou para que os lábios se encontrassem.

As masmorras estavam tão desertas, que pode-se ouvir o encontro úmido dos dois. Era o primeiro beijo tanto para Draconia, quanto Harry. Eles não sabiam muito bem o que fazer, e nem o motivo para estar fazendo aquilo. Nem pensaram muito a respeito do significado por trás daquele ato, não naquele momento. Mas, o que eles não sabiam fazer, as borboletas que ainda faziam bagunça em seus estômagos, sabiam. Seguindo o silêncioso conselho delas, Harry e Draconia envolveram da mesma forma que fizeram na dança – ele puxando-a pela cintura, e ela envolvendo o pescoço de Potter com os dedos finos. Instintivamente, deixaram que suas línguas invadissem um a boca do outro, ainda que de maneira descordenada e tímida.

Harry acariciou as costas da sonserina, e ela lhe puxou os fios negros e rebeldes.

Não souberam quanto tempo ficaram ali, mas quando lhes faltou folêgo, decidiram que era melhor desvencilharem-se.

Ficaram em silêncio, sorrindo mas sem se encarar.

— Então… – Harry murmurou – Boa noite?

— Boa noite, Potter – ela sorriu abertamente, beijando a bochecha dele e se afastando.

O coração dos dois estavam muito acelerados, e com a frase que Draconia diria a seguir, aceleraram mais:

— Ei, Potter! – Chamou, já um tanto quanto distante – Sua pele é bem mais que razoável, se me permite dizer – deu uma risadinha e saiu correndo e segurando a barra do vestido, deixando Harry com cara de idiota lá atrás. Todo sorridente.

Provavelmente jamais admitiriam aquilo em voz alta. Eram orgulhosos demais para algo do gênero. Nos dias que se seguiriam, provavelmente se tratariam com o mesmo mútuo escárnio de sempre, contudo, talvez, só talvez, numa possibilidade quase remota (bem impossível mesmo, sério), Harry Potter e Draconia Malfoy gostassem um do outro. E não só gostar, mas gostar-gostar, e davam graças a Deus pelas borboletas estarem aprisionadas em seus estômagos – seria péssimo se elas saíssem por ai fofocando a respeito desse hipotético sentimento.

Naquele momento, os dois adolescentes desfrutavam da ignorância, e só desejavam chegar aos seus dormitórios onde poderiam deitar a cabeça no travesseiro e descansar e sonhar a respeito da noite que viveram. Sabiam que aquilo era um evento que só aconteceria uma vez na vida, e pretendiam guardá-lo em seus corações pelo resto da vida – que, logicamente, seguiriam em direções opostas (eles eram bem diferentes, querendo ou não).

Ah, doces crianças. Sabiam nadinha sobre o que o futuro reservava para os dois.

Notas finais
Essa imagem fui eu que editei e coloquei a carinha da Elle bebê Fanning, Draconia estaria assim no baile. https://imgur.com/a/xx2HM6P
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!