as Viagens Temporais de Arthur e Heitor
1 A fuga da bruxa
Notas iniciais
Review não dói! Espero que gostem!
Anna, a matriarca da família de bruxas Santa Rosa, tinha depositado todas as suas esperanças naquela garota que estava ali na sala, pintando.
Ela tinha que ser a mais poderosa, honrar a o nome da família, proteger os humanos do Mal.... por isso ela a mantinha trancada em casa, para protegê-la de certas criaturas desagradáveis, e fazê-la treinar sua magia, ficar forte e invencível. Claro, era um plano perfeito, com uma pequena falha: A garota tinha 16 anos. E é uma verdade universalmente conhecida que garotas dessa idade NUNCA fazem o que seus pais/responsáveis desejam. E, se essa coisa for algo muito ajuizado e seguro, só piora. Íris — esse era o nome dela — amava a avó, mas odiava a "Política de Rapunzel" que a mantinha presa, com todas as suas forças. Como vou conhecer o mundo, ela pensava, se passo o dia inteiro aqui, fazendo feitiços? Por isso, desde o seu aniversário de 15 anos, ela vinha saindo escondido com alguns amigos à noite, enquanto a vó dormia. Tinha dominado a técnica de voltar para casa bêbada e disfarçar com perfeição. Naquela noite não ia rolar bebida nem nada, ela só iria para um parque de diversões que estava visitando a cidade. Danilo, o seu melhor amigo gay e "fado padrinho", jogou uma pedrinha na janela. Ela deixou o pincel sujo de lado, e foi abrir. — Joga suas tranças! — ele gritou, do gramado. Íris revirou os olhos. — Eu ainda tenho que me arrumar! Você chegou cedo demais, seu idiota! — ela berrou, em resposta. A possibilidade da avó de Íris acordar com toda essa gritaria não passou pela cabeça de nenhum dos dois. A outra melhor amiga apareceu, com um salto enorme, inversamente proporcional ao tamanho do seu shortinho jeans. — Você sabe que a gente vai para um parque de diversão, né? Com montanha-russa e essas paradas, não é? — Íris perguntou pra ela, formando uma conchinha com as mãos ao redor da boca, como se fosse um megafone. A amiga fez que sim com a cabeça, e respondeu: — É que o Rodrigo do 2ºB vai estar lá, e eu quero mostrar os atributos! Íris revirou os olhos de novo. Ela se perguntou se os seus amigos tinham algum limite de idiotice, porque não tinha condição. Da janela, ela gesticulou para os dois entrarem e gritou: ESTOU INDO ABRIR A PORTA! Com um silêncio de ninja, ela desceu até a sala, e abriu a porta. Danilo se jogou nela, com um abraço. — Rapunzel! — ele berrou, afetado. — Oi, Danilo. — ela retribuiu, com um sorriso. Em seguida, abraçou a amiga do short curtinho, que se chamava Alice. Verrocchio, o furão de Íris, apareceu para cumprimentar os visitantes. Alice colocou o animal no colo, balançado-o como um bebê. — Oi, Vê — ela disse, com vozinha de criança. Danilo estava ocupado demais para se preocupar com o furão. Ele deu um sorriso deslumbrado e anunciou: — Esta noite vai ser insana. Mal sabia ele o quanto estava certo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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