astrall Ghost Stalker

1 Astrall Ghost Stalker - PAST - Beijos e a morte.


Astrall : Ghost Stalker – PAST – Beijos e a morte.

Olá, meu nome é Hazuki Heiiwajima eu tenho, bem, vamos somente dizer que eu, estou meio vivo, eu sou, eu era um estudante do 2°ano do ensino médio na escola Sakurabito, no distrito de Ikebukuro-Tókio, sou um garoto normal, tímido e de forma modesta simpático vou começar a conta minha história do começo, ou melhor do fim.

Enquanto caminhava em direção a minha escola, com aquele céu escuro sobre minha cabeça como se estivesse prestes a chover, um dia normal de junho via todas aquelas pessoas e seus guarda-chuvas em prontidão à espera de uma chuva densa, me aproximando dos portões de meu colégio quase fechados e eu como sempre, pontualmente atrasado, vejo de longe meus colegas, e meus quatro amigos, Shibuya, Sasuke, Akamatachi e Hidamari a minha espera com toda a paciência do mundo, ótimos amigos não? Vejo também aquela que roubou meu coração à novata ruiva linda de olhos azuis que ofuscavam minha visão, aquela expressão despreocupada no rosto sempre olhando o céu admirando as nuvens, sou avistado de longe por Shibuya que logo grita – Ande logo seu lerdo! Sua vida depende disso! — e eu sempre com aquele meu sorriso sarcástico, andando devagar sem pressa, observando lentamente a expressão de felicidade de Kyoko meu grande amor um ano mais nova do que eu, e que de alguma maneira aquele ser celestial acabou se tornando uma ótima amiga, quando me aproximo ouço de todos as boas vindas, caminho até Kyoko sentada em um banco no pátio avia matada aula somente para me esperar e me dizer aquilo que realmente, iria marcar a minha vida:

- Olá Kyoko, tudo bem? –digo para ela enquanto a abraço, e lhe dou um beijo no rosto, assim como os ocidentais-

- Olá Hazuki – Ela diz com uma voz dos anjos, mais que de alguma maneira, me lembrava uma maid-

Caminhamos juntos, como sempre o silêncio que secava minha garganta enquanto ela andava ao meu lado sorrindo e os garotos, brincavam e riam comigo, quando chego à porta de minha sala infelizmente o terrível fim de nossa caminhada, que aos olhos alheios não significava nada além de amizade ela me para, e com aqueles incríveis olhos azuis que pareciam ter vindo do desenho de um deus somente para me torturar, conduz sua boca aos meus ouvidos e me diz, de forma simples e natural:

-Hazuki, eu preciso falar com você quando as aulas terminarem- Eu sem reação somente confirmo com a cabeça, e ela vai embora me torturando novamente com seu andar gracioso. Aquelas palavras ecoaram em minha mente até as aulas terminarem, embora eu tivesse no rosto um sorriso eu estava completamente perdido, sem saber o que fazer, sem reação. Fui para a parte de trás da escola, lá somente avia uma arvore um tapete verde de uma grama bem cuidada, e ela olhando para alto ignorando o mundo e somente a observar as nuvens com um olhar distante como se estivesse em outro lugar, outro mundo, totalmente fora da realidade.

- Hey Kyoko !- Dizendo com toda a naturalidade somente tentando esconder meu nervosismo.

-Olá Hazuki- ela diz sem sequer olhar para mim.

Eu me aproximo e ela finalmente direciona seu olhar para baixo, me olha eu me paraliso fico totalmente sem reação, e da forma mais natural, que eu nunca iria ver, nos abraçamos, um abraço quente, demorado de forma a expressar meus sentimentos, sinto o bater de seu coração, batidas fortes, pareciam expressar medo, ela deixa de me abraçar, segura minhas mãos e se afasta de mim, pronunciando palavras que nunca mais sairiam da minha cabeça:

-Hazuki eu preciso lhe confessar algo, uma coisa que eu sinto algo que machuca meu coração, me fere- ela fala colocando as mãos sobre o peito apertando com força.

-O que foi Kyoko ? Vamos me diga, você se sentira melhor – dizia eu de forma inocente, naquele momento nem me passava aquilo na minha mente.

- Hazuki eu não encontrei nenhuma maneira de lhe falar isso, de forma fácil, então acho que serei direta- ela dizia, novamente pegando na minha mão, e levando até seu coração.

- O que foi Kyoko? Está começando a me deixar nervoso- eu estava começando a sacar o que estava acontecendo, embora já tivesse namorado com outras garotas, ela com certeza era diferente, meu peito pulsava queimava, minha barriga latejava uma sensação fria.

-Hazuki, eu acho, não eu tenho certeza que eu te am – Antes dela terminar de falar, eu simplesmente a beijei com minha mãos em seu rosto e cabelo, eu sentia sua boca de forma diferente, eu sentia o calor que vinha dela para mim, algo que me acolhia, que me fazia esquecer de tudo, senti sobre meus dedos algo quente, quando abro meus olhos vejo suas lagrimas, mas ignoro e continuo a aproveitar aquele momento único em minha vida aonde nada além dela importava para mim, aquele momento tão poderoso que ficaria petrificado, e ao menos para mim se tornaria eterno. Quando nossas bocas se separaram, nem nos olhamos somente nos abraçamos sentimos um ao outro, e assim, meu momento eterno chegando ao fim quando ouço seu nome ecoando pelas paredes, e ela selando nosso compromisso de maneira muda, me beija de maneira graciosa olha em meus olhos de forma profunda e me deixa totalmente paralisado com a beleza de seus olhos, em contraste com aquele cabelo perfeito, ela corre e não olha para trás como uma forma de não parar e voltar para mim, ela vai embora, e eu fico ali olhando para as nuvens, enquanto a chuva carregada durando todo o dia cai sobre mim, paralisado lembrando o quanto ela mora longe e dando motivo para ela ir embora vendo beleza no céu, e simplesmente no céu.

Aquela chuva, não estava fria, não me incomodava eu somente sentia cada pingo de água pura enquanto me recuperava e dava meus primeiros passos em direção a minha casa, observava novamente as pessoas agora com todos aqueles guarda-chuvas abertos correndo freneticamente de um lado para o outro, quando por um instante vejo um clarão ofuscante. Desmaio. Vejo minha mãe chorando em cima de um caixão, e meu pai com sangue em suas mãos de tanto colocar força ao cerrar os punhos, vejo Kyoko chorando o que aperta meu coração de maneira tão forte que me faz querer chorar, uma tristeza tão poderosa que poderia se tornar facilmente um vício sem volta, como seria um sonho algo tão destrutivo a minha alma? Um pesadelo? Também não acho que tenha tal força, naquele momento somente dúvidas ecoavam em minha mente, meu coração se despedaçava como um vidro frágil quando cai no chão, mais o mundo não iria parar, para que eu concerta se aquele estrago incomensurável, estranhamente, sentia um sono pesado, com a qual foi pura bobagem eu tentar lutar, novamente adormeço, entro em coma. Quando acordo, totalmente perdido meu primeiro impulso é correr, queria ver Kyoko saber se ela estava bem, queria ver meus pais, queria abraçar eles forte, acabar com todas essas minhas angústias, com todas essas minhas dúvidas, corri até que minhas forças se esgotaram e eu me encontro em uma cidade, casas bem construídas, de arquitetura medieval, gótica mas com um estranho ar tecnológico, um homem todo vestido de branco, e com cabelo de mesma cor, encostado em um poste quebrado, me chama até ele enquanto ri, risadas dignas de um coringa:

-Bem vindo a Astrall a cidade daqueles que não podem ir nem para o céu nem para o inferno!

-Estou morto?