até em Meu Trabalho Você Me Persegue!
4 Agente secreto? Eu? Ele? Juntos? Hã?
Notas iniciais
- O que vamos fazer?
— Depende... Vamos analisar a situação. — falou ele já recuperado do soco.
Nós ficamos de joelhos de frente para a bancada novamente. Com pose de espião.
— Temos que ficar de costas para a mesa 15... — disse ele.
— Temos não. Você tem. Eu tenho que ficar de costas para a mesa 16...
— Aff... Eles estão bem no meio do restaurante... uma mesa do lado da outra...
A mesa 15 estava do lado da mesa 16 e se encontravam exatamente no centro de tudo.
— Seus amigos são aqueles quatro garotos ali?
— Jin, Ronan , Lass e... o meu arque inimigo... — Sieghart fuzilava um dos garotos com o olhar.
— Se são seus amigos, por que estão com seu inimigo? — ele voltou o olhar pra mim. Agora de novo se divertindo.
— Interessada? — sua sobrancelha arqueou-se.
— Cl-claro que não! Ora...
— Você se interessa por minha vida pessoal, ruivinha?
— E pra que e-eu gastaria meu tem-tempo com isso?
— Um hum... — ele analisou minha expressão por um tempo, sorrindo, e depois mudou de assunto. — E aquelas três são suas amigas?
— Sim, Lire, Arme e Amy.
— Tudo bem. Você atente os garotos e eu atendo as garotas. Simples!
— Você é idiota? E como a gente vai chegar perto deles sem que o pessoal da mesa oposta nos olhe?
— Eu já tenho tudo em mente, ruivinha... Tudo em mente...
E assim :
— Uma toalha? — o fuzilei incrédula.
- Não é uma simples toalha... É uma super mascara espiã.
— E você pretende enrolá-la na nossa cara e atender aos clientes naturalmente?
— Pelo menos eles iam ficar livres da sua cara de monstro. — ele deu um sorriso de lado.
— Cara de monstro tem é sua...
— GARÇOMM! VEM ATENDER A GENTE!! JÁ TO AQUI HÁ SÉCULOS! — Amy, com certeza.
— Droga! Não podemos esperar mais. Já sei! Nós vamos ter que...
E assim:
— Ir até a mesa, um de costas para o outro andando de lado e cada um atende a mesa oposta...
— Melhor que uma toalha...
— Ah... Que seja... Mas mesmo assim é humilhante...
Nós fomos até a porta e nos posicionamos um de costas para o outro. A porta estava do nosso lado. Ele a abriu. E andamos para fora dela.
— Um passo para o desastre... — sussurrou ele.
- Cale-se! — sussurrei de volta.
Estava difícil desviar das mesas, mas estávamos conseguindo. O restaurante era de um porte pequeno e por isso não demorou muito a chegar. Hoje estava praticamente vazio e não tínhamos mais de duas mesas para atender tirando às de “alto perigo".
Ficamos entre as mesas, ainda um de costas para o outro e falamos:
— Olá, sejam bem vindos. Há alguma coisa que eu poderia fazer por vocês? — falei baixo e educadamente enquanto Sieghart falava “fala aí o pedido".
Dei uma cotovelada nele para que ele tivesse bons modos, mas as meninas não ligaram pela sua falta de educação e falaram rapidamente seus pedidos para ele.
Os meninos à minha frente olhavam os cardápios, menos um que me encarava com um sorriso.
— Agora que já escrevi os pedidos já vou. — disse Sieghart para as meninas entre um sorriso. Sabia que era uma indireta para mim então falei também indiretamente.
— Os pedidos ainda não foram escritos aqui. Então tenho que esperar. — eu falava entre dentes, fingindo um sorriso.
— Desculpe lhe fazer esperar. — corei quando percebi que os garotos à minha frente riam.
Ok. isso foi humilhante... Quem falaria do nada “Os pedidos ainda não foram escritos aqui. Então tenho que esperar.”? Que droga!
— O que ainda faz aqui, gatinho? — ouvi Amy dizer.
- Tem mais algo que vocês queiram? – ele tentou ganhar tempo para mim.
Por um instante Sieghart separou um pouco nossas costas grudadas e percebi que elas poderiam me ver com facilidade.
Joguei meu corpo para trás rapidamente e conseguentimente empurrando Sieghart que quase caiu em cima da mesa à sua frente.
— O que você acha que está fazendo? — ele deu um sussurro que só eu consegui ouvir.
- Era pra você está colado atrás de mim, imbecil! — sussurrei para o idiota atrás de mim fingindo um sorriso para os clientes.
— Você quer que eu cole com você? Então vou colar!
Ele empurrou suas costas para as minhas me fazendo cair em cima do garoto de cabelos cor de vinho. O que sorrira para mim.
— Você está bem? — falou ele educadamente me segurando. E pousando as mãos em meu rosto, afagando-o lentamente. Senti o olhar zangado de Sieghart sobre nós.
Antes que eu pudesse me levantar Sieghart me puxou pelo braço e me carregou no colo. Cobri meu rosto junto ao seu peito antes que me olhassem.
— MALDITO! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO? — meu grito saiu abafado em seu peito. Eu sei que não é hora para isso, mas... O físico de Sieghart em volta de mim me fez corar um pouco.
Ouvi uma porta abrir. Nós já devíamos estar na cozinha. Saí de seus braços e o encarei. Seu rosto estava rígido.
— Elas quase me olharam por sua culpa! — gritei. Depois de um tempo ele se acalmou e voltou com seu olhar irônico.
— Que foi? Não gostou de eu ter lhe tirado do colo daquele seu amiguinho? — percebi que o inimigo de Sieghart era aquele tal garoto.
— O que? Foi você que me jogou pra lá pra começo de conversa!
- Já sei! Foi amor a primeira vista, não é? — ele dava um sorriso sarcástico que me dava raiva.
— Cala boca, idiota! Eu não gosto de ninguém!
— Então me prove que você não ficou apaixonadinha por ele, ruivinha.
— Grr! EU ODEIO ELE QUASE TANTO QUANTO ODEIO O IMPRESTAVEL QUE ESTÁ A MINHA FRENTE!! — gritei já zangada.
Ele fechou os olhos e sorriu serenamente. Se aproximou de mim com um movimento lento e quando eu ia me afastar ele segurou delicadamente meu queixo.
— Quase tanto...? Então eu ainda sou o primeiro da lista...? — meu rosto corou, ele estava tão próximo...
— É-É! — droga! Minha voz saiu tremula! Isso já era conseguentimente uma vitoria para ele. Sieghart riu.
— Não se preocupe... Vou com certeza mudar isso...
— Ah, mas não vai mesmo! — olhei para os cozinheiros pelo canto do olho. Eles tinham cara de emoção, olhos brilhantes que nos encaravam... Fala serio! Mas Sheldon fazia sinais para mim. Olhei-o melhor.
Li os movimentos de sua boca, que diziam “O gerente!" e ele apontava para a porta que dava em sua sala.
— Não! O gerente! Rápido rápido! — falei.
Sieghart me puxou pelo braço rapidamente. Nossos corpos se encontraram. Milímetros... Não, menos...
E sussurrou ao meu ouvido: “Preciso pegar de volta o que você está roubando de mim...”
— O que...? — sussurrei de volta, mas ele já havia nos separado. O gerente bateu a porta com força entrando com raiva no local que estávamos.
Lentamente ele passou o olhar pela cozinha. Analisando cada pessoa, cada rosto trabalhando. Somente eu estava vermelha e com um olhar surpreso no rosto, enquanto todos fingiam trabalhar.
— ELESIS! VOLTE AO TRABALHO! — logo depois disso ele voltou ao seu escritório ainda zangado. Batendo novamente a porta.
-Ufa... — falaram todos da cozinha.
— Vamos ruivinha... precisamos trabalhar! — Sieghart me deu um abraço só com um braço e me puxou de volta para a porta. Com um sorriso radiante. Pude sentir seu braço forte em volta de mim.
— Você muda de humor tão rápido assim? — falei empurrando-o de mim.
— Só com ruivinhas teimosas como você... — ele sorriu de novo.
— Você é terrivelmente idiota...
— Obrigado. Você também.
— QUE? — falei com raiva.
— Precisamos de uma estratégia nova... Criança.
- Que tal eu socar sua cara até que seu rosto mude de forma? Você ficaria diferente. Parecendo um morto-vivo.
— Isso seria bom... Aí no seu caso eu teria que te beijar. E você ficaria parecendo um monstrinho vermelho.
— Ah! Cale a boca!
— Só há um jeito de me calar... E com certeza você também iria parecer um monstrinho vermelho. — não respondi. Com certeza minha idiota voz falharia.
Tentei mudar de assunto.
— Que tal mascaras? — falei em um biquinho.
— Já tinha dado essa ideia...
— Não. Você deu a ideia das toalhas. Mascara é diferente.
— E por que só agora você pensa em mascaras?
— Aff. Fique feliz e pronto!
— Tá. Onde tem mascaras?
— Têm algumas ali. — Charlie, o aprendiz de cozinheiro, apontou para o canto da cozinha. Lá haviam umas mascaras cheia de fungos e terra. Que provavelmente ninguém mais usara.
— ...
— ...
— Vamos ficar com as toalhas. — falei finalmente.
— Finalmente você reconheceu uma boa ideia, hein, ruivinha? — falou Sieghart se gabando.
— Quando a gente usa uma ideia por falta de opções, ela não é considerada uma “boa ideia".
— Um hum... Sei...
E assim:
— Olá senhoritas. Olhe seu pedido aqui.
— AAAAAAAAAAH!!! UM ASSALTANTE!! — gritou Amy saindo correndo do restaurante. Arme e Lire olhavam Sieghart com um olhar surpreso.
Eu quase morri de rir de Sieghart quando Amy saiu correndo. Eu estava anotando o pedido dos meninos enquanto isso. Nossas toalhas cobriam o nariz e a boca, deixando só os olhos de fora.
Os meninos também pareciam surpresos.
— Há... alguma doença... contagiosa por aqui? — falou um dos garotos. Um de cabelos azuis.
— Não senhor. Só gostamos de usar toalhas assim mesmo.
— Um... Sei... – ele me olhou com um olhar estranho e voltou ao cardápio.
Depois das meninas saírem quase correndo, assustadas, do restaurante e os meninos esperarem pacientemente pelo pedido. Eu fui em direção da cozinha. Sieghart estava indo na minha frente. Três passos de distancia. Percebi que seu nó estava soltando.
— Sieghart. – sussurrei para ele. – Sieghart! Está quase soltando! – ele não ouviu.
— Sieghart! – puxei a manga de sua camisa preta e ele virou no mesmo segundo. Com o giro que ele deu a toalha caiu no chão.
Seus olhos estavam arregalados olhando para a mesa 15. Sua boca estava entre aberta e dela saiu um sussurro rápido.
— Ronan me olhou! — falou ele olhando para mim.
— Corre!
— Não! Me beija!
— O que? – no mesmo segundo ele segurou meus braços com força e me puxou para si. Selando nossos lábios. Sua boca pressionava a minha quase desesperadamente.
Sieghart pousou a mão em minha nuca e a outra na cintura. E correu desastradamente para trás. Tentei correr também, mas já tínhamos passado pela porta aberta. Nós já estávamos dentro da cozinha caídos no chão. E a porta se fechou lentamente atrás de nós.
Foi rápido demais. Em um instante Sieghart me puxou para si e no outro eu estava em cima do seu corpo o olhando surpresa com a boca entre aberta a míseros milímetros da sua. Não consegui falar. Só soltei um sussurro baixo que só ele ouviu.
— Vo-você me beijou...
Com um movimento lento ele levou novamente a mão até minha nuca e juntou novamente nossos lábios só que agora lentamente.
************************ Um pouco do próximo cap!
— Oi ruivinha!
— Cala... A... Athin!
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— Ei, você não parece nada bem... Não pode se esforçar muito. – ele parecia preocupado.
Mas eu poderia agüentar o trabalho! Seria fácil! Era só eu me concentrar e me esforçar! Mas... minha cabeça girava... O chão estava se movendo...? Cada vez mais próximo de mim...
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Me levantei normalmente da cama. O dia estava estranhamente temperado para mim... Nem muito frio ( como costumava ser ) e nem muito quente...
Mas... ESPERA AÍ! QUANDO EU VOLTEI PARA CASA?
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