até em Meu Trabalho Você Me Persegue!
10 O inicio de uma guerra...
Notas iniciais
– O QUE?!?! ESSE CARA?!? – gritei enquanto Sieghart franziu o cenho, sem expressão. Aquele menino piscou para mim com um sorriso enorme no rosto.
Alguns minutos antes:
– Ruivinha... Por que está vermelha? Por acaso você está se lembrando do... – disse Sieghart em um sorriso radiante enquanto eu tentava não olhá-lo. Corei mais ainda.
Nós estávamos em uma mesa do restaurante – que a essa hora já estava vazio — , um de frente para o outro enquanto esperávamos o gerente sair de sua sala com a “surpresinha” que ele disse que tinha.
– Não estou vermelha! Pare de olhar para mim seu idiota! – falei de braços cruzados e com o rosto virado para o lado.
– ...Beijo... – sussurrou ele ainda sorrindo.
– Cale-se! – ele riu – Maldito! Você é... irritante!
– Hm... Você está ainda mais corada? – ele estendeu a mão até minha bochecha – Linda...
O seu toque doce me fez, se possível, ficar com mais vergonha do que já estava e eu tirei meu rosto de perto de sua mão urgentemente. Enchi minhas bochechas de ar, um costume infantil, mas que eu ridiculamente mantinha. Isso parece que fez-o rir ainda mais.
– Ka...wai... – disse ele entre risos e minhas sobrancelhas se juntaram.
A porta bateu forte enchendo o lugar escuro com a luz amarelada da sala do gerente e um vento frio percorreu o ar. Eu levantei no mesmo segundo e, mais lentamente, Sieghart fez o mesmo.
– Bom... Eu acho que vocês, e quem sabe os seus outros amiguinhos também, estão faltando secretamente ao trabalho muito ultimamente... Para irem se divertir por aí... — a voz grossa do gerente ecoou no lugar inteiro e ele passava seu olhar pesado de mim para Sieghart repetidas vezes. – Então eu cheguei à conclusão que preciso de um ajudante que possa vigiar vocês, fugitivos, o dia inteiro. – ele fez uma cara maligna.
Um garoto de cabelos cor de vinho apareceu pela porta de braços cruzados e um sorriso malicioso esboçou-se em seu rosto. Eu tinha certeza... era o “amigo” de Sieghart!
– O QUE?!?! ESSE CARA?!? – gritei enquanto Sieghart franziu o cenho, sem expressão. Aquele menino piscou para mim com um sorriso enorme no rosto.
Sieghart deu um passo para o lado ficando mais perto de mim e deu um sorriso que parecia dizer: “passe por cima de mim primeiro”.
Tudo bem... O que estava acontecendo ali?
...Pelo menos o dia de folga estava perto...
**
No dia seguinte:
"- Nem pensar! Vocês vão ter que ficar! E trabalhar aqui até amanhã!
– Espera aí! É direito nosso ter uma folga amanhã!
– E eu ligo pro direito de vocês? Quem não for tá na rua!"
É... Essa foi a pequena discussão entre o gerente e os garçons, mas especificamente entre mim e ele na verdade — só eu falei...
E agora nós temos — os garçons — que ficar aqui dia 31 e 01 já que os cozinheiros ficaram no natal... Era trabalho nosso ficar no ano novo...
– Grande porcaria...! — murmurei para mim mesma enquanto ia cozinhar uma coisa que nem eu mesma sabia o que era na cozinha.
Só havia além de mim 4 garçons para ajudar.
– Yo ruivinha! Tudo bem com vo...?
– Cala boca Sieghart! Eu estou com... — ele me virou de minha panela e me encostou de costas para a bancada da cozinha. Prendendo meu corpo e se aproximando cada vez mais. Fiquei sem reações. Meu rosto corou violentamente.
– Raiva? Grande novidade... — ele me encarou de um jeito sedutor por alguns segundos, com um sorriso malicioso de lado, fazendo-me corar mais ainda. Tentei não olhá-lo, mas...
Ele desviou o olhar rapidamente olhando por sobre meu ombro e sua testa franziu, seu rosto ficou rapidamente sem emoções.
– Sieg... — com um rápido movimento ele me envolveu nos seus braços e nos jogou para o chão comigo em baixo. Antes de chegarmos no chão ouvi um "BUUMMMMMMM" ensurdecedor e além do enorme susto eu fiquei confusa.
Somente os braços de Sieghart envolta das minhas costas tocaram o chão. Seu corpo incrivelmente definido contra o meu me aqueceu rapidamente naquele clima frio da noite. E ele afundou o rosto em meus ombros soltando uma grande risada.
– Então... até os... clientes você pensa... em matar? — falou ele entre risos.
– O que? — tentei voltar ao mundo real. — Espera aí! — olhei para cima, vendo a sujeira repentina que havia lá e no chão a panela girava fazendo um enorme barulho. — A panela...
– Explodiu... Você é realmente impressionante ruivinha... — ele sorriu para mim.
– VÃO PRA UM QUARTO!
– O CLIMA TÁ ESQUENTANDO, HEIN?
Gritaram uns garçons rindo, no canto.
– Ora seus...- falei.
– Elesis...? — olhei para o autor da voz. Vinha da porta que separava a cozinha das mesas.
– Ryan...? Ryan! É você? — dei um sorriso e logo depois encarei Sieghart com fúria até ele me soltar.
Sieghat narra :
Quem era aquele... aquele idiota? Por que Elesis sorria para ele assim? Mas que droga é essa? É a primeira vez que eu vira aquele sorriso tão lindo, animador e radiante... Para outro...
Soltei-a já que ela me encarava com um olhar que parecia dizer " Me solta, ou se não...". Eu não tinha medo das ameaças da Elesis, mas... Não a obrigaria a nada... quer dizer... quase nada...
– Ryan! — ela correu para ele e deu-lhe um abraço forte que foi retribuído rapidamente.
Levantei-me e encostei-me à parede cruzando os braços. Eu os encarava inconscientemente com as sobrancelhas unidas.
Tão perto, tanta felicidade... intimidade...
Não aguentei mais e dei um sorriso forçado andando até eles.
– Ruivinha... Me apresente o seu... amiguinho... — me aproximei bastante dela e pus o braço em cima de seus ombros. Como esperado da ruivinha: ela tentou sair de perto. Fuzilando-me com um olhar de raiva ela disse de má vontade.
– Sieghart, esse é meu primo: Ryan. Ryan, esse é...
– O namorado dela, prazer. — Elesis corou violentamente, seus olhos se arregalaram e as sobrancelhas de Ryan se juntaram.
– Nã... — interrompi Elesis puxando-a pela cintura e a agarrando contra meu corpo. As mesmas ações de antes percorreram o rosto dos dois só que com mais intensidade.
– Você... não disse que estava namorando... Elesis — Ryan falava para Elesis, mas me encarava com raiva e ciúmes. Isso me fez sorrir maliciosamente.
– E não estou! — falou ela corada tentando sem muito sucesso sair de meus braços.
– É por que é tipo um noivado. — falei no mesmo segundo, arrancando a cara de alivio que se formara rapidamente no olhar de Ryan.
– QUE? — gritou Elesis. Mais vermelha do que seu próprio cabelo. Sorri.
– Eu ia te pedir hoje, meu amor. — ri da reação sem jeito dela. Mas o meu objetivo pela primeira vez não era ver Elesis corada e sim ver Ryan com raiva.
– Pa-parabéns... Elesis... — ele falou com dificuldade. Seus olhos estavam cobertos por sua franja.
– Ryan... peraí... — falou Elesis.
– Nããããããããoooooooooooooo! Você disse que gostava de mim! Por que vai se casar? — ele começou a berrar e a chorar.
Uma gota enorme apareceu na minha cabeça e na de Elesis. Então ele era esse tipo de cara...
Que idiota...
Elesis narra :
Droga! Ele começou a chorar! Como eu odeio o lado bebezão que ele tem...
– Ryan! Pare de chorar agora! Eu não vou me casar!
– Serio? — no mesmo instante ele parou de berrar. Esse era o lado bom dele: Do nada ele parava de chorar.
– Serio. — fuzilei Sieghart com o olhar e ele sorriu.
– Vou ser garçom também! Quero te ajudar! — gritou Ryan.
– Sinto muito, mas eu já estou a ajudando... – falou Sieghart, dei-lhe uma cotovelada na barriga antes que ele fizesse Ryan chorar de novo.
– Então você está contratado... – disse uma voz atrás da gente.
Virei para ver quem era, mas Sieghart não precisou fazer o mesmo para descobrir. Ele revirou os olhos.
– Obrigada senhor! – disse Ryan com um sorriso.
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