Já fazia uns quarenta minutos que estava caminhando pelas ruas vazias e molhadas do parque, aproveitando que todo mundo estava no show de sei lá quem, e nem a chuva os estava dispersando. Podia escutar a barulheira a alguns muitos metros de distância. O capuz do colete voltava a cobrir os cabelos, mesmo que fosse inútil já que estava encharcado. Queria morrer, já se sentia morto psico e emocionalmente, então iria procurar a morte física em breve.

- DH, INFERNO! – Escutou o berro de Pê Lanza, engolindo em seco e parando no lugar, nem se dando ao luxo de virar, por que sabia que ele viria até si. – Porra, meu! Tu sumiu, velho! – Exclamava ele, se aproximando e indo pra frente do menor.

Se encararam por algum tempo, até que o vocalista da Cine suspirasse e despejasse o que queria falar. – Eu não quero mais saber de nada. Eu vivo por ele, Pê... E, porra, meu... Ele agora tá com a mina lá, que eu vi! O que eu posso fazer?! Eu amo aquele ser, mas ele não me quer! O que eu faço????

- Pode começar tirando novas fotos. Revele-as dessa vez... – Colocou na mão do outro uma maquina digital ligada, dando a volta nele e se afastando.

- Mas, que porra...? – Se perguntava o vocalista, mexendo na máquina. Era a de Thominhas, sabia por que tinha sido ele que tinha dado ao loiro. Mexeu nas fotos, achando todas as fotos que tinha naquele DVD que tanto se torturava em ver. – O que...?

Assim que ele virava para procurar por Pê Lanza, era surpreendido por um beijo. Tinha os lábios tomados com uma intensidade que lhe tirava toda a capacidade de reação, fazendo apenas com que suspirasse por que conhecia aquela boca, aquele piercing lhe roçando o lábio de forma deliciosa. Suspirou quase que num gemido, envolvendo o baterista com os braços. A chuva não permitira que o escutasse chegar.

O beijo trocado fora intenso, cheio de saudades, e ao mesmo tempo significava o perdão. As línguas deles se encontraram devagar, reconhecendo uma a outra com cuidado, se enroscando como se brincassem. Os lábios foram encaixados com uma suave inclinação das faces de ambos para lados opostos, tudo bem simétrico, por que eles se encaixavam perfeitamente.

O beijo foi partido com suaves selinhos, e DH escondia o rosto no pescoço do loiro, beijando a pele molhada com carinho ao mesmo tempo em que o apertava nos braços. – Me perdoa... Por ser idiota em te deixar partir... Não quero mais fã nenhuma, não quero mais pessoa alguma, só você... Por favor, gatinho...

- Claro que eu te perdoo, idiota... Senão não estaria aqui, correndo risco de pegar uma pneumonia debaixo dessa chuva, te abraçando e louco de vontade de te beijar de novo! – Sussurrava ele perto da orelha do outro, sorrindo.

O vocalista erguia um pouco o rosto, e foi o suficiente para ter os lábios tomados mais uma vez, só que agora teria reação. O envolveu pela cintura com os braços, as mãos adentrando sob a camisa molhada do mesmo para o apertar contra si, os dedos afundando na pele do loiro. Sentia muita falta disso. Thominhas o envolvia pelo pescoço com os braços, puxando o capuz para baixo, apertando os dedos no tecido. Era mais que óbvio que também morria de saudade dele.

- Vamos pra sua casa, DH... – Sussurrou contra os lábios dele, dando aquele sorriso que fazia o outro derreter.

- Nossa casa, já te disse que é nossa. – Prendeu o piercing dele entre os lábios, sugando-o lentamente e conseguindo arrancar um gemidinho do baterista.

- Ah...! Pensei que já tivesse deixado de ser... – Sussurrou meio perdidinho. Droga, ele sabia que era sensível a brincadeiras em seu piercing.

- Nunca... – Sorriu pra ele, se afastando um pouco do outro para começarem a andar juntos. A alguns metros encontraram o vocalista da banda de Thominhas encostado numa árvore. – Você é um diabo, mano...

Pê Lanza ria, piscando um dos olhos e mostrando a língua no canto da boca. – Já tava me estressando com o cú doce de vocês, velho...

- Demorou dois anos pra se estressar?! Porra, Pê! – Reclamou o loiro, armando um bico.

- Ah, meu... Pensei que ‘cês iam se mexer uma hora ou outra... Mas, não imaginava que fossem demorar tanto... – Disse ele, se juntando aos outros dois na caminhada de volta ao local dos shows. – Aí eu notei que vocês, realmente, não iriam fazer nada. Então comecei a planejar um meio de juntar vocês, e o festival servil como uma luva pra isso.

- Bem, eu já tava criando coragem de ir falar contigo... Mas, tava mais complicado do que eu pensei que seria, mano.. – Suspirou DH, afundando as mãos nos bolsos.

- Eu tinha medo... De você, sei lá... Ter arranjado uma fã mais interessante do que eu... Por isso me afastei, e sempre que quis voltar, surgia algum boato sobre você está se relacionando com alguém... – Contou o loiro, encolhendo os ombros de leve.

- Mas, agora vocês sabem que estão ambos livres e desempedidos, e é bom ficarem juntos, mano... Senão eu bato em vocês! Porra, meu... Mó estresse que vocês me causam... – Resmungou Pê Lanza, com o nariz franzido.

- Muito obrigado, Pê... De verdade... – E o loiro sorria, fazendo com que o outro suspirasse como se estivesse irritado e sorrisse de volta.

-Olha só, DH... Cuida bem dele dessa vez, mano. Senão te meto a porrada, tá entendendo? – E beliscou a barriga do outro vocalista, que ria baixo.

- Pode deixar... Não cometo o mesmo erro duas vezes. – Disse sincero, sorrindo como um bobo.

Lanza assentia, mas logo se calava por que entravam na área restrita aos artistas atrás do palco. Se voltassem apenas Thomas e DH juntos, todo mundo iria estranhar, por isso Pê tinha resolvido esperar por eles, assim seria como se os três tivessem saído pra andar. Na chuva fria e torrencial, mas teriam saído pra andar, passear pelo Ibirapuera como três amiguinhos felizes.

Seguiram cada um para o seu camarim, se despedindo com um “ te vejo daqui a pouco” sussurrado ao vento, que fazia seu trabalho de entregar a mensagem ao vocalista da banda Cine. O mesmo apenas sorria, virando e seguindo para onde os amigos estavam. Entrou lá todo encharcado e, sob o olhar preocupado e chocado dos amigos, caiu de joelhos no chão e se permitiu chorar feito um bebezinho. Foi abraçado por Bruno, que perguntava o que tinha acontecido.

DH não sabia se ria ou se chorava, ficando na mistura disso, e no fim só produzia um barulho pra lá de bizarro. Abraçou o amigo, levantando todo alegre e o abraçando de novo, erguendo-o do chão e depois o soltando com cuidado. Limpava o rosto molhado por lágrimas e chuva, fungando baixo enquanto ria feito idiota, por que estava muito feliz.

- Que merda, mano! Fala logo o que diabos te aconteceu, meu! – Exclamava Dan, que estava preocupado mas já começava a ficar irritado com aquilo.

- Ai ai... – Disse o vocalista, ainda rindo um pouco. – Eu voltei com ele, mano! Voltei com o Thominhas, meeeeeeu!

A preocupação sumiu do semblante dos outros integrantes da banda, e logo gritos de comemoração podiam ser ouvidos do lado de fora. É, todo mundo estava torcendo por isso tinha muito tempo. E não pode-se dizer nada de diferente dos meninos da Restart, que também estavam comemorando em seu camarim. O fato era que os dois estavam muito pra baixo, e isso afetava aos outros tanto como banda quanto como amigos.

— Mano, eu vou indo lá... Por que se eu não ficar perto dele, eu juro que surto, meu! – E saiu correndo e rindo, em direção ao camarim da outra banda. Bateu na porta do camarim, a abrindo uma fresta. – Meninos...?

- Oooooi! – O baterista puxava DH pra dentro, batendo a porta e roubando um selo longo. — DH...! – Praticamente ronronou, o abraçando e apertando todo manhoso.

- Oi, gatinho... – Riu baixo, o apertando nos braços e erguendo um pouquinho do chão, logo soltando de leve e olhando para os outros três. – Posso roubar o baterista de vocês...?

- Por favor, meu! Leva logo de uma vez que ele já tá chato de tanto que fala de você! – Exclamava Pelu, recebendo uma careta da parte do loiro, dando a lingua pra ele em resposta.

- Desculpe... – Disse o vocalista da outra banda, ficando sem jeito.

- Ah, meu! Vai logo... – E o vocalista da Restart jogava a mochila do baterista para DH, que a pegava no ar e trazia para junto do corpo.

- Valeu... Vamos, gatinho...? – Baixou o rosto para o loiro, que estava grudado em si e apenas assentia de levinho. – Tem que me soltar, meu amor... Sabe disso...

- Hm... Chato... – Resmungava ele, suspirando e o soltando. Virava-se para os amigos, ajeitando a camisa molhada- Pê, libera a gente do ensaio amanhã, vai...?

- Claro... – Assentiu o outro. – Aproveitem a noite, por que hoje eu vou dormir tranquilo... – Comemorou ele, se espreguiçando. – Vão logo, mano.

Assentiram, se afastando um do outro para poder sair do camarim lado a lado, saindo dali numa pressa disfarçada de calmaria extrema. DH colocava a mochila do outro nas costas, já que não havia trazido nada mesmo. Saíam dali sob chuva, mas como já estavam encharcados e a mochila era de lona, não precisaram se apressar. Andavam lado a lado, vez ou outra as mãos se roçavam e os dois riam. Era como se apenas eles soubessem o segredo que faz girar o universo.

Pararam no ponto de ônibus, esperando sob a marquise um ônibus passar. DH recostava sobre uma pilastra, as mãos nos bolsos da calça, o capuz cobrindo a face e um dos pés apoiados na pilastra atrás de si. Thominhas estava em frente a ele, os braços cruzados e tremendo um pouco, por que além de estar todo molhado, o tecido da roupa era extremamente fino.

- Caraaaalho, que friiio, meu! – Reclamava ele, se encolhendo um pouco.

O vocalista olhava para os lados, esperando uma mulher passar apressada pelos dois, e logo puxava o menor pelo braço, o envolvendo com os próprios e mantendo contra o corpo. – Melhor assim?

- Você é louco, DH... – Sussurrou ele, deitando a cabeça no ombro do mais velho e o abraçando pelo peito.

- Por você eu sempre fui... — Respondeu, baixando o rosto e beijando a bochecha gelada do loiro.

- Mentira! Quando a gente se conheceu tu nem me olhava...

- O que?! – Arregalou os olhos, não lembrando disso.

- É, mano... ‘Cê torcia o nariz pra mim e tudo... – E fez um biquinho, o olhando.

- Torcia...? – E franziu o cenho, pensativo. – Mas, eu... – E logo a ficha caiu. – Ah! Claro, né! Eu fiquei afim de você desde a primeira vez que te vi... E não é fácil admitir pra si mesmo que tá afim de um cara, né... Por isso eu fingia que não gostava de você...

- Ah... – Exclamou, agora ficando pensativo também. – Nossa, como eu sou buuuurro, meu...

- Por que? – Arqueava uma sobrancelha.

- Por que eu podia ter te agarrado muito antes, então... – Erguia um pouco o rosto, o olhando. – Me apaixonei por você desde a primeira vez que te vi.

DH limitava-se a sorrir, tocando os lábios nos dele com suavidade, só num selinho por que ainda tinha que prestar atenção nos ônibus. Por causa da chuva não havia pessoas nas ruas, então podiam fazer aquela irresponsabilidade, e também não estava se importando muito em ser pego com o loiro. Se suas fãs lhe amavam tanto quanto diziam, não iriam se importar e até apoiariam. Era tudo o que mais queria, na verdade.

O selo durou apenas poucos segundos, e logo tiveram que se separar por que o ônibus estavam chegando. Fizeram sinal, e o ônibus freiava barulhento, logo parando ao lado deles. Subiram, pagando as passagens e logo passando pela roleta. Se jogaram nos penúltimos bancos do lado esquerdo do ônibus, ficando perto o suficiente para ficarem de darem as mãos sob a sombra das coxas. Começaram a conversar sobre coisas a toa, apenas para passar o tempo da viagem. A chuva piorava, e eles esperavam que não tivessem que parar no meio da rua.

O percurso demorou mais que o esperado, mas ainda assim conseguiram chegar em segurança ao ponto de ônibus, agora era só andarem duas quadras até o prédio do vocalista e estariam a salvo no apartamento seco. Deram as mãos ao notar o quão desertas as ruas estavam, caminhando com tranquilidade até o edifício. Eram raros os momentos em que podiam andar assim, então iam bem devagar, como se para saboriar aquilo.

Entraram no prédio depois de alguns minutos, o porteiro os cumprimentando com um suave aceno da cabeça. Era um bom porteiro, sabia guardar segredo. Já tinha carregado DH bêbado para o apartamento do mesmo e o deixado deitado na cama diversas vezes, e sempre o escutava chorar pelo loiro. Tinha se acostumado a isso, e agora que os via juntos de novo, escondia um sorriso sob o grosso bigode que começava a ficar grisalho.

Os dois caminharam para o elevador, entrando no mesmo e apertando o botão do sétimo andar. O mais novo se aproximou, abraçando o outro enquanto tremia de leve. O abraço foi retribuído, e DH afundava o rosto nos fios molhados, fechando os olhos e ficando quieto ali enquanto o elevador não chegava ao andar.

- Quero só ver... O quanto vão me xingar por você ficar sem voz... – Disse Thominhas, que também estava de olhos fechados.

- Não vão falar nada, até por que não é culpa sua... – Respondeu o vocalista, recostando na parede metálica. – E quem disse que vou ficar sem voz?

- Imagino que fique... Pela chuva. – Se pudesse, não o soltaria nunca mais, mas logo teve que fazê-lo, já que chegavam ao andar.

- Isso quer dizer que você vai acabar sem voz também... – Soltou-se do louro, o segurando pela mão e saindo do elevador.

- Mas, eu sou baterista, eu podia ser até mudo que não faria diferença. –Seguiu com ele para a porta do apartamento, enfiando a mão no bolso de trás da calça do maior e tirando a chave. – Você não muda, hein?

- Ah, tem esse detalhe... – Coçou a nuca com a mão livre, o olhando e rindo. – Qual seria a graça se eu mudasse...? – Entrou depois que o loiro abriu a porta, soltando a mão dele e o vendo voltar a trancá-la.

- Nenhuma... – Respondeu sincero, virando para o olhar.

- Vá para o banho, sim...? Vou ligar pros meninos e avisar que não morremos afogados no caminho. – Se aproximou dele, beijando-lhe a boca num selo carinhoso.

- Se junta a mim depois...? – Pediu manhoso, envolvendo o pescoço do outro com os braços.

- Hmmm... Será que devo...? – Sorriu implicante, o abraçando pela cintura e começando a andar pelo apartamento.

- Vai me deixar sozinho naquele seu... – O vocalista arqueava uma sobrancelha, e o menor ria. – Nosso banheiro enorme...?

- O problema é que... — Passou a língua lentamente no piercing dele, sussurrando contra os lábos do mesmo enquanto entrava no quarto. – Se eu for pro banho contigo.. A gente só vai sair de lá daqui a horas...

- Ah... Tem isso... – Gemeu o loiro, arrepiando-se por inteiro. – Não... Ah, merda, DH... Vai me deixar doido!

- Só com isso, gatinho...? – Riu o mais velho, mordiscando-lhe o lábio inferior.

- Olha, só você mexe comigo assim! E tem dois anos que você não me toca... Imagina como eu tô! – Exclamou ele, suspirando trêmulo com a mordida.

- Tá da mesma forma que eu... – Escorregou as mãos, segurando o loiro pela cintura e apertando os dedos ali.

- DH.... – Gemeu de novo, apertando os dedos em punho. – O banho, DH... O banho... – Lembrou ele, mas não parecia realmente querer o banho agora.

- Ah... Verdade... Merda, não quero que você fique doente... Minha preocupação ainda é maior que a vontade louca de te jogar na cama... – Resmungou, selando-lhe os lábios e o pegando no colo pelas coxas.

O vocalista levava o menor para o banheiro, o descendo no chão com cuidado dentro do box e ligando a água quente sobre ele. Quando o mesmo ia sair, foi puxado de volta para perto do baterista, que lhe tomava os lábios num beijo antes que pudesse falar alguma coisa. Acabou por aprofundar aquilo que seria apenas um selinho, adentrando a boca do loiro com a língua e a enroscando na dele.

Thominhas puxava o outro para debaixo d’água também, subindo as mãos pelo colete do maior e puxando o zíper para baixo, assim o abrindo. Retirava o colete, deixando que o mesmo caísse no chão, e constatando feliz que DH não usava camisa por baixo, o que facilitava as coisas. O vocalista, por sua vez, colocava as mãos sob a camisa do loiro, a puxando para cima e tendo que partir o beijo para poder tirá-la, deixando-a ter o mesmo destino do colete.

Não demorou muito para que calças e roupas íntimas de ambos também estivessem chutadas num canto qualquer do box e os dois estivessem novamente se beijando. O mais novo era posto com as costas contra a parede fria e molhada, mas não reclamava nada por conta disso. Os beijos trocados iam ficando mais quentes, as mãos de ambos passeavam pelos corpos, como se estivessem redecorando um ao outro, arranhando e apertando, originando gemidos e ofegos.

O loiro erguia o rosto, revelando o pescoço para DH, que tratava de voltar a marcá-lo com seus dentes, como nunca devia ter deixado de ser. Os gemidos já tinham deixado de ser contidos, ecoando livres pelo banheiro, apenas o barulho da água corrente competindo contra eles. Mas, logo outro som se fazia presente, saindo sem que Thominhas pudesse fazer algo contra.

- Atchim! – Espirrou ele, virando o rosto para o lado para não morrer afogado com a água do chuveiro. – Merda... – Disse com um biquinho, por que sabia que agora já era.

- Gatinho, vamos tomar banho direito, ok... ? Aí depois a gente come alguma coisa e vai pra cama, o que acha...? – Perguntou com um sorriso carinhoso, o olhando.

- Ah... E tem como negar algo a esse sorriso? – Perguntou com um biquinho emburrado.

DH riu baixo, colocando o loiro no chão com cuidado e desligando a água para passar o shampoo nos cabelos dele. O banho seguiu calmo, brincaram um pouco com espuma do shampoo, mas nada que demorasse demais, por que o vocalista queria o menor quente e seco logo pra não piorar a gripe que sabia que iria chegar na manhã seguinte.

Saíram do banheiro quando terminaram, vestidos em roupões, já que o mais velho nunca tinha tirado o do outro do lado do seu. Thominhas foi abraçado por trás, e recostou o corpo contra o peito do outro, sorrindo todo bobo por que agora parecia que ia voltar àquela gostosa rotina que tinha com ele. E caminhando daquela forma estranha por estarem colados, cruzaram o quarto até o guarda roupa.

Se separaram para poderem escolher as roupas, cada um de um lado do guarda roupa. Só não eram casados de papel passado por que quando o vocalista ia pedir, terminaram daquela forma trágica. O anel ainda estava guardadinho na primeira gaveta do criado mudo,e pretendia tirá-lo dali muito em breve, era só ter a oportunidade certa.

Colocaram os pijamas quentes, se jogando na cama em seguida, suspirando cansados. Viraram a face na direção um do outro, rindo baixo e se aproximando. O vocalista puxava o edredon sobre ambos, abraçando o menor bem apertado e lhe beijando os cabelos com carinho.

- Te amo tanto, gatinho.... – Sussurrou ele, recebendo um manhoso ronronar em resposta.

- Não mais do que eu te amo... – Beijou o pescoço dele, se ajeitando contra o peito do maior.

DH riu baixo, aninhando Thominhas a si antes de se permitir fechar os olhos. Foi impossível não se deixarem levar pelo sono, estando cansados do show e era tão confortável estarem abraçados ali, que o sono vinha calmamente, os envolvendo e ninando. Não demorou muito para que estivessem em sono pesado, grudados um no outro.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!