- Protejam a entrada! Ele esta vindo! — gritava Malphas um demônio alado, vermelho e com cabeça de corvo.

Três legiões sob o seu comando caminham para a entrada da prefeitura de Mediam, haviam arqueiros nas torres, lanceiros na entrada e montadores de bestas na linha de frente.

Ao longe se vê um ponto preto, ele se aproxima rápido, muito rápido.

- Preparem-se! — gritava um demônio na torre.

O ponto começa a se desenhar, as suspeitas se confirmam, era Alastor, o algoz dos demônios.

- FOGO! — gritou o demônio na torre.

As bestas cuspiam bolas de fogo, Alastor as vê se aproximando e então sobe uma parede de trevas a sua frente.

- Bestas! Atacar!

As criaturas quadrupedes de pele salmão cheia de dobras de gordura, com calda, esguias e sem pelo começam a correr na direção de Alastor que acelerava em sua moto.

Os ombros das criaturas possuíam espinhos grandes e marrons, eles também possuíam um chifre cumprido saindo se sua boca e um casco sobre a cabeça não apresentando olhos. Demônios de armadura os cavalgavam.

O choque iminente acontece, uma das bestas enfia o chifre sobre a parede de trevas de Alastor a rasgando, o demônio sobre a criatura urra por ter destruído a defesa do assassino de demônios, mas logo vê que não foi o suficiente.

Uma bola de fogo atravessa o demônio e a besta em que cavalgava, logo ambos se tornam massas azuis e negras explodindo. Era o que acontecia quando um tiro da Diffusus Quator de Alastor atravessava alguma criatura.

Alastor acelera a sua moto e então vê outros demônios montados em bestas se aproximando enquanto cospem bolas de fogo, nenhum problema para o matador de demônios que as corta com sua adaga enquanto fulmina os demônios com tiros de fogo.

O numero de bestas era grande, quanto mais Alastor parecia matar mais surgiam, tiros de trevas e fogo eram disparados das torres da prefeitura, lanceiros ainda esperavam a entrada do matador de demônios no portão do edifício.

No interior do prédio um monstro com cabeça de mula e rabo de pavão esperava noticias de seus oficiais sobre a situação na lateral sob ataque, o seu nome era Adramelech, e ele tinha um plano, um plano que não agradava em nada Alastor.

- ATIREM SEUS VERMES IMUNDOS! — gritava Malphas o chefe das três legiões que protegiam o prédio.

Alastor desvia de varias bolas de fogo com manobras evasivas em sua moto, uma besta vem em sua direção, ele atira mas a criatura desvia, ele atira novamente mas a criatura continua desviando, ele se prepara para atirar de novo quando uma flecha de fogo o atinge. Ele cai de sua moto e então vê a besta vindo empala-lo com o chifre. O demônio que a guiava começa a falar ao colocar a sua besta sobre Alastor.

- NHA! Serei eternamente honrado! Hoje eu, um simples demônio da gurda de Malphas, irei matar o grande Al--

Uma adaga atravessa o seu peito e então ele explode.

- Não ouse pronunciar o meu nome — diz Alastor retirando a lamina da alma do demônio cavalgante que agora implodia em fogo e trevas.

Bolas de fogo começam a vir em sua direção, Alastor monta sobre a besta e então rasga o ceu com sua adaga, o rasgo abre um fresta de trevas que o protege das bolas de fogo.

Ele da um toque na besta com as botas e então ela sai correndo, Alastor agora cavalgando sobre o animal avança sobre os lanceiros.

Os arqueiros nas torres continuam atirando, Alastor se defende rasgando o ceu sobre ele e atirando com sua arma contra as torres.

Os lanceiros se preparam para o impacto de Alastor, os montadores de bestas que corriam pela pradaria lateral da prefeitura correm em sua direção, os animais preparam os chifres para perfurar Alastor e sua montaria, súbito são surpreendidos por um ataque na retaguarda, era a moto de Alastor que os cortava como manteiga ao atropela-los.

Ainda se defendendo com a adaga e cavalgando em direção a entrada da prefeitura, Alastor não precisava mais se preocupar com as bestas já que sua moto fazia o trabalho duro.

- Lanceiros! PREPAREM-SE. — gritava Malphas.

Os lanceiros estavam em posição de ataque, súbito, um deles abandona a lança e corre para dentro da prefeitura, outros começam a acompanha-lo.

- Inúteis! Voltem a seus postos! — era Malphas.

- O cacete otário, se quiser me mata, mas não fico lá! — gritou um lanceiro.

Os demônios começaram a abandonar os seus postos, Alastor sobe no dorso da besta e e em pé atira contra as torres, os arqueiros que não haviam abandonado os postos desintegram-se, Alastor se aproxima dos lanceiros restantes, sua besta dispara fogo, os lanceiros se defendem com as lanças.

Dentro do jardim lateral da prefeitura os demônios desertores vêem Malphas descendo dos céus.

- Traidores infiéis, irei consumir a alma de vocês vermes.

- Foi mal senhor Malphas, mas prefiro ser consumido do que levar um tiro de Quator.

- Então espero que goste de ser digerido por meu estômago critura.

No portão uma lança atravessa a besta de Alastor, o animal cai morto no chão, o assassino em seu dorso salta dando uma cambalhota, uma lança vem em sua direção mas erra o curso, os lanceiros se preparam para empala-lo assim que toca o chão, mas algo de estranho acontece, uma nuvem de fumaça escura sobe sufocando todas as criaturas ali em volta, menos Alastor.

Era uma bomba de trevas, Alastor havia a soltado enquanto saltava da besta em que cavalgava.

Os demônios aos poucos vão caindo no chão, os que permanecem em pé estavam lentos, seus movimentos eram fáceis de se prever, eram presas fáceis para os tiros da Diffusus Quator de Alastor.

O demônio assassino agora estava adentrando a prefeitura, assim que abre o portão se depara com um lindo jardim, nele haviam varias rosas, e em seu centro uma fonte que jorrava sangue. Mas o que realmente chamou a atenção do demônio de pele branca e cabelos negros ao entrar foi um enorme demônio de pele vermelha e cabeça negra de corvo, suas asas igualmente escuras estavam abertas, e seu bico sugava uma estranha energia clara, provavelmente oriunda da alma imperfeita de demônios.

- Malphas, saia do meu caminho agora, tenho assuntos a tratar com seu chefe.

- Desculpe Alastor mas Adramelech está descansando hoje, não vai poder te ver.

- Ultima chance irmão.

- Não me chame de irmão, não somos parentes, é melhor fugir agora Alastor, acabo de consumir a alma de mais de trinta demônios, preciso de apenas dezesseis para atingir o auge de meu poder.

- Seu tempo acabou!

Alastor pula sobre o gigante com cabeça de ave, Malphas se defende com a asa jogando Alastor na fonte.

- Devia ter partido quando teve chance Alastor. — disse Malphas prepotente.

Alastor se levanta da fonte, sangue escorria de seu corpo, seu cabelo agora ensopado escorria sobre o seu rosto, o sangue passava pela sua testa, escorrendo por suas olheiras, nariz, e entando em sua boca. Ele gostava desse gosto, era como um manjar.

Malphas corre na direção de Alastor, esse fica imóvel, o granido de Malphas era ensurdecedor, Alastor permanecia imóvel, seus olhos acompanhavam cada passo de seu adversário, ele o devorava com os olhos.

Subto um soco na cabeça de Malphas o faz parar, era Alastor, ele havia se movido muito rápido, Malphas cambaleava com a mão sobre a cabeça, Alastor saca a sua arma e então dispara, Malphas se defende com as asas.

- Veja Alastor, você não pode me derrotar, nem a Diffusus pode me parar, NINGUEM PODE ME DETER!

Alastor corre em sua direção e então energiza a adaga, a lamina toma um brilho estranho, o demônio correndo em meia lua corta o ar criando uma fissura de trevas, um golpe rápido e incisivo, com toda a sua força Alastor atinge Malphas fazendo-o voar contra a fonte de costas para o portão, a asa do demônio estava cortada e ele desnorteado, ele havia caido de costas na fonte mas já estava de pé.

- Esta vendo Alastor? Não importa o que faça, não pode me derrotar, se isso era tudo o que tinha prepare-se para dizer adeus.

- Adeus.

Malphas se irrita com o aparente gracejo de seu adversário e então infla o pulmão preparando-se para expelir fogo, foi ai que ele sentir algo em suas costas.

- Mas o que é isso?

Malphas olha para trás e então vê a moto de Alastor com a roda ainda em movimento cravada em suas costas. Alastor pula sobre o peito do demônio com cara de corvo e enfia a sua adaga energizada em seu pescoço.

- Como? Como pode me perfurar?

- O sangue na fonte, é o sangue de Abel, ele retirar a invulnerabilidade de qualquer criatura maligna, inclusive demônios — Alastor olha para a lamina de sua adaga e depois para o demônio empalado pelas costas — Onde está Adramelech?

No segundo andar do prédio estava Adremelech sentado em sua sala atrás de uma grande mesa de vidro, ele olhava para a porta grande de madeira a sua frente, as penas de seu rabo de pavão se mexiam de maneira hipnótica, a porta continuava ali estatica, o silêncio mortal tomava o local. Adramelech esperava.

Um som corta o silêncio, segundos depois a porta da sala de Adramelech esta em pedaços, quebrada por uma enorme bola amarela de fogo. Uma moto vem se aproximando, Alastor a pilotava, na garupa uma enorme cabeça de corvo. A moto para diante da mesa de vidro.

- Adramelech, acho melhor se levantar, temos assuntos a tratar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.