Notas iniciais
Desculpa a demora para postar. É que eu não estava pensando em nada bom para por na fic.

As horas parecem se arrastar quando estamos ansiosos. Era o quê acontecia com o ‘‘super-protegido’’ Desmond, que esperava a saída dos pais para pular a cerca( No bom sentido). Havia conhecido os vizinhos á três anos. Meninos da sua faixa etária, pessoas com quem se sentia bem. Praticavam esportes juntos, conversavam sobre o mundo e outras coisas que qualquer adolescente faria. Também teve a chance de provar doces e outros aperitivos que seriam considerados desnecessários ou ‘’coisas do homem’’ por seus pais. E, nos finais de tarde, quando todos estavam cansados, subiam nas arvores das redondezas, para colher frutas. Porém, estes encontros só ocorriam raramente, algo como de três em três semanas.

O ronco do motor. Mais alguns minutos e teria liberdade. O garoto foi até a garagem, que ficava ao lado do galinheiro. Nela, havia uma caminhonete, com duas pessoas dentro.

-Jovem Desmond- saldou a mãe, uma mulher de cabelos ruivos e encaracolados, que usava óculos de hastes verde-limão – Iremos ao comércio. Tome cuidado com qualquer pessoa estranha que olhe demais para nossa casa e jamais responda nenhuma pergunta que fizer. Quer alguma lembrancinha?

-Ah?!?- Desmond ficou um pouco confuso com a mudança repentina – Sim, vou querer alguns rabanetes e também morangos- Tais frutos só chegavam no final da tarde, deixando muito os fora por um bom tempo.

-Há legumes na despensa, se tiver fome sabe o que fazer. Segurança e paz, filho- o pai disse, um homem barbudo e de cabelos compridos.

-Sim, sim, o mesmo para você. Corram para pegar os produtos frescos!

Eles sorriram e deram partida no carro, e depois de alguns minutos, sumiram no horizonte.

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-Acho que já vi este lugar antes.-comentou Desmond.

Estava na casa do amigo Matt, assistindo um documentário sobre Roma e o Coliseu. O jovem assassino já estava se acostumando com o fato de ‘’caixas demoniacas’’(apelido carinhoso dos pais ás TVs) existirem. Em sua casa, quase não havia tecnologia. O máximo era um velho telefone que raramente usavam, com a desculpa de que este roubava sua energia vital. Desmond sempre desconfiava disso, é claro. Desde pequeno soubera que os pais eram um tanto... diferentes.

-Isso se chama dejávu.-Explicou Matt, que gostava de se sentir mais inteligente que os outros, mesmo que Desmond fosse 5 anos mais velho que ele.- é quando você acha que já viu alguma coisa mas na verdade não viu.

Uma mulher surgiu na sala, com um telefone pequeno na mão, que deixou Desmond curioso.

-Matt, os meninos já estão chegando, quero que tome um banho. Vou preparar torradas e leite quente para eles. Quer também, Desmond?-perguntou a mãe de Matt, uma mulher um pouco gordinha, de cabelos loiros curtos.

-Ah, sim! Mas, posso lhe fazer uma pergunta?- a mulher assentiu, sorrindo- O que é este pequeno aparelho que esta segurando?

Matt e a mãe se divertiram com a pergunta, e riram um pouco.

-Esta brincando, não é? Os celulares aparecem na TV o tempo todo!-respondeu o menino mais novo.

Desmond se sentiu constrangido, mas tentou esconder. Não gostava de parecer ignorante, mesmo que fosse.

-Eu sabia! Só estava brincando-disse com um sorriso forçado.

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-Passa a bola!-gritou John, um dos primos de Matt. Todos se pareciam muito com ele.

Estavam jogando em times de dois. Desmond e Collin, contra Matt e John. A partida estava emocionante. Principalmente para Desmond, que raramente jogava. Ele não era muito bom, mas sempre se divertia mais que os outros. Estavam brincando há mais de duas horas, e por sorte, os pais de Desmond demorariam á chegar.

Enquanto isso, um estranho grupo de homens os observava, em frente á um caminhão.

-Qual deles?-perguntou um deles, que trajava um uniforme azul e branco.

-O mais alto, de pele bronzeada- respondeu um senhor de jaleco.-Minha nossa! Ele é idêntico aos seus antepassados.

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Desmond avistou um caminhão ao longe, com um estranho triângulo pintado. Homens sorridentes se aproximavam. Porém, algo bem estranho aconteceu antes que chegassem perto. Começou com um ronco baixo de carro, que foi aumentando até revelar a caminhonete dos pais de Desmond, que atropelou algumas daquelas pessoas. O pai agarrou o braço de do filho com força e o levou para dentro, então partiram para a fazenda com uma velocidade incrível.

-Por quê saiu de casa!?! Nós não lhe avisamos!?!-gritou alto o pai.Desmond ficou surpreso, nunca o vira assim.

A mãe estava muito nervosa, e repetia algo para si mesma, baixinho. Algo como ‘’nunca comprometa a irmandade’’.

-Por quê atropelou aquelas pessoas? O que elas fizeram?-reclamou Desmond, inconformado.

-São Templários, Desmond! Eles querem matar a todos nós! Querem pôr um fim em qualquer pessoa que tenha a sua linhagem.-respondeu o pai, ainda exasperado.

-Linhagem? Mas que droga você ta falando?- usou um palavrear que havia aprendido com Collin, o primo boca-suja de Matt.

-A linhagem dos Assassinos! Sem nós no caminho, eles podem fazer do mundo o que bem entenderem.

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Foi o suficiente. Desmond definitivamente sabia que os pais eram loucos, e iria deixar a casa aquela noite. Sabia onde guardavam o dinheiro. Num pote de barro em forma de baleia, que ficava completamente oculto debaixo do guarda-roupas. Esperou até a meia-noite, pois os pais demorariam á dormir pela correria anterior. Esvaziou um saco de batatas, e colocou a maioria de seus pertences, como roupas e garrafas d’água. Deixou muitas roupas na hora de sair, mas uma delas lhe chamou a atenção. Um casaco branco, que nunca viu antes. A noite estava fria, e precisaria dele. Vestiu-o, e sentiu como se fosse algo extremamente familiar. Cobriu o rosto com o capuz e correu para o lado de fora. Pulou a cerca com facilidade, e se perguntou para onde iria. Matt lhe apontou a direção do ponto de ônibus da cidade, lugar do qual seus primos chegavam. Correu para lá, como nunca havia feito antes.

Um ônibus era um transporte bem maior que um carro, e seria facilmente reconhecido. Um deles parou em frente á um banco de ferro, coberto por uma proteção de madeira, para protege-lo do sol. Outras pessoas estavam lá,mesmo sendo tão tarde, e entraram por uma de suas portas. Desmond correu para entrar também.

Viu os outros entregando moedas para o cobrador, mas ele só tinha notas. Acabou entregando cem dólares para o homem.

-Você assaltou um banco, garoto?-perguntou o homem, incrédulo.

Vendo que o menino não respondeu, guardou a nota no bolso sem que ninguém visse, e não falou mais. Enquanto isso, Desmond se sentava num dos bancos e não demoraria para pegar no sono. Uma nova vida o aguardava no dia seguinte.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.