aquilo que meu coração jorra
6 violência
Notas iniciais
Eu amadureci rápido
O que você aprende em vinte anos
Eu preciso entender com nove
Preciso saber que a violência está na minha frente
Não choro na frente deles
Para que eles não falem de mim por trás
Enquanto isso a lama e o sangue escorrem
A gente faz péssimas escolhas
Colocando a violência no poder
Que inspira o prazer em destruir
A gente corre com um machado no ombro
Mas mesmo assim ninguém age
Eu tenho medo de ir dormir
E não acordar
Porque o lugar onde eu vivo
Todos estão manchados
Algumas pessoas estão PRESENTES!!
Mas não de corpo, e sim de alma
Eu os admiro por isso
Porém não detém meu medo
Essa terra um dia foi bela
Mas alguém nos invadiu
Tirou nossas vidas e nos violou
E deixou de presente o ódio
Que o peito de várias pessoas assumiu
Conheço pessoas que gritam por socorro
Mas não são atendidas
Porque suas vidas não importam
No olhar daquele que tem o poder
Para eles “humano” é só aquele que não nasceu
O resto é indigente
Não quer educar
Mas se ocorrer algum deslize:
“Olha, aquele dali precisamos matar”
O que não tem acesso fácil
O desespero procura na rua
E acha uma péssima escolha
Porque infelizmente a bala não quer saber quem acerta
Os nativos morrem por suas terras
E são desrespeitados
Por esses que julgam ser superiores
Por terem dinheiro lavado
Esse poema foi inspirado no meu país
Que infelizmente não tem passado, presente e nem futuro
Está tudo queimado
Por eles que tem todo um dinheiro furado
Nunca pensei em escrever algo assim,
Mas ás vezes é necessário
Desejo fugir
Antes que o meu sangue
Também seja derramado
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